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Sterilizasyonun Bankacılık Sektörü Üzerindeki Etkileri

ÜÇÜNCÜ BÖLÜM

3.1. Sterilizasyonun Sonuçları

3.1.2. Sterilizasyonun Bankacılık Sektörü Üzerindeki Etkileri

No plano internacional, todos os documentos relativos à garantia do direito à educação como um direito humano se aplicam aos indivíduos aprisionados, como a Declaração Universal de Direitos Humanos, o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, dentre outros. Com efeito, é a educação um direito também dos indivíduos privados da liberdade, conforme afirma o Manual de la Educación Básica en los Establecimientos

Penitenciarios da UNESCO de 1994, ao dispor que:

la educación se reconoce ahora como una necesidad humana básica y como um derecho humano. En consecuencia, puede arguirse que el encarcelamiento, aunque se considere un castigo justificado, no debe llevar consigo una privación adicional de derechos (...) entre los que figura el derecho a la educación.

Não obstante, o documento específico de maior relevância acerca do direito à educação de presos é as Regras Mínimas para o Tratamento de Prisioneiros, adotadas pelas Nações Unidas em 1957. Dispõe o referido instrumento normativo em seus artigos 58, 59 e 66 que para alcançar o propósito de reinserção social do prisioneiro, os sistemas penitenciários devem empregar todos os meios curativos, morais, espirituais, assistenciais e educacionais disponíveis. Para tanto, no que diz respeito ao direito à educação, disciplina no artigo 77 que:

1.Serão tomadas medidas para melhorar a educação de todos os presos em condições de aproveitá-la, incluindo instrução religiosa nos países em que isso for possível. A educação de analfabetos e presos jovens será obrigatória, prestando-lhe a administração especial atenção.

2.Tanto quanto possível, a educação dos presos estará integrada ao sistema educacional do país, para que depois da sua libertação possam continuar, sem dificuldades, a sua educação.

Nesse sentido, no transcurso da última década, vários países ao redor do mundo vêm dedicando atenção especial à temática da educação prisional em suas legislações penais, contemplando não só enunciados da educação de presos enquanto direito humano, mas também a previsão de atividades e

serviços associados à garantia desse direito, como atividades culturais e desportivas60 (RANGEL, 2009, p.43).

No Brasil, o direito à educação do preso está disciplinado de maneira direta ou transversal na Constituição Federal, no Código Penal (lei 2.848/40 e posteriores alterações), na Lei de Execução Penal (lei nº. 7.210/84), nas resoluções e orientações do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e de maneira particular nos textos normativos penitenciários de cada unidade da federação, tendo em vista a descentralização da execução penal no país por força da competência concorrente entre União e Estados para legislar em matéria de direito penitenciário (CF/88 Art. 24, I).

A base constitucional do direito à educação dos indivíduos privados de liberdade está configurada no artigo 205 da carta magna, que ao enunciar o princípio da universalidade da educação, contemplou necessariamente essa parcela de cidadãos. Com efeito, não tendo a condição de encarcerado força suficiente, pelo menos sob o ponto de vista normativo, para desconstituir a humanidade do preso, a este continuam assegurados os direitos dela decorrentes (PIEDADE JÚNIOR, 2005, p.53-61). No mais, essa convicção é reproduzida expressamente no artigo 38 do código penal, ao afirmar que “o preso conserva todos os direitos não atingidos pela perda da liberdade”, e no artigo 3º da Lei de Execução Penal, que disciplina: “ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei”.

Alçado ao patamar de direito constitucional universal, o direito à educação tem como correspondente o dever do Estado de promovê-lo para todos os cidadãos, aí incluídos, necessariamente, os indivíduos aprisionados. Nesse sentido, a educação na prisão não é um privilégio a ser concedido a

60 Restringindo a investigação apenas ao espaço da América Latina, por exemplo, tem-se que,

na Argentina, a Lei de Educação Nacional (nº. 26.206) dedicou capítulo específico para o tratamento da matéria ao passo em que definiu a educação prisional como modalidade própria do sistema educativo. Na mesma direção, no Paraguai, a Lei Geral de Educação, em seu artigo 76, título V, capítulo 1, declarou que a educação geral básica teria como objetivo garantir o acesso educativo às pessoas privadas de liberdade. Por sua ver, a Constituição Mexicana estabelece em seu artigo 18 que os governos da federação e dos estados devem organizar o sistema penal, e suas respectivas jurisdições, sobre as bases da capacitação para o trabalho e da educação como meios para garantir a readaptação social do delinqüente.

alguns prisioneiros, mas um direito subjetivo, que deve alcançar todos aqueles “em condições de aproveitá-la”, como propõe as Regras Mínimas da ONU.

Sob o título de “assistência educacional”, o legislador pátrio contemplou na Lei de Execução Penal (7.210/84), o disciplinamento do direito à educação do preso no ordenamento jurídico brasileiro, admitindo sua importância nas funções de prevenção do crime e orientação do retorno do apenado à convivência em sociedade (Artigo 10 da LEP), e dispondo em seu artigo 17 que “a assistência educacional compreenderá a instrução escolar61 e a formação

profissional”.

