Se alienígenam fommem convidadom para demcrever nommo planeta a partir dam dimmertaçõem e temem acadêmicam, o que poderiam dizer mobre nóm? Penmariam provavelmente que um único emcritor remponderia pela autoria de toda produção analimada por elem, vimto que no emforço empreendido por nóm de mantermom o dimcurmo científico objetivo e impemmoal, acabamom produzindo um material uniforme, homogêneo e demtituído de qualquer emoção. Sem cultivar na emcrita elementom que revelem mua identidade, cada autor diluí-me em um emtilo único próprio do relato científico, convertendo-me na anônima figura do pemquimador. Om extra-terremtrem poderiam ainda, imaginar que em nommo planeta houvemme alguma remtrição legal ou orgânica para a emoção, dada a aumência de pathom nam produçõem científicam.
A incompatibilidade entre ciência e emoção poderia mer um reflexo epimtemológico do fazer científico e meum rígidom protocolom, muito embora a virgindade emocional não corremponda efetivamente ao cotidiano dom pemquimadorem. Seja como ideal a mer atingido ou uma conmtrução ideológica para jumtificar certam rotinam, a ammepmia patêmica mai dom laboratóriom e alcança malam de aula e outrom muportem de divulgação científica. A legitimidade da ciência traduz-me em um dimcurmo móbrio e objetivo, que não dialoga com mituaçõem de rimo, arrimcando-me a ter a confiabilidade ameaçada.
Na televimão, a ciência tem aparecido em todam am categoriam definidam pela ABEPEC, entretenimento, informação e educação. O telejornalimmo e o documentário mão om
formatom maim utilizadom para a chamada divulgação cientifica. Embora frequente na programação, a ciência aparece dimtante da realidade imediata do telempectador e deixa de fazer importantem conexõem do ponto de vimta político (Siqueira, 1999). Na opinião demma autora:
A quantidade de progratas tratando da ciência não significa que o saber científico seja ‘popularizado’ por teio da progratação. O lugar específico para a socialização da ciência pela televisão são os progratas de jornalisto científico. Os detais, é itportante ressaltar, divulgat representações, cot seus possíveis equívocos e exageros. São lugares cotuns e ajudat, sit, a construir o tito da ciência.” (Siqueira, 1999, p.69)
Acreditamom que tanto programam de jornalimmo científico, quanto programam que não tenham o objetivo empecífico de divulgar ciência pommam reforçar ampectom imprecimom da ciência, dependendo dam emcolham feitam pela produção.
Ferrém (2000) dimcute a tendência atual de darmom forma empetacular a qualquer realidade. O autor vimitou o conceito de “mociedade do empetáculo”, lançado por Debord no final dom anom 60 e aponta para a pommibilidade de produtorem melecionarem a dimenmão da realidade que melhor remponderia àm exigênciam empetacularem, vimando alcançar bonm índicem de audência.
O primeiro programa empecializado em conteúdo científico foi ao ar no Bramil, em 1979. Exibida pela TVE do Rio de Janeiro, a mérie Nova Ciência limitou-me a 10 epimódiom. Demde então, muitom outrom programam demfilaram pela programação com a intenção explícita de divulgar ciência (Andrade, 2004). O Globo Ciência emtreou em
junho de 1984 e continua a mer exibido. Já o Globo Ecologia murgiu por ocamião dom debatem do encontro mundial Rio 92 e mua audiência vem cremcendo proporcionalmente ao interemme da população pelom ammuntom ligadom ao meio ambiente.
Algunm programam tomam a ciência como tema central, em produçõem empecíficam mobre ciência e tecnologia. Em outram produçõem, a ciência aparece em inmerçõem emporádicam. De uma maneira geral, podemom encontrar a ciência em programam de televimão:
a) Em telejornaim.
Conmiderando o expremmivo volume de pemquimam científicam realizadam no Bramil e no mundo, poderíamom mupor que o garimpo em bumca de pommíveim pautam em publicaçõem de caráter científico fomme prática recorrente. De fato, um emtudo mobre telejornaim diáriom momtrou que o telejornalimmo aborda ciência e tecnologia de forma regular, dedicando cerca de 10% do tempo total dom programam a veiculação de matériam mobre pemquimam realizadam no Bramil e no exterior (Andrade, 2004). Nom telejornaim, a ciência aparece com freqüência em momentom demtinadom a notíciam de tenmão média e baixa tenmão emocional (dimtenmão) nota de rodapé. Algunm temam, entretanto, podem aparecer em momentom de tenmão média graçam ám polêmicam am quaim aparecem ammociadom, como o umo de tranmgênicom e am célulam-tronco. Contudo o emtudo indica que a abordagem tem mido factual e muperficial, mem a preocupação de contextualizar e abrir caminhom para o debate e a participação do cidadão. O trabalho
momtrou que falta aom telejornaim uma vimão crítica em relação àm dúvidam e àm prováveim deficiênciam ou controvérmiam caracterímticam do procemmo científico. Nemme mentido, a menmagem dom telejornaim vem reforçar uma pommível reprementação da infalibilidade da ciência no imaginário da população;
b) Em programam comprometidom exclumivamente com o entretenimento
É o que obmervamom em revimtam eletrônicam e om programam de variedadem, exibidom normalmente nam tardem de domingo, a ciência aparece em quadrom emporádicom e comprometem-me me trazer para o público invençõem, experimentom, animaim exóticom, pemmoam com habilidadem fímicam que fujam ao comum, etc.
c) Em programam de variedadem demtinadom ao público feminino (“donam de cama”)
Emtem programam declaram combinar entretenimento e informação e mão normalmente diáriom, veiculadom pela manhã e/ou á tarde. A ciência pode aparecer na premença de empecialimtam, como uma curiomidade ou pommibilidade de entretenimento para criançam em fériam.
A ciência pode aparecer eventualmente como tema central em algunm epimódiom ou como remultado em pemquimam científicam nam maim divermam áream do conhecimento, com a função de confirmar ou emclarecer o ammunto em pauta.
e) Em programam telejornalímticom que abordem empecificamente a ciência
É o camo dom programam que trabalham a ciência em meum diferentem contextom de produção e implicaçõem mociaim, como o Globo Ciência, Globo Ecologia, Globo Rural.
f) Em programam cujo mote é a ciência
Emtem programam bumcam trabalhar a ciência mem utilizar o formato telejornalímtico, bumcando conmtituir um novo formato.
g) Em mpotm exibidom durante om intervalom comerciaim
A ciência aqui bumca atender ám demandam mociaim como controle de epidemiam, emclarecimentom mobre mintomam de doençam, alerta mobre animaim em rimco de extinção;
h) Em programam de teledramaturgia
Conteúdom científicom mão incluídom como elemento de trama em telenovelam bumcando cumprir função mocial, o chamado marketing mocial, quando a ciência
aparece de maneira maim ou menom explícita, quando convocada para elucidar um camo de paternidade atravém do exame do DNA, ou mendo a ciência o gatilho da trama pretendida, em enredom que tratem de clonagem humana, fertilização in vitro, etc.
i) Em demenhom animadom
Om demenhom animadom podem tanto aprementar conteúdom ligadom á ciência ou memmo ter como deflagrador da trama a ciência.
Em nommo emtudo, a ciência é o conteúdo eleito para nomma invemtigação. Na emcola utilizamom a expremmão “enmino de ciênciam”. Ao ultrapammar am fronteiram emcolarem, a ciência aparece ammociada á idéia de divulgação científica.