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Sosyodemografik Değişkenler ile Genel Ruh Sağlığı Puanı Arasındak

3.2. ARAŞTIRMA SORULARINA YANITLAR BULMAK İÇİN YAPILAN

3.2.1. Sosyodemografik Değişkenler ile Genel Ruh Sağlığı Puanı Arasındak

Na seção 3.6 investigamos se o conjunto de estratégias presentes no plano da Corte pernambucana para o período 2008-2012 estaria alinhado com as práticas daquele modelo de excelência e em que medida poderia reduzir a distância anteriormente revelada. O resultado desse estudo demonstrou que a fração média de associação entre os arranjos estratégicos do quadro 11 e as práticas do GesPública é de 3/5. Isso significa dizer que das 17 estratégias presentes no plano estratégico do TCE-PE 12 delas atendem a 60% das práticas recomendadas por um determinado modelo de gestão pública para a excelência.

O conjunto de arranjos identificado como o mais diretamente ligado aos critérios de excelência está disposto no quadro 14. Tais estratégias, portanto, poderão influenciar significativamente a implementação e consolidação de práticas de excelência e, por essa razão, devem ser consideradas elementos facilitadores dos propósitos estratégicos do Tribunal, contribuindo para responder, em parte, à pergunta inicial da pesquisa. Esclarecemos que consideramos como arranjos facilitadores aqueles que obtiveram fração de associação por critério GesPública acima da média final de 3/5, uma vez que entendemos que arranjos de média inferior significam uma relação de associação direta com pouca força inercial para provocar mudanças.

Quadro 14 – Arranjos de Estratégias Facilitadoras por Critério e Fração de Associação

CRITÉRIO ESTRATÉGIAS FRAÇÃO DE

ASSOCIAÇÃO

Cidadão e Sociedade

01. Mobilizar a sociedade para o controle social.

05. Oferecer produtos e serviços adequados às necessidades dos parceiros.

07. Orientar os jurisdicionados para a melhoria da gestão pública. 09. Aperfeiçoar o processo de comunicação interna e externa.

CRITÉRIO ESTRATÉGIAS FRAÇÃO DE ASSOCIAÇÃO

Pessoas

14. Desenvolver a gestão por processos de trabalho. 16. Estruturar a gestão do conhecimento. 12. Aprimorar a gestão de projeto. 17. Aprimorar e promover a gestão de pessoas. 4/5 Informação e Conhecimento 09. Aperfeiçoar o processo de comunicação interna e externa. 13. Aprimorar a gestão dos dados e das informações.

16. Estruturar a gestão do conhecimento.

3/5

Processos

5. Oferecer produtos e serviços adequados às necessidades dos parceiros.

8. Aumentar a qualidade e a

celeridade nos processos

finalísticos.

10. Aumentar a eficiência e a eficácia nos processos internos. 13. Aprimorar a gestão dos dados e das informações (relação com as práticas 2 e 4).

3,5/5

4.5 Resposta ao Problema de Pesquisa

Após o exposto, constatamos que a resposta ao problema de pesquisa foi sendo revelada ao longo dos capítulos e seções apresentados neste trabalho. Assim, necessário se faz uma síntese dos elementos identificados aqui como facilitadores ou dificultadores para a realização dos propósitos estratégicos do TCE-PE. Fazemos isso separando-os em dois grupos. O primeiro, com os elementos facilitadores, que subsistem em três grandes aspectos fundamentais. O segundo, das ameaças, composto por cinco elementos que podem ser vistos como desfavoráveis às expectativas daqueles propósitos.

Elementos indutores (facilitadores)

1. A presença de traços significativos do modelo gerencial no seu modelo de gestão organizacional, embora ainda eminentemente burocrático.

2. O resultado da auto-avaliação do GesPública, que indicou que já existe implantado na organização um conjunto de práticas alinhado com o modelo de excelência em gestão pública, mesmo que ainda incipiente, denotando a presença do germe da mudança em desenvolvimento na Instituição.

3. O arranjo de 12 objetivos estratégicos (do total de 17, para o período 2008-2012), alinhados com o modelo de gestão para a excelência do GesPública, o que pode acelerar o processo de desenvolvimento da capacidade de gestão do TCE.

Elementos de ameaça (dificultadores)

1. Modelo de gestão com predominância do modelo burocrático rígido com traços patrimonialistas significativos no modelo institucional, indicando um hiato entre este nível da gestão e o organizacional, o que pode dificultar projetos voltados para mudanças demandadas pela sociedade.

2. Modelo de controle baseado em auditoria de conformidade legal, em detrimento das auditorias de resultado, mormente aquelas de natureza operacional, em contraponto com a evolução paradigmática contemporânea. 3. Práticas de gestão ainda distantes daquelas sugeridas por um modelo

paramétrico de excelência em gestão, revelada pelo baixo escore atingido na auto-avaliação nos critérios de gestão do GesPública. Agregado à média de apenas 3/5 de estratégias alinhadas com as práticas sugeridas pelos critérios do modelo, conforma-se uma ambiência desfavorável à realização dos propósitos estratégicos.

4. Predominância da cultura paradigmática mecanicista, de lógica cartesiana, que retro-alimenta o pensamento burocrático resistente às mudanças.

5. Como variável exógena, a moldura anacrônica do Direito Administrativo brasileiro, em relação à complexidade e urgência das demandas sociais do País.

Por fim, ressaltamos que as conclusões desta pesquisa sobre o não alinhamento das suas estratégias com um padrão de excelência, mormente aquelas referentes ao seu modelo de gestão, não significa dizer que o TCE-PE não esteja caminhando na direção de um modelo mais sintonizado com os princípios da gestão moderna gerencial, mais flexível, mais focado em qualidade e resultados, na transparência. Com os instrumentos de gestão já existentes e

com as novas estratégias implementadas com sucesso, é provável que consiga materializar a sua visão e que seja eficaz no cumprimento da sua missão. Todavia, sem uma referência que lhe guie com clareza, o processo será, certamente, mais lento e menos eficiente.

A difícil tarefa de definir e identificar ações que sejam eficazes no sentido de conduzir o TCE-PE à realização efetiva de sua missão e visão estratégicas pode ser facilitada, a nosso ver, investindo-se fortemente nas estratégias já alinhadas ao modelo de excelência em gestão pública, especialmente numa delas: Estruturar a Gestão do Conhecimento.

Nesse sentido, uma ação que poderia constar nessa estratégia seria a efetivação de um grupo destinado exclusivamente a desenvolver pesquisas científicas, desde que rigorosamente alinhadas aos objetivos estratégicos da instituição. Essa ação, entendemos, seria a catalisadora de todas as demais, conferindo mais objetividade, pertinência e celeridade às estratégias necessárias à transformação dos elementos ameaçadores aqui identificados em oportunidades e fortalecendo ainda mais aqueles que já aparecem como elementos facilitadores, contribuindo, sobremaneira, para a conformação de uma ambiência favorável à realização dos propósitos estratégicos organizacionais e institucionais.

Benzer Belgeler