(5.1) Eşitlik ve sembollerle alakalı açıklamalar aşağıda verilen şekil üzerinde
7. SONUÇLAR VE TARTIġMA
Desta questão as categorias centrais apuradas são: a) Interacções emocionais e afectivas; b) Predomínio da actividade sexual; c) Inerente à natureza humana e d) Realização pes- soal.
a) Interacções emocionais e afectivas
Esta categoria considera que a sexualidade é tida como um conjunto de interacções en- tre os indivíduos que pressupõem trocas de carácter emocional e afectivo. Do discurso dos sujeitos decorre o pressuposto de uma expressividade que vai para além do acto sexual em si.
Esta categoria central engloba as categorias conceptuais: a) Expressão de sentimentos e emoções; b) Situação íntima e c) Distinção entre sexo e sexualidade.
O Quadro 12 apresenta a sistematização das categorias conceptuais e descritivas que deram origem à categoria central Interacções emocionais e afectivas, bem como exem- plos do discurso dos sujeitos, para melhor ilustração.
Quadro 12
Discurso dos participantes relativamente à categoria central Interacções emocionais e afectivas
Categoria conceptual Categoria descritiva Exemplo de discurso Ref. N
Expressão de sentimentos e emoções
25 16
Carícias S4: “Carícias, beijos, olhar”
S22: “É abraçar, beijar” 5 5 Romantismo
S16: “O romantismo”
S26: “A parte mais romântica do relacionamento” 3 3 Conjunto de comportamentos S21: “Comportamentos” S30: “É um conjunto de atitudes, talvez… de comportamentos” 2 2 Resposta do outro
S9: “A resposta delas também é sexualidade”
S9: “Não havendo do outro lado acaba por não ser nada”
Categoria conceptual Categoria descritiva Exemplo de discurso Ref. N
Sentimentos e emoções
S20: “É o amor que se pode dar e receber de outra pessoa”
S22: “O gostar mesmo de alguém”
2 2 Amar S3: “Amor”
S22: “O amor, o carinho” 2 2 Dar e receber amor S20: “É o amor que se pode dar e
receber de outra pessoa” 1 1 Palavras bonitas S22: “Dizer palavras bonitas” 1 1
Ser amado S33: “Ser amado” 1 1
Comportamentos com sentimentos
S31: “É tudo aquilo que fazemos
com quem amamos” 1 1
Conjunto de sinais S24: “Também outro tipo de sinais” 1 1 Demonstração de
afectos
S6: “Demonstrar através de pala-
vras ou actos” 1 1
Carinho e atracção física
S6: “É poder demonstrar os senti- mentos de carinho e/ou atracção física”
1 1 Sentimentos do casal S4: “Sentimentos que o casal possa
ter entre eles” 1 1
Presente sob diversas
formas S24: “Olhares, o toque, o cheiro” 1 1
Situação íntima
20 13
Intimidade individual
S2: “Coisa íntima”
S23: “Desde a intimidade, a sua própria intimidade” 10 7 Intimidade do casal S4: “É a intimidade do casal” S12: “Estarem na intimidade é sexualidade” 4 4 Intimidade em geral
S16: “Pode ser a intimidade” S19: “Refere-se a tudo o que as pessoas têm na intimidade”
3 3 Privacidade do casal S18: “A nossa privacidade” 1 1
Privacidade
individual S2: “Nossa privacidade” 1 1 Privacidade em geral S16: “A privacidade” 1 1
Distinção entre sexo e sexualidade
15 11
Diferente de sexo
S2: “Diferente de ter sexo” S4: “Não é só sexo ou a actividade sexual”
7 5
Para além do sexo
S20: “Não é só o sexo, não, é tudo o resto”
S21: “Não é só o acto sexual em si”
Categoria conceptual Categoria descritiva Exemplo de discurso Ref. N
S16: “Tudo pode ser sexualidade”
Em Expressão de sentimentos e emoções são encontrados 16 sujeitos que a referenciam 25 vezes, distribuindo essa referenciação, na sua maioria, pelo beijo, abraço, ou seja, carícias, e pela manifestação de romantismo para com o parceiro. É de assinalar, tam- bém, a referência a comportamentos e atitudes, bem como, ao feedback do parceiro e ao amor e carinho. A minoria aponta que a sexualidade se traduz por dar e receber amor, palavras bonitas, ser amado, comportamentos que englobem sentimentos, conjunto de sinais, demonstração de afectos, atracção física, sentimentos entre o casal e, por fim, o facto da sexualidade se manifestar sob diversas formas.