Educação e trabalho são duas categorias que sempre permearam qualquer programa de ressocialização de presos (JULIÃO, 2007, p.42), assim, conforme leciona Albergaria (1993, p.51), a assistência educacional prevista na LEP não se restringe a mera instrução escolar, contemplando uma significação integral que abrange não só um caráter acadêmico, mas também um aspecto social, profissional, decorrente da função utilitária da pena. Afirma o doutrinador que a formação profissional nos estabelecimentos penais deve familiarizar o preso com a máquina e recursos tecnológicos com os quais irá lidar no seu retorno à sociedade, assim, ao legislador pátrio não basta que a assistência educacional na prisão ocupe-se de uma formação intelectual, mas também de uma preparação prática dos indivíduos para que possam competir com um mínimo de dignidade pela aquisição de trabalho quando do seu retorno à sociedade livre.

Impende destacar também que, conforme dispõe o artigo 19 da LEP, o ensino profissional deverá ser ministrado em nível de iniciação ou de aperfeiçoamento técnico, tendo a mulher condenada direito a ensino profissional adequado à sua condição, o que implica dizer que essa modalidade de educação deverá contemplar tanto os apenados sem experiência profissional anterior, quanto àqueles que possuíam alguma atividade laboral, sendo que neste caso, a oferta de ensino profissional na prisão deverá levar em conta as aptidões pessoais do prisioneiro.

Em seu artigo 18, a LEP determina ainda que, o ensino de nível fundamental aos presos será obrigatório e integrado ao sistema escolar de

61 Entende-se por instrução escolar a transmissão sistemática de conhecimentos necessários

cada unidade da federação, devendo cada estabelecimento penitenciário contar com dependências específicas para os serviços de assistência educacional, bem como com salas de aulas destinadas a cursos do ensino básico e profissionalizante, conforme dispõe o artigo 83 do referido diploma legal. Assim, o ensino no contexto prisional deve atender aos mesmos requisitos, modalidades e características do ensino ofertado nos estabelecimentos públicos ou particulares da sociedade livre, devendo ser ministrado segundo padrões satisfatórios de qualidade e em locais próprios, destinados para tal fim nos estabelecimentos penais.

No que diz respeito aos demais níveis de ensino, constituirão hipóteses de saída temporária para os condenados que cumprem pena em regime semi- aberto, mediante autorização motivada do juiz das execuções penais, desde que o interessado comprove comportamento adequado, cumprimento mínimo de 1/6 da pena se primário ou 1/4 se reincidente, e compatibilidade do benefício com os objetivos da pena, nos termos dos artigos 122 e seguintes da Lei de Execuções Penais.

Dispõe ainda, o diploma legal em epígrafe, acerca do princípio da co- participação entre Estado e sociedade na promoção do direito à educação do preso, bem como sobre a manutenção de espaços de leitura nos estabelecimentos prisionais nacionais:

Art. 20. As atividades educacionais podem ser objeto de convênio com entidades públicas ou particulares, que instalem escolas ou ofereçam cursos especializados.

Art. 21. Em atendimento às condições locais, dotar-se-á cada estabelecimento de uma biblioteca, para uso de todas as categorias de reclusos, provida de livros instrutivos, recreativos e didáticos. Além dos parâmetros fixados pela Constituição Federal, e o disciplinamento específico da matéria constante da Lei de Execuções Penais, o direito à educação do preso no ordenamento jurídico brasileiro está também disciplinado nas resoluções editadas pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), com destaque para a resolução nº. 14/1994, que instituiu as Regras Mínimas para o Tratamento de Prisioneiros no Brasil e a resolução nº. 03/2005, que editou as diretrizes Básicas para construção, ampliação e reforma de estabelecimentos penais.

Res. nº. 14/1994- Art. 38. A assistência educacional compreenderá a instrução escolar e a formação profissional do preso. Art. 39. O ensino profissional será ministrado em nível de iniciação e de aperfeiçoamento técnico. Art. 40. A instrução primária será obrigatoriamente ofertada a todos os presos que não a possuam. Parágrafo Único – Cursos de alfabetização serão obrigatórios para os analfabetos. Art. 41. Os estabelecimentos prisionais contarão com biblioteca organizada com livros de conteúdo informativo, educativo e recreativo, adequados à formação cultural, profissional e espiritual do preso. Art. 42. Deverá ser permitido ao preso participar de curso por correspondência, rádio ou televisão, sem prejuízo da disciplina e da segurança do estabelecimento. Res. nº. 03/2005- Anexo VI. Os projetos para estabelecimentos penais deverão prever, conforme o caso, local para: (...) c) ensino e biblioteca; (...)

No que diz respeito ao direito à remição da pena pelo estudo, ainda que não haja no Brasil legislação própria disciplinando o tema, desde o ano de 1993 tramitam nas casas legislativas inúmeros projetos de lei que tratam da questão, a exemplo do PL nº. 7824/2010, que prevê a remição de um dia de pena para cada 12 horas de freqüência escolar. Outrossim, os tribunais nacionais têm admitido a aplicação do instituto por analogia à remição pelo trabalho já consagrada na Lei de Execuções Penais, e nesse sentido, cite-se a súmula nº. 341 do Superior Tribunal de Justiça, dispondo que “a freqüência a curso de ensino formal é causa de remição de parte do tempo de execução de pena sob regime fechado ou semi-aberto”.

Não obstante a previsão legal, o direito do preso à educação vem sendo reconhecido no Brasil mediante a adoção de uma série de ações políticas afirmativas.

Benzer Belgeler