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2. SOSYAL SORUMLULUĞA İLİŞKİN KAVRAMSAL ÇERÇEVE

2.9. Sosyal Sorumluluk Modelleri

Decidiu-se estudar o modelo de gestão para estabelecer, no próximo capítulo, os fatores chaves de sucesso de uma nova estrutura organizacional no campo, baseado no pressuposto de alinhamento que deve ocorrer entre tecnologia, estratégia e processos organizacionais, segundo o modelo de Bloch et al. (1996a). Os dados obtidos foram coletados por meio de pesquisa bibliográfica e participante.

Pode-se identificar nas características e informações levantadas sobre a indústria de elevadores no Japão uma forte influência do Estado. O autor deste estudo conviveu com diversos funcionários de Elevadores Alpha no Japão e observou, claramente, a confiança dos cidadãos no estado provedor e na empresa, vista como uma organização social. Neste enfoque sobre a empresa, evidencia-se a teoria estruturalista enraizada nas relações homem-empresa. Os funcionários da referida empresa a consideram como um apêndice da sua família.

Conforme Hirata (1993, p.243) assinala “o modelo japonês é em geral apresentado

com uma série de técnicas de produção com implicações para as relações sociais. Haverá alterações na organização das fábricas, bem como nas estruturas gerenciais, nas relações entre gerência e mão de obra e na forma de trabalho conjunto dos operários. As circunstâncias que levariam os operários a reagir de modo positivo a estas mudanças estão geralmente ligadas a melhores condições de emprego e melhoria imediata do ambiente de trabalho. Estes aperfeiçoamentos devem gerar envolvimento ativo e entusiasmo por parte dos operários, necessários para fazer com que o sistema funcione. As transformações das relações sociais caracterizam-se pela obtenção do consentimento dos trabalhadores a mudanças feitas para beneficiá-los.”

Na citação acima, observam-se raízes da teoria clássica do “homo-economicus” (técnicas de produção) e da teoria estruturalista do homem organizacional (estruturas gerenciais, reação positiva a mudanças – flexibilidade e organizações sociais). De acordo com

Chiavenato (1979:69) “(...) o homem organizacional reflete uma personalidade

eminentemente cooperativa e coletivista”. Identificam-se ainda na citação de Hirata elementos da teoria das relações humanas do homem social. Segundo Chiavenato (1979:58) “a teoria estruturalista pretende ser uma síntese da teoria clássica (formal) e da teoria das

relações humanas (informal) (...)”

Conforme Hirata (1993) as características que mais se destacam nas práticas japonesas, em contraste com o modelo fordista são os equipamentos flexíveis, as hierarquias do mercado de trabalho, a estabilidade no emprego para o “núcleo” central de força de trabalho, os baixos índices de rotatividade da mão-de-obra, os altos níveis de qualificação do “núcleo” central de força de trabalho, a estrutura funcional flexível, a rotação de tarefas, o sistema meritocrático de salários e promoções e os sindicatos fracos. O fato de as práticas japonesas representarem ou não uma ruptura com o fordismo é controvertido. O êxito econômico do Japão sugere grandes inovações. O modelo japonês não nega, porém, o princípio da produção em massa. Com relação aos aspectos essenciais do fordismo clássico, somente os tipos de maquinarias, a estrutura funcional, a responsabilidade dos trabalhadores e os níveis gerais de motivação perecem muito novos. A recente evolução dos sistemas produtivos está ultrapassando em muito os conceitos fordistas originais. Assim, baseado nas informações levantadas podemos averigüar se o modelo japonês tende a aproximar-se do pós- fordismo dentro do “continuum fordismo (0) __________(1) pós-fordismo” abordado por Tenório (2000). Para tal, deve-se verificar para a organização analisada se estão presentes os elementos da flexibilização organizacional: evolução científico-técnica, globalização e valorização da cidadania. Além disso, deve-se identificar elementos de uma ação gerencial dialógica ou seja “(...) ação social implementada sob a intersubjetividade racional dos

diferentes sujeitos sociais do sistema-empresa, na busca do entendimento por meio da razão”

Sob o ponto de vista da teoria das organizações identificam-se elementos da teoria estruturalista do homem organizacional como a identificação do funcionário como parte da empresa e do todo, sua característica flexível e personalidade coletivista e cooperativa. Além disso, conforme afirmado por Hirata (1993:80) “materializou-se progressivamente uma via

“japonesa” de racionalização do trabalho, própria e específica, original em relação às que se desenvolveram no Ocidente”, sugerindo um desdobramento diferente da teoria clássica no Japão.

Com relação a Alpha no Japão, constataram-se indícios que a mesma estaria aproximando-se de um modelo de gestão pós-fordista, dentro do “continuum fordismo (0)__________(1) pós-fordismo”. A empresa opera de forma global, possui tecnologia de base microeletrônica, desenvolve significativos investimentos em programas de P&D nessa área e inova tecnologicamente como abordado anteriormente por meio da tecnologia de monitoramento remoto de elevadores. Além disso, trata seus funcionários aparentemente dentro de uma ação gerencial dialógica, na busca de entendimento e participação de todos. Foram observadas expressões que, a priori, indicariam uma tendência de existência de ações sociais voltadas para o entendimento, tais como: “gerente como canal de comunicação”, “canais de comunicação ágeis e sinceros”, “transparência nas informações a respeito de fatores que afetem a vida dos empregados e da empresa”, “desenvolvimento de espírito de equipe”, “práticas de gestão participativa”, “crescimento do homem e valorização do empregado” etc.

Segundo Motta (1997), criatividade e inovação existem em ambientes de comunicação franca, autêntica e de livre circulação de idéias. Criatividade resulta de um clima de abertura, de valorização da autonomia individual de pensar e de se expressar, além dos incentivos e mecanismos para gerar idéias novas. A inovação origina-se no compromisso com a ação. A inovação é, sobretudo, resultado de uma predisposição organizacional para facilitar

as condições propícias a seus gestores e funcionários à conquista de novas oportunidades. Portanto, com esse estudo delineiam-se informações que são úteis para o estabelecimento de uma estrutura organizacional flexível, baseada em gestão participativa, e que favoreça a criatividade e inovação.

Benzer Belgeler