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Algumas religiões regulamentam a alimentação de seus devotos com base nos preceitos religiosos e, sobretudo, calcada em um tipo de filosofia medicinal. As práticas alimentares são estabelecidas não apenas em adequação aos princípios religiosos, mas também como promotoras da saúde física.

Adventismo

Os médicos devem velar em oração, compreendendo que ocupam posição de grande responsabilidade. Devem prescrever para seus pacientes o alimento mais apropriado para eles. Essa comida deve ser preparada por alguém que compreenda que ocupa importantíssima posição, visto ser exigido bom alimento para formar-se bom sangue.437

Entre os Adventistas do Sétimo dia o caráter medicinal da alimentação figura entre um dos mais fortes princípios da religião. A comida como um objeto de prazer só traz malefícios ao homem, que deve, além de cultivar a temperança usar a comida para manter-se em sua melhor forma. A líder espiritual Ellen G. White teria sido uma das grandes responsáveis por estas ideias, dentro da igreja adventista:

Décadas antes que os fisiologistas estivessem de forma geral preocupados com a relação existente entre regime alimentar e saúde, a Sr. Ellen G. White, em seus escritos das visões que foram concedidas em 1863, apontou com clareza a conexão entre o alimento que ingerimos e nosso bem-estar físico e espiritual.438

435 Ibid., p. 125. 436 Ibid.

437 WHITE, E. G. op. cit., p. 262.

137 A obra mais completa de White sobre alimentação, Conselhos sobre o regime alimentar, consiste numa coletânea de manuscritos, artigos para jornais e livros. Compondo um verdadeiro tratado sobre como e porquê cuidar da saúde através da alimentação a obra possui um viés bastante nutricional, entretanto, alertando sobre a obrigação do homem em cuidar da propriedade de Deus, o corpo. Observando a fala de White percebemos que o cuidado com a saúde, na doutrina adventista possui conotações morais. Comer adequadamente é ser bom, entregar-se aos prazeres da comida é desvirtuar-se:

Ninguém que professe piedade considere com indiferença a saúde do corpo, iludindo-se com o pensamento de que a intemperança não é pecado e não afeta a espiritualidade. Existe íntima correspondência entre a natureza física e a natureza moral. Quanto a nossos primeiros pais, o desejo imoderado trouxe em resultado a perda do Éden. A temperança em todas as coisas tem mais que ver com nossa restauração no Éden, do que os homens o imaginam. A transgressão da lei física e transgressão da lei de Deus. Nosso Criador é Jesus Cristo. Ele é o autor de nosso ser. Criou a estrutura humana. É o autor das leis físicas, assim como da lei moral. E o ser humano que se descuida, que descura dos hábitos e práticas atinentes à sua saúde e vida física, peca contra Deus.439

No site oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, há um ícone Missão e Serviço, contendo uma seção referente à saúde com a seguinte informação: “A Igreja Adventista do Sétimo Dia atua por meio de redes de hospitais, clínicas e centros de vida saudável. Desenvolve ainda atividades como cursos de culinária vegetariana, feiras de saúde, entre outras ações de saúde preventiva.”440

A Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) é conhecida por sua iniciativa em educação e saúde, possuem escolas e hospitais. O oferecimento deste tipo de serviço está previsto desde a fundação da IASD. Suas instituições dão muita atenção à questão da alimentação.

No ano de 1863, na cidade de Otsego, NY, Ellen White recebeu a mais importante visão sobre saúde, onde Deus lhe revelou importantes princípios relacionados a essa área. Três anos mais tarde em setembro de 1866, a IASD abriu sua primeira instituição de atendimento ao público, que se tornou conhecida como o “Instituto Ocidental da Reforma de Saúde”.

