5. SONUÇ VE ÖNERİLER
5.1 Sonuçlar
A segunda etapa de avaliação dos efeitos interativos consiste na análise de correlação entre subgrupos, na análise de diferença de médias e na análise gráfica, com o intuito de examinar a forma das interações. As análises gráficas são realizadas apenas para interações que se
mostrem estatisticamente significantes, seja através dessa avaliação ou da avaliação desenvolvida na seção anterior.
o INTER1
A Tabela 25 apresenta os resultados de correlações entre a importância relativa de medidas não-financeiras de desempenho e OTG, tanto para períodos de avaliação mais de curto-prazo quanto para aqueles mais de longo-prazo. As correlações entre a importância relativa dos indicadores não-financeiros e OTG não são estatisticamente significantes, independentemente do período de avaliação.
Tabela 25 – Análise de correlação de subgrupos – INTER1 Correlação entre tipo de medida de desempenho e OTG Spearman
Período de avaliação
Mais de curto-prazo (n = 32) (0,047) Teste t 0,797
Mais de longo-prazo (n = 32) (0,198) Teste t 0,277
Para avaliar a significância das diferenças do efeito interativo entre os subgrupos, realiza-se uma análise de diferença de médias (Tabela 26). São formados quatro grupos com base nas medianas da variável MNFIN e da variável PAVAL: (i) baixa importância relativa de medidas não-financeiras e período de avaliação mais de curto-prazo, (ii) baixa importância relativa de medidas não-financeiras e período de avaliação mais de longo-prazo, (iii) alta importância relativa de medidas não-financeiras e período de avaliação mais de curto-prazo e, (iv) alta importância relativa de medidas não-financeiras e período de avaliação mais de longo-prazo. Os resultados demonstram não haver diferenças estatisticamente significantes entre os quatro grupos, indicando que OTG é constante entre esses grupos.
Tabela 26 – Análise de diferença de médias – INTER1 Grupos N Kruskal-Wallis Média Sig. i 15 34,40 0,837 ii 17 33,76 iii 17 29,00 iv 15 33,13
Em resumo, a hipótese H2b não foi suportada, tendo em vista a ausência de efeito estatisticamente significante provocado pelo período de avaliação sobre o relacionamento entre a importância relativa do indicador não-financeiro de desempenho e OTG.
o INTER2
A Tabela 27 apresenta os resultados de correlações entre o período de avaliação e OTG, tanto para um período mais curto de postergação do recebimento da remuneração quanto para um período mais longo. As correlações entre o período de avaliação e OTG não são estatisticamente significantes, independentemente do momento de recebimento da remuneração.
Tabela 27 – Análise de correlação de subgrupos – INTER2
Correlação entre período de avaliação e OTG Spearman Momento de
recebimento da remuneração
Menor defasagem temporal (n = 31) (0,080)
Teste t 0,670
Maior defasagem temporal (n = 33) (0,115)
Teste t 0,525
Realiza-se a análise de diferença de médias entre os subgrupos para avaliar a existência de efeito interativo estatisticamente significante (Tabela 28). Quatro subgrupos são formados tendo por base as medianas da variável PAVAL e da variável MREM: (i) período de avaliação mais de curto-prazo e período mais curto de postergação, (ii) período de avaliação mais de curto-prazo e período mais longo de postergação, (iii) período de avaliação mais de longo-prazo e período mais curto de postergação e, (iv) período de avaliação mais de longo- prazo e período mais longo de postergação.
Tabela 28 – Análise de diferença de médias – INTER2 Grupos n Kruskal-Wallis Média Sig. i 26 28,42 0,250 ii 6 45,00 iii 5 31,40 iv 27 33,85
Os resultados demonstram não haver diferenças estatisticamente significantes entre os quatro grupos, indicando que a orientação temporal dos gestores é constante, independentemente da interação entre período de avaliação e momento de recebimento da remuneração.
Tendo em vista que os resultados da avaliação do coeficiente da variável INTER2 e da mudança no coeficiente de determinação (R²), em razão da inclusão dessa variável, foram estatisticamente significantes, procede-se à análise gráfica. A Figura 19 permite então uma
visualização do relacionamento entre INTER2 e OTG. É possível notar que o efeito do período de avaliação depende de a remuneração estar sendo recebida com menor ou maior defasagem temporal. A figura demonstra que o efeito de um período de avaliação mais de curto-prazo sobre OTG é maior no caso de um período mais curto de postergação do que de um mais longo. Esse resultado não oferece suporte para a expectativa desenvolvida na hipótese H3b de que um período mais curto de postergação da remuneração intensificaria o efeito negativo provocado por um período de avaliação mais de curto-prazo sobre OTG. Essa figura demonstra ainda que a direção desse efeito não se mantenha, quando um período de avaliação mais de longo-prazo é utilizado, isto é, o impacto sobre OTG é maior no caso de um período mais longo de postergação do que de um mais curto, novamente, contrário ao que havia sido predito na hipótese H2b.
