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5. SONUÇLAR VE ÖNERİLER

5.1. Sonuçlar

O TGF-Eé uma proteína cuja principal função no sistema imune é inibir a proliferação e ativação de linfócitos e outros leucócitos, comumente designados EEeEcodificados por genes diferentes, entre os quais, o E1 é o mais freqüentemente superregulado nas células tumorais,podendo ser expresso por linfócitos reguladores e/ou células neoplásicas para inibir a resposta de LTC, promovendo a progressão e invasão tumoral (DERYNCK e FENG, 1997; GASTMAN et al., 1999; GORELIK e FLAVELL, 2001; ABBAS e LICHTMAN, 2005).

No tecido epitelial normal, TGF-E regula o crescimento e a diferenciação celular, porém, freqüentemente, funciona como supressor tumoral no início da carcinogênese, depois, passa a funcionar como um promotor na progressão e metástase (MASSAGUÉ, BLAIN e LO, 2000; MOUSTAKAS et al., 2002).

O papel supressor do TGF-E é melhor ilustrado através da mutação de genes que codificam seus receptores. Sendo assim, regulação negativa ou dano na disposição dos receptores na superfície dos linfócitos T citolíticos, permitem que as células tumorais

escapem aos efeitos inibitórios de TGF-E DERYNCK, AKHURST e BALMAIN, 2001).

Gorelik e Flavell (2001) desenvolveram ratos transgênicos sem receptor de TGF-E tipo II (dnTGF-RII) nas células T CD4 e CD8 e testaram seu efeito anti-tumoral em modelos de timoma e melanoma, os quais estão associados com a produção de TGF- E, resultando em ratos resistentes ao crescimento tumoral, por uma potente resposta tumor-específica por parte dos LTC. Porém, isso funciona quando o bloqueio de TGF-E ocorre antes das células tumorais inibirem as células T, sugerindo a inibição da diferenciação de LTC e/ou expansão clonal, ou ainda destruição dos LTC pelo grande número de células tumorais. Contudo, ficou claro que o bloqueio de TGF-E favorece a resposta imune anti-tumoral.

Glinka, Chang e Prud`homme (2006) observaram o papel inibitório de TGF-E, ao utilizar uma proteína B7-1 mutante (B7-1wa) que se liga seletivamente ao CTLA-4, associando-a à pré-proinsulina (PPins) e ao ácido glutâmico (GAD65) como vacina, ambos utilizados contra diabetes auto-imune, com resultados favoráveis restritos, induzindo assim o aumento de células T regulatórias (Treg) que expressavamCTLAFoxpe7GF-E, tendo um efeito protetor contra a doença. A deleção de TGF-E abolia o efeito supressor exercido pela célula Treg.

Glick et al. (1994) demonstraram que a diminuição autócrina de TGF-E em ceratinócitos levou lesões papilomatosas a se transformarem em carcinomas, assim como no câncer cervical, porém, as células cancerígenas desenvolvem uma resistência parcial ou total a essa inibição nas células transformadas (DONALISIO et al., 2008).

Trombospondina, proteína da matriz extracelular e a integrina DvE6 podem mediar ativação do TGF-E em diferentes contextos, e as células tumorais estão bem equipadas para isso (SCHULTZ-CHERRY e MURPHY-ULLRICH, 1993; &5$:)25'HWDO 6HJXQGR<XH6WDPHQNRYLF  003¶VHH[SUHVVDV freqüentemente em células malignas, principalmente em áreas de invasão, também podem ativar TGF-E e sugerem que essas proteínas podem resultar de um processo

fisiológico de remodelação que são aproveitadas e adaptadas pelas células tumorais para promover crescimento e invasão tumoral.

Logullo et al. (2003) estudaram a expressão do TGF-E1 em 140 casos de Carcinoma Epidermóide de cabeça e Pescoço, observando positividade em apenas 52 (37,1%) casos sendo que, 16 (11,4%) destes apresentaram reatividade em >60% das células e 9/16 ocorreram na cavidade oral. Nas adjacências, aparentemente normais, foi observado positividade em todos os casos estudados, sendo que em apenas 16 destes, tal expressão estendeu-se até as camadas superficiais, estando os mesmos associados com positividade tumoral. Os receptores de TGF-E I e II foram avaliados em 20 casos da cavidade oral (17 positivos para TGF-E e 3 negativos). Forte e difusa positividade foi observada para RII nos 17 casos positivo e 2/3 foram negativos enquanto, apenas 9/17 casos positivos para RI, sugerindo uma interrupção na trajetória do TGF-E.

Iamaroon, Pattamapun e Piboonniyom (2006) também sugeriram alteração no caminho do TGF-E indicada pela redução ou ausência na expressão da molécula sinalizadora de TGF-E (Smad4), observando expressão desta em apenas 60% dos 15 casos de CEO comparados aos 82% dos 11 tecidos normais utilizados como controle.

