• Sonuç bulunamadı

O debate existente no interior da profissão, sobre a questão da organização sindical, como vimos, é bastante polêmico. O retorno da organização dos sindicatos da categoria, representados em âmbito nacional pela FENAS, intensificou ainda mais divergências acerca dessa questão. O confronto de idéias polariza, pelo menos, três tendências diferentes. A primeira aglutina os setores que, em consonância com o projeto ético-político profissional, bem como, com a proposta da nova estruturação sindical, pela ruptura com o corporativismo e unificação das lutas do conjunto dos trabalhadores, defende a sindicalização por ramo de atividade, A segunda reúne os segmentos, que não defendem isso, nessa conjuntura, e mantém em funcionamento uma entidade sindical nacional da categoria que investe na reabertura dos sindicatos

de assistentes sociais, sob a alegação de que os ramos não foram estruturas consolidadas e, portanto, os sindicatos profissionais devem continuar dando prosseguimento às lutas da categoria. E a terceira tendência, que na verdade, não possui muita expressividade no âmbito profissional, seria a que defende a disputa política da direção desses sindicatos. Como dissemos, até hoje, esta tendência, não ganhou qualquer ressonância nos fóruns da categoria, podendo, até mesmo, não ser considerada uma tendência dentro desse debate. Vale salientar que a análise realizada pelos vetores que perfilam esta tendência, considera necessária e estratégica a disputa da direção dos sindicatos da categoria para garantir, num primeiro momento, direção política crítica e autônoma ao movimento de reabertura dos sindicatos, e depois uma transitoriedade efetiva aos sindicatos gerais, de organização por ramo de atividade. Os vetores que propõem essas estratégias levam em consideração os limites da vinculação das outras entidades representativas da categoria (CFESS, ABEPSS e ENESSO), à ação sindical, pela própria natureza que possuem, o que implica as dificuldades para contribuírem, nessa transitoriedade.

Contudo, vale salientar que, o impedimento diz respeito a uma articulação orgânica do movimento organizador dos trabalhadores nas instâncias sindicais, mas não impossibilita uma articulação política para a contribuição das entidades organizativas da formação e, sobretudo, do exercício profissional ao ramo de atividade, interpretando inclusive a situação da categoria profissional, diante das suas atribuições e requisições profissionais nos vários espaços sócio-ocupacionais (ABRAMIDES, 2009).

Nessa perspectiva, torna-se imprescindível elencar, dentro da trajetória de organização das entidades representativas e da construção do projeto ético-político profissional do Serviço Social brasileiro, os aspectos que expressam, nitidamente, a articulação política das lutas da categoria com os processos organizativos da classe trabalhadora na defesa dos seus interesses imediatos e históricos.

Como vimos, desde os anos 1980, fase de construção do atual projeto profissional do Serviço Social, o conjunto das entidades representativas da profissão passou a atuar, politicamente, a partir da conjugação das reivindicações profissionais com as lutas e interesses da classe trabalhadora.

A trajetória de atuação política da categoria profissional, na sociedade brasileira, tomou um grande fôlego na conjuntura dos anos 1980, atravessando, com expressiva resistência, as deletérias inflexões sócio-econômicas que se abriram nos anos 1990 e adentraram sadicamente o novo milênio.

Os desafios que se abriram, nessa conjuntura recente, têm demandado dos agentes profissionais do Serviço Social, uma enorme capacidade crítico-reflexiva e resistência política para o enfrentamento das ameaças deflagradas contra o projeto hegemônico da profissão e suas conquistas históricas. Por essa razão, o fortalecimento coletivo das alianças políticas entre as entidades nacionais representativas da profissão e os setores populares de esquerda tem sido estratégico, no sentido de garantir a direção social crítica a profissão.

A inserção política do projeto profissional do Serviço Social brasileiro, no campo político de esquerda, acabou influenciando, sobremaneira, a composição da agenda de lutas das suas entidades nacionais. Contudo, as lutas que compõem a agenda política das entidades representativas da profissão e reivindicam a materialização do projeto ético-político do Serviço Social, devem ser entendidas numa perspectiva sócio-histórica e submetidas às tensões sócio-político-culturais na disputa entre projetos societários distintos (SANTOS, 2007).

