Madde 97 – Askerî inzibatların askerî disiplini muhafaza, önleyici zabıta ve adliye vazifeleri ile askerî trafik vazifeleri talimatname ve talimatlarla gösterilir
O) SOSYAL HİZMETLER
Por desperdício, entende-se como despesa inútil e censurável ou esbanjamento, perda. De qualquer modo, há uma conotação ruim por trás da palavra, pois é oriunda de um excesso desmensurado. Ou seja, todo desperdício, traz por si só uma forma de ser controlado, desde que a forma de uso seja consciente e adequada, para o que quer que seja.
O desperdício, segundo Thomás Moulian, opera como a lógica global do capitalismo. Esta se realiza de duas formas:
a) como sobreoferta, portanto, como um gasto social inútil;
b) como consumo excessivo de alguns indivíduos à custa da fome dos demais.
3.6.1 Os efeitos globais dos desperdícios de nosso tempo
O primeiro efeito global tem lugar como conseqüência da “cegueira” do mercado ou seu disfarce temporal na atribuição dos recursos. Isso quer dizer que o mercado, com sua velocidade de inovação constante, se esquece que as matérias- primas básicas para o seu desenvolvimento são totalmente não renováveis. Isso implica dizer que aqueles recursos utilizados na produção específica de um produto hoje são os mesmos que deixarão de ser usados num futuro próximo, a menos que seja reciclado. Alguns especialistas, por causa deste comportamento do mercado, apontam que num futuro não muito distante as maiores minas de recursos para
produção não terão o formato atual, mas sim estarão espalhadas nos grandes lixões, reservas intermináveis de coisas úteis em meio ao que antes não serviria para absolutamente nada.
O segundo efeito requer que exista, em cada indivíduo, a escravização pelo consumo como desejo. Isso quer dizer que, neste caso, algumas pessoas sofrem de uma imersão no prazer proporcionado pelo consumo que, neste caso, tranca o olhar para outra realidade difícil e problemática, que muitas vezes convive logo ao lado. Em alguns casos, luxo e miséria convivem num mesmo ambiente, divididos por apenas, e somente, uma parede. Fortes sistemas de segurança impedem que os riscos daquela pobreza ao lado surpreendam a todos os abastados, por meio da violência. Uma das irracionalidades mais visíveis do atual sistema de acumulação é a combinação do consumo mais sofisticado com a fome, as residências insalubres, a ausência de quase toda a modernidade para administrar a vida cotidiana. A informalidade cada vez maior nos contatos entre as pessoas é o que, aos poucos, fez com que se criasse um biombo que blinda a visão daquilo que não se é favorável, daquilo que não é agradável, onde o se preocupar consigo mesmo predomina sobre o ajudar ao próximo. Se ao invés de comprar um produto a preços Premium se ajudasse outra pessoa com fome e sem casa, com este procedimento trazendo maior prazer individual, com certeza veríamos mais ações altruístas acontecendo diariamente, num mundo bem mais igualitário, porém não é isso que ocorre.
Desigualdades sociais evidentes do Brasil: bairro do Morumbi e favela de Paraisópolis, São Paulo- SP
Fig. 7 www.rc.unesp.br (2009)
Os objetos desvalorizados, apesar da durabilidade, num dado momento são vitimas de uma cultura que iguala o “velho” a “defasado”, ou seja, impróprio para continuar sendo utilizado e destinado à lata de lixo. A sociedade de consumidores é, segundo Bauman, “impensável sem uma florescente indústria de remoção do lixo. Não se espera dos consumidores que jurem lealdade aos objetos que obtêm com a intenção de consumir”. (ZYGMUNT, Bauman; 2007)
Uma resposta por outra lógica seria dizer que o desperdício seria fruto de uma preocupação demasiada com o abastecimento individual dos consumidores, onde as indústrias poderiam se dedicar a satisfazer as enormes necessidades de consumo insatisfeitas. Porém, quando se analisa a situação de perto, vemos que a história daquilo que realmente ocorre é bastante diferente.
3.6.2 O ciclo de vida dos produtos
Os bens, em geral, têm um ciclo de vida: chega um momento em que não podem cumprir suas funções originais adequadamente, perdem vigência como objetos úteis ou se deterioram de uma maneira parcial ou global. Quando esse último ocorre, o objeto perde de uma maneira absoluta ou relativa, seu valor de uso. Deve ser então substituído ou reposto, porque sua ausência é sentida como diminuição do conforto alcançado previamente.
A troca de uma mercadoria defeituosa, ou apenas imperfeita e não plenamente satisfatória, por uma nova e aperfeiçoada. A curta expectativa de vida de um produto na prática e na utilidade proclamada está incluída na estratégia de marketing e no cálculo de lucros: tende a ser preconcebida, prescrita e instilada nas práticas dos consumidores mediante a apoteose das novas ofertas (de hoje) e a difamação das antigas (de ontem). (ZYGMUNT, Bauman; 2007)
Então porque não orientar essa capacidade produtiva ciclicamente prejudicada a fazer possível uma vida digna para os que não têm quase nada? A economia capitalista está movida pela obsessão da maior ganância e não pela lógica da necessidade. Entre a finalidade de cobrir para todos um consumo mínimo necessário e de permitir que cada um consuma segundo seu dinheiro, o sistema capitalista opta pela segunda.
A própria reprodução da estrutura produtiva do capitalismo requer a desigualdade de acesso ao consumo. Esta é uma condição para que se perpetue a modalidade de divisão do trabalho.
Mas, além disso, esse sistema necessita estimular a expansão de certos consumos em todos os setores sociais com dinheiro ou minimamente confiáveis como clientes creditícios. Trata-se de um capitalismo sedutor, que intenta persuadir
a necessidade do consumo, no ritmo de suas necessidades de realização das mercadorias.
O sistema necessita de uma constante expansão do consumo. Analisaremos duas de suas múltiplas lógicas: a do desgaste e a da inovação.
Mas os objetos do conforto não são só vulneráveis a perda absoluta de seu valor de uso, também é da perda relativa. Mesmo assim, ser vítimas do desgaste, pode ser superado por novas tecnologias ou desenhos podem ser esquecidos pela moda. O importante para nós, é que os tipos de mudança produzem efeitos expansivos ou multiplicadores do consumo.