• Sonuç bulunamadı

No que se refere ao modelo estrutural, este foi avaliado inicialmente a partir da análise dos coeficientes de regressão e determinação da variância, bem como pelo teste de significância.

O coeficiente de regressão representa a variação na variável dependente em relação a uma unidade de variação na variável independente (HAIR et al., 2009). Ao observar, na figura 11, os números acima das setas que saem das variáveis latentes em direção ao construto, percebe-se que o maior coeficiente de regressão foi 0,523, da Expectativa de Desempenho para a Intenção de Uso. Isso significa dizer que se a variável Intenção de Uso variar em uma unidade, a maior contribuição para tal variação advém da Expectativa de Desempenho. Contrariamente, a variável Influência Social contribuiu minimamente (0, 032) para a Intenção de Uso.

Além da numeração acima das setas, é possível notar números dentro dos círculos azuis dos construtos endógenos. Estes se referem aos coeficientes de determinação da variância (R2), que indicam, em percentual, a variância da variável dependente que é explicado pelas variáveis independentes. Desta maneira, o R2 das variáveis Intenção de Uso e Condições Facilitadoras explicam, apenas, 11,7% no Uso, o que se pode considerar um poder de explicação baixo, conforme Cohen (1977). Já se tratando do R2 da Intenção de Uso (40,5%), o mesmo autor classifica este como um alto poder explicativo (ver figura abaixo). Este último resultado corroborou o que foi dito por Venkatesh et al. (2003), uma vez que os

autores afirmam que, normalmente, a variância de 40% é encontrada para explicar a intenção para o uso de uma tecnologia específica.

Figura 11: Modelo de mensuração

Fonte: Dados da pesquisa *** p<0,0001; **p<0,001

A última etapa da mensuração do modelo estrutural é o teste de significância. Para tanto, como explicado no item 3.4.2, utilizou-se o algoritmo de bootstrapping, com N=101 e 200 reamostras, para obtenção dos resultados do teste da distribuição t. Considerando um intervalo de confiança de 95% e significância de 0,05, observa-se na tabela abaixo, que três hipóteses foram confirmadas.

Tabela 12: Teste-t e confirmação das hipóteses

Fonte: Dados da pesquisa processados pelo programa SmartPLS 2.0.M3 (RINGLE, WENDE, WILL, 2005). Nota: p<0,05*

Relacionamentos Amostra

original

Erro

padrão Teste T Hipóteses Expectativa de Desempenho → Intenção de

Uso 0,5227 0,0927 5,6377* Rejeita H01

Expectativa de Esforço →Intenção de Uso 0,1678 0,1192 1,4076 Não rejeita H02

Influência Social → Intenção de Uso 0,0322 0,0689 0,467 Rejeita H03

Condições Facilitadoras → Uso 0,1218 0,1242 0,9812 Não rejeita H04

Intenção de Uso → Uso 0,2641 0,1052 2,5099* Rejeita H05

***

A seguir, é possível verificar a análise e discussão dos resultados encontrados tanto da pesquisa qualitativa, como da quantitativa.

5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Os resultados descritivos (objetivo específico I) da pesquisa mostraram que o perfil demográfico da amostra é composto, em sua maior parte, por pessoas com idade entre 20 a 30 anos, com, pelo menos, uma pós-graduação. Apesar do número de mulheres ser inferior ao dos homens, elas apresentaram o nível de escolaridade maior do que eles, o que pressupõe que a saída para o mercado de trabalho foi acompanhada pelo processo de qualificação profissional. Com relação ao perfil de acesso, a predominância da amostra é de pessoas que acessam a plataforma de casa, regularmente (quase todo dia) e gastam, a cada acesso, entre trinta minutos a uma hora. A maior parte das pessoas que acessam raramente, ocasionalmente e regularmente, gasta de 30 minutos a uma hora. Assim, percebeu-se que 88,8% dos entrevistados passam menos tempo no AVA do que sugere a ENAP, que é de uma hora e trinta minutos por dia útil. Quanto à experiência com tecnologias tais como editores de texto, planilhas e afins, mais da metade (63,4%) se consideraram experiente e muito experiente. Quando foram questionados acerca da habilidade com o AVA, apenas 3% disseram ser muito pouco e pouco habilidoso, o restante (97%), se julgou de razoavelmente a muito habilidoso.

