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II. BÖLÜM

2.9. KOBİ’lerin Avantaj ve Dezavantajları

3.1.1. Standartlar

Na metodologia proposta por Leicht e Messner (2009) para a definição de uma infraestrutura para espaços interativos pôde-se observar alguns procedimentos. Em primeiro lugar, o autor definiu quais eram as tarefas colaborativas a serem executadas na sala e após determinou a função colaborativa que cada elemento da equipe deveria desempenhar. Com esse processo definido, determinou-se quais eram as necessidades de comunicação para suportar este processo de colaboração (necessidades de mídias sincronizadas). Com a seleção de mídias para atender à tarefa selecionada de maneira sincronizada, conseguiu-se determinar as características da sala interativa de projeto. Os autores determinaram uma tabela onde se relaciona a fase do projeto com os objetivos a serem tratados em reunião, os participantes e a utilização do modelo tridimensional. Esta metodologia foi em parte replicada neste trabalho. Juntamente com o tipo de mídia que é utilizado para comunicação, o modo de interação entre os envolvidos desempenha um papel importante na percepção ou memória. Um simples telão faz diferença no engajamento e atenção dos participantes da reunião (LEICHT; MESSNER, 2009).

A interação do usuário com os protótipos virtuais tem crescido em relação às ferramentas tradicionais de CAD, embora o uso de três dimensões adicione um nível de complexidade. O sistema na Universidade Penn State, por exemplo, usa um mouse 3D para permitir que o usuário faça apontamentos visuais e seleções dentro do ambiente virtual, mas este sistema ainda se concentra em acompanhamento e interação para um único usuário.

Interação intuitiva refere-se à capacidade de o usuário compreender a forma de utilizar o dispositivo interativo para manipular protótipos virtuais ou outro conteúdo digital. Um dos usos mais comuns observados em ambientes AEC são ferramentas baseadas em caneta para desenhar ou escrever. O iRoom na Universidade de Stanford utilizava três grandes quadros interativos com telas sensíveis ao toque para que os usuários pudessem interagir diretamente e escrever sobre a imagem digital projetada, com a capacidade de transporte de informações entre as três telas (FISCHER et al., 2002). Atualmente, o iRoom conta com mais de dez Smartboards em sua 3ª geração. Ainda conta com duas salas anexas menores que contém além de Smartboards, mesas

touch screen, de acordo com visita da autora no local.

Da mesma forma, o ICon Lab (Immersive Construction Lab) na Universidade Penn

State tem um conjunto de tablet PCs que estão ligados ao sistema de exibição e que

permite aos usuários desenhar e escrever através da interface do tablet (LEICHT; MESSNER, 2009). Segundo os autores, embora o uso de canetas seja intuitivo para a maioria das pessoas que escrevem ou fazem um esboço, a interação do lado do software ainda está centrada em torno de interação 2D e ainda é um desafio para incorporar conteúdo 3D.

Além da informação visual, que pode ser vista ou capturada com ferramentas tais como os dispositivos de interface com base em caneta, é também possível capturar e utilizar informação oral. O trabalho de Fruchter (2006) na Universidade Stanford acrescenta informações importantes no uso da sala interativa de projetos na medida em que cria três zonas de trabalho dentro da sala: a zona de ação, zona de reflexão e zona de observação. A análise evidenciou o efeito da localização da tecnologia de colaboração dentro da sala como por exemplo o posicionamento da Smartboard e do sistema RECALL, um aplicativo para desenhos digitais que captura e indexa a ação individual de cada comentário sobre o desenho e distribui a todos que estão participando da reunião virtual via internet, teve como conclusão três importantes fatos:

 O espaço de trabalho ampliado pelo sistema RECALL intermedia o processo criativo de geração de conceitos e apoia a captura em tempo real do ato comunicativo em seu contexto original, incluindo diálogos, esboços e anotações em ferramentas CAD / imagem;

 Algumas vezes, o processo é mais importante que o produto e isso pode ser replicado nas empresas;

 O sistema RECALL demonstrou-se uma ferramenta que facilita a colaboração e melhora a produtividade.

Estas ferramentas estão direcionando o uso para a captura interativa das discussões em torno dos projetos. No entanto, ainda não está claro como essas ferramentas podem ser incorporadas de forma eficaz em espaços de trabalho interativos totalmente digitais para apoiar a coordenação de projeto em BIM.

O trabalho de Goldparvar-Fard et al. (2006) teve a seguinte metodologia para identificação dos requisitos dos usuários de um espaço interativo:

 Observações de reuniões de desenvolvimento e projetos em espaços de trabalho baseados em papel;

 Observações de reuniões de coordenação de projeto 3D em atuais espaços de trabalho interativos;

 Experiências realizadas em um espaço de trabalho interativo com tecnologia de ponta.

A metodologia foi composta por análise de oito reuniões de um projeto que estava sendo construído nas proximidades da Universidade de Columbia, Vancouver. Foram vinte e duas horas de reuniões gravadas em vídeo, sendo que três dos autores do artigo estavam sempre presentes. Esses vídeos serviram para as observações qualitativas. As análises focaram na categorização das interações entre os artefatos físicos que eram usados durante as atividades das reuniões (por exemplo: papel,

notebooks, equipamentos móveis, tablets, telefones celulares). Esse “código” formal

das interações dos equipamentos permitiu aos autores entender as práticas dos participantes e os tipos de interações de usuários que precisam de ser apoiados em um espaço digital de trabalho colaborativo. Com base nas observações, foram concluídos os principais requisitos de usuários em relação aos equipamentos para facilitar a interação:

 Tornar as informações compartilhadas com acesso a todos os membros do grupo;  Dar suporte a anotações que possam ser apagadas a partir de contribuições diretas (muitos gestos e apontamentos foram comuns nas observações, tecnologias com Smartboard possibilitam este tipo e interação);

 Dar suporte às atividades individuais sem interferir diretamente com a atividade do grupo. Observaram que existem ações individuais e que o acesso simultâneo de várias pessoas a um documento de anotação pessoal pode ajudar, acreditaram que os tablets PC possam ser úteis nesta função de registro pessoal e distribuição das informações;

 Fornecer suporte a atividades de subgrupos durante a reunião: cochichos paralelos, compartilhamento de documentos com um pequeno grupo. Estas observações sugeriram o uso de tecnologia de computação móvel como tablets PCs e PDAs;

 Prover que a transferência de uma informação pessoal ao grupo seja uma atividade corriqueira (por exemplo através de um pen drive ou de um repositório de arquivos acessível por todos os computadores);

 Manter suporte aos artefatos tradicionais (papel e modelos físicos);

 Proporcionar relações espaciais de fácil visualização entre os diferentes diagramas;

 Proporcionar que as características do projeto do edifício sejam claras e facilmente acessíveis.

Este estudo é base importante para o trabalho em desenvolvimento, uma vez que os autores estudaram reuniões de coordenação baseadas em papel e também iniciaram a especificação de equipamentos para espaços interativos de coordenação BIM. No entanto concluíram que ainda precisa evoluir no sentido da coordenação no nível de projeto e nos trailers de obra canadenses.