Vagenas et al. (2007) ao estudarem 110 casos de carcinoma gástricos, encontraram 71% de positividade para o TGF-E, a qual não foi observada no tecido normal, sendo considerada como um fator prognóstico independente.

$R HVWXGDU D DWLYLGDGH LQLELWyULD GR 7*)ȕ H ,/-4 em linhagens de células de câncer cervical CasKi e SiHa, HPV-16 positivas, Donalisio et al. (2008) concluíram que estas células são resistenWHV D DPEDV DV FLWRFLQDV HPERUD R 7*)ȕ WHQKD VLGR PDLV eficiente que a IL-4 no controle da infecção por HPV-16, funcionando como supressor tumoral.

Para Yeh et al. (2008), TGF-E tem papel essencial na progressão tumoral e metástase, através da ativação GD,..ĮȕH1)-NB resultando na ativação da integrina DvE e migração de células (JJ012) de condrossarcoma humano.

$V %03 VmR FLWRFLQDV GD VXSHUIDPtOLD 7*)ȕ TXH H[HUFHP P~OWLSODV funções que influenciam na diferenciação de muitos tipos celulares, sendo seu efeito limitado ao tempo de exposição e à concentração no desenvolvimento embrionário e na vida adulta, em eventos da tomorigênese como apoptose, esteve relacionado ao tempo de exposição, já no processo de migração não foi encontrada essa relação, em linhagens de células do câncer de mama (MCF-7) (STEINERT et al., 2008).

Via de sinalização das BMPs tem mostrado inibir a tumorigênese de vários tipos tumorais, incluindo cérebro, estômago e carcinoma de células basais da pele, mas Katsuno et al. (2008) esWXGDQGRDDomRGR7*)ȕH%03-2 em uma linhagem celular (MDA-231-D) de câncer de mama, observaram que o crescimento dessas células não foram afetados, porém verificou uma indução da motilidade e invasividade dessas células através da degradação do colágeno tipo I.

O TNFDé considerado um dos maiores mediadores da inflamação, que induz outros mediadores e proteases na orquestra da resposta inflamatória (BALKWILL, 2002), estando envolvido em diversos passos da tumorigênese, incluindo transformação, promoção, sobrevivência, proliferação, angiogênese e metástase (AGGARWAL et al., 2006).

Para Aggarwal (2003), o TNFDquando expresso localmente por células do sistema imune, tem um papel terapêutico, todavia quando desregulado e secretado na circulação, pode mediar uma variedade de doenças, inclusive o câncer. Inicialmente pensou-se que só os macrófagos produziam TNFD, mas segundo Digel et al. (1990) o TNFD é produzido por uma grande variedade de células tumorais.

As células cancerígenas expressam uma forma ativada de NF-NB, induzida por vários estímulos inflamatórios, que regula os produtos gênicos (AGGARWAL, 2004; PACIFICO e LEONARDI, 2006; LUEDDE et al., 2007), sendo um importante elo entre câncer e inflamação, o qual pode ser disparado pela superregulação de TNFD (PIKARSKY et al., 2004).

NF-NB tem um importante papel anti-apoptótico, crítico para a sobrevivência das células cancerosas, sendo cotado como um importante alvo para a terapia do câncer. A ativação de NF-NB induzida por TNF, protege as células contra apoptose através da supressão da ativação de JNK e indução de fatores de sobrevivência tais como XIAP e survivin (WANG, CHEN e LIN, 2007; LUEDDE et al., 2007). Porém, a morte persistente das células do fígado, induzida por TNF, provavelmente se deve à atividade persistente de JNK mediada por TNFR2 (SCHWABE e BRENNER, 2006).

As citocinas pró-inflamatórias TNF e IL-1 dependem do complexo da kinase que degrada INB para ativação do fator de transcrição NF-NB. Esse complexo (IKK) é constituído por duas kinases, IKKD e IKKE e uma subunidade regulatória denominada NEMO, associadas com ambas IKKs, o qual regula a atividade dessas subunidades IKK por vias de sinalização distintas, onde a associação de NEMO com IKKD ou NEMO com IKKE podem formar complexos funcionais para ativação de NF-NB em resposta à IL-1, mas não ao TNF, que depende unicamente do complexo NEMO:IKKE para transcrição (SOLT et al., 2007).

Wang, Chen e Lin (2007) demonstraram que a supressão simultânea da ativação de IKKE e Akt, resulta no eficiente bloqueio do fator anti-apoptótico XIAP, obstruindo a via de sobrevivência mediada por NF-NB, a qual pode deixar as células cancerosas mais vulneráveis a citotoxidade induzida por TNF, melhorando dramaticamente a ação anti-câncer do TNF.

Segundo Greten et al. (2004), a deleção de IKKE não diminui a inflamação, mas reduz a incidência de câncer no intestino, assim como a supressão de TNFD ou indução de INB resulta na falha da progressão tumoral no fígado (PIKARSKY et al., 2004). Já Luedde et al. (2007) concluiram que NEMO é essencial para ativação do NF-NB que regula a resposta celular à inflamação, funcionando como um supressor tumoral no fígado de ratos, fornecendo um paradigma para o seu papel no câncer.

