O software SMSW foi desenvolvimento com intuito de analisar e realizar provisão de informações simples e atualizadas sobre o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos de um município por vez, sendo operacionalizado por gestores, administradores ou órgãos de fiscalização.
Objetivando a mitigação do esforço humano foi desenvolvida uma lógica de programação para o cálculo do Indicador de Serviço de Coleta (ISC); Indicador
de Serviço de Varrição (ISV); Indicador de Serviço de Capina e Roçada (ISCR), Indicador de Planejamento de Limpeza (IPL), além do Índice de Avaliação do Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos (IGU).
Assim, o gerenciamento, manipulação e organização do Banco de Dados do SMSW utilizou um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD). Especificamente, o MySQL, por se tratar de uma ferramenta gratuita, capaz de manter a segurança e integridade dos dados.
O SWSW poderá ser executado pela internet ou em um ambiente de rede local, bastando que esteja hospedado em um servidor WEB com Apache e em servidor de Banco de Dados com MySQL, respectivamente, instalados para que possa ser armazenado o software de aplicação e tabelas do banco de dados. O software pode ser executado em qualquer navegador de internet (Ex: Chrome, Internet Explorer, Firefox), porém recomenda-se o uso Chrome, pois assim terá um melhor desempenho de usabilidade.
No SMSW os usuários poderão realizar alterações dos dados cadastrados, consultas, geração de gráficos e também realizar exportação de relatórios do sistema para arquivo com extensão de arquivo “.pdf” que representará o relatório final de algumas rotinas do software.
Nesse contexto, a interface do SMSW é amigável e acessível, permitindo que uma pessoa não familiarizada com gerenciamento de resíduos possa realizar cadastro de dados de maneira simples e obter informações importantes, objetivas e de fácil assimilação.
Com o objetivo de ilustrar o programa desenvolvido, a seguir são apresentadas algumas telas do Software de Apoio ao Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos (SMSW).
A Figura 12 apresenta a tela inicial (home), composta do Menu de cadastros, relatórios, gráficos, sobre e créditos.
Resíduos Sólidos Urbanos
Fonte: Autor (2014).
Essa interface inicial é bem acessível, permitindo aos usuários de um sistema de gerenciamento o acesso aos menus de: cadastro, relatórios, gráficos, sobre e créditos, com o propósito de obter informações importantes e claras.
A Figura 13, chamada de Menu Cadastros, apresenta as seguintes opções como informações iniciais do municipio e os indicadores envolvidos no modelo de avaliação do gerenciamento do municipio (ISC, ISV, ISCR e IPL). Cada item será descrito posteriormente.
Figura 13 - Menu Cadastros
Fonte: Autor (2014).
Essa tela foi desenvolvida com objetivo de agregar variáveis fixas ou de pouca variação, referente ao municipio. Quando o usuário clicar nessa opção aparecerá a tela (Figura 14) e as seguintes variáveis:
Variáveis gerais: nome do municipio, estado pertencente, órgão gestor dos residuos sólidos; população (total e urbana) do municipio e a população total atendida declarada, além da extensão territorial;
Variáveis de despesas: despesa total da prefeitura com manejo de RSU; despesa com serviço de coleta; despesa com serviço de varrição (todos expressos em R$);
Relações obtidas: estimativa de lixo gerado (Kg/hab), com esteio na população do municipio (ABRELPE, 2006) e densidade demográfica (hab/m2)
Fonte: Autor (2014).
O cadastro das variáveis e a geração dos subindicadores que compõem o ISC são apresentados a seguir.
Ao clicar no Menu Cadastros | Indicador de Serviço de Coleta (ISC) | Cadastrar (Figura 15), o usuário é capaz de registrar os dados do indicador em questão.
Figura 15 - Menu Cadastro / Indicador de Serviço de Coleta / Cadastrar
A tela representada na Figura 16 apresenta as variáveis (à esquerda da tela do usuário) que devem ser cadastradas diária ou semanalmente. Essas variaveis são necessárias à geração dos subindicadores (à direita da tela do usuário).
Figura 16 - Indicador de Serviço de Coleta: sem o cálculo dos subindicadores
duas ações ocorrerão:
a tela em vermelho, que a princípio, aparece o cálculo dos insubindicadores, se converterá em uma tela verde (Figura 17);
automaticamente, o software calcula o valor 9 (nove) subindicadores que compõem o indicador ISC.
Ao clicar sobre o ícone o usuário verá a relação matemática aplicada para a obtenção de cada subindicador.
Figura 17 - Indicador de Serviço de Coleta: com os subindicadores calculados
Fonte: Autor (2014).
A função Localizar/Alterar (Figura 18) tem como objetivos: localizar os dados cadastrados e, alterar ou não os dados cadastrados. Ao acessar o Menu Cadastro, o usuário seleciona o Indicador de Serviço de Coleta (ISC) e, um segundo menu será aberta. Assim, opção Localizar/Alterar estará disponível.
