2. KURAMSAL ÇERÇEVE
2.3. İlgili Araştırmalar
2.3.2. STEM Eğitimi ile İlgili Araştırmalar
No decurso da prática pedagógica, elaborou-se grelhas de avaliação (ver apêndices 45, 46, 47, 48, 49, 50 e 51), organizadas segundo as áreas de conteúdo das OCEPE (ME, 1997) e as Metas de Aprendizagem para a Educação Pré-Escolar (ME, 2010), com o propósito de se observar o progresso das aprendizagens individuais das crianças. Decorrente deste pensamento, acrescenta-se que a avaliação, na EPE, emprega processos centralizados nas características das crianças, dado que são protagonistas da sua própria aprendizagem, mais concretamente como aprendem, organizam e produzem o conhecimento e, também, como resolvem problemas (Circular n.º 4 /DGIDC/DSDC/2011). Note-se que a avaliação foi complementada com a observação e a recolha dos artefactos das crianças.
Portanto, no presente ponto, aborda-se uma análise global do desenvolvimento das aprendizagens das crianças efetivado ao longo da práxis pedagógica. Assim sendo, na área de Formação Pessoal e Social, apurou-se que as crianças já são autónomas e têm grande espírito de entreajuda, de espirito crítico e de partilha. No entanto, o grupo demonstrou algumas situações a melhorar, designadamente pouco respeito pela opinião dos colegas, dificuldade em aguardar pela sua vez para falar e a falta de confiança em si próprio. Neste âmbito, procurou-se desenvolver inúmeros diálogos e implementou-se como estratégia a regra de colocar o dedo no ar para permitir que todos falassem um pouco e aguardassem pela sua vez. No fim da intervenção pedagógica, constatou-se que Figura 69. Pintura do cartaz "Todas as Famílias são Especiais".
as crianças, gradualmente, começaram a aguardar pela sua vez e, naturalmente, a respeitar a opinião dos colegas. Por vezes, algumas crianças esqueciam-se de colocar o dedo no ar, mas os colegas ajudavam-nas a relembrar, promovendo um sentido de cooperação e a concordância de regras. Notou-se, também, que este recurso permitiu uma maior participação e confiança de todas as crianças nas intervenções em grande grupo.
No que respeita à avaliação da área de Expressão e Comunicação, afirma-se que foi positiva, dado que foi evidente uma evolução, mais concretamente no domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita. Com efeito, para colmatar a problemática inerente a este domínio, nomeadamente a dificuldade na articulação de palavras, realizou- se inúmeras atividades de estimulação da linguagem oral acompanhada por ocasiões de diálogo. Através das estratégias implementadas verificou-se que as crianças ganharam mais autonomia e prazer na interação verbal, um aumento do léxico, uma melhor articulação das palavras e a elaboração de frases mais completas. Ainda neste domínio, refere-se que as crianças revelaram sempre grande prazer em ouvir histórias em voz alta e facilidade em discutir situações e vivências, analisar e recontar histórias, e, ainda, a memorizar factos. No âmbito da escrita, importa salientar que apenas uma criança não escrevia o seu nome, contudo, no fim da intervenção pedagógica, conseguiu fazê-lo.
Já no domínio da Expressão Plástica, o grupo demonstrou sempre muita satisfação e aptidão, utilizando de forma espontânea os recursos existentes na área da pintura. Ao longo do processo de estágio, as crianças tiveram a possibilidade de contactar com diversos materiais e técnicas plásticas, contribuindo para o aumento da sua sensibilidade estética, o controlo da motricidade fina e para o desenvolvimento da criatividade. Importa mencionar que a situação que necessitou de mais atenção direcionou-se à pintura, mais concretamente a colorir dentro dos contornos dos desenhos. Todavia, este processo é natural, sendo que as crianças vão melhorando estas competências específicas progressivamente e, consequentemente, vão-se apercebendo destes aspetos. Numa tentativa de as ajudar, tornou-se importante levá-las a comparar as suas pinturas com outras imagens, para, desta forma, se aperceberem de como fazê-lo.
Relativamente ao domínio da Expressão Motora, refere-se que as crianças demonstraram sempre muito entusiasmo e prazer, principalmente nos jogos de movimento. Através das atividades desenvolvidas, denotou-se que têm interesse pela dança, demonstram satisfação na exploração livre do espaço e revelam facilidade na execução de diversos movimentos, como, por exemplo, saltar, correr e rastejar. Por outro
fina, designadamente o controlo do pincel e do lápis. Neste sentido, para auxiliar as crianças nas suas dificuldades e indo ao encontro dos seus interesses, efetuou-se momentos de expressão plástica e de escrita para estimular o controlo do pincel e do lápis. Embora tenham sido implementadas estas estratégias, não foi possível observar um desenvolvimento concreto, já que estas situações necessitam de mais tempo e mais trabalho para uma evolução significativa.