Das diversas ramificações protestantes, é a IASD que parece ter a maior preocupação com a alimentação. As ideias de Ellen White entretanto, tiveram base no precursor desta relação

439 WHITE, E. G. op. cit., p. 42.

138 “prática protestante-saúde-alimentação”, o ministro William Sylvester Graham da igreja presbiteriana. Graham pregava além dos ensinamentos bíblicos, uma doutrina vegetariana que, por sua vez, seguia as teorias vitalistas que circulavam pela França por volta da década de 1830.

A ideia de que o sistema nervoso fosse a sede de uma força da qual dependia toda a vida estava bem de acordo com a cruzada inicial contra o álcool. Segundo ele, a nova ciência da fisiologia demonstrava que a bebida era responsável por uma excessiva estimulação do sistema nervoso, a qual minava essa força vital e colocava o corpo à mercê da doença, da astenia e da morte. Graham estendeu rapidamente essa acusação a outras formas de excitação nervosa – principalmente, à atividade sexual, e ao consumo de carne e especiarias – o que lhe permitiu afirmar que o vegetarianismo e a castidade se baseavam em verdades fisiológicas científicas.441

O discurso de Graham seduziu muitas autoridades e famosos, que se tornaram vegetarianos, entre eles: Joseph Smith fundador da igreja mórmon e Ellen White da igreja adventista, que desenvolveu amplamente esta “doutrina alimentar.”

Hinduísmo

A dieta hinduísta tem fortes laços com a tradicional medicina ayurveda, já praticada na Índia antes mesmo do nascimento do hinduísmo. As práticas da Ayurveda (Ayu “vida, modo diario de vida” + Veda “conhecimento”) juntamente com o Ioga e o Tantra estão contidas nos escritos de

Vedas e Upanishads e devem ser praticadas em conjunto para promover a longevidade, rejuvenescimento e auto-realização do indivíduo.442

“Até o momento, no ocidente, Ayurveda tem sido vista como uma ciência esotérica”443, mas

trata-se de um complexo conceito de saúde que “abrange não só a ciência como também a religião e a filosofia.”444 Pois segundo Ayurveda, “o homem é um microcosmo da natureza,

assim os cinco elementos básicos presentes em toda matéria existem também dentro de cada indivíduo”445 influenciando-o. Cada ser é uma combinação deste elementos em diferentes

441 LEVENSTEIN, H. A. Dietética contra gastronomia: tradições culinárias, santidade e saúde nos modelos de vida

americanos. In: FLANDRIN, J-L. e MONTANARI, M. op. cit., p. 827.

442 LAD, V. op. cit., p. 20. 443 Ibid., p. 11.

444 Ibid., p. 15. 445 Ibid., p. 24.

139 proporções, estas combinações atribuem-lhe características físicas, psicológicas, espirituais e de funcionamento específico.

Éter, ar, fogo, água e terra, os cinco elementos básicos, manifestam-se no corpo humano como três princípios básicos, ou humores, conhecidos por tridosha [três doshas] [...] – vata, pitta,

kapha – [que] governam as funções biológicas, psicológicas e fisiopatológicas do corpo, da

mente e da consciência.”446 Os doshas estão relacionados aos:

três modos primordiais da natureza pura, consciência universal indiferente. Conhecidos como gunas, estes três atributos fundamentais apresentam o processo evolutivo natural que o sutil atravessa. Em oposição, objetos densos, pela ação e interação entre eles podem tornar-se sutis novamente:

Sattva significa essência, corresponde a Pitta;

Rajas significa atividade e corresponde a Vata;

Tamas significa inércia e corresponde a Kapha.447

Algumas pessoas são claramente dominadas por um dos tridoshas, enquanto outras são dominadas por várias combinações.448

Doshas Elementos Predominância de Humor

Vata ar e éter Ar

Pitta fogo e água Bile Kapha água e terra Muco Vata-Pitta ar, éter, fogo e água ar/bile Vata-Kapha ar, éter, água e terra ar/muco Pitta-Kapha Fogo, água e terra bile/muco