No que tange ao objetivo específico II, mais especificamente às diferenças de percepções de gênero, verificou-se significância estatística em assertivas isoladas. Para a expectativa de desempenho foi possível identificar que, à exceção de EP_5, os demais itens possuíram medianas femininas numericamente superiores. Porém, para um nível de significância de 95%, houve diferença estatística em apenas um item. Para a expectativa de esforço, em todas as assertivas, as médias dos homens foram superiores às das mulheres. Em outras palavras, os homens se mostraram mais autoconfiantes e propensos a concordar que podem interagir com o AVA requerendo menos esforço do que elas. No entanto, a única assertiva que apresentou significância estatística foi aquela em que dizia que aprender a operar um sistema como o AVA é fácil.

A idade e a experiência com EaD apresentaram resultados significantes, principalmente, em relação ao construto expectativa de esforço. No caso da idade e expectativa de esforço, este resultado foi o mais representativo entre todas as diferenças de médias, pois todas as assertivas referentes a esse construto deram significância estatística. Aqueles considerados mais novos estão tendentes a concordar que podem interagir com o

AVA sem requerer esforço mental. Para aqueles que possuem alguma experiência com EaD, três das quatro assertivas deram significantes, demonstrando que os mais experientes acreditam que podem interagir com maior facilidade do que aqueles que estão fazendo seu primeiro curso a distância.

Em relação aos objetivos específicos III e IV, para a Expectativa de Desempenho, dos sete indicadores que compunham inicialmente o construto, dois deles foram eliminados na fase do modelo de mensuração porque não apresentaram boa aderência. Ambos, EP_3 e EP_7, faziam menção à recompensa financeira que o servidor teria ao realizar a capacitação a distância. Sabendo disto, estas variáveis foram testadas no modelo de mensuração apenas com o intuito de explorá-las para a verificação de uma possível correlação entre si. De fato, as duas apresentaram cargas elevadas 0,77 (EP_3) e 0,99 (EP_7), mas não foram mantidas no modelo por não ter sido verificado na literatura aporte teórico referenciando-as como uma variável latente da intenção de uso.

A variável EP_3 não pertence ao modelo original do UTAUT, mas como foi esclarecido no item 3.3.2, foi colocada propositalmente no questionário por ter emergido das entrevistas qualitativas. Uma possível explicação para não adesão destes dois indicadores seria o fato de que nem todas as instituições públicas possuem plano de cargos, carreiras e salários (PCCS). Neste caso, o servidor público que pertence a uma instituição sem PCCS teria outras motivações para fazer uma capacitação a distância à exceção do aspecto financeiro. Mesmo assim, um participante da pesquisa qualitativa, pertencente a uma instituição com PCCS, acredita que embora a remuneração seja um fator importante na decisão de fazer uma capacitação a distância, não é o único, uma vez que ele observa pouca participação de outros servidores. Conforme Chico, “Olhe, se eu dissesse que não eu estaria mentindo. É um grande motivador sim [o dinheiro], mas eu acho que não é o único, porque quando eu vejo assim, tem outros servidores que não fazem ou fazem muito pouco, então eu acho que também tem seu lado individual também.”

Após a eliminação dos dois fatores que compunham o construto em questão, restaram assertivas voltadas à importância do curso AMP na aprendizagem e execução do trabalho do servidor público. Assim, tais fatores foram responsáveis pela confirmação da hipótese de que a Expectativa de Desempenho influencia positivamente a Intenção de Uso do AVA, corroborando as pesquisas de Lee (2006), Chang e Tung (2008), Chiu e Wang (2008), Roca e Gagné (2008), Wang, Wu e Wang (2009) e Cheng (2011), os quais se voltam para o contexto do e-learning. De fato, o discurso dos alunos entrevistados elucida claramente que

eles possuem um desejo pelo aperfeiçoamento e domínio em suas áreas de trabalho, transcorrendo a narrativa como um todo.

No construto Expectativa de Esforço, originalmente formado a partir da Facilidade de Uso Percebida, Complexidade e Facilidade de Uso (DAVIS, 1989; DAVIS et al, 1989; VENKATESH; DAVIS; 2000; THOMPSON, et al.; 1991; MOORE; BENBASAT, 1991), não foi detectado ausência de correlação em nenhuma das quatro variáveis componentes do construto em questão. Entre elas, as duas que apresentaram maiores cargas fatoriais foram “Para mim, é fácil adquirir habilidade para usar o ambiente virtual do curso” (0,861) e “Aprender a operar um sistema como o ambiente virtual do curso é fácil para mim” (0,837).

