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Congada, congado ou congo são nomes genéricos dados ao conjunto de elementos que circundam uma Festa de Reinado, em se encena a coroação de «Reis do Congo» em louvor de um santo negro. Em geral, na festa e dança dramática, organizada por «irmandades» de santo, brincantes, tocadores, capitães, reis, rainhas e mestres desfilam um cortejo processional, organizados em guardas ou ternos. Além da corte de reis e rainhas, duas guardas são recorrentes: a guarda de Congo puxa os dançantes, em movimento rápido, abrindo caminhos; já a guarda de Moçambique valoriza os elementos tipicamente negros, tem o batido mais ralentado e é considerada o "pé de coroa", aquela que vem imediatamente antes da corte ou do reino, conduzindo-a.

CONGADAS, CONGADOS, CONGOS.

De motivação africana as congadas, os congados, os congos são autos (peças dramáticas) populares brasileiros representados no Norte e Sul do país. Os elementos de formação são: coroação dos reis de congo; préstitos e embaixadas; reminiscências de bailados guerreiros e a reminiscências da Rainha Njinga Nbandi, Rainha da Angola, falecida em 1663, defensora de seu reinado, contra o domínio dos portugueses.

KIZOMBA [Do quimb. kizomba, ‘divertimento’; ‘dança’.]Substantivo feminino 1.Angol. Dança muito movimentada: “Os

costumes dessas músicas estavam a entrar no ritmo das quizombas.” (Arnaldo Santos, O Cesto de Katandu e Outros Contos, p. 22. apud FERREIRA (2003)

Kizomba consiste num instrumento musical que dá o nome a um tipo de dança da África lusófona, mas especialmente de Angola.

Kizomba era também a festa do povo negro que resistiu bravamente à escravidão. Era congregação,

confraternização, resistência. Um chamado à luta por liberdade e por justiça. Kizomba era festa e resistência cultural de um povo. A festa do negro, do pobre e do índio. Era a exaltação da vida e da liberdade.

MOÇAMBIQUE [Do top. Moçambique (África).]Substantivo masculino 1.Bras. MG SP GO Bailado guerreiro de origem negra, sem enredo, ao som de instrumentos de percussão, semelhante às danças de combate das congadas, e no qual o ritmo é marcado com entrechoques de bastões.2.Bras. Zool. V. cernambi (3). 3.V. banto (3). [Cf. maçambique.]

Moçambique é dança de origem africana provavelmente de Moçambique, que lhe emprestou o nome. É mais freqüentemente dançado em São Paulo, Minas Gerais e Brasil central. Primitivamente, no Brasil, era dança de salão, levada a efeito nas Casas Grandes dos fazendeiros. Com o tempo transformou-se, deixando de ser um bailado puramente africano, para ser uma mistura de várias danças, confundindo-se, às vezes, com a congada, fandangos, etc. Estas festas são, geralmente, batizadas com nomes de santos. Atualmente, o Moçambique é dançado entre os caboclos. Tomam parte nele vários personagens: o capitão chefe e seu substituto, dois guias, dois tambores, quatro pajens que levam o chapéu de sol do Rei e da Rainha, dois capitães, espadas, coronel, alferes da Bandeira.1

Indumentária: calção estreito e fechado nos tornozelos, com guizos em volta das pernas e dos joelhos. Blusa com duas faixas cruzadas ao peito. Touca na cabeça. A calça, blusa e a touca são vermelhas. Os pés descalços.

Instrumentos musicais: viola, violão, cavaquinho, caixa, pandeiro e guizos nas pernas, além da marcação do ritmo pelo bater dos bastões levados pelos dançarinos. A “escada de São Benedito” é uma das modalidades mais interessantes do Moçambique.

Coreografia: os dançarinos colocam seus bastões em forma de X, formando losangos em esteira a uma distancia relativa ao número de componentes. Os dançarinos

1Disponível em <http://www.terrabrasileira.net/folclore/regioes/5ritmos/mocambiq.html > Acesso em 28 de julho de 2007.

dançam ao longo da esteira sem tocar nos bastões, colocando os pés nos vãos dos cruzamentos dos paus. Aquele que tocar em algum dos bastões é obrigado a retirar-se, sendo substituído por outro. Os dançarinos pulam, agacham-se, sacodem-se em frêmitos. Cantam enquanto dançam. As músicas conservam-se mais ou menos fiéis ao dialeto. Data de registro: meados do século XX (~1950) 2