A trajetória de inserção do Serviço Social brasileiro no campo político é marcada pelo reforço a luta pelos direitos sociais, políticos e humanos e tem se desenvolvido numa perspectiva de fortalecimento de uma cultura política emancipatória. Nesse sentido, a condução política das lutas que integram as agendas das entidades representativas do Serviço Social, hoje, é balizada na compreensão de que a luta política é a mediação necessária para o fortalecimento dos segmentos do trabalho na medida em que se torna capaz de “explicitar o estado de degeneração da sociabilidade vigente” (SANTOS, 2007, p. 29). Esta perspectiva é reforçada pela conselheira do CFESS entrevistada na nossa pesquisa, conforme demonstra sua seguinte fala:

[...] o Conselho Federal de Serviço Social, ele tem do ponto de vista tanto da sua direção política de intervenção quanto das estratégias que são construídas, eu acho que tem uma perspectiva de construção de estratégias de lutar pela ampliação dos direitos, pela implementação de direitos inexistentes, pela

conquista de direitos inexistentes e pela ampliação de direitos. Mas, numa perspectiva que não se esgota na garantia desses direitos no capitalismo. Então, eu acho que tem dois, acho que a gente pode falar em dois patamares ou duas dimensões aí de pautas de luta e de reivindicação. Eu acho que uma: construir, estabelecer a luta por direito e a defesa de direitos como uma importante conquista da classe trabalhadora para a garantia de condições de vida, pra garantia de busca de igualdade de condições, não igualdade de oportunidade, mas igualdade de condições, mas com a perspectiva de que essa luta por direitos, ela seja o cimento, seja uma matéria de fortalecimento dos movimentos sociais, das lutas da classe trabalhadora com a perspectiva de construção de uma sociedade emancipada, ou de construção de uma radicalização da democracia. Eu acho que essa é a perspectiva do ponto de vista de princípios na agenda de lutas do Conselho Federal de Serviço Social. Agora, é claro que isso passa por construção de estratégias cotidianas de intervenção, né? E a construção dessas estratégias cotidianas de intervenção, elas, se você olhar especificamente pra essas estratégias sem ter uma perspectiva de totalidade, as vezes pode dar a impressão que as estratégias cotidianas, são estratégias utópicas, ou são estratégias que podem parecer reformistas, mas na verdade elas são estratégias que estão ancoradas, estão sustentadas em princípios muito mais amplos (CONSELHEIRA DO CFESS – Gestão Atitude crítica para avançar na luta).

Os princípios sinalizados nessa fala são valores éticos imprescindíveis na luta política com direção para transformação social. Tais princípios apontam para uma perspectiva ético-política que transcende a esfera corporativa profissional e atinge a dimensão societária. Nesse sentido,

A defesa da liberdade, como valor central da reflexão ética; da democracia não só política, mas também econômica; da cidadania na perspectiva da universalização de direitos; da justiça social efetiva; dos direitos humanos como dimensão inalienável de todos os indivíduos sociais; da luta pela eliminação de todos os preconceitos e o respeito à diversidade são princípios direcionados para a sociedade e para o Serviço Social (RAMOS, 2005, p.226).

A materialização desse conjunto de princípios e valores pressupõe, naturalmente, a construção de estratégias que se direcionem para o enfrentamento direto das contradições sociais, especialmente no que concerne a desigualdade social, ao processo de desmonte e precarização dos direitos e a barbárie social em sua totalidade. Nesse sentido, o papel político que as entidades representativas da profissão vêm realizando, nesses últimos anos, possui grande relevância no atual

contexto sócio-histórico. É de notória expressividade as denúncias e reivindicações presentes, especialmente, nas campanhas temáticas do conjunto CFESS/CRESS e/ou nas publicações coletiva de manifestos e moções das entidades entre si e/ou junto a outras organizações sociais. São nessas empreitadas que se revelam e se concretizam as possibilidades de resistência a concentração da renda e da riqueza socialmente produzida96; ao cerceamento da liberdade individual e coletiva; a negação de direitos; a toda e qualquer forma de opressão, preconceito e violência97.

