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A partir de Casiano Floristán encontram-se as lentes de leituras, a proposta de uma ação inovadora; a escolha de um método120 de intervenção; o diferencial a ser oferecido como característica libertadora; e a proposição de novas políticas que consolidem aquele status alcançado e permitam novas operações transformadoras.

A partir desta concepção, a pesquisa121 aplicada aos agentes foi constituída de quatro eixos que se propõem a responder a correspondência do quadro acima:

1. Dados pessoais

2. Abordagem do histórico profissional

3. Práticas de atividades de conscientização libertadora dentro da Comunidade Metodista do Povo e Rua

4. A questão adicional: Parecer e sugestões sobre caminhos para promover mudanças na perspectiva da práxis (pastoral)

1. Dados pessoais. Na abordagem se procura perscrutar a capacidade crítica do agente que ingressa na Comunidade Metodista do Povo de Rua verificando se o mesmo traz ferramentas para desenvolver uma atividade crítica junto à realidade que ele encontra e ainda, se dispõe de ferramentas de conhecimento e intuitivas para desenvolver uma proposta e aplicá-la de forma a atender a demanda que se revela.

2. Pretende-se observar o histórico profissional dos sujeitos que intervêm junto à População de Rua, reunindo os elementos capazes de se reconhecer se estes sujeitos têm condições de trilhar caminhos novos e adotar novas metodologias de trabalho diante da realidade imposta ou, se ele simplesmente reproduzirá de forma viciosa o que já tem prática em outros estabelecimentos, ainda que congêneres, mas cujas realidades tem suas próprias especificidades.

3. Procura-se entender a conexão existente entre o sujeito agente junto à população de rua dentro da Comunidade Metodista e se esta ação realizada pelo agente faz parte de um programa que promova novas oportunidades ao ser humano e lhe devolva a dignidade com vistas ao desenvolvimento de uma nova cosmovisão tornando-se agente da sua própria liberdade e devidamente capacitado a mantê-la pelo tempo restante de sua existência, sendo capaz de ascender construtor e condutor de sua própria história.

4. Tem-se por objetivo colher junto aos sujeitos a intensidade de sua percepção sobre a abrangência do programa que desenvolve e se alimenta no espírito o desconforto pela situação sistemática imposta pelas políticas públicas, verificando se este sujeito, de alguma maneira, esboça, mesmo que utopicamente, uma reação, uma conjectura sobre possibilidades de promoção de uma nova ordem social que venha a dar respaldo e fôlego para mudanças mais abrangentes na sociedade, de tal forma que o meio social reduza a produção de massa de

excluídos e marginalizados. Desta forma se pretende resgatar o sentido imaginário, utópico, reacionário que o sujeito dá a sua própria intervenção e de que forma ele a vê no contexto social.

Seguindo-se a proposta conforme constituída acima, neste primeiro momento serão observadas, sob a perspectiva da Ação Criadora, as competências dos sujeitos que dela participam com vistas a perceber se esses agentes possuem diferenciais que possibilitem ações inovadoras.

Para a descrição dos dez sujeitos pesquisados apresenta-se o seguinte quadro: Sexo, Idade e Formação.

Sexo Idade Formação

1. Masculino 34 anos Serviço social

2. Masculino 23 anos Colegial

3. Feminino 33 anos Assistente social

4. Feminino 25 anos Serviço social

5. Masculino 49 anos Escola de Oficiais da PM; Bacharel em Ciências Jurídicas; Extensão em Análise de Sistemas e Processamento de Dados; Pós- Graduação em Gestão de Administração de Planos de Saúde

6. Feminino 40 anos Graduação em Psicologia e Gestão

Empresarial.

*Na época que trabalhou na CMPR não tinha formação universitária

7. Feminino 47 anos Serviço Social

8. Masculino 50 anos Bacharel em Teologia, Mestre em Ciências da Religião, Licenciatura em Filosofia

9. Masculino 46 anos Bacharel em Teologia

10. Feminino 25 anos Serviço Social

A planilha conforme exposta acima pretende reunir os dados e cruzá-los de tal forma que se tenha uma clareza na composição dos agentes que atuam e atuaram na Comunidade Metodista do Povo de Rua – CMPR, agregando tanto aqueles que por ela já passaram assim como aqueles/as que militam na Pastoral.

