2.5. Yapılandırmacılık
2.5.4.3. Sosyal Yapılandırmacılık
O advento de novos tempos para a Escola de Educação Física, a partir de sua federalização, trouxe várias mudanças para esta instituição. A Escola deveria se adaptar às especificações da UFMG, o que influenciou diretamente seu cotidiano. Os cursos, o currículo, a permanência dos professores, dentre outros aspectos, foram reformulados, causando alguns problemas neste período.
Amanda Matos (2003) relata que houve a necessidade de reestruturar os dois cursos oferecidos262 – Superior em Educação Física e Educação Física Infantil. Entretanto, o curso de Educação Física Infantil não conseguiu se afirmar, frente às exigências da Universidade. Tentou-se transformá-lo em curso de especialização, o que não foi possível, já que a UFMG tinha uma política diferente quanto ao oferecimento deste tipo de curso. A autora afirma que isto teria causado a extinção
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O e-mail foi enviado, no dia 31 de julho de 2007, por Cátia Emiliana Paes, da Divisão de Recursos Humanos da Secretaria Regional de Educação de Itajubá. Foi consultado o sistema do PRODEMGE para se obter as informações sobre a professora Lydia Rocha de Carvalho Kallás.
262 Em ofício, o diretor da Escola, Pedro ad-Víncula Veado Filho, respondendo a outro ofício enviado
pelo Institut Supérieur D. Education Physique, sediado em Liège/Bélgica, relata que a instituição tinha a intenção – que não se concretizou - de retomar seus cursos assim que estivessem em sua nova sede: “Em face das deficiências materiais de nossa atual sede, não nos tem sido possível pôr em funcionamento os cursos de Medicina Especializada em Educação Física e Desportos, de Técnica Desportiva, de Massagem, de Fisioterapia e outros ligados à especialidade, todos já devidamente autorizados pelas autoridades federais do ensino. Esses cursos voltarão a funcionar logo estejamos na nova sede”. Fonte: Of. 206/71, 7 de maio de 1971.
da oferta da Educação Física Infantil, sendo encontrado o último registro de sua existência em meados de 1971263.
No mesmo ano, a Escola de Educação Física da UFMG recebeu a incumbência de organizar um curso de curta duração para a formação de professores da área, que iriam trabalhar no 1º ciclo de ensino médio, mais especificamente para os ginásios polivalentes do PREMEM - Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Médio264.
Três anos após a promulgação do Decreto, a Escola de Educação Física começa a preparar o seu curso. Assim como no currículo da Escola, o curso do PREMEM formulou uma grade de disciplinas para as turmas masculinas e outra para as femininas. As partes biológica e pedagógica são idênticas para ambos os públicos; a diferença está nos conteúdos de caráter prático. Judô e futebol só foram oferecidos aos homens; Recreação tinha uma carga maior para as mulheres (60 horas para homens e 70 horas para mulheres); Rítmica era superiormente maior para as mulheres (20 horas para homens e 130 horas para as mulheres)265. As outras disciplinas tinhas a carga horária igual. Vemos aqui uma nítida distinção das práticas que estariam vinculadas a cada sexo, sendo que parte dos conhecimentos era negada a um grupo, por questões sexistas.
A direção da Escola, por meio do ofício 19/71, tentou resguardar o interesse futuro de seus alunos regulares. Os cursos do PREMEM, como dito anteriormente, direcionavam-se à formação de pessoal para trabalharem nas escolas polivalentes, mas, apesar disto, o diretor Pedro ad-Víncula pede, no documento, que os alunos que cursariam o último ano do Curso Superior de Educação Física tivessem a
263 “A última informação que encontrei sobre o Curso de Educação Física Infantil, data do dia 09 de
Dezembro de 1971 em uma Ata de Reunião da Congregação da Escola de Educação Física da Universidade Federal de Minas Gerais, em que os professores presentes discutiam sobre a possibilidade do curso passar a ser oferecido em período integral, o que o transformaria em um curso de seis meses e não mais de um ano.” (MATOS, 2003, p.66).
264 O PREMEM foi criado durante o governo do presidente Artur da Costa e Silva, por meio do Decreto
nº 63.914, de 26 de dezembro de 1968, que destinava recursos financeiros para a preparação de recursos humanos necessários ao desenvolvimento do programa. O PREMEM visava o aprimoramento do ensino médio, a partir do aumento do número de escolas polivalentes no país. O seu objetivo, de acordo com o Art. 1º do Decreto, era “incentivar o desenvolvimento quantitativo, a transformação estrutural e o aperfeiçoamento do ensino médio” e, para isto, deveria promover, juntamente com os Estados, a implementação de planos elaborados para este fim, sob a supervisão do Ministério da Educação e da Cultura.
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permissão de candidatarem-se às vagas oferecidas pelos ginásios do PREMEM. Para isto, enquanto completassem o curso regular, poderiam ser “devidamente instruídos e treinados, por meio de cursos paralelos, sobretudo de formação pedagógica, para as atividades específicas dos ginásios polivalentes”266. Seria feito um inquérito prévio, por ocasião das matrículas daquele ano (15 a 25 de fevereiro de 1971), para saber qual a quantidades de alunos interessados, sendo exigido dos mesmos, a partir daí, o compromisso em prestar serviços ao PREMEM, depois de formados267. Este pedido seria uma espécie de contrapartida que poderia ser oferecido pelo programa do PREMEM. Embora a direção da Escola aspirasse um total de 1600 horas para o curso do PREMEM, o curso de licenciatura de curta duração ofereceu um currículo de 1360 horas.
Quanto à presença da dança, a diferença vinculou-se à divisão dos conteúdos entre as três professoras, sendo que Odette Meirelles ficou responsável pela parte rítmica e musical, e Maria Yedda e Vera Soares lecionaram a parte de Dança, cada qual com sua turma. Esta divisão ficou bastante clara, tanto que os diários, diferente de todos os outros cursos, eram registrados com o nome de cada professora, como citado anteriormente. Vale ressaltar que, nos diários do PREMEM, várias danças foram incluídas, dentre todas que foram ensinadas neste período268.
No final do primeiro ano do curso do PREMEM na Escola, chegou-se à conclusão de que o número de profissionais ainda era insuficiente para suprir a demanda:
Apezar [sic] de todas as tentativas anteriores, das quais a Escola também participou, não se conseguiram os professores em número suficiente para preenchimento de todas as vagas existentes nas escolas já instaladas e nas que se instalarão ainda este ano e em princípio de 1973.269
266 Of. Nº 19/71, 25 de janeiro de 1971.
267 Não encontrei qualquer documento ou fonte que pudesse me mostrar se o pedido foi aceito. 268
As danças trabalhadas no curso PREMEM foi listadas no item 3.2.
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Talvez este seja o motivo que levou o curso a durar mais um ano, finalizando suas atividades em 1973270. Mesmo com uma curta duração na história da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG, o curso do PREMEM deixou suas marcas na história da Escola. Um elemento que não pude apurar foi o processo seletivo para os candidatos ao curso, já que as fontes encontradas não tinham esta informação. Entretanto, sobre o processo seletivo dos alunos dos cursos regulares da instituição há uma boa quantidade de informações. Muitos fatos interessantes foram motivo de grandes discussões e luta de interesses, como poderemos conferir a seguir.