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2.9. Sosyal Karşılaştırma Kavramı

2.9.1. Sosyal Karşılaştırma Kavramı İle İlgili Kuramsal Açıklamalar

2.9.1.7. Sosyal Karşılaştırma ile İlgili Bilimsel Çalışmalar

O cálculo do custo de bem-estar associado às distorções na demanda por moeda é obtido com base na equação (21), da seção II.2 Três hipóteses estão subjacentes a esta expressão. Primeiro, seguindo a abordagem de Bailey (1956), apenas são considerados os custos decorrentes da inflação perfeitamente antecipada, consubstanciados pelo custo de tempo de transação. Segundo, o custo de oportunidade de reter moeda utilizado aqui refere-se à taxa de retorno real obtida pelas empresas mais a taxa de inflação. Terceiro, como o cálculo é feito para pequenas taxas inflacionárias, a aproximação linear não leva a maiores erros. A primeira hipótese tem sido largamente adotada entre os economistas. Em relação à segunda hipótese, Friedman (1969) apontou que a taxa de inflação ótima seria aquela que levaria a taxa nominal de juros a zero. Contudo, como aqui a preocupação central refere-se a uma economia sujeita à regulação tributária, tem-se que a inflação ideal seria aquela que igualaria a taxa de retorno real após o imposto a zero. Ainda, sobre a especificação da demanda por moeda, como o cálculo refere-se à pequenas variações na inflação, a hipótese de linearidade não leva a maiores erros. A despeito da polêmica em torno da experiência de vários países, Pastore (1993) e Simonsen/Cysne (1997) concluíram que a especificação log- log é aquela que melhor adere aos dados no Brasil. Outrossim, esses dois últimos autores calcularam uma elasticidade juros da moeda (em módulo) igual a

ε

M =0 41, , que será,

doravante, um dos balizadores utilizados em nosso cálculo. Contudo, faremos ainda uma análise de sensibilidade, adotando adicionalmente os valores 0,2 e 0,6 para a elasticidade- juros da demanda por moeda.

Devemos notar que os valores encontrados aqui para o custo de bem-estar que decorrem das distorções diretas na demanda por moeda são bem próximos aos encontrados por Simonsen/Cysne (1997). Segundo esses autores, para uma situação correspondente a uma

taxa de juros mensal de 1% (que é a melhor aproximação para a situação descrita em nosso trabalho), o custo de longo prazo para a economia brasileira, seria de 0,3%. Em nosso exercício, esse custo anual é de 0,05% (para

ε

M =0 41, ) ao ano

43 .

A Tabela 2.3, abaixo, resume os resultados obtidos. Os valores dos parâmetros utilizados são discutidos nas sessões subsequentes. Estes cálculos foram feitos com base no ano de 1997, quando a inflação, medida pelo IGP-DI, da FGV, foi de 7,4%. À luz da discussão prévia, no capítulo I, assumimos uma inflação ajustada de 5%. De acordo com as várias hipóteses utilizadas, os cálculos sugerem que uma inflação anual (no nível de 5%) gera um custo de bem-estar em torno de 0,16 a 0,22% do PIB. Estes resultados, contudo, devem ser relativizados ante a possibilidade dos impostos compensatórios necessários para manter o caixa do governo equilibrado gerarem novas distorções em termos de bem-estar. Ainda, outra virtual fonte de distorções diz respeito à CPMF, que não foi tratada aqui em função da indisponibilidade de dados mais desagregados que nos permitisse uma inferência dos seus efeitos junto à inflação sobre a renda gerada pelas empresas. Outrossim, estes ganhos dinâmicos deveriam ser contrabalançados pelos custos estáticos de se extinguir a inflação, relacionados à curva de Phillips de curto-prazo.

Tabela 2.3 - Custos de Bem-estar para o Brasil da Inflação Ajustada no Nível de 5% a.a., no Modelo de E quilíbrio Parcial

PARÂME TROS Hipóteses

E lasticidade juros da Poupança 0,00 0,00 0,00 0,40 0,40 0,40

E lasticidade juros da Moeda (em módulo) 0,20 0,40 0,60 0,20 0,40 0,60

NATURE ZA DAS DISTORÇÕE S Custo de Bem-estar (%)

CBE S. s/ Alocação Intertemporal Consumo 0,14 0,14 0,14 0,15 0,15 0,15

CBE S diretos de eliminar distorções na dem. Moeda 0,02 0,05 0,07 0,02 0,05 0,07

TOTAL 0,16 0,19 0,21 0,17 0,20 0,22

43 Veja que a despeito das duas mensurações serem feitas com base em variáveis distintas, um custo anual de 0,05% ao ano

corresponde à mesma ordem de grandeza de um custo de longo prazo de 0,3%. Um simples exercício para ilustrar esse ponto poderia ser feito com (1+0,05)^30 – 1 = 0,16%.