Quatro dos pesquisados fazem parte do segmento de Inativos, ou seja, estavam fora da CMPR na data da aplicação da pesquisa. Dentre eles destacamos o primeiro gestor do Projeto, que assim declara:

No 3º. ano do curso teológico fiz um estágio com crianças no Projeto Meninos e Meninas de Rua em S. B. Campo. Ao iniciar o 4º. Ano (1991) fui convidado e nomeado pelo Bispo Nelson Luiz Campos Leite para acompanhar o “Café dos Coreanos”. No período de 1987 a 1992, a Igreja Metodista Coreana Ebenézer recebeu o apoio da Igreja Metodista do Brasil no Bairro da Luz. Como prática, servem café com leite ou achocolatado e pão com manteiga para a população moradora de rua, aos domingos no período da manhã, na Praça Fernando Costa, Parque D. Pedro II, região central da cidade. Em 1991 foi nomeado um pastor-seminarista, Alcides Alexandre de Lima Barros, para a Igreja Metodista da Luz, com a incumbência de acompanhar o “Café do Coreano”, assim apelidado pela população moradora de rua que participava daquele trabalho. No segundo semestre de 1991, a Supervisora Técnica da Surbs- Sé/Lapa, da Prefeitura do Município de São Paulo, Cleisa Moreno Maffei Rosa visitou o “Café do Coreano” e propôs um trabalho em parceria com o poder público municipal, ou seja, um convênio da Prefeitura com a Igreja Metodista, para que fosse possível melhorar a estrutura de atendimento àquela população que vive e mora pelas ruas da cidade. Foi uma proposta de trabalho pioneiro em que a Igreja Metodista passou a assumir uma parceria com o poder público através de uma casa de convivência conhecida hoje como Comunidade Metodista do Povo de Rua .

E outro deu continuidade ao Projeto da Comunidade Metodista do Povo de Rua - CMPR - numa caminhada de quase duas décadas, sendo que no seu primeiro estágio de quatro anos, desenvolveu-se como orientador social e no segundo, já na dimensão de pastor122, conforme se aponta nas agendas por ele encaminhadas, nas quais se observa o empenho na prática de ações efetivas na dimensão do pastorado, como relacionadas:

Atividades desenvolvidas na Comunidade Metodista do Povo de Rua – CMPR:  Celebrações semanais com estudos bíblicos, louvor e oração;

 Palestras relacionadas a diversos temas abordados dentro de uma ótica pastoral como: drogas, alcoolismo, violência urbana, família, trabalho, saúde, moradia, direitos humanos, história do metodismo e outras de interesse da população;

 Celebrações litúrgicas em datas especiais do calendário cristão (Paixão, Páscoa, Natal);  Cultos especiais (Dia Nacional de Ação de Graças, Dia Internacional da Mulher, Dia da Consciência Negra);

 Evangelismo aos interessados em ingressar como membros na Igreja Metodista;  Formação e acompanhamento de grupos específicos: música, teatro, artes etc;  Atendimento clínico-pastoral aos participantes (conviventes e funcionários/as);

 Visitação aos enfermos e encarcerados;  Realização de ofício fúnebre;

 Outros.

A relevância em se colher dados junto a sujeitos apontados no quadro demonstrativo como inativos consiste no fato de que pode apontar para o vigor da ação da Comunidade Metodista do Povo de Rua em anos anteriores, dados estes que se pretende observar se contribuíram ou não, ou foram assimilados como metodologias de Ação Inovadora, como aponta um dos sujeitos acerca da força de informações, coleta de dados e trânsito de experiências comuns:

Participações mais importantes:

 1991– Encontros de capacitação do grupo operativo para a realização da primeira pesquisa sobre população de rua, que resultou no livro População de Rua: quem é, como vive, como é vista – Editora Hucitec, São Paulo,1992

 1992 – I Seminário Nacional sobre População de Rua – São Paulo

 1993 – Seminário: O Combate à Fome e a Construção da Cidadania – Experiências e Proposições – São Paulo

 1994 – I Conferência de Segurança Alimentar – Brasília – DF

 1994 – Seminário: Entidade Social: Seu papel no Brasil do século XXI – São Paulo  1995 – 1ª Conferência da Assistência Social da Cidade de São Paulo

