microhíbrida Filtek Z250 (cor A3) 3M ESPE, St. Paul, MN, EUA 4FT T 2 Resina composta de baixa viscosidade Filtek Flow (cor A3) 3M ESPE, St. Paul, MN, EUA 3FB T 3 Ionômero de Vidro modificado por resina
Vitrebond 3M ESPE, St. Paul, MN, EUA
Pó -3FE, Líquido - 3EB
4.2.1 – Montagem do ensaio
A – Confecção do suporte
Inicialmente foi projetado e construído um suporte metálico de formato retangular com dimensões de 150,0 x 200,0 mm, no qual foi fixado uma célula de carga de 50 Kg (Modelo MM, Kratos, São Paulo, São Paulo, Brasil) na haste superior. A célula de carga foi conectada a um dispositivo metálico com formato cilíndrico contendo no seu interior um fragmento de dentina bovina. Na haste inferior do suporte metálico, foi fixado um outro dispositivo metálico cilíndrico idêntico ao primeiro, mantido paralelo ao superior a uma distância de 2,0 mm, como mostrado na Figura 16 A. A célula de carga foi ligada também a um Indicador Digital (Modelo IK14, Kratos, São Paulo, São Paulo, Brasil) para leitura das forças geradas durante a contração de polimerização. (Figura 16B)
(A)
(B)
B – Confecção do dispositivo metálico
Após a realização do plano experimental piloto, optou-se pela associação de aço inoxidável e dentina bovina.
Foi confeccionado um dispositivo metálico cilíndrico com roscas em uma das extremidades e na outra uma cavidade cilíndrica de 4,0mm de diâmetro e 12,0mm de profundidade, além de um pequeno orifício para escape do cimento, como mostrado na Figura 17 A. O formato cilíndrico foi definido pela maior facilidade para usinagem do metal e retirada do fragmento no dente bovino.
No interior do dispositivo metálico foi inserido um fragmento de dentina bovina, com diâmetro de 4,0 mm e 12,0 mm de comprimento. (Figura 17 B) Para retirada do fragmento, inicialmente dois incisivos centrais superiores bovinos do mesmo animal, foram selecionados.
Os dentes foram limpos com pedra pomes e escova de Robinson em contra-ângulo de baixa rotação. Em seguida os dentes foram avaliados em lupa estereoscópica Carl Zeiss, Modelo 475200/9901 (West-Germany) com 10x de magnificação para verificar trincas ou falhas que pudessem comprometer os resultados a serem obtidos. Os dentes
foram armazenados em soro fisiológico a 5oC durante 24 horas.
A seguir, foram incluídos em resina de poliestireno auto- polimerizavel (Cristal, Uberlândia, MG, Brasil). Para inclusão dos dentes, um cilindro de PVC com 25,0 mm de altura e 18,0 mm de diâmetro foi
posicionado e fixado com cera utilidade em torno da raiz do dente. A resina foi manipulada na proporção de 1% de catalisador, de acordo com as instruções do fabricante e vertida vagarosamente no interior do cilindro de PVC, evitando a formação de bolhas. Depois de decorridas duas horas da inclusão, o conjunto foi retirado e realizado um desgaste da base em uma politriz universal (Modelo APL - 4D, São Paulo, São Paulo, Brasil), para obtenção de uma inclinação correta.
Um fragmento cilíndrico de 4,0mm de diâmetro, foi retirado do dente bovino utilizando uma trepanadora (Netzsch, Germany, Germany). O dente incluído foi fixado na base inferior deste equipamento, contendo uma broca diamantada, que realizando movimento rotacional sob refrigeração constante efetuou o desgaste.
O fragmento cilíndrico (Figura 17A) foi então fixado no parafuso metálico com cimento resinoso quimicamente ativado, Panavia (Kuraray, Okayama, Japan). Para melhor fixação, um parafuso de 4,0 mm
(A) (B)
Figura 17 - A) Dispositivo metálico e fragmento de dentina bovina posicionado e B)
de comprimento e 1,4 mm de diâmetro, foi rosqueado transfixando o metal e o fragmento de dentina bovina. (Figura 17B)
Em seguida, o dispositivo metálico contendo o fragmento de dentina bovina no seu interior, foi inserido na haste inferior do suporte metálico paralelamente à haste superior a uma distância de 2mm.
C - Procedimentos para inserção e polimerização dos materiais
Os corpos-de-prova foram obtidos pela inserção dos materiais entre as duas bases cilíndricas, dentro do espaço de 2,0 mm, sendo moldados de acordo com a forma externa do cilindro.
A fotopolimerização foi realizada o mais próxima possível do dispositivo metálico utilizando um aparelho fotopolimerizador Gnatus II, Gnatus (Ribeirão Preto , São Paulo – SP, Brasil) com intensidade de luz
de 600 mW/cm2, monitorado constantemente com radiômetro (Newdent,
Ribeirão Preto, São Paulo – SP, Brasil). A polimerização foi realizada por 120 segundos, sendo que a ponteira de luz foi direcionada durante 60 segundos na metade direita e em seguida por mais 60 segundos, na metade esquerda, permitindo a completa polimerização pela passagem de luz através de 2,0 mm de espessura de material de cada lado. (Figura 18)
Para o grupo T3 ionômero de vidro modificado por resina Vitrebond (3M ESPE), depois da fotopolimerização que foi realizada como descrito anteriormente, uma camada de adesivo fotopolimerizável (Scothbond Multi Purpose Adhesive, 3M ESPE) foi aplicada sobre o ionômero e fotopolimerizado por 20 segundos de cada lado, num total de 40s, para proteção contra sinérese e embebição.
A temperatura ambiente foi monitorada durante todo
ensaio e variou entre 23 ± 2 oC.
D – Aquisição dos dados
A aquisição dos dados teve início simultaneamente com a ativação da luz e a força gerada foi registrada a cada segundo.
A partir da realização do ensaio piloto e da observação dos resultados de Fotoelasticidade, foi definido um período máximo de
Figura 18 - Fotopolimerização de incremento de 2mm de espessura entre as duas
duas horas para o monitoramento da resina composta e a resina de baixa viscosidade e de 40 horas para o ionômero de vidro modificado por resina.
Para facilitar o registro dos dados durante um período relativamente longo como utilizado neste estudo, o Indicador Digital (Modelo IK14, Kratos, São Paulo, São Paulo, Brasil) foi ligado a um computador, o qual utilizou um programa específico para armazenamento dos dados registrados.
E - Substituição dos corpos-de-prova
Foram realizadas sete repetições para cada grupo experimental. Depois de decorrido o tempo específico para registro da força de cada material, o corpo-de-prova foi removido aplicando-se uma força de cisalhamento utilizando um alicate para preensão. Desta forma, o sistema permaneceu inalterado e a distância entre as bases foi conferida a cada substituição, com um gabarito de 2,0 mm de espessura, depois da limpeza e remoção dos fragmentos.
4.2.2– Cálculo da tensão
Para cada uma das amostras foi obtida uma curva Força X Tempo, e em seguida foi calculada a tensão, dividindo-se a força máxima registrada pela área da secção transversal não deformada, de acordo com a equação:
A
F
(max) (max)V
onde: (max)V
o Tensão máxima registrada (MPa)(max)
F o Força máxima registrada durante o experimento (Kgf)
A o Área da secção transversal (ʌr2= 3,14 x 22= 12,56 mm2)
Os valores máximos de tensão foram registrados e analisados