Deleção de NEMO bloqueia completamente a ativação de NF-kB deixando o fígado mais sensível à toxidade do TNF induzida por lipoproteínas (LPS), causando esteatohepatite e carcinoma hepatocelular espontâneos. Assim como Maeda et al. (2005)

não encontraram o PHVPRUHVXOWDGRFRPDGHOHomRGDVXEXQLGDGH,..ȕ$OpPGRPDLV o estresse oxidativo pode induzir a apoptose e proliferação compensatória levando à diminuição da capacidade regenerativa e aumento de células ovais progenitoras (LUEDDE et al., 2007).

A sinaOL]DomR PHGLDGD SRU UHFHSWRU GH 71)Į 71)5  H )DV QHFHVViULD SDUD ativação do domínio de morte (FADD) em ceratinócitos e hepatócitos, é requerida para o desenvolvimento da inflamação e câncer de pele e fígado em ratos com inibição de NF-NB. Invasão massiva de polimorfonucleares está frenqüentemente presente (LIND et al., 2004; SCHWABE e BRENNER, 2006). Segundo Lind et al. (2004), a super- UHJXODomRGH71)ĮHPFHUDWLQyFLWRVLQGHSHQGHGDLQIODPDomRQHVVHVUDWRV

Os macrófagos próximos ao tumor são os maiores produtores de TNF, tendo papel na promoção, crescimento e invasão tumoral (MOORE et al, 1999; BALKWILL e MANTOVANI, 2001), embora seu fator inibitório tenha efeito anti-apoptótico, impedindo a transcrição de p53 (HUDSON et al., 1999).

Um dos membros da família TNF, conhecido como Fas (CD95), é expresso na superfície de muitos tipos celulares, inclusive do câncer, e inicia uma cascata de sinalização à morte apoptótica da célula no momento em que este se liga ao ligante Fas, expresso nas células T ativadas (ABBAS e LICHTMAN, 2005). Segundo Iwase et al. (2003), embora as células do câncer expressem Fas na sua superfície, são relativamente resistentes à apoptose mediada por Fas. Para Fujieda et al. (2000), não existe correlação entre a expressão de Fas ou FasL e qualquer fator clinicopatológico. A expressão de Fas não afetou a apoptose espontânea das células neoplásicas.

Muitas são as moléculas que sinalizam apoptose mediada por Fas, podendo este ser modulado por fatores anti-apoptóticos, como c-FLIP, o qual forma um complexo estável com Fas, FADD e Caspase 8 (ASHKENAZI e DIXIT, 1998; KRUEGER et al., 2001), sendo o mesmo mais elevado em células cancerosas que em células normais (RIPPO et al., 2004).

No estudo realizado por Stang et al. (2007) eles demonstraram que a apoptose pode ser induzida pelo fator regulador de interferon-1 (IRF-1), independente da ligação

de Fas com o domínio de morte (FADD). Porém envolve clivagem das caspases-3, -7 e -8, visto que o inibidor específico da caspase-8 (IETH) leva à expressão de c-FLIP em células cancerosas com déficit de caspase-8 e segundo Scaffidi et al. (1999) ocorre o bloqueio da clivagem da caspase-8 quando esta associa-se a c-FLIP.

Kondo et al. (2006) estudaram o papel da associação da Kinase (PI3-K) com Akt no controle da sobrevivência da célula do CEO, utilizando o inibidor de PI3-K, o qual suprimiu a fosforilação de Akt e acelerou apoptose mediada por Fas no CEO. Embora o inibidor de PI3-K não tenha afetado a expressão de Fas nas célula do CEO, regulou negativamente c-FLIP, proteína inibidora de morte programada por Fas, favorecendo a suscetibilidade da apoptose mediada por Fas.

O glucocorticoid-induced TNF receptor (GITR) é um membro da superfamília de receptores TNF o qual é biologicamente multifuncional, participando da proliferação, ativação, diferenciação e sobrevivência dos linfócitos T. Atua como potente co- estimulador na ativação inicial dos linfócitos CD4, através da sinalização do NF-kB que resulta na produção de IL-2. Porém, a co-estimulação do GITR mostra grande habilidade na produção de IL-10 que contra-regula a resposta proliferativa à IL-2 (KANAMARU et al., 2004).

3- PROPOSIÇÃO

A proposta deste estudo foi avaliar a expressão imuno-histoquímica do NFN-B, TNFD TGF-E FOXP3 e CD8, em Displasias Epiteliais e Carcinomas Epidermóides Orais, visando um maior conhecimento da participação da inflamação na transformação e progressão tumoral, para auxiliar na avaliação dos parâmetros de agressividade já conhecidos, bem como no estabelecimento de outros parâmetros que possam elucidaro comportamento biológico da lesão.

MATERIAL E

Benzer Belgeler