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4. DENEY SONUÇLARI

4.2.2. Sprey kaplamalara bilyeli dövme uygulamasının değerlendirilmesi 63

Em 1988 os bancos centrais dos representantes do G10 assinaram um novo

acordo, estabelecendo o requerimento de um capital mínimo. Esse acordo ficou

conhecido como Acordo de Basiléia. O acordo tinha como objetivo o fortalecimento

da saúde e estabilidade do sistema financeiro internacional. Esse requerimento de

capital levava em consideração uma ponderação de nível de risco dos seus ativos.

Quanto maior o risco a que a instituição estava exposta, maior a necessidade de

aporte de capital.

Segundo SANTOS (2002) a ideia advinda do Acordo era de que as

instituições se tornassem mais sólidas e menos dependentes dos Bancos Centrais

como emprestadores, ficando a estes a função de regulador do sistema. Os próprios

bancos teriam que zelar pela sua saúde financeira através da auto regulação da

necessidade de capitalização imposta pelo acordo.

O acordo previa a ponderação dos diversos riscos ativos da instituição; a

composição de capital próprio, subdividido em capital base e suplementar, e,

finalmente ao patrimônio líquido mínimo a ser mantido pela instituição.

O acordo de 1988, apesar dos avanços em termos de regulação bancária,

contemplou basicamente o risco de crédito, sendo por isso, objeto de críticas.

Em 1993 o Comitê de Basiléia incorporou o risco de mercado, sinalizando ao

mercado bancário que não estava alheio às necessidades de aperfeiçoamento do

sistema de regulação internacional.

17 Países que compõe o G10: Alemanha, Bélgica, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Holanda, Reino Unido e

Em 1997 foram divulgados os princípios essenciais de Basiléia e

compreenderam 25 princípios básicos para um sistema de supervisão eficaz,

referindo-se a: precondições para uma supervisão bancária eficaz, autorizações e

estrutura, regulamentos e requisitos prudenciais, métodos de supervisão bancária

contínua, requisitos de informação, poderes formais dos supervisores, e atividades

bancárias internacionais

18

.

Em 1999 o Comitê de Basiléia apresentou uma nova proposição de

adequação de capital mínimo, chamada A new Capital Adequacy Framework

(Basiléia II), que se baseia em três pilares disciplinares: requerimento de capital

mínimo, a supervisão de adequação de capital e o fortalecimento da disciplina de

mercado

19.

Figura 03: Os pilares de Basiléia II

Fonte: Banco do Brasil (2013) - Relatório de Gerenciamento de Riscos – Pilar 3 – 2T13

Segundo o Banco Central do Brasil

20

, a implementação do Novo Acordo de

Capital da Basileia no Brasil está sendo feita de forma gradual. A primeira

manifestação formal do Banco Central do Brasil para sua adoção se deu por meio do

18

Core Principles for Effective Banking Supervion

19 A NEW CAPITAL ADEQUACY FRAMEWORK disponivel em: http://www.bis.org/publ/bcbs50.pdf >

acesso em 25 ago 2013.

20 BCB – Acordo de Basiléia – disponível em

Comunicado 12.746, de 9 de dezembro de 2004, em que foi estabelecido

cronograma simplificado com as principais fases a ser seguidas para a adequada

implementação da nova estrutura de capital.

3.5 Desenvolvimento do Seguro no Brasil

A atividade de seguros no Brasil teve inicio em 1808 com a abertura dos

portos por D. João, e aí começou a ser explorado o seguro marítimo. Também em

1808 é criada a primeira companhia de Seguros do Brasil a “Companhia de Seguros

BOA-FÉ”, na Bahia, que só trabalhava com seguros marítimos.

Em 1850 foi promulgado o Código Comercial Brasileiro e o seguro marítimo

foi, pela primeira vez, estudado e regulado em todos os seus aspectos. Foi um

grande passo para o desenvolvimento do seguro no país.

O governo passou a se preocupar com o desenvolvimento do seguro e

surgiram as primeiras regulamentações:

 Em 1860 (Decreto nº 2679) torna obrigatória a apresentação do Balanço e

outros documentos das sociedades seguradoras;

 Em 1863 (Decreto nº 3189) instituiu um modelo para o Balanço das

operações das Companhias de seguro mútuo e fixou o prazo de um ano

para sua publicação.

 Em 1901 (Decreto 4270) regulamenta o funcionamento das companhias

de seguro de vida, marítimos e terrestre, nacionais e estrangeiras. Esse

regulamento criava também a “Superintendência Geral de Seguros”

subordinada ao Ministério da Fazenda.

 Em 1916, com a Lei 3071 é promulgado o Código Civil Brasileiro, com um

capítulo inteiro dedicado ao contrato de seguro. Por essa lei fica

regulamentado o Seguro de Vida, que era proibido pelo Código Comercial

de 1850.

Na segunda metade do século XX começaram a surgir as primeiras

companhias do ramo vida, a se dedicarem ao “Seguro de Vida em Grupo”.

