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SONUÇ VE ÖNERİLER

Desde sempre que esta temática tem gerado controvérsia entre vários autores, tendo-se criado ao longo do tempo duas grandes correntes filosóficas distintas, quanto à devida abordagem a realizar, sendo que uma delas apoia a extracção profiláctica de 3M assintomáticos e que a outra a rejeita.

Segundo o Scottish Intercollegiate Guidelines Network, 1999, a extracção profiláctica de 3Ms é aconselhada quando: tiver ocorrido um ou mais episódios de infecção associada como, pericoronarite, celulite, formação de abcesso, ou patologia pulpar/periapical não tratável; existir lesão de cárie no 3M e o dente não apresentar restaurabilidade atingível, ou quando existir lesão de cárie no 2M adjacente que não seja possível tratar sem a remoção do 3M; existir doença periodontal devido à posição do 3M e da sua associação com o 2M; ocorrer formação de quistos dentígeros ou de outra patologia oral associada; ocorrer reabsorção externa do 3M ou do 2M; houver pacientes com predisposição de factores de risco, cuja ocupação ou estilo de vida não permitam acesso conveniente aos cuidados de saúde oral; os pacientes apresentem condição médica que proporcione um risco aumentado da retenção de 3Ms inclusos, em prole do potencial risco de complicações cirúrgicas relacionadas com a extracção dos mesmos (antes de iniciar radioterapia ou cirurgia cardíaca, por exemplo); houver necessidade e consentimento do paciente para a realização de um transplante dentário, cirurgia ortognática, ou outro procedimento cirúrgico local relevante; for administrada anestesia geral para a remoção de pelo menos um 3M, devendo considerar-se a remoção simultânea do 3M oponente ou contra lateral, sempre que o risco de retenção e de uma outra anestesia geral superarem os riscos associados à sua remoção.

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radiográfico dos 3M apresenta grande vantagem estratégica, evitando muitas vezes a necessidade de extracção destes dentes, bem como toda a morbilidade inerente ao acto cirúrgico.

Segundo Yee, W. S. et al., (2009), a extracção profiláctica de 3Ms justifica-se quando há presença de defeitos periodontais associados. Contudo, Richardson, D. T. e Dodson, T. B., (2005), afirmam que a indicação para remoção cirúrgica de 3M deve ser cuidadosamente avaliada em indivíduos que apresentem boa saúde periodontal na região do 2M, uma vez que este procedimento poderá levar a um aumento do risco de perda de inserção e/ou aumento da profundidade da bolsa periodontal do 2M.

Segundo uma revisão sistemática realizada por Mettes, T. G. et al. (2005), não foi encontrada evidência científica que apoiasse ou refutasse a realização de extracção profiláctica de 3Ms inclusos assintomáticos.

Segundo Adeyemo, W. L. et al. (2006), a decisão de extracção de 3Ms deve ser tomada após uma avaliação cuidada e individualizada de todos os factores presentes que possam interferir com a saúde do paciente ou com a segurança do tratamento. Os mesmos autores defendem que a extracção de 3Ms inclusos deve estar limitada apenas aos dentes que referirem condição patológica bem definida associada.

Mc Ardle, L. W. & Renton, T. (2012), defendem a extracção profiláctica de 3Ms como forma de prevenção de desenvolvimento de cáries na face distal de 2M.

Contudo, Allen, R. T. et al. (2009), defendem para a mesma situação, a realização de tratamento conservador, recomendando a utilização de métodos radiográficos como meio auxiliar de diagnóstico, sobretudo a realização de raio-X interproximal para o despiste de possíveis cáries interproximais, caso o 3M esteja totalmente ou parcialmente erupcionado.

Os 3Ms parcialmente erupcionados apresentam grande probabilidade de desenvolvimento de pericoronarite, devendo assim estar indicada a sua extracção profiláctica (Wang, X.L., 1995; Yamalik, et al., 2008).

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Num estudo retrospectivo realizado por Polat et al., 2008, após a análise de 1914 radiografias panorâmicas com 3050 3MIs semi-inclusos ou inclusos, foi concluído que a decisão de extracção de 3MIs deve ter em conta a posição e grau de inclusão do dente. Quando os 3MIs se apresentam em posição horizontal ou mésio-angular, os autores defendem a sua remoção profiláctica.

Numa revisão bibliográfica realizada por Kandasamy, S. et al., 2009, os autores concluíram que a extracção profiláctica de 3Ms inclusos ou erupcionados está contra- indicada, requerendo apenas vigilância periódica. Os mesmos autores concluíram também que quando existe patologia periodontal associada a 3Ms assintomáticos, como bolsas periodontais superiores a 4 mm, perda do nível de inserção clínico, ocorrência de sangramento após sondagem, ou ainda má higiene oral evidenciada, o tratamento periodontal associado a instruções e motivação de higiene oral surge como tratamento de eleição. No entanto, se este não obtiver sucesso ou se não for de todo praticável, é justificável a extracção profiláctica de 3Ms, tendo em consideração outros factores de risco inerentes e o potencial envolvimento sistémico associado.

Segundo Ese Anibor et al. (2011), a extracção profiláctica de 3Ms assintomáticos pode não oferecer vantagens, pelo que defendem a sua remoção apenas quando existirem problemas associados que justifiquem este procedimento. Os autores referem ainda a carência de estudos controlados e randomizados que demonstrem vantagem na realização deste procedimento, em relação à retenção dos mesmos de modo assintomático com ausência de patologia.

A AOMS apoia o tratamento cirúrgico de 3Ms erupcionados ou inclusos, ainda que estejam assintomáticos, se houver presença ou potencial risco considerável de desenvolvimento de alguma patologia associada (A.A.O.M.S., 2008).

Numa revisão bibliográfica realizada por Ventä, I., 2012, o autor concluiu que apenas um quarto dos 3M inclusos assintomáticos necessitam de ser removidos de modo profiláctico numa idade jovem, sendo que os restantes devem ser tratados de acordo com os sinais e sintomas que apresentem.

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randomizados que a remoção profiláctica de 3Ms assintomáticos evite complicações dolorosas e/ou infecção decorrentes da retenção desses dentes. Os autores referem ainda que a decisão de extracção profiláctica de 3Ms assintomáticos deve ser tomada de acordo com a experiência clínica do profissional e dos valores e preferências do paciente.

Segundo Costa, M. et al. (2013), numa revisão sistemática sobre a necessidade da realização de extracção profiláctica de 3Ms, os autores concluíram que o único ponto de evidência científica encontrado que não indicava a extracção profiláctica de 3Ms era a extracção profiláctica de 3Ms, como meio de evitar o apinhamento dentário anterior mandibular.

Benzer Belgeler