No que concerne ao domínio da Expressão Dramática, as crianças não apresentaram dificuldades específicas e gostaram, particularmente, do jogo dramático. Foi fundamental para a estimulação da linguagem oral, por meio da manipulação de fantoches, dos jogos dramáticos e das dramatizações. Desta forma, as crianças usufruíram de muitos momentos de comunicação, estimulando o aumento do vocabulário e, como tal, a sua autonomia e autoconfiança.
O domínio da Expressão Musical revelou-se como motivação para trabalhar diversos conteúdos, como permitiu trabalhar a articulação das palavras. Durante o período de intervenção, constatou-se que o grupo gosta muito de cantar, de realizar movimentos relacionados com as letras das músicas e de dançar. Do mesmo modo, mesmo tendo surgido algumas dificuldades na manipulação dos instrumentos de percussão, destaca-se que esse contacto despertou muito interesse e contribuiu para incrementar a cultura e o sentido musical das crianças.
No que se prende ao domínio da Matemática, observou-se que as crianças já compreendem que a Matemática encontra-se em alguns momentos da sua vida diária. Denotou-se, identicamente, uma evolução na formação de conjuntos, na contagem dos números e, principalmente, no prazer pela aprendizagem matemática.
Quanto à área de Conhecimento do Mundo, tentou-se proporcionar atividades ativas e diversificadas, para ampliar a cultura das crianças e a compreensão do mundo em seu redor. Assim, as crianças mostraram muita curiosidade natural e gostaram, particularmente, das atividades experimentais, tornando-se numa ferramenta para estimular as aprendizagens. Subjaz a este domínio, declara-se que fomentou, nas crianças, uma atitude experimental e o gosto pela ciência. Verificou-se, ainda, muitos momentos de troca de ideias e a partilha de vivências e experiências.
Por último, em termos da avaliação dos comportamentos, destaca-se que o grupo já compreende e assimila as regras. No entanto, algumas crianças entram em conflito em situações pontuais, resultante do não querer partilhar brinquedos, não deixar outras crianças participarem em jogos ou nas atividades, resultando, por vezes, em situações de
confronto físico. Deste modo, promoveram-se conversas individuais e em grande grupo para compreender os motivos e resolver os conflitos. Salienta-se que foi notório que esta estratégia é eficiente, uma vez que foram comprovados progressos neste quadro.
4.2.5. Resposta à questão da investigação-ação
Neste ponto, é apresentado, de maneira simplificada, a resposta à questão- problema e, ainda, concretizado uma breve análise das estratégias implementadas no ambiente educativo.
Assim, de acordo com a questão-problema “Como proporcionar às crianças o desenvolvimento de competências da linguagem oral?”, depreende-se que o balanço final é positivo, já que se constatou um progresso geral. Verificou-se que o desenvolvimento de competências da linguagem oral nas crianças tornou possível promover aprendizagens transversais às áreas de conteúdo. No entanto, este projeto requer um trabalho a longo prazo para que se evidencie uma evolução significativa.
No que diz respeito às estratégias desenvolvidas, notou-se que as histórias suscitaram prazer às crianças e auxiliaram no desenvolvimento de competências comunicativas, nomeadamente em ações como ouvir e falar.
Já a concretização dos jogos orais foi uma novidade no meio educativo, despertando, assim, muito entusiasmo e divertimento. Em contrapartida, facultou momentos de dificuldade, mais concretamente na memorização da sucessão de palavras, sendo por isso necessário encontrar jogos mais simples, adequados às necessidades das crianças.
Importa referir que a melhor estratégia foi, de facto, a implementação do ensino experimental. As crianças demonstram-se sempre muito comunicativas, proporcionando momentos de autonomia, fomentando o aumento do vocabulário e, ainda, permitindo uma participação ativa na edificação do seu conhecimento e na estruturação do pensamento. Da mesma forma, a criação de um ambiente rico em diálogos favoreceu o prazer na interação verbal e a relação com os adultos, assim como os seus pares.
Para terminar, a utilização das expressões tornou-se numa estratégia motivante e interessante para trabalhar competências na linguagem oral, numa perspetiva de desenvolvimento global das crianças.