Figura 19 – Forma da interação (INTER2)
Em geral, a figura demonstra que a interação entre o período de avaliação e o momento de recebimento da remuneração é monotônico (SCHOONHOVEN, 1981), ou seja, tanto para uma maior quanto para uma menor defasagem temporal entre o período de avaliação e o momento de recebimento da remuneração, o efeito sobre OTG é maior no caso de um período de avaliação mais de longo-prazo. Sendo assim, os gestores irão alocar mais tempo a atividades cujos efeitos no resultado financeiro ocorrerem no longo-prazo, quando um período de avaliação mais de longo-prazo for combinado com um período mais longo de postergação do recebimento da remuneração que lhes é devida. Por outro lado, a alocação de tempo a essas atividades será menor, quando um período de avaliação mais de curto-prazo for combinado com um período mais longo de postergação do recebimento da remuneração.
Em síntese, embora tenha sido identificada interação estatisticamente significativa entre o período de avaliação e o momento de recebimento da remuneração, a forma dessa interação
não oferece suporte para a hipótese H3b, uma vez que um período mais curto de postergação da remuneração não intensificou o efeito negativo de um período de avaliação mais de curto- prazo sobre OTG, mas, ao contrário, parece ter reduzido esse efeito; por sua vez, um período de avaliação mais de curto-prazo também não intensificou o efeito positivo de um período de avaliação mais de longo-prazo, mas, novamente, parece ter reduzido esse efeito.
o INTER3
A Tabela 29 e a Tabela 30 apresentam os resultados de correlações entre importância relativa da medida de desempenho e OTG, tanto para períodos de avaliação mais de curto-prazo quanto para aqueles mais de longo-prazo. A Tabela 29 apresenta essas correlações para um período mais curto de postergação do recebimento da remuneração, enquanto a Tabela 30 indica essas correlações para um período mais longo de postergação. As correlações entre a o tipo de medida de desempenho e OTG não são estatisticamente significantes, independentemente do período de avaliação e do momento de recebimento da remuneração.
Tabela 29 – Análise de correlação de subgrupos – INTER3 – baixos valores Correlação entre tipo de medida de desempenho e OTG Spearman
Período de avaliação
Mais de curto-prazo (n = 16) (0,229)
Teste t 0,413
Mais de longo-prazo (n = 16) (0,276)
Teste t 0,300
Tabela 30 – Análise de correlação de subgrupos – INTER3 – altos valores Correlação entre tipo de medida de desempenho e OTG Spearman
Período de avaliação
Mais de curto-prazo (n = 17) (0,059)
Teste t 0,829
Mais de longo-prazo (n = 17) (0,049)
Teste t 0,852
Com o objetivo de avaliar a significância das diferenças do efeito interativo entre os subgrupos, realiza-se a análise de diferença de médias. A Tabela 31 apresenta os resultados para períodos mais curtos de postergação do recebimento da remuneração, enquanto a Tabela 32 demonstra os resultados para períodos mais longos de postergação do recebimento da remuneração. Os quatro grupos formados em cada caso, com base nas medianas do tipo de indicador de desempenho e do período de avaliação, representaram: (i) baixa importância relativa de medidas não-financeiras e período de avaliação mais de curto-prazo, (ii) baixa importância relativa de medidas não-financeiras e período de avaliação mais de longo-prazo,
(iii) alta importância relativa de medidas não-financeiras e período de avaliação mais de curto-prazo e, (iv) alta importância relativa de medidas não-financeiras e período de avaliação mais de longo-prazo.
Tabela 31 – Análise de diferença de médias – INTER3 – baixos valores
Grupos N ANOVA Kruskal-Wallis
Média Sig. Média Sig.
1 8 0,333 0,309 19,00 0,426 2 7 0,006 18,57 3 7 (0,383) 13,71 4 9 (0,511) 13,11
Tabela 32 – Análise de diferença de médias – INTER3 – altos valores
Grupos n ANOVA Kruskal-Wallis
Média Sig. Média Sig.
1 8 0,137 0,847 16,50 0,893 2 8 (0,126) 15,00 3 8 0,189 18,25 4 9 0,329 18,11
Os resultados demonstram não haver diferenças estatisticamente significantes entre os grupos, independentemente do momento de recebimento da remuneração, indicando que a orientação temporal dos gestores não é afetada pela interação entre os três elementos do sistema de remuneração: tipo de indicador de desempenho, período de avaliação e momento de recebimento da remuneração. Em resumo, os resultados não oferecem suporte para hipótese 3c que prevê o efeito interativo entre os três elementos do sistema de remuneração gerencial sobre OTG.