 1996 – Seminário: Empresa Social – PUCSP e parceiros

 1996 – I Simpósio: O Desafio Social da Fome: A organização da sociedade na busca de soluções – SESC

 Paulista – São Paulo

 1997 – 1º Congresso Nacional das Entidades Evangélicas de Assistência Social – Tema: Ação Social Integral – Belo Horizonte - MG

 1997 – 1º Encontro de Serviço Social na Esfera da Seguridade Social no Brasil – Belo Horizonte - MG

 1997 – 2ª Conferência da Assistência Social da Cidade de São Paulo

 1997 – Ciclo de Palestras sobre Organização de Almoxarifado e Manipulação de Alimentos - SESC Carmo

 1998 – Simpósio Internacional: Espaços Públicos e Exclusão Socioespacial – práticas urbanas e inclusão – Faculdade Arquitetura e Urbanismo USP – São Paulo

 1998 – IX Congresso Nacional de Assistentes Sociais – Goiânia - GO

 2000 – Seminário: Assistência Social: Temas em Debate – Secretaria Municipal de Assistência Social – São Paulo

 2000 – Oficinas de Saúde Integral – CIEMAL – Dourados - MS

 2001 – Seminário sobre a Lei 9790/99- Regulamentação das OSCIP’s – Organizações Sociais de Interesse Público – Prefeitura do Município de São Paulo - Secretarias: Saúde e Assistência Social e Câmara Municipal

 2001 – Reunião de Estudos sobre a População de Rua – Secretaria Municipal de Assistência Social de São Paulo – SAS Sé/Lapa

Fonte: dados pesquisa de campo, 2009.

A partir das matrizes encontradas nos três primeiros sujeitos desligados da Comunidade Metodista do Povo de Rua, observa-se que a matriz do Projeto dialoga com a formação

teológica dos sujeitos e sua vinculação com a ação pastoral da Igreja Metodista, a começar da formação destes sujeitos. Por outro lado, a linha da formação em Serviço Social e seus pressupostos, fazem-se presentes no cotidiano da proposta de ação criadora.

Apoiando-se ainda no quadro, observa-se que há uma mudança de presença pastoral no que diz respeito à gestão da CMPR, migrando da formação teológica como fundamento, para formação na área da administração. Permanece, por outro lado, o vigor da influência do conteúdo da ação social, o que representa um segmento muito forte na atualidade da Comunidade Metodista do Povo de Rua.

Esta constatação indica que a CMPR na sua atualidade está mais equipada a leituras da realidade da População em Situação de Rua tomando as lentes da Secretaria Municipal de Assistência Social - SMADS123 do que da pastoral da Igreja Metodista. Destarte, as possíveis ações inovadoras se apoiarão em teóricos do Serviço Social ou da intuição acadêmica da formação de seus agentes nesta área.

A Ação Reflexiva, que nos aponta estes segundos segmentos da pesquisa considerando- se o histórico profissional dos sujeitos, levará em conta a extensão que se apontou acima, observando o histórico dos sujeitos para a partir daí perceber suas competências para a promoção de caminhos novos e a adoção de metodologias inovadoras.

Numa leitura ponto a ponto das respostas de cada sujeito, têm-se as seguintes percepções:

O ingresso no programa de atendimento à população em situação de rua tem uma dimensão de opção de vida, de escolha passional mediante o apelo da visão de uma realidade desastrosa em que as pessoas se encontram.

A adesão ao programa, de certa forma, tem alguma vinculação com a formação acadêmica, mas o contexto político da época em que se abriu a oportunidade de colocar teorias em práticas sociais fora elemento determinante, uma vez que havia uma ebulição do tema da assistência social, da participação política, da movimentação das ONGs124 no Brasil e fora dele. Ou seja, era um momento em que o tema transitava em diferentes áreas do conhecimento e no discurso de uma nova política voltada para o social.

Outro fato a destacar: na década de 1990 outros movimentos também eclodiram com foco em diferentes segmentos de excluídos, mas especialmente os excluídos urbanos. A população de rua e as diferentes ações que se pulverizavam olhavam cada uma numa direção,

seja crianças, adultos, de rua, ou somente o segmento de adolescentes. Fato é que havia uma série de ações pontuais que se revezavam na busca de um caminho, uma metodologia que pudesse ser consistente. A Comunidade Metodista do Povo de Rua, pelo seu próprio nome já define, nesta altura, a dimensão e o objeto de sua atuação, bem como o conteúdo comunitário que a nortearia.