Na categoria conceptual Situação íntima, são encontradas 20 referências, apontadas por 13 participantes. Cerca de metade dos sujeitos descreveram a sexualidade como sendo uma experiência de ordem íntima, especificamente do próprio indivíduo, enquanto os restantes assinalaram a intimidade do casal e a intimidade em geral, como significados de sexualidade. Em menor número, encontraram-se descrições relativas à privacidade, quer do próprio, quer do casal e, igualmente, privacidade generalizada.
A Distinção entre sexo e sexualidade surge como a última categoria conceptual perten- cente à categoria central Interacções emocionais e afectivas. Onze participantes referi- ram-na 15 vezes, sendo que cerca de metade apontaram a sexualidade como algo dife- rente de ter sexo e algo que se encontra para além do sexo. Os restantes descrevem a sexualidade como sendo um conceito muito abrangente e alargado a vários quadrantes.
b) Predomínio da actividade sexual
A categoria central Predomínio da actividade sexual confere uma perspectiva colectiva da sexualidade e assenta no pressuposto de que esta é uma actividade sexual que, para além de dar satisfação, é parte integrante dos relacionamentos entre um homem e uma mulher e, assim sendo, é identificada como uma prática, independentemente ou não, da existência de afectos. Esta categoria pode conduzir a alguma confusão entre os concei- tos sexo e sexualidade.
As categorias conceptuais encontradas clarificam o atrás exposto: a) Actividade sexual independentemente da afectividade; b) Actividade sexual com afectividade; c) Activi- dade prazerosa; d) Uma das dimensões do relacionamento e e) Sedução.
No Quadro 13 apresenta-se uma sistematização das categorias conceptuais e descritivas que originaram a categoria central Predomínio da actividade sexual, bem como alguns exemplos do discurso dos sujeitos.
Quadro 13
Discurso dos participantes relativamente à categoria central Predomínio da actividade sexual
Categoria conceptual Categoria Descritiva Exemplo de discurso Ref. N
Actividade sexual independentemente da
afectividade
21 15
Relações sexuais
S26: “Ser sem amor ou com amor” S17: “Quer se goste ou não da pessoa com quem se está”
21 15
Actividade sexual com afectividade
8 8
Relações sexuais com afectos
S32: “Quando é feito por amor S34: “É quando existe amor ou uma amizade com outra pessoa”
5 4
Fazer amor
S12: “Fazer amor”
S15: “É o que chamamos fazer amor”
3 3
Actividade prazerosa
9 5
Algo de positivo
S13: “Para mim é uma coisa boa” S32: “Se for uma coisa saudável é muito boa de viver”
7 4
Diversão S3: “diversão” 2 1
Uma das dimensões do relacionamento
7 4
Faz parte da relação
S12: “Faz parte de uma relação ter sexualidade”
S18: “Aquilo que temos com as nossas mulheres”
5 3
Interacção entre as pessoas
S8: “Conjunto de interacções entre
2 ou mais pessoas” 1 1
Tipo de relacionamento S25: “Sexualidade é o tipo de rela-
ção” 1 1
Sedução
3 3
Jogo de sedução S16: “A forma de seduzir”
Na categoria Actividade sexual independentemente da afectividade, 15 participantes referiram-se à sexualidade como sendo ter relações sexuais, em 21 circunstâncias. Estas referências centraram-se na actividade sexual com ou sem amor, quer se goste ou não do parceiro.
Por outro lado, a Actividade sexual com afectividade, apresentou 8 referências aponta- das por 8 sujeitos, que identificaram a sexualidade como uma actividade sexual, porém com amor, ou mesmo, fazer amor.
Cinco participantes, em 9 circunstâncias traduziram a sexualidade como uma Activida- de prazerosa, sendo que a sua maioria descrevem-na como algo de positivo e apenas um sujeito a descreve como divertida.
A categoria Uma das dimensões do relacionamento foi assinalada por 4 sujeitos em 7 ocasiões. A sexualidade faz parte da relação e é, também, um tipo de relacionamento, nomeadamente, interacção entre as pessoas.
Por fim, a Sedução foi referida por 3 sujeitos em 3 situações, mais concretamente a existência do jogo de sedução para descrever o que entendem por sexualidade.
c) Inerente à natureza humana
Esta categoria central sugere que a sexualidade é vista como fazendo parte do indivíduo no que concerne às suas características biológicas, nomeadamente, neuronais e hormo- nais, bem como derivada de componentes que se prendem com o foro psicológico e social. Deste modo, é vista numa vertente holística, que nasce com o indivíduo e se de- senvolve ao longo da sua vida.
