5. ICAO EMNİYET YÖNETİMİ GEREKLİLİKLERİ
5.1 Devlet Düzeyinde Emniyet Yönetimi
5.1.2 SSP 2. Bileşeni: Devlet emniyet risk yönetimi
A fim de estudar a resposta bioquímica do feijão-de-corda ao estresse salino e à infecção com CPSMV, o efeito desses estresses, induzido individualmente ou simultaneamente, foi analisados no desenvolvimento do cultivar CE-31. Conforme ilustrado na Figura 7, foi possível notar diversos efeitos adversos, bem característicos de cada tipo de estresse.
O estresse salino induz profundas mudanças na biomassa do organismo, enquanto que a infecção viral com o CPSMV não. Conforme mostrado na Figura 7, a planta quando foi submetida aos dois estresses, simultaneamente, também reduziu bastante seu tamanho, apresentando fenótipo similar às plantas que foram expostas apenas ao estresse salino.
Outra interessante característica observada foi que, da mesma forma que as plantas estressadas apenas com sal, as plantas com ambos os tratamentos também apresentaram folhas com posição paralela ao pecíolo, diferente das condições controle ou apenas infectadas com CPSMV (Figura 8).
Esses resultados indicam que o estresse salino é o fator diretamente responsável pela diminuição do tamanho das plantas, pela mudança na orientação das folhas e pelo aspecto mais murcho da parte aérea, haja vista que as plantas apenas infectadas com CPSMV apresentaram fenótipo bem similar ao grupo controle.
Existe um modelo bifásico de redução do crescimento proposto por MUNNS (1993), que considera que o estresse osmótico e hídrico são os primeiros causadores da diminuição na produção de biomassa da planta, sendo a segunda fase de redução causada pelo estresse iônico.
O estresse salino desencadeia vários sintomas nas plantas, pois, com a diminuição do potencial osmótico e diminuição da absorção de água pelas raízes, ocorre diminuição na pressão de turgor das células-guardas e consequente fechamento estomático, de forma que a planta absorve menos
gás carbônico e diminui a produção de compostos ricos em energia. Com isso, a produção de biomassa e o crescimento da planta são bastante afetados.
O crescimento também pode ser diminuído por fatores que não estão envolvidos diretamente com a maquinaria fotossintética. O estresse iônico causado pelo acúmulo de sais solúveis como Na+ e Cl- também diminuem a
absorção de CO2, diminuindo, assim, a taxa fotossintética. Além disso, a
salinidade também causa desequilbrio ou desbalanço nutricional em muitas espécies de plantas, devido à competição do Na+ e Cl- com os nutrientes K+, Ca2+, Mg2+, e NO
3-, agindo, assim, em componentes biofísicos e metabólicos
do crescimento da planta (SYVERTSEN & GARCIA-SANCHEZ; 2014).
O estrese salino causa rápido e intenso drescéscrimo na taxa de elongação celular, fato que pode ser biofisicamente justificado por fatores como: 1) menor taxa de absorção de água necessária para elongação (estresse hidrico); 2) diminuição do turgor celular (estresse mecânico); 3) enrijecimento da parede celular para evitar desidratação; 4) diminuição da disponibilidade de solutos devido à competiçao com íons Na+ e Cl- (desequilíbrio nutricional); 5) inativação de enzimas intracelulares (toxidez iônica) (FRICKE & PETERS; 2002; WILLADINO & CAMARA; 2010).
A diminuição do crescimento vegetativo já foi relatado em diversas espécies vegetais como citrus, feijão, arroz, trigo e tomate, e muitos estudos relatam que o estresse salino, a longo prazo, debilita a fotossíntese e induz sintomas de clorose nas folhas mais velhas (MUNNS, 1993; 2002; KOSOVÁ et
al., 2013; SYVERTSEN & GARCIA-SANCHEZ; 2014). Entretanto, apesar dos
impactos negativos induzidos pela salinidade no crescimento da planta, Munns (2002) relata que a tolerância da planta pode ser avaliada como redução na taxa de crescimento ou sobrevivência de alguns representantes daquelas plantas expostas a uma concentração definida de sal.