Vata-Pitta-Kapha Ar, éter, fogo, água e terra ar/bile/muco em proporções iguais

446 Ibid.

447 JOHARI, H. op. cit., p. 12. 448 Ibid., p.7.

140 As combinações manifestam-se no sujeitos de várias maneiras, fazendo-os preferir frio ou calor, serem mais irritáveis, afáveis, distraídos, tenazes, ambiciosos. Assim como, magros ou gordos, com peles secas, viçosas ou oleosas, com unhas e cabelos fortes ou fracos; com preferência por certas paisagens, montanhas e árvores, mares e rios ou vales e campos, etc. Têm também sonhos relacionados aos elementos predominantes.

“Os tridosha são [também] responsáveis pelo surgimento de anseios naturais e preferências individuais por alimentos: seus sabores, temperaturas.”449 Segundo estes princípios, há seis

paladares (rasa), assim como os seres humanos e tudo o que há no mundo, derivados dos cinco elementos450:

Paladar Elemento

Doce Terra e água Ácido Terra e fogo Salgado Água e fogo Picante Fogo e ar Amargo Ar e éter Adstringente Ar e terra

A ideia geral deste sistema é manter o equilíbrio dos elementos através do consumo de alimentos que estejam em contraste às características excessivas.

A predominância de certo dosha, indica inclinação a um dos gunas. Uma pessoa com tendência à inércia, tamas, tem em sua constituição predominância de Kapha, e, deve evitar os alimentos que contenham em sua composição os mesmos elementos de Kapha, terra e água. Ele deve consumir mais alimentos com os outros elementos, de vata e pitta. Os sabores, neste sentido funcionam como indício daquilo que se deve ingerir. Entretanto, há que se considerar, além do rasa, o virya (poder), uma espécie de ação seguida da ingestão, podendo ser combustiva, digestiva, vomitiva ou purgativa. Alguns alimentos têm ação (virya) diferente do que os seus sabores (rasa) indicam.

449 LAD, V. op. cit., p. 29. 450 Ibid., p. 107.

141 O mel, por exemplo, tem rasa doce, mas virya quente como o sabor picante. Há também um terceiro aspecto que deve ser considerado, vipak, relacionado ao efeito pós-digestão.

O capítulo XIII – Medicamentos, do livro Ayurveda, a ciência da autocura, do Doutor em medicina ayurveda, Varsant Lad, traz uma ampla variedade de alimentos para os mais diversos males. São ingredientes que se deve ter sempre em casa, uma espécie de “primeiros socorros” caseiros, que em vez de habitar o armarinho do banheiro fica na cozinha. Há também uma lista de alimentos que devem ser usados cotidianamente para que tenham ação preventiva. Os principais alimentos relacionados no capítulo com suas respectivas propriedades são: Ghee, pimenta-do-reino, mostarda, cravo, canela, cardamomo, aniz estrelado, noz moscada, coentro, cominho, alho, gengibre, mel, alcaçuz, cúrcuma, sal, entre outros.451 Os masalas (misturas de especiarias) ou curries, como conhecemos no ocidente, constituem uma verdadeira panaceia preventiva.

É necessário conhecer muito bem os alimentos e dominar precisamente as técnicas de diagnóstico para se prescrever os alimentos. Os diagnósticos são realizados através da observação do pulso radial, da língua, face, lábios, unhas e olhos. Além das características físicas, considera-se também as tendências emocionais. “O medo está associado a vata; raiva a

pitta, e cobiça, inveja e possessividade a kapha. Se alguém reprimir o medo os rins ficarão perturbados; se for a raiva, o fígado sentirá; cobiça e possessividade prejudicarão o coração e o baço.”452

Em outro nível, o homem é formado pelo Dhatus, ou tecidos: Plasma, constituído pelos alimentos, Sangue, composto pelo plasma, Carne, constituída pelo sangue, Gordura, constituída pela carne, Ossos, originários da gordura; Medula, formada a partir dos ossos; e Sêmen, derivado da medula.453 O importante aqui é percebermos que na visão hinduísta, o ser humano começa a

partir da comida:

De acordo com o hinduísmo, comida é verdadeiramente um aspecto de Brahma (annam

parabrahma swaroopam). Por ser um presente de Deus, deve ser tratada com respeito. O

451 LAD, V. op. cit., p. 157-175. 452 Ibid., p. 84.

142 corpo material denso é chamado annamayakosh, ou corpo-comida, porque é nutrido pela comida e cresce absorvendo energias da comida.454

Daí todas as oferendas, banquetes relacionados às colheitas e posturas religiosas em relação à comida. De todas as religiões abordadas neste trabalho o hinduísmo tem certamente a visão que mais integra medicina, alimentação e religião.

Vale ressaltar também a grande semelhança entre a medicina ayurveda, chinesa e grega, também relacionadas a estereótipos constituídos pelos elementos e a manutenção de seu equilíbrio via alimentação.

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IV OS EFEITOS DA ASSOCIAÇÃO ENTRE RELIGIÃO E COMIDA:

FUNÇÕES DA ALIMENTAÇÃO NO CONTEXTO RELIGIOSO

Baseando-nos no material apresentado até o momento percebemos nos primeiros dois capítulos que a alimentação, da nutrição a veículo de representação de valores coletivos, exerce diversas funções, dentro e fora das religiões. Assim, buscamos abordar a questão da comida nas religiões sob vários aspectos, demonstrando que ora sua função é mais materialista, conduzindo-nos à nutrição e à biologia, ora sua função é simbólica, podendo atuar de forma individual ou coletiva conduzindo-nos às esferas cultural e social.

Todas as religiões possuem práticas alimentares, por isso é possível compará-las, apesar de suas diferenças. Adotamos sete religiões entre as mais praticadas e aquelas que mais têm na comida um elemento ritualístico; percebemos que muitas apresentam práticas em comum, o que tornou possível agrupar tais práticas em nove categorias que abrangem praticamente todas as formas de utilização de práticas alimentares. Entretanto, dentro destas nove categorias, há apenas uma categoria comum a todas as religiões, as interdições alimentares. Todas possuem alguma interdição, entretanto, estas interdições variam muito entre elas. O que nos remete ao mesmo princípio que rege as relações sexuais: todas as culturas consideram o incesto, mas não há acordo quanto quais relações seriam incestuosas.

As categorias alimentares mais encontradas dentro das religiões escolhidas são o jejum, as

interdições alimentares, os alimentos como símbolo específico e as regras no preparo ou

obtenção dos alimentos, que na maioria dos casos estão relacionadas às interdições. Temos nas duas primeiras categorias de maior ocorrência, a questão biológica do descondicionamento, isto é, a superação ou supressão de certos instintos, tais como a fome. Naturalmente as religiões não colocam suas práticas alimentares nestes termos, mas é nossa intenção enfatizar que estas práticas têm uma ação psicofisiológica sobre os indivíduos, demonstrando os aspectos biológicos e materiais explorados no primeiro capítulo.

Já as duas categorias subsequentes demonstram um viés cultural, uma vez que não se trata de princípios que otimizem os aspectos nutricionais da comida, mas que são construídos culturalmente, conforme exploramos no segundo capítulo. Devemos ressaltar, entretanto que, a

144 categoria interdições alimentares também pode se enquadrar na cultura, já que a decisão sobre o que não comer é, na maioria das vezes, fundamentada em aspectos culturais.

As categorias de menor ocorrência são os sacrifícios animais e a filosofia medicinal ligada à

alimentação. O que elas têm em comum é que poderiam ser consideradas “categorias históricas”, isto é, que mudaram ao longo do tempo. Os sacrifícios já foram praticados na maioria das religiões do mundo antes do Cristianismo. Antes desta época, esta seria certamente uma das categorias mais praticadas. No caso da relação medicina/alimentação/religião é possível também que fosse estreita no passado e que tenha se afrouxado à medida que a medicina enveredou para a ciência (secular) e a alimentação enveredou para gastronomia (hedonismo) ou para a nutrição (secular).

