1.3. SOSYAL İNOVASYON VE SOSYAL GİRİŞİMCİLİK
1.3.2. SOSYAL GİRİŞİMCİLİK
1.3.2.1. Sosyal Girişimcilik (Social Entrepreneurship) Kavramı
O pós-modernismo pode ser visto hoje mais com uma crítica ao modernismo e suas ideias positivistas do que como uma proposta teórica consistente. A principal referência teórica do pós-modernismo é o livro “Complexity and Contradiction in Architecture” de Robert Venturi (1966). Obras em vários países foram realizadas buscando uma estética pós- modernista, em reação contra a impessoalidade do funcionalismo, com a retomada da ornamentação, apresentada de modo estilizado e cenográfico. Destacaram-se os trabalhos do próprio Venturi e dos arquitetos Aldo Rossi, Paolo Porthoguesi, Mario Botta, Frank O Gehry, Peter Eisenman e, no Brasil, de Éolo Maia e Sylvio Podestá. A produção pós-moderna teve o papel de questionar a preponderância do pensamento modernista na Arquitetura, indicando a possibilidade de novos rumos.
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Até o final do século XIX a geometria euclidiana, baseada no plano, era fonte única para descrever o mundo e seus fenômenos. Diante do entendimento que determinado fenômenos seriam melhores explicados em um mundo não plano foram desenvolvidas outra geometrias como a geometria hiperbólica, a geometria esférica e a geometria fractal. A teoria da relatividade de Einstein, por exemplo, é possível de ser compreendida somente a partir destas novas ferramentas matemáticas, em um mundo não euclidiano.
No final do século XX surgem dois fatos que vem a influenciar os debates da Arquitetura. Estes fatos são o surgimento de novos meios de concepção da arquitetura através de tecnologias digitais de informação e a proposição de novos problemas a serem enfrentados pela arquitetura, demandados pela sustentabilidade.
As tecnologias digitais de informação são resultado do desenvolvimento dos computadores. O principal benefício trazido pela tecnologia e computadores é a ampliação de nossa capacidade de geração, registro, transmissão e, principalmente, manipulação de dados e informações. Deste modo, tornou-se possível o registro, a análise e a investigação de fenômenos de elevada complexidade.
Ao utilizar da tecnologia digital de informação para resolver de forma mais simples antigos problemas, nossa própria sociedade parece caminhar em direção a um aumento de sua própria complexidade social e cultural, em um aparente paradoxo. Alguns pesquisadores observam este aumento de complexidade em setores como as cidades, a educação, a medicina, a política (BYRNE, 2001).
Também na Arquitetura podemos perceber o paradoxo desta dupla influência dos meios digitais: por um lado permite que através de suas ferramentas concebamos soluções cada vez mais abrangentes e precisas, por outro lado, aumentando a complexidade da sociedade contemporânea, torna o problema cada vez mais complexo e de difícil delimitação.
Assim, o principal objetivo da Arquitetura, abrigar as atividades do homem, se vê diante de um problema incerto. É cada vez mais evidente que nossa sociedade não pode ser mais identificada com uma cultura homogenia e tipificada. Ela apresenta diversas formas de expressão cultural, emergindo e desaparecendo, interconectadas. Não podemos mais falar em valores culturais universais, validados e estabelecidos por práticas ou consenso. Além disto, os sistemas de produção e consumo vêm sendo transformados. Da produção em massa temos hoje sistemas de produção flexíveis que permitem atender demandas de pequenos grupos ou até mesmo individuais. O capitalismo evolui para uma forma flexível que promove a diferenciação e a inovação em oposição a sua fase de produção em massa que homogeneização e a padronização.
Mas a lógica do sistema de consumo capitalista permanece. O consumo ainda é o objetivo fim e a nova produção flexível contribui no sentido de aumentá-lo ainda mais, através da exploração (e promoção) de uma imensa variedade de preferências do homem. As repercussões são claras: somente no site amazon.com (e-comerce) são listados para compra 19.674 tipos de telefones celulares, 81.840 tipos de calças jeans, 234.973 livros de arquitetura e 137.675 livros de engenharia30
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Porém, a exposição a esta variedade de opções e informações parece não contribuir para um melhor entendimento e conhecimento dos problemas envolvidos. A própria referência estética formal, aspecto que, analisando o presente estudo, se mostrou tão preciosa para uma teoria da Arquitetura, se dilui e se perde. Do ponto de vista do conhecimento técnico, a síntese é prejudica em detrimento da quantidade de informações.
A complexidade social e econômica aliada às (incertas) demandas da sustentabilidade, tem como consequência a necessidade de formas de altos níveis de desempenho. Assim, um vasto número de áreas de conhecimento e seus profissionais estão envolvidos no processo de concepção do objeto arquitetônico: psicólogos, antropólogos, consultores de energia, engenheiros ambientais, engenheiros acústicos, consultores de incêndio, consultores imobiliários, consultores de transporte, consultores de fachada, engenheiros de segurança, light designers, engenheiros mecânicos, engenheiros de produção, gestores, paisagista, orçamentistas, além dos (ainda?) necessários arquitetos e engenheiros estruturais.