A participação dos acadêmicos dentro do segmento da Igreja Metodista, bem como, dos acadêmicos da sociologia, dentre eles a pesquisadora Aldaíza Sposati125, aponta que o movimento multifacetado que eclodiu na década referida fazia parte de uma inquietação que despontava em diferentes círculos. O fato de a Comunidade Metodista do Povo de Rua - CMPR - ter a sua nascente dentro da Faculdade de Teologia126 não é um elemento isolado, mas um ecoar de vozes que se faziam ouvir em diferentes segmentos, inclusive no político, com a eleição de Luiza Erundina127 para a prefeitura de São Paulo. Desta forma, a gênese das ações foram todas contaminadas umas pelas outras, não havendo de fato um purismo nas propostas, nem mesmo uma metodologia concreta de ação que fosse plena em abrangência.

Elemento importante a destacar-se também é o fato de que há indicações sobre um movimento dentro da própria Igreja Metodista128 abordando as temáticas do cuidado com o próximo e de um compromisso de fé com a sociedade e com os excluídos, coligando-se estas expressões com o que havia na Faculdade de Teologia, perpassando pelas Igrejas e chegando aos congregados. É neste momento que os membros da Igreja passam a se abrir para ações concretas junto aos excluídos129, segundo o que narra um sujeito: Uma vez por semana faziam sopa debaixo do viaduto do Glicério; eles colhiam restos da feira e faziam sopa, foi assim que tive meu primeiro contato com esta realidade e foi uma experiência muito forte. (fonte: pesquisa de campo)

Na sequência do reconhecimento da experiência religiosa e do impacto com a realidade ao tempo da criação da CMPR, outro sujeito narra a sua decisão em participar do projeto de uma maneira que expõe uma ruptura na sua compreensão de vida e estabelece para si um novo paradigma, expressado nos seguintes termos: Eu trabalhava numa empresa de transportes em SB do Campo. Inicialmente fui conhecer a “rua”, mais precisamente os baixos do viaduto do Glicério. Este primeiro contato foi inesquecível, outros aconteceram após muita oração e reflexão, aceitei o desafio de trocar o conforto de uma sala de diretoria pelos baixos de um viaduto semi abandonado na capital.

Percebe-se que a experiência religiosa, nos primórdios, tem um valor significativo no ingresso da equipe de ação, e este caráter experiencial religioso, tem notada prevalência sobre a tecnicidade.

Diante das reações dos sujeitos aponta-se que os primórdios da Comunidade Metodista do Povo de Rua - CMPR - tinha consolidado fundamento teórico, nascido na Faculdade de Teologia130, pois havia um discurso em torno da atenção aos excluídos e um apelo de resposta espiritual ao envolvimento e compromisso com os pobres. Ou seja, a visão motivadora era mais próxima dos impulsos nascidos das experiências religiosas entre o templo e o cotidiano, sendo que a doação das pessoas envolvidas partia desta gênese.

O histórico profissional terá mais validade nos tempos subsequentes, pois o tônus de espiritualidade propulsora tende a se conter mais dentro dos limites da intencionalidade do que de fato do profissionalismo. Com esta transição, de um lado se perde o ímpeto da experiência religiosa, com risco de atuação de menor especificidade; do outro, com o acréscimo do profissionalismo, chega-se a uma maturidade nos termos da gestão e das relações institucionais, mas perde-se no vigor propulsivo da experiência religiosa.

Dentre o grupo de sujeitos pesquisados encontram-se quatro que fazem parte dos recém chegados à Comunidade Metodista do Povo de Rua - CMPR - e se inserem no período entre 2005 a 2009. No quesito que se interpela sobre a forma de acesso, todos declararam que a escolha foi estritamente pelo critério da relação entre a formação e o cargo a ser ocupado no Projeto.

Este indicador sinaliza o encaminhamento para a profissionalização da CMPR e o surgimento de novos atores no cenário que agora têm a supervisão do Projeto, no qual se descreve inicialmente como pré-requisito a formação pastoral, a educação teológica e a proeminência; agora, o requisito passa pelo critério da competência administrativa.