As lutas em defesa de direitos têm sido consideradas, por amplos setores da categoria profissional, como uma estratégia importante no enfrentamento a barbárie social. Nessa conjuntura defensiva de retração e perdas das conquistas históricas dos trabalhadores, a inserção nos espaços de controle das políticas públicas constitui-se, uma das principais mediações para a defesa da ampliação e manutenção de direitos sociais já conquistados. Vejamos, a esse respeito, a seguinte reflexão da conselheira do CFESS entrevistada

O CFESS, ele tem representação em muitos conselhos de defesa de direitos e de políticas. É uma estratégia importante que a gente coloca no computo da democratização dos espaços, de socialização da política. É uma estratégia de socialização da política. Ora, é estratégia que olhando ela do ponto de vista isolada, ou especificamente, pode parecer uma estratégia reformista. Atuar em conselho de políticas públicas, qual é a possibilidade aí de radicalização da democracia, considerando que os conselhos têm uma natureza, as vezes, muito corporativa ou de defesa de interesses muito específicos, ou as vezes, até com representações conservadoras, né? Então, se você olhar só por ali, você pode chegar a conclusão: o quê que o CFESS está fazendo nesses conselhos? O que isso tem a ver com uma pauta de luta de interesses da classe trabalhadora? Mas, a gente trata essas representações como a ocupação de um espaço que ele permite duas coisas, pelo menos: acho que uma, é acesso a informação que é fundamental para alimentar uma intervenção crítica, né? Então, é um espaço de acesso a informação. Acho que isso é uma coisa importante. A outra coisa importante, é que é um espaço de socialização da

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Um exemplo concreto de defesa desse princípio é a campanha Lutar por Direitos, Romper com a Desigualdade lançada em maio de 2009, pela Gestão (2008-2011) do CFESS. Esta campanha tem o objetivo de provocar reflexão e indignação com a barbárie que se reproduz cotidianamente em nosso país e mobilizar a sociedade para defender a socialização da política e o fortalecimento das instituições verdadeiramente democráticas, autonomia da classe trabalhadora e dos movimentos sociais; os valores éticos em defesa da equidade; posicionamento contrário a toda forma de exploração, opressão e violência; uma política econômica a serviço do crescimento e da distribuição da riqueza social produzida; ampla reforma agrária; o direito ao trabalho e emprego para todos, sem discriminação; luta pela ampliação dos salários e rendimentos do trabalho; a luta pela universalização da seguridade social pública; e a luta pela educação pública, laica, presencial e universal em todos os níveis.

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O combate ao preconceito e a discriminação, também foi tema de campanhas realizadas pelo CFESS, a exemplo da campanha O Amor Fala Todas as Línguas, em 2006, que expressou posicionamento em defesa da liberdade de orientação e expressão sexual; bem como a campanha de Combate ao Racismo, em 2001, que trouxe a tona a luta pelo respeito as diferenças étnico-raciais.

política e de exercício da democracia, ainda que ela não seja uma democracia participativa radicalizada, mas é um exercício de democracia, onde tem uma possibilidade de contestação, uma possibilidade de apresentação de propostas, uma possibilidade de negação de determinados valores, de determinadas formas de fazer política num espaço que é plural, porque tem representação governamental, tem representação da sociedade civil e representações com interesses muito diferenciados, né? Então, a representação não é representação pela representação, não é representação pra está lá meramente ocupando um espaço entendendo que isso é o projeto de exercício democrático, né?, mas é um espaço pra acesso a informação, pro exercício da socialização política, um espaço para acúmulo de forças, um espaço para a contestação, um espaço para construir uma mediação pra pautar a radicalização da democracia (CONSELHEIRA DO CFESS – Gestão Atitude crítica para avançar na luta).

