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As eleições presidenciais de 1960 alteraram minimamente o estável quadro de confronto entre situação e oposição que se seguia ao longo da República Populista. A coligação PTB – PSD lançou o General Henrique Lott, que tivera participação importante na manutenção das garantias legais para a posse de Kubitschek em 1956 contra as intenções golpistas dos udenistas. Jango, novamente, foi candidato à vice. O fato novo ficou pelo lado oposicionista: a UDN desistiu de lançar candidato próprio e apoiou Jânio Quadros, candidato pelo pequeno Partido Trabalhista Nacional – PTN. Jânio venceu as eleições com 48% dos votos, Jango mais uma vez foi eleito vice, também com expressiva votação (SKIDMORE, 1982; FAUSTO, 1995).

O Governo de Jânio Quadros durou apenas 7 meses. Sua brevidade no cargo combinou elementos inusitados e decisões de pouco cálculo político com um quadro econômico desfavorável, herdeiro do alto desequilíbrio orçamentário provocado pelos "50 anos em 5" de Kubitschek. Foi o primeiro presidente a tomar posse em Brasília, e seus primeiros atos no cargo dão seqüência as novidades: em seus primeiros movimentos como presidente, se ocupou de assuntos como a proibição da briga de galo, do lança-perfume e do biquíni, iniciando seu governo "de forma desconcertante" (FAUSTO, 1995, p.437).

Em pouco tempo, viu-se sem nenhuma sustentabilidade política, atraindo, em escala crescente, a desconfiança de todos os partidos. Parecia errar em todas as direções: para firmar uma política externa independente, por exemplo, condecorou Che Guevara, vitorioso na recém Revolução Cubana de 1959, com a Ordem do Cruzeiro do Sul, desagradando ferozmente os conservadores que o apoiaram nas presidenciais (FAUSTO, 1995). Lacerda, um desses aliados conservadores, tornou-se seu inimigo, lançando-se em sua contumaz ofensiva oposicionista. Vendo-se diante de poucas saídas para enfrentar os problemas econômicos e às voltas com as crises políticas reais ou àquelas inventadas por Lacerda, Quadros arriscou-se num blefe: em agosto de 1961 apresentou ao

Congresso Nacional uma carta renúncia, talvez "sonhando ser levado pelos braços do povo" (GIANNOTTI, Vito, 2007, p.167) e objetivando recompor o apoio de sua base conservadora, possivelmente temerosa em entregar o poder ao vice, "comunista". Para o infortúnio de seu proponente, o Congresso aceita a renúncia, pondo fim ao possível blefe e ao breve Governo Quadros (SKIDMORE, 1982).

A sucessão de Quadros deveria transcorrer sem maiores dúvidas. Jango, eleito vice-presidente pelo voto direto, detinha o direito constitucional de assumir a presidência, mas seu nome era amplamente contestado pelo exército e "seus patronos norte-americanos", que o viam como um esquerdista (GIANNOTTI, V., 2007, p.168). A defesa da posse de Jango, entretanto, tinha amplo apoio popular e considerável apoio por entre a classe política: a UNE, por exemplo, convocou greve geral dos estudantes; os trabalhadores organizados também saíram as ruas em maciças greves gerais; populares, em fortes protestos no Rio, ameaçavam invadir a embaixada americana e os jornais favoráveis a um novo golpe, como a Tribuna de Imprensa de Lacerda e o jornal O Globo; Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, lança a Campanha da Legalidade que, logo, avança por todo o país (GIANNOTTI, 2007; SKIDMORE, 1982). Diante de tamanha pressão popular, o exército recua – brevemente, como mostra o golpe de 1964 – e o impasse é resolvido com uma mudança no sistema de governo, passando de presidencialista para parlamentarista, com poderes diminutos para Jango e com Tancredo Neves como Primeiro Ministro (GIANNOTTI, 2007; SKIDMORE, 1982).

O quadro social do país ao longo do Governo Jango radicalizou a polaridade existente entre os populistas e a oposição udenista. Mas é preciso ter em vista que esse radicalismo foi construído a partir das lutas organizadas de estudantes e trabalhadores urbanos e rurais que pressionavam o governo na adoção de medidas à esquerda das práticas políticas habituais da República Populista. As Ligas Camponesas já eram uma realidade e eram construídas e organizadas com o apoio dos comunistas do ainda ilegal PCB. Cada vez mais fortes, pressionavam o governo pelo reconhecimento das atividades sindicais rurais e pela ampliação dos direitos trabalhistas para as atividades rurais. A estratégia de fundo era, sem dúvida, um programa de reforma agrária para o país (COSTA et al, 2008).