Apesar dos quatro fatores estarem presentes na formação do construto Expectativa de Esforço, isto não foi suficientemente determinante ao ponto de possuir influência na Intenção do Uso e Uso do AVA. Uma possível justificativa para este resultado seria o fato do sistema ser tão fácil de ser manuseado, ao ponto dos entrevistados não sentirem o esforço que teriam que despender na utilização do sistema, como decisivo na intenção do uso e uso. Na etapa da pesquisa qualitativa, esta lógica foi captada quando os sujeitos argumentaram que a facilidade de manuseio do sistema advinha da clareza e orientação dada por meio das ilustrações e exemplificações contidas no AVA, sobre o quê e como deveria ser feito o curso. Nas palavras de Luís, “É fácil pelo fato de que, nas telas vai dizendo ‘olha, vai pra lá, vai pra cá, passe pra próxima página’. Então é bem simples. É só ler e você consegue executar. Não existe nenhuma dificuldade em manusear”.

Atrelado a isso, quando os funcionários públicos responderam ao questionário, eles já conheciam, mesmo que no estágio inicial, o AVA. No estudo que deu origem a UTAUT, Venkatesh et al.(2003) não encontrou efeitos diretos da Expectativa de Esforço na Intenção de Uso, no estágio pós-implementação, apenas na fase de pré-implementação. Isto sugere que, quando os usuários ganham experiência com o sistema, as preocupações com a facilidade do uso do sistema se tornam menos profundas (STRAUB, D.; KEIL, M.; BRENNER W., 1997).

O fator Influência Social incorpora variáveis que levam em consideração os colegas de trabalho, chefia e apoio da alta administração como possíveis influenciadores do uso do e-learning. Venkatesh et al. (2003), bem como Venkatesh e Davis (2000), encontraram um efeito significante da Influência Social para a Intenção de Uso, apenas no contexto onde o uso da tecnologia era obrigatório. É por este motivo que o modelo UTAUT contém uma

variável moderadora chamada Voluntariedade, entre a relação da Influência Social e a Intenção de Uso.

A explicação dada para a significância do relacionamento apenas em contextos obrigatórios é que os indivíduos estão mais propensos às expectativas dos outros, quando estes têm a capacidade de recompensar ou punir um determinado comportamento (WARSHAL, 1980 apud VENKATESH, 2003).

No caso desta pesquisa, a participação na capacitação a distância foi completamente voluntária, qualquer servidor público poderia se matricular caso houvesse interesse. Diante disto, a rejeição à hipótese H03, reafirma os resultados encontrados por

Venkatesh et al. (2003) e Venkatesh e Davis (2000), de que, em contextos de uso voluntário da tecnologia, a Influência Social não possui significância em relação a Intenção de Uso. Em estudos de e-learning, desenvolvidos na esfera do ensino superior e no contexto de uso voluntário, a exemplo de Chiu e Wang (2008), Raiij e Schepers (2006) e Lee (2006), estes resultados também se confirmaram.

Na pesquisa qualitativa, os relatos dos entrevistados à respeito de como eles analisam a opinião de seus superiores imediatos acerca de capacitações a distância, não pareceram ter valor diante de seus interesses em fazer cursos online, sob justificativas de que, independente do que o chefe pensa, ele poderia avançar na carreira e que a relação entre eles é estritamente profissional, técnica. No entanto, a carga da variável SI_4 (“A opinião do meu chefe imediato sobre capacitações a distância teve peso em minha decisão de fazer esse curso”) demonstrou uma correlação com as variáveis SI_1, SI_3 e SI_6, evidenciando que a opinião do chefe possui um peso na Influência Social. Diante disto é válido ressalvar que embora SI_4 tenha peso na Influência Social, isto não significa que ela é determinante na Intenção do Uso.

A importância dada aos colegas de trabalho, no sentido de incentivar a realização de uma capacitação a distância, também foi demonstrada nos discursos dos alunos entrevistados. Nas palavras de Luís: “Eles [colegas de trabalho] são sempre incentivadores. Eu incentivo e eles me incentivam também. Quando está próximo aos círculos de fazer as inscrições, eles estão sempre observando e dizendo ‘Olha, tal dia começam as inscrições. E vamos fazer porque termina rápido’”. Confirmando a importância dos colegas de trabalho, a variável SI_6 (“A opinião de colegas que já fizeram capacitações a distância pela ENAP foi importante para minha decisão em fazer esse curso”) também se manteve inserida no construto Influência Social. Em relação a variável SI_7 (“Em geral, a repartição na qual

trabalho tem apoiado a realização de cursos online”), esta foi eliminada do modelo de mensuração, pois sua carga deu inferior ao limite permitido. Na visão de João, os servidores públicos não participam de capacitações à distância, pois não possuem incentivos da alta gestão.