Figura 18 - Menu Cadastros / Indicador de Serviço de Coleta / Localizar e Alterar
Fonte: Autor (2014).
A Figura 19 apresenta a função Listar dados/Excluir que tem como finalidade listar os dados cadastrados – estabelecendo o período específico - e, excluir ou não os dados registrados.
Figura 19 - Menu Cadastros / Indicador de Serviço de Coleta / Listar dados e Excluir
Fonte: Autor (2014).
Todas as telas apresentadas até o presente momento são referentes ao ISC. Porém, elas se repetem para os demais indicadores de serviço (ISC, ISCR,IPL), levando em consideração o grupo de subindicadores para cada indicador.
Existem, ainda, as telas que representam a geração de relatórios para cada indicador e para o índice geral, o IGU. São dois tipos de gráficos: o analítico
por mês e a média correspondente). Exemplos de relatório analítico e cálculo do IGU são apresentados nas Figura 20 e 21, respectivamente.
Figura 20 - Exemplo de Relatório Analítico
Figura 21 - Exemplo de Relatório do IGU
Fonte: Autor (2014).
Nesse exemplo, o valor do IGU indicou que o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos parcialmente adequado. O IGU foi marcado pela cor amarela, de acordo com a escala de referência proposta.
A emissão de gráficos é apresentada pelo ‘painel das variáveis’, conforme a Figura 22. Nela são apresentadas, em percentual, as principais variáveis, do indicador do serviço de coleta (ISC).
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Em função dos resultados obtidos neste estudo, concluiu-se que:
A seleção de indicadores para a composição de um modelo de avaliação de gerenciamento integrado de RSU apresentou um elevado grau de complexidade, visto o caráter de subjetividade dos mesmos.
A escolha entre o essencial e o secundário, presente na priorização da seleção de indicadores, foi uma tarefa árdua, pois necessitou-se estreitar os indicadores conhecidos com a realidade do gerenciamento de resíduos sólidos urbanos para os municípios de pequeno e médio porte. Por isso, adotaram-se indicadores referentes ao sistema de limpeza urbana (serviço de coleta, serviço de varrição e serviço de capina e roçada), bem como o planejamento do mesmo.
O Método Delphi mostrou-se como uma ferramenta eficiente para pesquisa de opinião em busca de um consenso entre especialistas da área, levando em consideração sua experiência e o conhecimento adquirido sobre um tema especifico. No entanto, este método é também uma fonte de imprecisão do modelo proposto. Mesmo obedecendo aos critérios estabelecido por ele, a imprecisão pode ocorrer pelo tamanho do grupo de especialistas e/ou pelo tipo de especialistas (alunos de pós-graduação, profissionais da área e técnicos), originando resultados tendenciosos e/ou imprecisos.
Em função do grau de subjetividade da pesquisa, pois trata-se de uma seleção de indicadores e subindicadores a respeito de RSU, percebeu-se que pode ocorrer mudança na análise do especialista quanto à importância de um determinado quesito. Com isso, os indicadores e sua importância poderiam mudar ao longo do tempo.
A obtenção do modelo matemático, apontado como um propósito inicial, gerou uma equação logística ordinária ou categórica, pois utilizou como esteio as respostas (notas atribuídas aos indicadores) obtidas pelo Método Delphi.
Após o desenvolvimento do índice IGU, as simulações de cálculos realizadas foram facilitadas pela utilização do software SMSW desenvolvido nesta pesquisa, atingindo assim seu respectivo objetivo.
Utilizando o software para a simulação do IGU no município Cearense de Camocim, nos meses de maio e junho de 2014 obteve-se um valor de 0,67, o que
apontou um gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos parcialmente adequado. Esse resultado foi impulsionado pelo ineficiente serviço de coleta de resíduos.
O software SMSW se mostrou uma ferramenta importante e de interface amigável para auxiliar e dinamizar os cálculos inerentes ao índice IGU, especialmente para aqueles usuários que apresentam pouca familiariedade com cálculos matemáticos.
Vale ressaltar que o SMSW é software livre, desenvolvido em linguagem PHP, o que proporciona a sua divulgação tecnológica. Porém, é importante a atualização deste sempre que houveram mudanças significativas condizentes aos seus indicadores.
Como recomendação propõe-se:
A validação dessa equação matemática para municípios de pequeno (menores que 100 mil habitantes) e médio porte (entre 100 e 200 mil habitantes), a fim de averiguar sua legitimidade e apontar os setores com maior déficit no quesito de limpeza pública.
Desenvolver uma nova versão do software SMSW a ser aplicada em consórcios intermunicipais. Assim, vários municipios serão acompanhados ao mesmo tempo, permitindo também possíveis ajustes ao modelo.
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