7.ONARIM VE GÜÇLENDİRME
9. SONUÇLAR VE ÖNERİLER
Diversos são os estudos que vêem sendo desenvolvidos utilizando a Data Envelopment Analysis (DEA) para verificar a eficiência do desenvolvimento sócio-econômico.
Karkazis e Thanassoulis (1998), utilizam a DEA para comparar a efetividade dos investimentos públicos em infra-estrutura e incentivos para atrair investimentos privados para as regiões do norte da Grécia. Os incentivos aos investimentos são responsáveis por uma grande proporção de gastos públicos na Grécia, onde um dos seus objetivos declarados é tornar o desenvolvimento econômico mais uniforme ao longo das várias regiões do país.
A DEA torna possível identificar regiões onde os incentivos e gastos em infra-estrutura atraem com sucesso investimentos privados de tal forma que os fatores deste sucesso podem ser analisados com vistas a melhorar a política de desenvolvimento regional no governo grego. Ressaltam que dois instrumentos chaves utilizados pelo governo grego para atrair investimentos privados são o investimento público em infra-estrutura e garantias de investimentos regionalmente diferenciadas.
Os autores utilizaram como variáveis de saída os níveis de investimentos privados nos setores de serviço, industria e agricultura. Estas variáveis tornam possível aferir o equilíbrio setorial dos investimentos atraídos. Prefeituras gozando de grandes linhas costeiras podem ter melhor potencial de atrair investimentos em serviços, especialmente turismo, enquanto que prefeituras gozando áreas cultivadas podem ser mais capazes de atrair um volume maior de investimentos em agricultura. O modelo de aferição enfatiza estes setores e ainda, se eles oferecem vantagem para uma dada prefeitura em comparação com outras.
São consideradas duas variáveis de entrada: investimentos públicos e incentivos aos investimentos. Estas duas variáveis são os meios usados pelo estado para atrair investimentos privados. Os investimentos públicos incluem gastos em rodovias, portos, escolas, universidades e assim por diante. Esses investimentos alteram a imagem da prefeitura e níveis mais altos de investimento público deveriam levar a níveis maiores de investimentos privados. Gastos em incentivos monetários são usados como uma garantia para os investimentos feitos para o período correspondente. Esta variável influencia as variáveis de saída de duas formas. Em primeiro lugar, investimentos privados feitos durante o período imediatamente anterior ao período de aferição geram o potencial para investimento durante o período de aferição. Em segundo lugar, investimentos privados afetam a imagem de uma área da mesma maneira que
investimentos em infra-estrutura, e assim podem influenciar o nível de investimentos futuros para a área. As variáveis de input são denominadas gastos públicos.
Claramente, pode ser esperado que os gastos públicos afetarão os níveis das variáveis de output com uma defasagem. O que é menos claro é o tamanho dessa defasagem. Os autores escolheram uma defasagem de no mínimo um ano e no máximo de 10 anos, identificando como impacto do gasto público em atrair novos investimos, que cai com o tempo, é o ponto principal, mas que não é totalmente tratado neste trabalho.
Portanto, segundo os pesquisadores, existem duas deficiências no modelo, primeiro ele ignora quaisquer investimentos gerados pelas variáveis input fora do período de análise, e segundo é que ignora o impacto do gasto público na atração de novos investimentos no mesmo período de analise.
Os autores consideram mais apropriado o modelo BCC1 que verifica retornos variáveis de escala, uma vez que permite avaliar melhor a capacidade que duas prefeituras que fazem gastos públicos semelhantes e tem de capacidade específica de atração de investimentos privados. O modelo foi orientado para output, pois desta forma é possível observar o máximo nível de investimentos privados em cada setor.
O método DEA permitiu aos autores concluir que das vinte prefeituras avaliadas cinco apresentaram baixa eficiência atraindo, quando muito, 20% a 25% do investimento privado possível, em qualquer setor da economia dado um determinado gasto público, outras oito prefeituras tiveram eficiências medianas, de 40% a 60%. Desta forma mais da metade das prefeituras parecem atrair pouco investimento privado para o seu nível de gasto público.
1O Apêdice A deste trabalho apresenta o arcabouço teórico sobre o qual se sustenta a Análise de
Muitos outros autores têm discutido a utilização da DEA para avaliar o desenvolvimento sócio-econômico, Despotis (2005), destaca que em geral a literatura sobre desenvolvimento adotou a renda per capita como uma medida de desenvolvimento em diversos paises, ainda que isto tenha sido criticado desde a década de 50.
Nas duas últimas décadas é totalmente reconhecido que indicadores econômicos puros não podem, por si só, capturar a multidimensionalidade do desenvolvimento humano. Numa tentativa de considerar diferentes aspectos da vida quando relacionados ao desenvolvimento humano, o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas introduziu em 1990 o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
O autor critica o IDH no sentido de que pesos iguais são tomados para os três componentes do índice, quais sejam: longevidade, educação e padrão de vida. Isto afeta em alguma extensão a posição relativa no ranking do IDH, as posições dos países podem ser atribuídas a duas razões principais: uma é estrutural e está relacionada aos dados em si mesmo, e a outra está relacionada ao esquema particular de pesos atribuídos no IDH.
De fato, determinados países vão assumir algumas posições no IDH em função destes pesos, posições estas que seriam totalmente alteradas se o esquema de pesos fosse outro. Em função deste problema, Mahlberg e Obersteiner (2001)2 introduziram a idéia de utilizar o DEA para medir a performance relativa dos países em termos de desenvolvimento humano. Neste sentido, os autores sugeriram uma orientação para o produto, assumindo retornos constantes de escala. No seu modelo todos os indicadores individuais são considerados como output e uma dummy input igual a 1 é assumida para todos os país.
Para restringir a flexibilidade do modelo na seleção de pesos eles introduziram restrições arbitrárias nas razões dos pesos e inverteram os resultados da DEA para torna-los comparáveis ao IDH.
O autor aplicou a DEA às regiões da Ásia e do Pacífico. Dentro do contexto da DEA ele estimou a eficiência dos países na conversão de renda em conhecimento e oportunidade de vida. A capacidade dos países em converter prosperidade econômica em melhores condições de vida para o seu povo pode ser modelada e aferida se a renda é vista como um meio para expandir conhecimento e oportunidade de vida para além do alcance de um padrão de vida decadente.
Esta é uma mudança na abordagem do desenvolvimento humano que coloca renda no lado da entrada e expectativa de vida e educação no lado da saída. Ele utiliza a renda real per capita no paradigma input-output para refletir a expansão da capacidade da população em acessar os recursos necessários para adquirir conhecimento e para alcançar uma vida mais longa e saudável.
O modelo de retornos variáveis de escala é usado para medir a performance relativa dos países. Para o autor o uso da DEA tem como vantagem em relação ao IDH o fato de usar pesos menos arbitrários e contestáveis.
Outros autores que utilizam o modelo DEA para analisar a eficiência do setor público, é o caso de Wang (2005), que busca medir a performance dos investimentos estatais nas províncias da China utilizando os modelos BCC e CCR da DEA, e Sampaio (2005) que Utiliza a DEA para comparar a eficiência entre empresas de distribuição de energia elétrica.