No que se refere às CF’s, este construto foi formado a partir da Percepção de Controle Comportamental (AJZEN, 1991; TAYLOR; TODD, 1995a 1995b), Condições Facilitadoras (THOMPSON et al. 1991) e Compatibilidade (MOORE; BENBASAT, 1991). Estes três componentes estão voltados a incluir aspectos do ambiente tecnológico e/ou organizacionais que eliminem os obstáculos à utilização da tecnologia (VENKATESH et al., 2003).

Nesta pesquisa, duas variáveis foram eliminadas do modelo de mensuração e, mesmo assim, não foi verificada significância estatística entre as CF’s e o Uso do sistema e- learning. Como observado nas pesquisas de McGill e Klobas (2009), Chiu e Wang (2008), Sedana e Wijaya (2010) e Maldonado et al. (2010), esta relação direta também não foi confirmada. Na etapa qualitativa, o tema empírico relacionado às CF’s foi “Apoio humano, ambiental e tecnológico”. Aqui, os discursos se voltaram para a flexibilidade de tempo e local que uma capacitação a distância permite, a importância da figura do tutor como referência no domínio do conteúdo e o apoio da biblioteca virtual e internet (Google e Wikipédia) como ferramentas auxiliadoras do processo de aprendizado.

É muito dificultoso você sair, porque você fica no trabalho o dia todo, aí fica difícil ficar se locomovendo. Aí eu faço faculdade também à noite, aí esse curso a distância ele facilita muito essa questão do tempo. Então você tá em casa dia de sábado, domingo, feriado, a noite então, ou seja, tá aberto e a qualquer momento você pode fazer. Não é necessário você tá na aula, né? Isso facilita e muito. (João)

Por fim, confirmou-se que a Intenção de Uso exerce influência no Uso do AVA, a um nível de significância de 0,05, assim como em outros estudos tais como, Sedana e Wijaya (2010), Kijasanayotin, Pannarunothaie Speedie (2009) e Cheng (2011). A variância da Intenção de Uso foi de 40%, enquanto que do Uso 11%, o que pode ser considerado um médio e baixo poder explicativo, respectivamente. É possível que esta baixa explicação se deva à aplicação da pesquisa em um contexto completamente diferente de boa parte das teorias de aceitação da tecnologia, baseadas na realidade de grandes empresas privadas, localizadas em países desenvolvidos. De qualquer maneira, a baixa explicação do Uso não tira o mérito da pesquisa em questão, uma vez que a utilização de teorias, como UTAUT, não visa aumentar a sua generalização, mas adequá-las a contextos específicos para que seja mais útil na prática (VENKATESH, SYKES E ZHANG, 2011).

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS, LIMITAÇÕES E DIRECIONAMENTOS

Frente ao atual cenário de crescente utilização do e-learning como alternativa para capacitar milhares de funcionários de instituições públicas distribuídos no extenso território brasileiro, este trabalho pretendeu investigar qual a percepção dos alunos sobre os fatores que podem influenciá-los a cursar uma capacitação a distância. A teoria utilizada como âncora da pesquisa foi a UTAUT e, na etapa quantitativa, a variância de 40% para explicar a intenção de uso demonstra que esta porcentagem está dentro do que normalmente encontrado nos estudos desta natureza. Os resultados também confirmaram que o uso do AVA é influenciado pela intenção de uso do indivíduo, mesmo não sendo com uma explicação elevada. A ausência de significância estatística relacionada a algumas hipóteses tiveram possíveis explicações baseadas no discurso dos funcionários públicos entrevistados.

Diante do resultado em que a expectativa de desempenho foi confirmada como sendo um fator influenciador da intenção dos servidores públicos a usar AVA, sugere-se que, com o objetivo de atrair e manter alunos em seus cursos de capacitação, a ENAP tome iniciativas para sensibilizar o funcionário público de como a participação em um curso pode auxiliá-lo na execução de seu trabalho. Além disso, deve-se enfatizar o lado do aperfeiçoamento profissional e domínio da área que ele obterá.

