2. GENEL BİLGİLER
2.4. Sosyal Destek
As amostras estudadas neste trabalho passaram por uma separação granulométrica, nas quais foram dividas em cinco faixas de tamanhos de partículas: acima de 32 µm,
46 32-20 µm, 20-15 µm, 15-7 µm e 7-4 µm. A separação granulométrica foi feita por elutriação centrífuga utilizando um conjunto de hidrociclones ligados em série, conforme ilustrado na Figura 4.1. Este processo foi realizado no laboratório do CT3 da
Fundação Gorceix em Ouro Preto.
Figura 4.1: Cicloclassificador utilizado na separação granulométrica, localizado
no CT3/Fundação Gorceix.
4.2.2 Tratamento térmico
As amostras estudadas neste trabalho, conforme Figura 4.3, foram submetidas a tratamentos térmicos com temperaturas controladas e ao ar, com o objetivo de promover transformações de fases estáveis nos minerais de ferro presentes nas amostras. As amostras foram aquecidas até 850°C em um forno mufla (Figura 4.4) e assim permaneceram durante 20 minutos, com a temperatura estabilizada. Os tratamentos térmicos foram realizados no laboratório de Tratamentos Térmicos do Departamento de Física da UFOP, localizado no Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (ICEB).
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Figura 4.4: Forno mufla utilizado no tratamento térmico localizado no DEFIS/UFOP.
4.3 Estudos de caracterização
A caracterização das amostras foi realizada através de diferentes técnicas de caracterização que já foram descritas mais detalhadamente no capítulo 3. A metodologia utilizada para a realização de cada técnica de caracterização será detalhada nos próximos tópicos.
4.3.1 Análise mineralógica
Foram realizadas análises qualitativas e quantitativas das amostras depois do processo de separação granulométrica. Esta análise foi realizada com o objetivo de identificar os minerais presentes em todas as amostras e definir suas concentrações. Inicialmente as amostras foram embutidas em forma de pastilhas, conforme mostra a Figura 4.5, e desta forma foi realizada a contagem de partículas presentes com o auxílio do microscópio ótico (Figura 4.6), no qual se obteve também as micrografias. A análise mineralógica foi realizada no laboratório de mineralogia do CT3 da Fundação
Gorceix, Ouro Preto.
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Figura 4.6: Microscópio ótico utilizado na análise mineralógica. 4.3.2 Análise química
Foram realizadas análises quantitativas e qualitativas dos elementos químicos presentes em cada amostra através da técnica de fluorescência de raios X por dispersão de energia (EDX). Esta análise foi feita com o objetivo de reforçar os resultados obtidos na análise mineralógica, uma vez que a técnica de EDX possui um desvio de erro menor. Nesta análise as amostras foram colocadas em um suporte e inseridas no espectrômetro de raios X por energia dispersiva SHIMADZU EDX-720, conforme mostra Figura 4.7. Esta análise foi realizada no Centro Minero-Metalúrgico da REDEMAT.
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4.3.3 Análise térmica
A análise térmica foi realizada com a utilização da técnica de Termogravimetria (TGA) que consiste no aquecimento da amostra a partir da temperatura ambiente até a uma temperatura máxima estabelecida, que pode atingir até 1500°C. Esta análise foi realizada com o objetivo de investigar o comportamento das amostras quando submetidas a uma grande variação de temperatura. As amostras foram aquecidas até 1000°C em atmosfera ambiente, a uma taxa de aquecimento de 20°C por minuto. A análise térmica foi realizada no Laboratório de Análises Térmicas do Departamento de Química da UFOP, localizado no Instituto de Ciências Exatas e Biológicas (ICEB).
4.3.4 Difração de Raios X
Foi realizada uma análise qualitativa dos minerais presentes nas amostras através da técnica de difração de raios X. Esta análise foi realizada com o objetivo de avaliar quais as fases cristalinas presentes em cada amostra. As amostras foram prensadas a mão em uma lâmina de vidro e inseridas no difratômetro de raios X, conforme mostra a Figura 4.8, em que foram realizadas as medições com o ângulo de varredura de 2θ e ânodo de cobre. As medidas foram feitas no Laboratório de Difração de Raios X, do Departamento de Geologia da UFOP.
Figura 4.8: Difratômetro de raios X utilizado neste trabalho. 4.3.5 Análise magnética
Para realizar as medidas da força magnética especifica foi montado um arranjo constituído por uma balança analítica, uma imã e um copo de plástico em que foram
50 colocadas as amostras. Primeiramente foram feitas as pesagens das amostras sem a presença do imã. Em seguida, foi colocado o imã na balança e feita a tara, para que fossem feitas as pesagens das amostras na presença do imã. Estas pesagens foram feitas para todas as amostras, antes e depois do tratamento térmico. A Figura 4.9 mostra o arranjo utilizado para as pesagens das amostras.
Figura 4.9: Arranjo utilizado para a pesagem das amostras: (a) pesagem sem o imã e
(b) pesagem como imã.
Após coleta todos os resultados foram feitos os cálculos para a obtenção da força magnética especifica das amostras. O cálculo foi feito através da formula abaixo.
Sendo:
= força magnética especifica;
= massa da amostra na presença do campo magnético;
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5 RESULTADOS E DISCUSSÕES
5.1 Amostras tratadas
Será atribuída a nomenclatura A e B para distinção das amostras estudadas. Ambas as amostras foram divididas por faixas granulométricas via cyclosizer e passaram por um tratamento térmico, nas quais foram submetidas a uma variação de temperatura até 850ºC em atmosfera ambiente. Cada conjunto de amostras é composto por 10 amostras divididas em faixas granulométricas, nas quais 5 sofreram tratamento térmico e outras 5 que não sofreram. Os resultados que serão mostrados e discutidos neste capítulo são referentes às concentrações de minerais de ferro e outros minerais presentes em cada faixa granulométrica e as caracterizações realizadas nas amostras antes e após o tratamento térmico.