Devemos também destacar que dentro das nove categorias mencionadas as práticas diferem em relação a suas funções. Embora tenhamos conseguido agrupar todas as práticas descritas em apenas nove categorias elas possuem funções gerais similares e funções específicas diferentes. Com relação às funções gerais, gostaríamos de deixar claro que não é uma classificação adotada pelas religiões e que, foi criada por nós como resultado da aplicação da teoria abordada nos primeiros dois capítulos. Entre as funções gerais, destacamos o descondicionamento, que trata do mecanismo biológico que permite aos seres humanos determinar sua alimentação através de regras culturais aprendidas socialmente. Através das categorias alimentares jejum, dietas

regulares e interdições alimentares, por suas restrições, o homem aprende a submeter seus instintos a razões simbólicas. Colocamos, para efeito didático, como se o descondicionamento fosse a primeira lição ensinada pelas religiões em termos de alimentação. Num segundo momento outra função geral da comida a ser transmitida seria a partilha de alimentos. Através dela as religiões ensinariam o homem a partilha através das categorias alimentares oferendas de

alimentos e sacrifícios animais; em vez de acumular tudo para si, como ditam os instintos. A seguir abordamos a função conectividade/comensalidade. Conectividade e comensalidade são dois conceitos tratados aqui praticamente como sinônimos, a conectividade refere-se aos sistemas e a comensalidade à pessoas que comem juntas. Como consideramos um grupo de pessoas, um sistema, as palavras equivalem-se. Nossa intenção é ressaltar a função amalgamadora das refeições coletivas, representadas na categoria banquetes; e da força simbólica dos alimentos, representada na categoria alimentos como símbolo específico. Outra

145 função importante desempenhada pela comida nas religiões refere-se à construção da identidade de um grupo religioso. O item Identidade e contaminação explora o conceitos de identidade construídos a partir da alimentação em oposição àquilo que não é parte da identidade, representando, potencialmente, elementos de contaminação. A identidade é expressa em basicamente todas as categorias alimentares, pois elas determinam aquilo que define, em termos de práticas alimentares, certa identidade religiosa, como, por exemplo os alimentos como

símbolo específico, os banquetes, as dietas regulares e as regras na obtenção e preparo de

alimentos. E por negação, aquilo que é contaminação opõe-se à identidade religiosa, segundo as categorias dietas regulares e interdições alimentares. Quanto às categorias restantes: jejum,

oferendas de alimentos, sacrifícios de animais e dietética associada à religião; são parte da identidade nas religiões que as têm e contaminação nas que não as têm. Por fim, outra função desempenhada pela alimentação refere-se à marcação do tempo. O calendário teve sua primeira utilidade para marcar o tempo de semear e de colher, depois com a religião associada, as datas tornaram-se religiosas, mas com as comidas típicas. Sendo assim, as comidas passaram a ser verdadeiros marcadores de tempo. A esta função estão associadas as categorias banquetes, com suas datas especificas para ocorrer e alimentos como símbolo específico, uma vez que certos alimentos marcam ocasiões especificas. Também a categoria jejum marca através do não comer, as épocas de penitência, de expurgo, de pedir perdão, etc. Sacrifícios de animais e oferendas de

alimentos são categorias especialmente ligadas a esta função, já que devem obedecer rigorosamente as determinações do tempo.

Não nos ateremos, neste trabalho, às funções específicas diferentes, uma vez que elas variam entre as religiões, podendo inclusive, ser diferentes entre os membros de uma mesma religião, tal estudo exigiria profunda pesquisa de campo. Sem isso, seria mera interpretação.

Benzer Belgeler