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Sosyo-Demografik Özelliklere Göre Fark Analizi Bulguları

BÖLÜM 6: BULGULAR VE YORUM

6.5. Sosyo-Demografik Özelliklere Göre Fark Analizi Bulguları

Nos anos que se seguiram até a crise econômica de 1929 – quando as áreas destinadas à cafeicultura foram, em grande parte, substituídas pela cultura da cana-de-açúcar, do algodão e de gêneros alimentícios – o desenvolvimento econômico e urbano da região de Ribeirão Preto permaneceu diretamente relacionado à agricultura. O recenseamento do ano de 1920, por exemplo, divulgou que 21,95% da população economicamente ativa do estado de São Paulo estavam concentrados na região de Ribeirão Pretoe, destes, 26,13% se inseriam no setor primário.Pelo mesmo censo, os setores da indústria [secundário] e do comércio e serviços [terciário] eram inferiores, absorvendo, respectivamente, 13,77% e 14,74% dessa população economicamente ativa106.

Segundo Bacellar [1999, p.136], o sistema financeiro da época, tanto em termos locais como nacionais, era incipiente. A constituição efetiva do sistema bancário ocorreu apenas no final do século XIX, primeiramente através da criação das Casas de Exportação e, depois, com o surgimento de casas bancárias no interior paulista.

Em 1919, o sistema bancário adquiriu melhor eficácia com a criação das Câmaras de Compensação de Cheques vinculadas ao funcionamento do Banco do Brasil, o qual possuía uma agência na cidade. Além de Ribeirão Preto, existiam agências na capital brasileira – Rio de Janeiro – e em distintas regiões do país: Belém [região norte], Recife e Salvador [região nordeste], São Paulo e Santos [região Sudeste, afora Ribeirão Preto] e Porto Alegre [região Sul]107. A identificação de Ribeirão Preto como importante polo econômico regional [e nacional] ficava, então, cada vez mais evidente.

Dados do censo do IBGE de 1920 identificaram a região ocupando o primeiro lugar na economia do interior do estado de São Paulo, ao lado da região de Campinas. Além da qualidade propiciada pela sua mecanização, houve uma diversidade no cultivo e produção de gêneros que abasteceram o mercado interno – de produtos alimentícios e de matéria-prima para a indústria, até então recente – e o mercado externo108.

O crescimento populacional e a correlata ampliação do território urbano ocorreram, portanto, concomitantemente ao desenvolvimento econômico. No final do século XIX e nas duas primeiras décadas do século XX, houve necessidade de ampliação dos serviços urbanos com a realização de abertura de vias, arborização, construção de praças, obras de retificação, drenagem e saneamento dos

106 A região de Ribeirão Preto compreendia, em 1920, oito sub-regiões do estado de São Paulo; a saber: Araraquara, Barretos, Franca, Itajobi, Ribeirão Preto, São Carlos e São Joaquim da Barra. Ao todo ela congregava 70 municípios com 23% da população estadual no período – segundo dados do IBGE sobre a história da cidade.

107 Para compreender melhor esta questão, ver:

SAES, F. A. M. de. Crescimento e Consolidação do Sistema Bancário em São Paulo na Década de 1920. In: LORENZO, H. C.; COSTA, W. P. da C. [org.]. A Década de 1920. São Paulo. Ed. UNESP. 1997. p.202.

108 Para compreender melhor esta questão, ver: CALIL Jr., O. Op. Cit. p.61.

cursosàd’ guaàeài pla taçãoàdeàe uipa e tosàdeàtodaào de ,àp i ipal e teà ela io adosà àsaúdeàeà educação. A região central passou a ser reconhecida pelo uso comercial, sobretudo, na rua do Comércio [hoje, rua Mariana Junqueira], apontada pelo Almanach Illustrado de Ribeirão Preto [1913, p.41] como uma via de expressivo número de atividades comerciais e prestação de serviços.

No ano de 1917 foi inaugurada a Catedral da cidade, localizada na praça das Bandeiras, duas quadras ao sul da praça XV de Novembro. As modestas acomodações da capela de São Sebastião do Ribeirão Preto justificaram a construção da nova matriz, cujo projeto era do arquiteto sueco Carlos Eckman, [vide FIGURA 49]. A antiga capela foi, então, demolida.

áà Cated alà ep ese taà u à o e toà hist i o, artístico, cultural e religioso de Ribeirão Preto. Acredito que a atual matriz seja a expressão do período áureo do café e de um tempo onde se pensava a Igreja de uma cidade como centro de sua vida. O requinte, da construção, portanto, considera-se como sequência da maior quantidade de recursos econômicos existentes na região na época dos cafeicultores e ainda, quando Ribeirão Preto era considerada a capital do café. [...] A Catedral, portanto, conta um pouco da história de Ribeirão Preto, pois é o produtoàdeàu à po aà a adaà aà idaà a io alào deàoà af ài pe a aàeàasà i uezasàe istia . 109

FIGURA 49: Perspectiva da Catedral de Ribeirão Preto, em 1917, cujo projeto foi elaborado pelo arquiteto sueco Carlos Eckman. Enquanto a praça das Bandeiras constituía-se como espaço de significação religiosa de Ribeirão Preto, a praça XV de Novembro conformava-se por uma localidade para o lazer e a cultura, com suas margens sendo ocupadas por edificações como a Casa de Diversões Eldorado [de 1900], o Cassino Antártica [de 1910], a confeitaria Paulicéia Nova [originária da atual Cervejaria Pingüim], os cinemas Rio Branco,

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Polytheama e Ideal, além dos estabelecimentos comerciais, de serviços e alguns palacetes de moradia dos fazendeiros da região. A praça Barão do Rio Branco era a região administrativa da cidade, abrigando a Sala de Júri e Cadeia e o Palácio do Rio Branco, sede do poder legislativo municipal, [vide FIGURA 50].

Segundo dados do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto e da Secretaria de Planejamento e Gestão Pública, os dois primeiros loteamentos oficiais da cidade, que não estavam localizados no núcleo urbano principal, constituíram-se em 1915; eram eles: Vila Scatena e Vila Industrial. Na década de 1920, foram aprovados mais 10 loteamentos na cidade, [vide FIGURA 51].

3.2.3. ǀ DE 1920 A 1940 ǀ A CRISE ECONÔMICA DO CAFÉ, AS NOVAS DINÂMICAS URBANAS DAS ÁREAS CENTRAIS E