Apesar da infecção viral não ter influenciado no tamanho das plantas nem na posição das folhas (Figura 7 e 8), os sintomas característicos da interação compatível com CPSMV foram observadas a partir do 3° DPV, com aparecimento de clorose e de mosaicos nas folhas, bem característicos dessa doença viral.
Em geral, as plantas expostas, concomitantemente, ao NaCl e infectadas com o CPSMV se mostraram bem mais fragilizadas quando comparadas a plantas expostas a cada estresse individualmente. Ou seja, elas se mostraram (Figura 9), estar bem mais debilitadas, apresentando mais sintomas de clorose e senescência, em comparação com as plantas expostas a cada estresse por vez.
As folhas nas diferentes condições também foram analisadas no âmbito microscópico para analisar se os efeitos mais severos observados macroscopicamente quando a planta é submetida aos dois tratamentos simultaneamente também seriam observados. Assim, a concentração de lignina e de compostos fenólicos foi avaliada por microscopia óptica.
Conforme observado na Figura 10, que mostra a concentração de lignina, não foi possível observar mudanças entre as diferentes condições analisadas. Não se sabe se é porque realmente não houve uma diferença significativa ou se alguma etapa do experimento foi feita de forma equivocada. São necessárias mais repetições para se concluir se há ou não, realmente, uma diferença no acúmulo de lignina na parede celular nessas diferentes condições.
Já a Figura 11, que ilustra a concentração de compostos fenólicos, mostra claramente uma diferença entre as condições, mostrando que o CE-31 acumula esses compostos durante os dois tipos de estresses estudados. A infecção viral parece induzir um acúmulo maior que o estresse salino e, quando a planta é submetida aos dois tratamentos simultaneamente, esse acúmulo é intensificado mais ainda.
Figura 7 - Efeito do estresse salino e da infecção com CPSMV no desenvolvimento do feijão-de-corda, cv. CE31, exposto ao estresse salino e/ou infectado com o CPSMV,
avaliado no 6° dia após imposição, individual ou simultânea, dos estresses
Controle
Sal
Figura 8- Morfologia foliar comparativa do feijão-de-corda, cv. CE31, exposto ao estresse salino e/ou infectado com o CPSMV, avaliado no 6° dia após imposição,
individual ou simultânea, dos estresses
Figura 9 - Avaliação comparativa da presença de sintomas da doença viral nas folhas do feijão-de-corda, cv. CE31, exposto ao estresse salino e/ou infectado com o
CPSMV, avaliado no 6° dia após imposição, individual ou simultânea, dos estresses
Controle
Sal
Vírus
Sal+Vírus
6 DPSV
6 DPSV
Figura 10 - Análise microscópica para avaliação comparativa da presença de lignina nas folhas do feijão-de-corda, cv. CE31, exposto ao estresse salino e/ou infectado com
o CPSMV, avaliado no 6° dia após imposição, individual ou simultânea, dos estresses
Co
n
tr
o
le
S
al
V
ír
u
s
S
al+
V
ír
u
s
Figura 11- Análise microscópica para avaliação comparativa da presença de compostos fenólicos
nas folhas do feijão-de-corda, cv. CE31, exposto ao estresse salino e/ou infectado com o CPSMV, avaliado no 6° dia após imposição, individual ou simultânea, dos estresses. Aumento (160x)
Co
n
tr
o
le
S
al
V
ír
u
s
S
al+
V
ír
u
s
Em pepino, a imposição concomitante do estresse salino e infecção pelo fungo Pseudoperospora cubensis afetou, drasticamente, essas plantas, que tiveram sintomas mais graves que aquelas que receberam tratamentos individuais (NOSTAR
et al., 2013). Em cevada, a combinação do estresse induzido por altas temperaturas
com seca aumentou a severidade dos sintomas em cevada (ROLLINS et al., 2013) e, em Arabidopsis, houve exacerbação de sua suscetibildade à infecções virais (PRASCH & SONNEWALD, 2013), com uma significante perda na biomassa quando comparadas ao grupo controle.
Pouco se sabe sobre os efeitos dos estresses abióticos nas interações suscetíveis entre plantas e vírus, mas alguns estudos já mostraram que a aplicação de estresses abióticos por longos períodos pode comprometer a defesa da planta, tornando-a mais suscetível a estresses bióticos (XIONG, 2003; GOEL et al., 2008).