BÖLÜM 7. SONUÇLAR VE ÖNERİLER
7.4. Sonuçların Özeti ve Gelecek Çalışmalar
Consideram-se riscos ambientais as alterações naturais e tecnológicas a que o ambiente e o homem estão expostos e que implicam a possibilidade (ou probabilidade) de um impacto sobre o ambiente. Desta forma, os riscos e impactos ambientais negativos devem ser identificados, mapeados e manejados para que se possa reduzí-los ou mesmo anulá-los (PIRES; SANTOS, 1995).
Os solos podem ser considerados o terceiro maior componente de suporte da vida na biosfera. Estes são considerados o produto da alteração física e química da crosta terrestre (rocha matriz) e da atividade de vários organismos, especialmente vegetais e microrganismos (ODUM, 1993).
Os riscos das atividades humanas sobre este componente ambiental variam conforme a suscetibilidade ambiental natural dos solos e o tipo de tecnologia empregada pela atividade. De forma geral, os impactos sobre os solos podem ser classificados em físicos (perda de solo, desestabilização da estrutura do solo, deslizamento de encostas, etc.) e químicos (contaminação, lixiviação, etc.) (PIRES, 1995).
Dentre os riscos ambientais a que os solos estão submetidos, a erosão é uma das maiores ameaças. Todos os países dão atenção, em maior ou menor grau a este problema, devido aos impactos adversos relacionados a este fenômeno (PIRES, op.cit.).
Em estudo realizado por Whyte; Burton (1980), em 63 países considerados em desenvolvimento, a degradação dos solos, incluindo perda por erosão e de fertilidade, encontrava-se entre os vinte maiores riscos ambientais para estas nações.
A erosão linear ocorre quando o escoamento se concentra através de linhas de fluxo superficial bem definidas, podendo desenvolver três tipos de feições: sulcos, ravinas e voçorocas. Estas feições apresentam expressão local, sendo bem marcadas na paisagem.
O estágio inicial do processo é caracterizado pelo sulco, que evolui para ravina e esta, se sofrer aprofundamento até o afloramento do lençol freático, passa a ser denominada de voçoroca. Embora as voçorocas sejam a feição erosiva mais proeminente, o seu desenvolvimento é restrito e raramente ultrapassa 15 por cento da área total de uma bacia hidrográfica (ZACHAR, 1982).
O processo erosivo depende, de acordo com Pires (1995); com Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (1995) e com Bertol; Cogo (1996) das condições climáticas (especialmente do regime pluviométrico), das condições do solo (textura, estrutura, permeabilidade, profundidade, capacidade de retenção de água, presença ou
ausência de camada compactada e pedregosidade), das condições do relevo (declividade, extensão da pendente e microrelevo) e da cobertura vegetal.
A maior parte da área de trabalho, conforme se identificou no “item uso e
ocupação do terra” está ocupada por agroecossistemas, incluindo monocultura de cana-
de-açúcar, culturas perenes, com destaque para citricultura e pecuária, representada pela área com pastagens; estes perfazem 10.350,74 ha ou cerca de 70% do total da área do município, seguido de áreas naturais que constituem somente cerca de 18% da área.
Para análise dos riscos de degradação a que está submetido o solo, foram verificados os riscos ambientais das principais atividades desenvolvidas na área rural, baseado em PIRES (1995). O QUADRO 3 apresenta os riscos associados aos principais usos do solo.
QUADRO 3 – Atividades desenvolvidas na área de estudo e impactos e riscos associados ao solo
Atividade Atividade/manejo Riscos/impactos
Desmatamento Aumento do potencial de erosão dos solos
Desestruturação física dos solos Aumento do potencial de erosão
dos solos Práticas de queimadas
Desestruturação da microbiologia dos solos
Contaminação dos microrganismos dos solos
Contaminação das águas superficiais e subterrâneas Usos de agrotóxicos
Contaminação da cobertura vegetal
Compactação dos solos Impermeabilização dos solos
Diminuição da recarga de lençóis superficiais e aqüíferos
mais profundos Diminuição dos números de
nascentes
Desestruturação física dos solos Cultivo contínuo com
mecanização agrícola
Aumento do potencial de erosão dos solos
Compactação dos solos Monocultura de cana de açúcar
Necessidade de rede intricada de estradas para manejo (colheita e
transporte de insumos, preparo da terra)
Aumento do potencial de erosão dos solos
Uso de agrotóxicos Contaminação dos microrganismos dos solos
Compactação dos solos Desestruturação física dos solos Citricultura
Cultivo contínuo com
mecanização agrícola Aumento do potencial de erosão dos solos
Desestruturação física dos solos Pastagens Manejo com uso de queimadas Aumento do potencial de erosão
A paisagem da área de trabalho foi classificada nas classes “área natural”, que são áreas que apresentam risco mínimo à erosão, independente da declividade, enquanto que o restante da área foi classificado como “de uso antrópico”, onde as classes de risco estiveram associadas à declividade do solo. A superfície do município foi classificada em quatro classes de risco à erosão, que são: Risco mínimo; Risco menor; Risco intermediário e Risco maior (TABELA 10).
TABELA 10 – Distribuição da área, em hectare e percentagem, por classe de risco à erosão do município de Santa Cruz da Conceição
Classe de risco
Risco mínimo Risco menor Risco
intermediário
Risco maior Total
Área (ha) 2.686,51 11.349,33 870,11 37,05 14.943
% 18,00 76,00 5,80 0,20 100
No município de Santa Cruz da Conceição, 11.349,33 ha (76%) da superfície pertencem à classe de risco menor em relação à degradação do solo. Estas áreas são utilizadas com algum uso antrópico, podendo ser utilizadas de forma intensa, desde que sejam adotadas práticas de manejo do solo e controle eficiente de erosão.
A classe de risco intermediário ocupa 870,11 (5,8%) e nesta classe a suscetibilidade à erosão é muito forte e o uso agrícola é muito restrito, sendo fundamental a mudança da matriz produtiva, permitindo uma diversificação da produção, com melhor aproveitamento dos recursos naturais, da mão-de-obra disponível e, principalmente, diminuindo os riscos de degradação ambiental.
Uma área de apenas 37,05 ha (0,2%), utilizada com atividades antrópicas diversas, pertence à classe de risco maior, onde a declividade é superior a 45% e a suscetibilidade à erosão é severa. Nestas áreas, o uso agrícola não é recomendado sob pena de seus solos serem totalmente erodidos. É necessário orientar o manejo destas áreas no sentido do estabelecimento de uma cobertura vegetal voltada para a preservação ambiental.
4.3 Zoneamento Ecológico-Econômico para o município de Santa Cruz da