No processo interpretativo da entrevista, os sujeitos explicaram que o AVA da ENAP era fácil de ser manuseado, pois possuía muitas informações elucidativas sobre como o aluno deveria proceder no andamento do curso. Neste caso, a instituição deverá manter sua metodologia e continuar a priorizar um AVA de fácil manipulação, com ilustrações e fácil acesso ao conteúdo. Como dito anteriormente, as diferenças de médias revelaram que o servidor público com mais idade (a partir de 41 anos), tende a achar que o sistema utilizado na educação a distância irá requerer dele um maior esforço e ele terá uma maior dificuldade para entender e usar o sistema. Assim, é válido a ENAP fazer divulgações sobre a facilidade para interagir com o sistema de EaD, uma vez que funcionários públicos mais velhos podem ter deixado de realizar uma capacitação a distância, com receio de não conseguir interagir satisfatoriamente com o AVA.

A pesquisa identificou que opinião dos colegas de trabalho é importante para a decisão de fazer um curso a distância. No entanto, a opinião do chefe, não. As condições facilitadoras não obtiveram significância estatística ao ponto de afirmarmos que ela possui influência no padrão de uso do AVA. Mesmo assim, a importância dada pelos entrevistados a determinados aspectos como a flexibilidade de tempo e local que o EaD proporciona e a

importância da figura do tutor marcaram os discursos dos entrevistados. Desse ponto de vista, a ENAP deverá analisar a possibilidade de sempre ter um tutor em seus cursos de capacitação, tendo em vista que alguns são autoinstrutivos e não contam com a presença da figura humana. Face o exposto, os objetivos da pesquisa foram atingidos e os resultados do trabalho poderão contribuir com os gestores e corpo técnico da capacitação a distância da ENAP para a potencialização dos benefícios advindos desta modalidade de ensino. Com relação às sugestões coletadas por meio do questionário, estas são opiniões empíricas e estão relacionadas no apêndice J.

Do ponto de vista teórico, esta pesquisa mostrou as percepções dos estudantes, colaborando, desta forma, com a especificação da UTAUT no contexto organizacional do serviço público brasileiro. A importância disto consiste na compreensão mais apurada da UTAUT, já que boa parte de sua aplicação se concentra em grandes empresas privadas de países desenvolvidos.

Uma limitação da pesquisa consiste na “fotografia” das opiniões dos alunos, uma vez que um estudo do tipo longitudinal permitiria captar as diferentes percepções ao longo do tempo. Além disso, a escassez de pesquisas envolvendo adoção de e-learning no setor público impossibilita a corroboração de resultados em um mesmo contexto.

Enfim, sugere-se para pesquisas futuras a utilização de variáveis que remetam ao estilo de aprendizagem de cada aluno (visual; sensorial; indutiva ou dedutiva; ativo ou reflexivo e, sequencial ou global) como um plausível fator explicativo na influência da aceitação do e-learning; estudos comparativos entre organizações públicas e privadas; e a aceitação do m-learning como possível tecnologia para a educação a distância, conforme foi observado nas respostas dadas no questionário online da pesquisa.

REFERÊNCIAS

ABED. Associação Brasileira de Educação a Distância. Disponível em: < http://www2.abed.org.br/>. Acesso em: 30 jun. 2011.

ABBAD, Gardênia da Silva. Educação a distância: o estado da arte e o futuro necessário.

Revista do Serviço Público, v. 58, p. 351-374, 2007.

ABRAEAD. Anuário Brasileiro de Educação a Distância. Disponível em: <

http://www.abraead.com.br/anuario/anuario_2008.pdf >. Acesso em: 03 mai. 2010. ALVES, João Roberto Moreira. Educação a Distância e as Novas Tecnologias de

Informação e Aprendizagem. Programa Novas tecnologias na Educação. 2003. Disponível

em <http://www.engenheiro2001.org.br/programas/980201a1.htm>. Acesso em: 26 mai. 2011.

ARETIO, Lorenzo García. La educación a distancia. 2. ed. Barcelona: Ariel, 2002. BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. 3. ed. Lisboa: Edições 70, 2009.

BIDO, Diógenes de Souza et al. Mensuração com indicadores formativos nas pesquisas em administração de empresas: como lidar com a multicolinearidade entre eles? Administração:

ensino e pesquisa, v.11, n. 2, p. 245-269, 2010.

BIDO, D. S.; GODOY, A. S.; ARAUJO, B. F. V. B.; LOUBACK, J. C. Articulação entre as aprendizagens individual, grupal e organizacional: um estudo no ambiente industrial. Revista

de Administração Mackenzie, v. 11, n. 2, 68-95, 2010.

BOTTENTUIT JUNIOR, João Batista; COUTINHO, Clara. Uso da plataforma de ensino a distância numa disciplina do mestrado. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE PORTUGUESA

Benzer Belgeler