Também nas cidades, o movimento sindical urbano manteve-se fortemente atuante. Ainda que tenha se mobilizado para garantir a posse de Jango, mostrou-se independente do Governo em inúmeros momentos, deflagrando constantes e intensas greves por salários e pelas chamadas reformas de base, como a reforma agrária, por exemplo (GOMES et al, 2007; FICO, 2000). Entretanto, ao passo que os movimentos dos trabalhadores organizados rurais ou urbanos tensionavam o Governo Jango à esquerda, o outro pólo contra-atacava: além dos udenistas e dos militares radicalizando o discurso contra Jango, entrava em cena uma tríade ideológica formada pelo Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), pela Escola Superior de Guerra (ESG), constituída com americanos e franceses em 1949, e pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipês) (FAUSTO, 1995), cujo objetivo era desestabilizar o Governo Jango e combater todas as formas sociais não-cristãs, de esquerda, vinculadas às reformas de base, sindicais e de reivindicações trabalhistas (REZENDE, 2013; SKIDMORE, 1982).

Essas organizações oposicionistas e antidemocráticas foram protagonistas nas principais tentativas de desestabilização e interrupção do Governo Jango, incluindo-se aí o Golpe de 1964. O IBAD, fundado em 1959, tinha como missão envolver-se de todas as formas nas decisões políticas do país, financiando opinião pública, estudantes, militares, empresários e políticos de oposição que tivessem quaisquer inclinação conservadora. Em um dos episódios mais marcantes da atuação do instituto, na campanha eleitoral de 1962, o IBAD financiou a campanha de 250 candidatos à deputado federal, 600 candidatos às assembléias legislativas estaduais, 15 candidatos ao Senado Federal, 8 candidatos aos governos estaduais, além de um número indeterminado de candidatos às eleições municipais. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito formada em 1963 com o propósito de investigar o episódio declarou que esse foi "um terrível e sem precedentes processo de corrupção eleitoral" (BLACK, 1977, p.73, tradução nossa). A CPI foi desmanchada quando os indícios, provas e documentos sobre o caso levavam a conexões com redes de financiamento internacionais ligadas a empresas norte- americanas e à CIA (NAPOLITANO, 2014; SODRÉ, 2004; BLACK, 1977).

O Ipês foi fundado em 1961 por acadêmicos conservadores, empresários e militares com a missão de defender a "livre iniciativa e a economia de mercado" (DOCKHORN, 2002; SKIDMORE, 1982). Na prática, financiava atividades ligadas à

desestabilização do Governo Jango e ao Golpe de 1964 (BLACK, 1977). O desrespeito às regras do jogo constitucional promovido e patrocinado pelo instituto pode ter desestabilizado a frágil democracia brasileira, mas rendeu afagos vindo do exterior. Em sua edição de setembro de 1964, a Fortune caracterizou o Ipês como sendo um grupo formado por heróicos empresários brasileiros – dentre eles, Júlio de Mesquita Filho, diretor-proprietário do jornal O Estado de S. Paulo – que haviam livrado o Brasil da "ameaça comunista". A reportagem de Philip Siekman, intitulada ―When Executives Turned Revolutionaries‖ (quando os executivos se tornaram revolucionários, em uma tradução livre), em tom triunfalista, mostra com detalhes como os empresários arrecadaram fundos dos principais industriais paulistas para financiar atividades de desestabilização e, posteriormente, passaram a adotar métodos mais diretos como o financiamento de armamentos para "células de vigilância", a fabricação clandestina de granadas de mão e o treinamento de grupos em táticas de guerrilha, cujo o objetivo seria o de preparação para a guerra civil que julgavam iminente após a deposição de Jango (SIEKMAN, 1964, p. 147, tradução nossa).

A ESG foi criada através da Lei nº 785, de 20 de Agosto de 1949, como um instituto de altos estudos, ligado diretamente ao Chefe do Estado Maior das Forças Armadas e "[...] destinado a desenvolver e consolidar os conhecimentos necessários para o exercício das funções de direção e para o planejamento da segurança nacional." (BRASIL, 1949, p.12.561). Após o êxito da Revolução Cubana, a ESG se empenhou no delineamento da Doutrina de Segurança Nacional (DSN), alinhada com a chamada "Truman Doctrine" dos EUA (NAPOLITANO, 2014), cujo objetivo principal era a contenção do comunismo nos elos mais fracos do capitalismo, os países do então chamado Terceiro Mundo (BOSTDORFF, 2008). A DSN transfere o foco de hipotéticos inimigos externos à soberania nacional para o chamado "inimigo interno", que atuaria dentro das fronteiras do país, sempre de "forma subversiva". O combate a essa ameaça comunista deveria ser em uma guerra sem trégua (FAUSTO et al, 2004).

