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BÖLÜM 1: SOSYAL MEDYA

1.2. Sosyal Medya Kavramı ve Araçları

O acidente vascular cerebral, também conhecido popularmente como “derrame cerebral”, é uma doença caracterizada pelo início agudo de um déficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral; começa abruptamente, sendo o déficit neurológico máximo no seu início podendo progredir ao longo do tempo (ANDRÉ, 2006).

O AVC pode ser de dois tipos: isquêmico - oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue numa região específica do cérebro ou hemorrágico – rompimento do vaso sanguíneo provocando derramamento de sangue no cérebro.

Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia, colesterol. Outros fatores são: o uso de pílulas anticoncepcionais por tempo prolongado, uso excessivo de álcool, outras doenças que

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acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo, histórico anterior na família ou reincidência, sedentarismo e obesidade (ANDRÉ, 2006).

Os sintomas durante a ocorrência do AVC são: início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face, dificuldade de movimentação, perda da visão em um dos olhos ou parte do campo visual de ambos os olhos ou ainda cegueira transitória, perda sensitiva (dormência), alterações de linguagem e fala, dor de cabeça súbita, semelhante a uma "paulada”, sem causa aparente, seguida de vômitos, sonolência, perda de memória, confusão mental e dificuldades para executar tarefas habituais (de início rápido), quando hemorrágico pode também ocorrer convulsões e coma (ANDRÉ, 2006).

A incidência anual de AVC na maior parte dos estados de bases populacionais é estimada entre 300 a 500 a cada 100.000 pessoas (SUDLOW E WARLOW, 1997).

Dentre as doenças do aparelho circulatório, o AVC é um dos problemas mais prevalentes entre os idosos. É a terceira causa mais comum de morte nos paises desenvolvidos e no Brasil. Aproximadamente 20% dos pacientes que sofrem AVC falecem dentro de um mês, após o evento; cerca de 50% dos sobreviventes apresentam incapacidades permanentes e significantes, que requerem assistência e supervisão; e os outros 30% apresentam déficits neurológicos, mas são capazes de viver independentes (KLING e WASZYNSKI, 1999).

No estudo de Barros (1991) sobre o AVC, mostra que em longo prazo, 48% dos sobreviventes com AVC não conseguirão se autocuidar, sendo que 16% deles com incapacidade moderada, capazes de andar sem ajuda, necessitam de algum auxílio para se vestir. E que 32% com incapacidade moderadamente intensa ou grave requerem ajuda tanto para andar quanto para se cuidar ou se encontram totalmente restritos ao leito ou a uma cadeira de rodas, geralmente com incontinências esfincterianas e totalmente dependentes de cuidados. Somente 15% se tornarão livres de qualquer grau de incapacidade e 37% com

discreta limitação, não podem desenvolver algumas atividades, que previamente exerciam, mas são capazes de se autocuidar.

As taxas para doenças cerebrovasculares em Salvador (Bahia) como causa básica de morte variaram entre 22,9 e 303/100.000 adultos com idade igual ou superior a 20 anos de idade, sendo 13,5 vezes a maior em relação a menor. Quando incluídas as doenças cerebrovasculares como causa associada de morte, a variação ficou entre 22,9 e 376/100.000 (LESSA, 1995).

Os coeficientes de mortalidade são considerados elevados em idades inferiores aos 65 anos, e em São Paulo, para mulheres em idades reprodutivas (10-49 anos), as doenças cerebrovasculares foram responsáveis por 51% dos óbitos dentre as doenças cardiovasculares (LOLIO et al, 1991).

Entre 1950 e 1988, Lessa (1995) indica que a mortalidade proporcional pelos acidentes vasculares cerebrais nas capitais brasileiras aumentou em 4,4 vezes, com ascensão mais expressiva nas regiões menos desenvolvidas (Norte, Nordeste e Centro-Oeste).

Um terço dos óbitos anuais por doenças do aparelho circulatório no Brasil, de 1980 a 1995, foi atribuído às doenças cerebrovasculares, mas como essas doenças são pouco especificadas quanto ao tipo, usando-se comumente a sigla AVC nos prontuários médicos ou nos certificados de óbito, prejudica-se o conhecimento mais detalhado desse problema social (LESSA, 1999).

A freqüência do acidente vascular cerebral aumenta exponencialmente com a idade e a reincidência da doença é comum: 23% em Salvador, com 44% de repetição no primeiro ano e 25,5% em Joinville. Sendo que, o AVC é mais freqüente nos estratos sociais mais baixos e na raça negra (LESSA, 1995 e CABRAL et al, 1997).

Vários tratamentos estão em fase experimental, principalmente nos Estados Unidos, a fim de, reduzir os danos do AVC. Estes tratamentos são: terapia gelada- inserção de um

cateter com um elemento resfriador dentro da veia abaixo do coração, diminuindo a temperatura do sangue que flui para o cérebro de 4 a 8 graus. Isto diminui o metabolismo cerebral, reduzindo os danos; tPA (tecido ativador de plasminogênio) – age contra os coágulos promovendo uma pequena hemorragia, só pode ser usado para o AVC do tipo isquêmico; remoção do coágulo – inserção de um cateter com fio flexível através de uma artéria do cérebro com uma miniatura de um saca-rolha o que proporciona a remoção do coágulo. Todos estes tratamentos devem ocorrer dentro de 3 a 8 horas após os primeiros sintomas para se ter um bom resultado (ADLER, 2004).

Uma das mais graves conseqüências do AVC para o Brasil são os anos de vida produtiva perdidos precocemente por mortalidade entre 20 e 59 anos de idade (LESSA, 1998). O impacto dessas mortes leva ao pagamento prematuro de pensões aos dependentes, em média 13 anos antes do esperado. Se conhecidos os gastos com aposentadorias precoces por invalidez dos sobreviventes, a informação ainda seria insuficiente para expressar os custos reais do impacto social da doença. Com certeza, isso poderia ser reduzido a pouco mais de um terço do que é hoje, apenas com o tratamento da hipertensão arterial e do diabete e melhorando os cuidados gerais nos hospitais do Sistema Único de Saúde, o único de referência para atendimento à população dos baixos estratos sociais (LESSA, 1999).