De acordo com Santos (2007), embora determinado pelas relações de produção da sociedade capitalista, o direito funciona como força reguladora fundamental e, em certas conjunturas, é indispensável para garantir ganhos aos segmentos do trabalho. Nessa perspectiva, a autora ressalta que não foi por acaso que a „agenda dos direitos‟ ganhou relevância no Serviço Social, no fim dos anos 1970. Como vimos, este foi um período sócio-histórico de profundas mudanças teórico- políticas no âmbito da vida social, com significativas repercussões no interior da profissão. O movimento de renovação profissional passou por uma vinculação orgânica com a luta por direitos junto a vários segmentos da classe trabalhadora. Atrelada a defesa de direitos consubstanciou-se, no meio profissional, “o reconhecimento do usuário como sujeito de direito e a afirmação da democracia como luta estratégica (SANTOS, 2007, p.27). Para a autora, esse reconhecimento se constituiu um fio condutor capaz de mobilizar amplos segmentos da categoria profissional.

Não é por acaso que o compromisso ético-político profissional com os interesses da classe trabalhadora vem sendo, cotidianamente, reafirmado por amplos segmentos da categoria profissional nos seus espaços de atuação, bem como pelas entidades representativas da profissão. É inegável que a explicitação da consciência profissional de que sua ação se insere na tentativa de solução de um conjunto de problemas que dizem respeito a todos os trabalhadores (PAIVA et al, 1996), tem contribuído para reforçar a defesa intransigente da democracia política e econômica como condição indispensável para garantir a “ampliação do nível material e de

construção política da classe trabalhadora” (RAMOS, 2007, p.42). Essa perspectiva tem sido, senão unânime, predominante no interior da categoria profissional e vem sendo consolidada pelas entidades representativas da profissão a exemplo do trabalho realizado pelo Conjunto dos conselhos de fiscalização da profissão. Conforme destaca a conselheira entrevistada.

[...] o CFESS e os CRESS eles têm, nos últimos trinta anos, particularmente, construído uma agenda de lutas, uma agenda de intervenção que é muito sintonizada, muito relacionada com os interesses da classe trabalhadora. Eu acho que isso decorre desse movimento de construção do Projeto Ético-político, sobretudo, a partir do código de ética, a partir da lei de regulamentação da profissão de 1993. Os princípios e diretrizes que estão no código de ética, eles são muito determinados pela luta em defesa dos interesses da classe trabalhadora e pela articulação com os movimentos sociais que têm essa perspectiva. Então, por exemplo, os princípios como a socialização da riqueza, princípio claro do código de ética, que é um princípio sintonizado com os movimentos da classe trabalhadora mais combativos, porque também não pode generalizar, né?, Porque tem movimentos sociais que têm outras perspectivas, né? [...] Então, nesse sentido, o CFESS tem investido nessa perspectiva de está presente, assegurar a representação como espaço de articulação e de construção de lutas com movimentos sociais que tenham o mesmo foco, que sejam equalizados pelos mesmos princípios e diretrizes, né? (CONSELHEIRA DO CFESS – Gestão Atitude Crítica para Avançar na luta).

Este posicionamento expressa uma postura política atinente com o que reivindica o projeto profissional, contudo, sabemos que essa consciência política de pertencimento e posicionamento em favor dos interesses da classe trabalhadora não foi deflagrada de forma unânime e homogênea no conjunto da categoria profissional. Isto é, outras perspectivas políticas, teóricas, valorativas convivem no espaço plural da profissão. Vale lembrar que, de forma semelhante, há, no amplo conjunto da classe trabalhadora uma multiplicidade de perspectivas políticas que se expressam de diversas maneiras no campo da luta política98. Essa questão é bastante relevante e suas implicações e definições ético-valorativas vêm sendo consideradas, no processo

98Não podemos esquecer que as idéias dominantes permeiam toda a estrutura social, pois “são nada mais que a expressão ideal das relações materiais dominantes” (MARX e ENGELS, 2005, p. 78). Então elas estão por toda parte. Adentram as instâncias aparentemente mais impermeáveis, se instalam sutilmente nos intelectos e ganham materialidade na práxis social. Mas é preciso lembrar que, embora dominantes, não são exclusivas. O conflito entre as classes sociais supõe disputas de toda ordem a começar pelas próprias condições de existência de cada classe.

de conformação das alianças políticas entre as entidades representativas do Serviço Social e determinados segmentos e lutas da classe trabalhadora.