Frente a esta situação ainda indefinida não podemos falar sobre uma teoria da Arquitetura consistente ao contexto atual. Percebe-se apenas algumas discussões iniciais sobre uma teoria da Arquitetura que considere as possibilidades das tecnologias de informação frente a complexidade da nossa condição social. De modo geral as discussões enfatizam aspectos plásticos e para exemplificar uma abordagem típica podemos citar o trabalho teórico de Farshid Moussavi.
Farshid Moussavi é uma arquiteta iraniana e atualmente possui o escritório de arquitetura FMA e é professora da disciplina prática de arquitetura na Harvard University Graduate
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School of Design. Moussavi desenvolve pesquisas que procuram identificar os meios que
permitem a arquitetura conceber formas arquitetônicas criativas. As pesquisas exploram vários meios de produção arquitetônica como diagramas, tecnologia de informação, novas tecnologias construtivas.
Suas pesquisas resultaram na publicação de dois livros: The Function of Ornament, em 2006 e The Function of Form, em 2009. No livro The Function of Ornament, a autora propõe que os ornamentos carregam uma função e essa função é a de produção de uma estética e de uma cultura. Ela argumenta contra a definição do ornamento como um elemento simbólico, representante superficial e decorativo de um estilo. Diz que o ornamento faz parte do conjunto formal/plástico de um edifício, contribuindo, portanto para a evolução histórica da estética e cultura. Como parte do conjunto formal, o ornamento participa dos diferentes tipos de subjetividade da forma, gerando sensações. Diferenciações no ornamento seriam responsáveis para, em uma mesma forma arquitetônica, termos diferentes subjetividades, permitindo que, em uma sociedade plural, pessoas diferentes fossem conectadas através destes. Moussavi encara a Arquitetura como um elemento artístico cultural que conecta como um tecido a complexidade social e cultural contemporânea através do ornamento (MOUSSAVI; KUBO, 2008).
A ideia de Moussavi sobre o papel do ornamente parece uma clara retomada da valorização da dimensão estética. Moussavi tenta contornar o duro ataque modernista ao ornamento, utilizando da estratégia de associar o mesmo a dimensão forte (e de certo modo incontestável) da função da arquitetura, evitando diretamente o discurso simbólico que solidamente reivindicou um valor estético ao ornamento a partir de Alberti e que atingindo seu ápice no Barroco. Se, mesmo combalido, o funcionalismo ainda parece lógico para uma teoria da Arquitetura (quem defenderia uma arquitetura sem função?) porque não retomar o valor estético da arquitetura, a preponderância da venustas, através da transfiguração da função em uma intenção artística?
No livro The Function of Form, Moussavi dá continuidade a sua pesquisa teórica propondo uma nova teoria da forma. Para a autora, a fim de se estimular e responder ao caráter múltiplo de nossa cultura contemporânea, as formas arquitetônicas podem ir além de seus limites aparentes de representação, rompendo com a rigidez inicial. A premissa do livro é que a sociedade é complexa e mutante, e que esta mudança vem ocorrendo de forma
contínua e incremental. As origens desta contínua mudança estariam tantos em aspectos relacionados ao sujeito (cultura, sensibilidade), quanto em aspectos relacionados ao objeto (técnica). Para responder a essa mudança, Moussavi propõe que as formas arquitetônicas sejam categorizadas conforme seu sistema (system), podendo ser manipulada através de suas propriedades de tessellation e affect. Os sistemas são basicamente as formas estruturais: malhas, grelhas, abóbodas, domos, placas, cascas e estruturas pneumáticas. A propriedade tessellation é utilizada para definir a repetição complexa de uma unidade básica. Já a propriedade de affect é definida como “... the pre-
personal intensities transmitted by forms… processed by senses to produce individual percepts and thoughts, feelings, emotion, moods.”, ou seja, a percepção sensível e
subjetiva “transmitida” pela forma. Para alcançar um affect pretendido, o sistema é manipulado através do tessellation (Figura 10) (MOUSSAVI, 2009).
Figura 10 - Diagrama da produção da forma por Moussavi. Fonte: The Function of Form
Moussavi apresenta no livro diversos exemplos de variação da forma arquitetônicas existentes a partir de seu método. O impressionante, pelo menos para os objetivos do presente trabalho, é que Moussavi aplica seu método gerando uma imensa gama de
formas complexas, sem nenhum compromisso com a forma enquanto objeto de um mundo físico. Conforme visto no diagrama da Figura 10, todas as combinações de sistemas e
tessellation são a priori possíveis31. A proposta teórica de Moussavi apresenta uma
perspectiva de teoria da Arquitetura que incorpora os meios tecnológicos para resultados puramente plásticos, desconsiderando a condição de objeto físico construído da Arquitetura.