Destarte, percebe-se que a ação reflexiva da Comunidade Metodista junto à população de rua carrega na trajetória de sua caminhada um percurso que começa na inspiração religiosa vocacional, tendo o episcopado da Igreja e todo o cenário eclesial como suporte, para chegar à institucionalização mediante indicação pastoral através da interação de um pastor local. Esta disjunção se evidencia no confronto de resposta de dois sujeitos, que independentemente de conhecerem a expressão de um e de outro, apontam esta curva que certamente compromete a ação reflexiva.

O sujeito (1), conforme exposto, indica que para fins eclesiais e administrativos, junto à Prefeitura Municipal o projeto estaria vinculado a AMAS131 da Catedral Metodista de São Paulo, pessoa jurídica competente para suportar o trânsito de documentação com o poder público, entretanto, o espectro da abrangência do Projeto no seu âmbito interno tem repercussão no colégio episcopal132 e é reconhecido como um projeto que representa ideologicamente e ação da Igreja Metodista na Cidade de São Paulo, como segue: A Casa de Convivência da Comunidade Metodista do Povo de Rua fica na área central da cidade, estabelecida no Viaduto Pedroso, pertencendo à Surbs-Sé/Lapa, pois, assim como a AMAS, tem de pertencer a essa região central. Se, por exemplo, o espaço geográfico da comunidade ficasse na região sul da cidade, como Santo Amaro, teria que fazer convênio com a Surbs-Santo Amaro, isso em razão da Prefeitura dividir-se em várias Surbs, distribuindo-as nas regiões sul, norte, leste, oeste e central da cidade. Todo o processo que originou a elaboração do “pré-projeto” transcorreu até o final de 1991, recebendo todo apoio institucional através dos bispos Nelson Luiz Campos Leite e Geoval Jacinto da Silva. Através de reuniões realizadas, ficou decidido que o projeto teria apoio não somente de uma igreja local, como a Metodista central, mas também de outras da Região. Teria apoio também da Divisão de Mulheres da Junta de Ministérios Globais e de Pessoas em Missão (ambos da Igreja Metodista Unida dos EUA.); ficou também decidido que seria conveniado com a Prefeitura do Município de São Paulo.

A tramitação do projeto levou cerca de 8 meses para ser efetivado. Um vez pronto o “pré- projeto” da Casa de Convivência, foi este apresentado em reunião da Secretaria de Ação Social da Igreja Metodista, em 28 de setembro de 1991. Foi enviada posteriormente à Secretaria Municipal da Família e do Bem-Estar Social – Fabes, da P.M.P.S., uma carta por meio da qual consultamos da possibilidade de se assinar um Protocolo de Intenções, enquanto se decidia, no âmbito eclesiástico, sob qual de nossas entidades de Ação Social (AMAS) o convênio seria celebrado. Como a AMAS Central era a única na região do circuito pertencente à Surbs- Sé/Lapa com a possibilidade de fazer a parceria com a Prefeitura, ela dispôs-se a assinar o convênio como pessoa jurídica e a registrar os funcionários, como empregadora, pois a importância das Ongs está no aspecto de se colocar a disposição como entidade civil para o trabalho com parceria. A administração da casa de convivência seria feita por sua diretoria própria, sob supervisão da Prefeitura e da Igreja Metodista da Terceira Região Eclesiástica.

e a capacitação para reflexão crítica e a propositura de ações reflexivas, demonstra um distanciamento do Projeto inicial no que diz respeito à força nascente do Projeto como uma significativa ferramenta de intervenção pastoral da Igreja, mas que agora o critério de escolha se distancia do colegiado episcopal e responde diretamente à A.M.A.S. da Catedral Metodista de São Paulo, que inicialmente era instrumento de diálogo com o poder público e agora assume de per si a dimensão maior de gerir e intervir na Comunidade Metodista do Povo de Rua.

Recebi um convite do Pastor [...] da Catedral Metodista e do Conselho Diretor da AMAS (órgão responsável pela Comunidade Metodista do Povo de Rua) e como cristão fui para a oração buscando direção da parte de Deus e após confirmação de Deus (...)

Na pesquisa, procurou-se perceber as práticas desenvolvidas pelos agentes nas suas

Benzer Belgeler