A projeção de qualquer ação orientada para a objetivação de valores e finalidades compõe a práxis social, mas tal projeção só se torna ética e política quando compreendemos que a objetivação de valores supõe a política como espaço de luta entre projetos diferentes (BARROCO, 2008). Reiteramos que essa dimensão se expressa tanto nas relações internas da profissão, quanto na sua relação com outros processos e sujeitos coletivos. Por essa razão, a efetivação do projeto profissional, por exemplo, necessita de fortes e estratégicas articulações políticas no interior da profissão e fora dela. Embora possuam particularidades, estas articulações internas e externas a profissão acabam se imbricando, pois possuem as mesmas determinações sócio-históricas. No interior do Serviço Social, as articulações ocorrem na perspectiva de garantir legitimidade ao que se constrói coletivamente, a exemplo dos princípios, valores e lutas que conformam o projeto profissional. No entanto, mais que legitimidade perante a categoria profissional, este projeto necessita de repercussão e efetivação social para além dos muros da profissão. E é isso que tem impulsionado as articulações políticas, a partir de dentro pra fora do Serviço Social, pois a substância real do projeto ético-político profissional está presente no movimento vivo da realidade social e sua consolidação depende fundamentalmente da articulação entre as lutas profissionais e as lutas políticas dos movimentos sociais mais combativos que se irrompem na sociedade. Destacamos uma reflexão da conselheira entrevistada sobre a articulação do CFESS a outros sujeitos coletivos

O CFESS vem investindo muito [...] acho que nós nos aproximamos muito mais de movimentos que estão naquela perspectiva [...] de movimentos que estão se rearticulando em torno de defesas de lutas mais classistas. Então, este ano [2008], nos tivemos uma aproximação bem interessante com o MST99,

participamos do congresso, na verdade a participação no congresso do MST foi ano passado [2007], mas, aí continuamos na articulação com o MST e apoiando e participando de movimentos de defesa de luta pela terra e tal. Participamos também do congresso do CONLUTAS100 que foi esse ano, agora

em julho. Então, também nos aproximamos desse movimento na perspectiva de acompanhar a reorganização da CONLUTAS como espaço de articulação da sociedade do ponto de vista do movimento sindical mais aguerrido. Apoiamos agora, recentemente, três importantes movimentos sociais tanto do ponto de

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Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)

vista político quanto do ponto de vista material mesmo, que foi o movimento da reforma urbana que teve agora, recentemente, semana passada, um dia nacional de ocupação em defesa da democratização do acesso a habitação, né? Então, apoiamos esse movimento. [...] Na verdade a gente integra o Fórum Nacional de Reforma Urbana e pelo Fórum Nacional de Reforma Urbana, teve uma articulação das entidades que integram o Fórum, de um dia nacional de luta em defesa do acesso a moradia. E aí a estratégia é utilizada por várias entidades, sobretudo de representações do Movimento dos Sem Teto de ocupações de espaços desocupados, né? E aí a gente participou desse movimento, uma representação interessante que o CFESS tem que além dos conselhos tem representação também nos fóruns. Tem o Fórum Nacional de Reforma Urbana, tem o Fórum Brasil de Orçamento que é uma outra representação também dentro dessa discussão, que o Fórum Brasil de Orçamento, ele é, também bastante diverso, né? Tem entidades que não são tão radicais. A gente vai no Fórum de Orçamento pra defender radicalmente a socialização do orçamento público, socialização, ou seja, da redistribuição do fundo público. Então é claro que a gente encontra aliados que tem a mesma perspectiva que a gente e outros que não. Mas, é uma espaço de embate, é um espaço de diálogo, é um espaço de pautar os princípios. Então quando a gente ta falando lá do princípio do código de ética, da socialização da riqueza, pra

Benzer Belgeler