Esta categoria central engloba as categorias conceptuais: a) Expressão de sentimentos e: a) Sexualidade como característica individual; b) Globalidade do ser humano; c) Sexua- lidade como característica evolutiva e d) Vida sexual.
No Quadro 14 apresenta-se uma sistematização das categorias conceptuais e descritivas que deram origem à categoria central Inerente à natureza humana, bem como exemplos do discurso dos sujeitos.
Quadro 14
Discurso dos participantes relativamente à categoria central Inerente à natureza humana
Categoria conceptual Categoria descritiva Exemplo de discurso Ref. N
Sexualidade como característica
individual
21 15
Faz parte das pessoas S1: “Todos temos isso dentro de nós”
S2: “Cada um de nós tem a sua” 20 15 Comportamento natural S10: “Ter sexualidade é natural” 1 1
Globalidade do ser humano
7 7
Tudo em geral
S9: “Sexualidade é tudo”
S31: “Quando gostamos de alguém acho que há sexualidade em tudo, mesmo no modo de falar”
2 2
Tudo da vida sexual
S23: “É todas as coisas… que envol- vem a actividade sexual do ser huma- no”
S24: “Tudo o que engloba a vida sexual”
2 2
Conjunto de coisas
S27: “A sexualidade é um conjunto de coisas”
S30: “A sexualidade abrange mais coisas”
2 2 O global do ser
humano S16: “É o global do ser humano” 1 1
Sexualidade como característica evolutiva
2 2
Evolui com a pessoa
S15: “Evolui connosco”
S24: “A sexualidade vai-se desenvol- vendo juntamente com a personalida- de”
2 2
Categoria conceptual Categoria descritiva Exemplo de discurso Ref. N
Vida sexual
2 2
Vida sexual da pessoa S15: “Quer dizer a vida sexual duma
pessoa” 1 1
Orientação sexual S21: “Orientação sexual” 1 1
Dezasseis participantes, em 21 ocasiões apontaram a Sexualidade como sendo uma ca- racterística individual, tal como outras características de carácter biológico, fazendo
parte de todos os indivíduos e, assim, encarada como um comportamento normal de qualquer ser humano.
Na categorial conceptual Globalidade do ser humano 7 sujeitos, por 7 vezes, referiram- se à sexualidade como sendo tudo em geral, tudo o que compreende a vida sexual, bem como um conjunto de coisas, compondo holisticamente o ser humano.
A categoria Sexualidade como característica evolutiva é referida por 2 sujeitos em 2 momentos. Estes entrevistados sugerem que a sexualidade acompanha a pessoa ao lon- go da sua vida e vai evoluindo com ela, de acordo com as suas vivências e experiências.
Por último, 2 sujeitos em 2 ocasiões descrevem a sexualidade como sendo a Vida sexual da pessoa, bem como a sua orientação sexual. Nestas descrições os sujeitos reduzem a sexualidade às práticas e às experiências sexuais do ser humano.
d) Realização pessoal
Esta categoria central define a sexualidade como sendo essencial para o bem-estar indi- vidual, para o equilíbrio físico e psicológico do sujeito, tornando-o uma pessoa realiza- da.
Esta categoria engloba a categoria conceptual com a mesma denominação (Realização pessoal). Sete sujeitos, por 10 ocasiões apontaram a sexualidade como sendo um factor determinante para o bem-estar, para a complementaridade e a plenitude, para além de ser um direito de todos os indivíduos.
No Quadro 15 apresenta-se uma sistematização da categoria conceptual e descritivas que deram origem à categoria central Realização pessoal, bem como exemplos do dis- curso dos sujeitos.
Quadro 15
Discurso dos participantes relativamente à categoria central Realização pessoal
Categoria conceptual Categoria descritiva Exemplo de discurso Ref. N
Realização pessoal
10 7
Sensação de bem-estar sexual
S25: “sentirmo-nos bem com o nosso tipo de vida sexual”
S25: “sentirmo-nos bem com o nosso parâmetro sexual”
2 1
Sensação de bem-estar S25: “O sentirmo-nos bem connosco
próprios” 1 1
Plenitude
S11: “É a satisfação plena da activi- dade física e emocional enquanto indivíduo”
S11: “É o pleno, é o completo do ser humano”
2 1
Necessária S17: “Todos precisamos da sexuali-
dade” 2 2
Realização pessoal S6: “Vital para se sentir realizado” 1 1 Fundamental ao ser
humano S21: “É fundamental” 1 1