Apesar de toda essa rede oposicionista e antidemocrática, os planos para desestabilizar o Governo Jango sem o uso da força não deram resultados concretos. Numa consulta popular em 1963, o sistema presidencialista derrotou o parlamentarista e Jango permaneceu na presidência. Aos antidemocráticos só

restava o golpe e, em 1° de Abril de 1964, Jango é de fato deposto pelos militares (FAUSTO, 1995). O país entra em um obscuro período de recrudescimento das liberdades civis seguido da institucionalização de práticas de tortura a todos aqueles considerados inimigos do novo regime. As barreiras ideológicas que buscavam se impor contra o pensamento acadêmico de esquerda, eram agora reforçadas pela ação repressiva direta. Filtros anti-marxista, como o da Fundação Rockefeller, que limitavam o financiamento livre de pesquisas tornaram-se obsoletos. Entrava em cena, agora, o cárcere e o exílio contra os pensadores críticos, emperrando o desenvolvimento autônomo da pesquisa científica no país por pelo menos 20 anos.

Em relação à educação, o Governo de João Goulart assinou, em 1961, a primeira LDB – Lei de Diretrizes e Bases – do país (BRASIL, 1961). Apesar de concretizada nesse governo, o projeto foi gestado ao longo de 13 anos e foi palco de debate entre educadores progressistas e um grupo ligado às escolas privadas, principalmente católicas, em torno do então Deputado Carlos Lacerda (ROMANELLI, 1986). No Brasil "atômico" e do desenvolvimento cepalino, industrial e planejado, todavia, a educação não parecia ser tema dos mais relevantes para os legisladores. Em 23 de abril de 1957, o próprio Carlos Lacerda pede a colocação das discussões da LDB na ordem do dia, visto que já havia 8 anos que o projeto tramitava sem resolução (BRASIL, 1957). Em 1959, o também udenista Deputado Lauro Cruz reclamava da falta de quórum que provocava adiamentos constantes das votações e do desinteresse da Câmara nas discussões sobre o tema (BRASIL, 1959)49.

Apesar do interesse na resolução por parte dos udenistas, seu papel foi negativamente decisivo. Em janeiro de 1959, Lacerda apresentou um substitutivo que guinava o eixo das discussões, até então em torno da centralização ou descentralização do ensino, para questões referentes às obrigações e ao papel do Estado, fortalecendo sobremaneira a iniciativa privada (ROMANELLI, 1986). O substitutivo possuía pontos idênticos aos apresentados pelos estabelecimentos particulares de ensino em um congresso educacional realizado em 1948, cujos

49 Na sessão do dia 18 de junho de 1959, o Dep. Lauro Cruz disse: "Anunciada pela Mesa à discussão em 16 de maio, é esta adiada mediante requerimento aprovado. Retorna à discussão em 29 de maio, quando falta o primeiro orador inscrito. Oito deputados ocupam a tribuna em reuniões sucessivas, mas a Câmara se mostra desinteressada, poucos sendo os parlamentares que assistem aos debates (BRASIL, 1959, p.6)."

resultados são apresentados, na íntegra, pelo udenista Lauro Cruz, em sessão do dia 18 de junho de 1959, na Câmara (BRASIL, 1959). No fundo, Lacerda fez algumas poucas adaptações ao texto, atuando, na prática, como um mero porta-voz dos interesses desses grupos privados no financiamento público da educação. Os resultados desse congresso, em seus pontos mais destrutivos, estão dentro da LDB que foi aprovada em 1961. A LDB refletiu, assim, a imposição de grupos privados sobre como deveria ser conduzida a educação no país.

Os pontos principais do substitutivo de Lacerda, conforme destaque dado por Romanelli (1986, p.174), estavam nos seguintes artigos:

Art. 3° - a educação da prole é direito inalienável e imprescindível da família;

Art. 5° - Para que a família, por si ou por seus mandatários, possa desobrigar-se do encargo de educar a prole, compete ao Estado oferecer-lhe os suprimentos de recursos técnicos e financeiros indispensáveis, seja incentivando a iniciativa particular, seja proporcionando ensino oficial gratuito ou de contribuição reduzida. Art. 7° - O Estado outorgará igualdade de condições às escolas oficiais e às particulares:

a) pela representação adequada das instituições educacionais nos órgãos de direção de ensino;

b) pela distribuição das verbas consignadas para a educação entre as escolas oficiais e as particulares proporcionalmente ao número de alunos atendidos.

O texto do substitutivo difere pouco do apresentado pelas instituições privadas no citado congresso (BRASIL, 1959, p.7):

5 – Para que a família, por si ou seus mandatários, possa bem desobrigar-se desse, compete ao Estado oferecer-lhe os suprimentos de recursos indispensáveis, seja proporcionando ensino oficial gratuito, seja amparando a iniciativa particular.

7 – Para que haja efetiva liberdade do ensino, preciso é que ortogue o Estado igualdade de condições às escolas oficiais e às particulares.