II.3 Custos de Bem-estar da Baixa Inflação e Regulação Tributária: Uma Breve Comparação dos Casos do Brasil, E UA, Inglaterra, E spanha e Alemanha. A abordagem desenvolvida por Feldstein (1999), para quantificar alguns custos de bem- estar da baixa inflação em um ambiente de regulamentação tributária serviu de referencial teórico para um projeto de pesquisa da NBER, em que se procurou mensurar os custos sociais da baixa inflação conjugados à regulação tributária44. Com isso, tivemos os trabalhos de Dolado, Gonzalez-Paramo e Vinals (1999), Bakhshi, Haldone e Hatch (1999) e Tödter e Ziebarth (1999), que calcularam os mesmos custos para a Espanha, Inglaterra e Alemanha, respectivamente. O propósito desta seção é fazer uma breve comparação dos resultados destes trabalhos, tentando identificar possíveis diferenças e semelhanças entre os países supramencionados, ainda que alterações marginais tenham sido feitas por todos os autores, de forma a tornar o modelo aplicável para os seus respectivos países. Por outro lado, há que se ter em mente que para todos os países, à exceção do Brasil, a variação da inflação computada é de 2%.

A nossa comparação, restringir-se-á aos efeitos diretos, posto que optamos na presente pesquisa por não levantar os efeitos indiretos de forma exógena, o que será alvo da discussão do modelo constante no capítulo subsequente.

A Tabela 2.4 reúne os principais resultados que, segundo os seus autores, referem-se às hipóteses mais plausíveis acerca dos vários parâmetros e elasticidades utilizadas. Algumas observações podem ser extraídas daí.

Os resultados obtidos para os EUA45

, Alemanha46

e Inglaterra47

e Espanha48

têm alguns pontos em comum em relação aos cálculos efetuados para o Brasil. Primeiro, o efeito associado à alocação intertemporal do consumo é preponderante sobre todos os demais. Em termos relativos, as distorções na alocação intertemporal do consumo é maior na Alemanha comparativamente aos demais países. Ainda, conforme observa-se, esse efeito para o Brasil gera menores distorções do que em relação aos outros países, ainda que a

44 O resultado do projeto foi publicado no livro “The Costs and Benefits of Price Stability. NBER. Ed. By Martin Feldstein.

The University of Chicago Press. 1999.

45 Feldstein (1999)

46 Tödter and Ziebarth (1999) 47 Bakhshi et alli (1999)

inflação calculada seja mais do que duas vezes à daqueles países. Isso era esperado por dois motivos. Primeiro, em função do cuidado que a legislação brasileira estabelece visando evitar a bi-tributação. Nesse sentido, veja que o resultado associado à alocação intertemporal

de consumo na Inglaterra é bastante inferior aos dos outros países, possivelmente em função do “Advance Corporation Tax49”, um sistema de compensação que visa evitar a bi- tributação. Em segundo lugar, o papel do imposto de renda no Brasil é significativamente menos importante do que em relação aos países listados, conforme atestam as informações contidas em Varsano et alli (1998), Segundo esses autores, os índices da carga tributária

sobre o PIB50 eram, em 1996, de 22,3%, 22,8%, 28,6% e 30,8%, para o Brasil, EUA, Alemanha e Reino Unido, respectivamente. Por outro lado, em relação à composição dessa carga tributária, enquanto o imposto de renda tinha participações de 23,3% no Brasil, esses índices eram de 54,4%, 43,4% e 41,2% para os EUA, Alemanha e Reino Unido, respectivamente.

Tabela 2.4 Comparação dos Resultados entre Brasil, E UA, Inglaterra, E spanha e Alemanha

Custo de Bem-estar por PAÍS (%PIB) CONDICIONANTE S E UA ∆∆∆∆ππππ=0,02 Inglaterra ∆∆∆∆ππππ=0,02 E spanha ∆∆∆∆ππππ=0,02 Alemanha ∆∆∆∆ππππ=0,02 Brasil ∆∆∆∆ππππ=0,05

Consumo ( E feito Direto) 1,02 0,40 0,91 1,95 0,15

Moeda (E feito Direto) 0,02 0,02 0,04 0,03 0,05

E FE ITO TOTAL 1,04 0,42 0,95 1,98 0,20

Com respeito ao fator demanda por moeda, verifica-se que o efeito Bailey (efeito direto), que capta as distorções geradas exclusivamente pela inflação, é quase desprezível para todos os países. Não obstante, nota-se um maior efeito em relação ao Brasil, que pode ser explicada a partir de dois elementos. A elasticidade-juros da demanda por moeda no Brasil, que é praticamente o dobro das verificadas nos países sublinhados51 e a maior variação computada para a inflação, que para o Brasil é de 5%.

49 Veja nota de rodapé no 21.

50 A carga tributária citada incluiu todos os impostos, taxas e contribuições à exceção dos relativos à previdência.

51 Enquanto a elasticidade-juros da demanda por moeda no Brasil é de 0,41, na Inglaterra, na Alemanha e nos EUA elas são,

III – ALGUNS CUSTOS DE BE M-E STAR DA BAIXA INFLAÇÃO SE GUNDO