A partir de 1931 Getúlio Vargas promove uma grande reforma no mercado de

seguros, dá uma nova roupagem ao Seguro Social e institui vários seguros

obrigatórios.

Em 1939 é criado o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB)

– um

ressegurador no regime de monopólio com o objetivo de regular os resseguros no

país e desenvolver as operações de seguro em geral.

Em 1964 a lei 4594, regula a profissão do corretor de seguros. E em 1966, o

Decreto Lei 73, cria o Sistema Nacional de Seguros privados e regula as operações

de seguros e resseguros. Essa norma foi muito importante e é considerada como o

alicerce da estrutura do mercado de seguros brasileiro.

Em agosto de 1996, com a edição da Emenda Constitucional nº 13, deu-se

importante passo no sentido da quebra do monopólio do resseguro pelo IRB. Em

1997 o IRB foi incluído no programa de privatizações de empresas estatais do

governo Federal e passou a ser IRB-Brasil Re, à semelhança das resseguradoras

internacionais.

Em 2001 a Lei Complementar nº 109/2001, definiu a estrutura do mercado de

previdência complementar, operado por sociedades seguradoras que têm

autorização para atuar no ramo Vida, e por entidades abertas de previdência

complementar que devem estar constituídas, em ambos os casos, como sociedades

anônimas de capital formado por ações nominativas.

A Lei 11.638/2007 alterou a Lei da “Sociedade por Ações” (Lei 6.404/76 – Lei

das S.A.s) e preparou o cenário brasileiro para a convergência dos padrões

contábeis às normas internacionais. Nos contratos de seguros o Comitê de

Pronunciamentos Contábeis (CPC) 11 – Contratos de Seguros é o pronunciamento

que trata do assunto.

3.5.1 Capital baseado em risco no mercado de seguros do Brasil

Para autorizar o funcionamento de uma sociedade seguradora (e dos demais

agentes regulados) o CNSP define um capital mínimo, conforme a região de

operação da entidade.

A partir da Resolução CNSP nº 08/89, as seguradoras passaram a calcular

um valor a título de margem de solvência, sendo exigido o maior valor entre os dois

(margem de solvência ou capital mínimo):

Art. 1º As sociedades seguradoras deverão apresentar, quando do encerramento das demonstrações financeiras de junho e dezembro, MARGEM DE SOLVÊNCIA – MS calculada segundo os critérios estabelecidos nesta Resolução.

Art. 2o A Margem de Solvência (MS) corresponderá à suficiência do Ativo Líquido (AL) para cobrir montante igual ou maior que os seguintes valores:

a) 0,20 vezes do total da receita líquida de prêmios emitidos dos últimos doze meses; b) 0,33 vezes a média anual do total dos sinistros retidos dos últimos trinta e seis meses. (Alíneas alteradas pela Resolução CNSP n° 055/01).

O Capital Mínimo Requerido (CMR) para as sociedades seguradoras foi

instituído através da Resolução CNSP nº 178/07. O capital mínimo requerido foi

estruturado como a soma de um capital base (CB), definido conforme as regiões de

operação, mais um Capital Adicional (CA) calculado de forma a refletir os riscos

assumidos por cada sociedade seguradora.

A Resolução CNSP nº 158/06, com anexos alterados pela Circular SUSEP nº

355/07, instituiu o capital adicional baseado no risco de subscrição (CAsubs) para as

operações de seguros de danos.

Ambas as Resoluções (178/07 e 158/06) começaram a vigorar em janeiro de

2008.

Em janeiro de 2011, novas regras de requerimentos de capital são

regulamentadas com a entrada em vigor das seguintes normas:

 Resolução CNSP nº 227/10 – Unifica as regras de capital, instituindo CMR

para todas as sociedades reguladas;

 Resolução CNSP nº 228/10 – Institui o Capital Adicional baseado no Risco

de Crédito (CAcred) para todas as sociedades supervisionadas;

 Circular Susep nº 411/10 – Substitui a Circular SUSEP nº 355/07 na

função de alterar os anexos da Resolução CNSP nº 158/06, atualizando a

forma de cálculo do CAsubs das sociedades seguradoras.

Figura 04: Capital Mínimo Requerido (Resolução CNSP nº 227/2010)

Fonte: SUSEP(2013) – Palestra CGSOA – Requerimentos de Capital (29/04/13)

A figura 04 ilustra o capital mínimo requerido como sendo o valor mínimo mantido

para que a sociedade possa operar. Esse valor é deve ser o maior entre a

margem de solvência e o capital base mais o capital adicional.

4 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Neste capítulo serão explicitados como os dados secundários foram extraídos

e qual o tratamento utilizado para definição da amostra final de operadoras de

planos privados de assistência á saúde e apresentadas as características da

amostra quanto à representatividade em relação ao universo amostral, distribuição

por modalidade, porte e região

21

.

Serão descritos a metodologia de calculo para definição da margem de

solvência pela legislação das operadoras de planos privados de assistência á saúde

em vigor (base dezembro/2012) e a metodologia de cálculo para definição do capital

adicional baseado no risco de subscrição utilizado no mercado de seguros.

Benzer Belgeler