8 – Proporcionará esta igualdade:

a) a representação adequada dos diretores de ensino;

b) a distribuição proporcional das verbas consignadas para a educação entre as escolas oficiais e as particulares.

Os resultados efetivos desse assalto privado à educação e aos parcos recursos a ela destinados, concretizaram-se dessa forma na LDB de 1961 (BRASIL, 1961, p.11.429):

Art. 2º A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola. Parágrafo único. À família cabe escolher o gênero de educação que deve dar a seus filhos.

Art. 3º O direito à educação é assegurado:

I - pela obrigação do poder público e pela liberdade de iniciativa particular de ministrarem o ensino em todos os graus, na forma de lei em vigor;

II - pela obrigação do Estado de fornecer recursos indispensáveis para que a família e, na falta desta, os demais membros da sociedade se desobriguem dos encargos da educação, quando provada a insuficiência de meios, de modo que sejam asseguradas iguais oportunidades a todos.

Art. 5º São assegurados aos estabelecimentos de ensino públicos e particulares legalmente autorizados, adequada representação nos conselhos estaduais de educação, e o reconhecimento, para todos os fins, dos estudos nêles realizados.

Em suma, a LDB colocava a família como detentora de direito inalienável de prover educação, mesmo sem a presença do Estado, e os entes particulares em igualdade de condições de exercerem o mesmo direito. O complemento agravante a essas medidas encontrava-se: (i) no Art. 4, que dizia ser o Estado o provedor dos recursos técnicos e financeiros às famílias dispostas à educação dos filhos por outros meios, como os meios particulares. Acessório a esse, o Art. 95 dizia que financiamento a estabelecimentos mantidos pelos Estados, municípios ou particulares, para a compra, construção ou reforma de prédios escolares e respectivas instalações e equipamentos.; de forma complementar, (ii) no Art. 7, que dizia que o Estado deveria prover condições iguais às escolas oficiais e particulares, inclusive na distribuição de verbas, ou seja, o Estado deveria então ser o financiador da expansão da rede educacional privada; (iii) no Art. 1, que limitava a ação do Estado apenas ao fornecimento da educação de forma supletiva, ou seja, onde o ensino particular não alcançasse. De forma articulada, esses artigos deixava o substitutivo de Lacerda como um representante absoluto dos interesses das escolas particulares (ROMANELLI, 1986).

A educação ligada à Igreja Católica parecia desferir um contra-ataque contra a República que lhe tolhera o monopólio secular da instrução, garantido desde os tempos da Colônia. Mas, com a LDB de 1961, a laicidade era uma questão superada. Disputava-se agora, com os udenistas como porta-vozes dos seus interesses, o acesso ao erário público, o direito ao financiamento, à expansão de suas atividades privadas:

Reacendia a luta, agora revestida de maior complexidade. No momento em que se ia votar a primeira lei geral da educação do país, as velhas forças conservadoras conseguiram arregimentar-se com eficácia no plano da organização e da ação, para voltar à carga, já não para assumir o controle da orientação religiosa dos alunos nas escolas oficiais, mas para conseguir muito mais que isso. A questão da laicidade estava ultrapassada. Agora era preciso obter mais, se

possível, tudo o que se perdera com o advento da República (ROMANELLI, 1986, p. 177).

A Lei não teve força para alterar, por completo, a realidade da educação do país. Mas, desde 1961, os particulares passaram a ter direitos às cadeiras dos Conselhos Estaduais de Educação e ao Conselho Federal de Educação. Na estrutura organizacional da época, o CFE tinha, na prática, mais poder que o Ministério da Educação, uma vez que cabia, a este, homologar as resoluções do conselho. A LDB/61 foi uma vitória considerável e importante dos grupos empresariais particulares leigos e católicos (ROMANELLI, 1986) e intensificou a participação dos grupos privados no setor (TEIXEIRA, 1989). Além disso, a expansão do setor privado em institutos isolados reforçou o caráter elitista do ensino superior nacional, notadamente direcionado ao "preparo das profissões liberais" em detrimento de outros ramos do ensino (ROMANELLI, 1986, p.191; TEIXEIRA, 1989). Por fim, a inclinação ao modelo privado de educação funcionou como um elemento de contenção para a ampliação da oferta de vagas públicas no ritmo adequado às demandas sociais por educação (CUNHA, 1989; ROMANELLI, 1986). De forma agravante, o interesse privado, imiscuído na discussão sobre a LDB/61 via UDN, garantiu a transferência de recursos do Estado para entes privados, além de abrir caminho para reserva de mercado com a não intervenção estatal em locais atendidos por instituições particulares, fato agravado pela Ditadura Militar através de decretos posteriores (CUNHA, 2007b).

Benzer Belgeler