PIERRE

VERGER Nasceu no dia 4 de novembro de 1902, em Paris, França. Fotógrafo, etnólogo, babalaô francês, viajou, durante quinze anos, conhecendo diversos países do mundo. Em 1946, descobriu a Bahia lendo o romance Jubiabá – de Jorge Amado e se apaixonou pela cidade de Salvador, onde residiu e passou a estudar os cultos afro-brasileiros. Professor da Universidade Federal da Bahia, Doutor pela Universidade de Paris, (muito embora tenha abandonado os estudos aos 17 anos de idade), Pierre Verger implantou o Museu Afro Brasileiro e publicou, no Brasil, Retratos da Bahia (1980), Lendas dos Orixás (1981), Orixás, os deuses iorubás na África e no Novo Mundo (1983), Oxóssi, o caçador (1981), Lendas africanas dos Orixás (1985), Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre a costa de Benin e a Bahia de Todos os Santos (1987), Os libertos, sete caminhos na liberdade de escravos da Bahia no século XIX (1992) e Artigos (1992).

PILÃO Feito com pedaço de um tronco de madeira seca, dura como a sucupira, com as duas extremidades cavadas e que, no meio do pedaço do tronco é feita uma cintura. Com o auxílio da mão-de-pilão - feita de um pedaço de madeira da mesma espécie, sendo mais fino, o pilão serve para triturar o milho, o café. Também é usado um pilão muito menor para pisar temperos. Sobre o pilão o adágio popular registra: Mas vale pisado a pilão do que comprado a tostão. A linguagem popular, por sua vez, registra a expressão cintura de pilão, que significa a mulher ter a cintura fina, como a do pilão.

REINADO,

FESTAS DE As festas de Reinado no Brasil, devotadas a santos negros, como São Benedito, Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia, são autos populares apresentados em diversas localidades, com destaque para os interiores de Minas Gerais (Vale do Jequitinhonha, sul de Minas e região de Belo Horizonte) e São Paulo. Historicamente, sua origem remonta ao Brasil colonial. Mas a fundamentação mítica do Congado diz que as guardas se formaram ainda na África, quando uma imagem de Nossa Senhora do Rosário apareceu no mar. O grupo do Congo se dirigiu para a areia e, tocando seus instrumentos, só conseguiu fazer com que a imagem se movesse uma vez: Nossa Senhora se encaminhou para a frente e parou. Então vieram negros moçambiqueiros, batendo seus tambores, cantando para a santa e pedindo-lhe que viesse protegê-los. A imagem veio se encaminhando, no movimento das ondas, até chegar à

praia. 3

REIS Festas populares em alguns países da Europa dedicadas aos Reis Magos em sua visita ao Menino Deus. Na Espanha e em Portugal os reis continuam comemorados, sendo a época de se dar e receber presentes. O Dia de Reis marca o fim do ciclo natalino, com a queima-da-lapinha e a exibição do bumba-meu-boi, da chegança, do fandango, dos congos.

REISADO [ De Reis + Ado] 1 S.M.Bras.Folcl. Dança Dramática popular com que se festeja a véspera e o Dia de Reis; Reisada [cf. rancho (7) e terno (3)] É o nome que os eruditos dão aos grupos que cantam e dançam na véspera e Dia de Reis.

REISADO É o nome que os eruditos dão aos grupos que cantam e dançam na véspera e Dia de Reis.

REIS-DO-BOI. Veja BUMBA-MEU-BOI.

RENDA. Renda feita a mão, também conhecida como renda de almofada, é um artesanato muito comum no Nordeste, em

Santa Catarina e outros estados brasileiros. Trazido pelo colonizador português, a renda é o entrelaçamento de fios formando desenhos. Para se fazer renda são necessários: a almofada, os bilros, os espinhos de carda ou alfinetes, tesoura e pique. A almofada (um acolchoado de forma cilíndrica) serve de base para a confecção da renda. Os bilros são uma espécie de bobina onde a linha é enrolada, servem para tramar a renda, o que se consegue trocando- os em diferentes posições. O pique, que mede 20 cm, é o padrão da renda que se vai fazer. Cada tipo de renda tem o seu pique, seu padrão, que passa de geração a geração e que é preso na almofada por alfinetes. As rendeiras, sentadas no chão, com a almofada nas coxas, trabalham o dia todo, ora conversando, ora cantando. A linha pode ser colorida, dependendo da vontade do freguês. São diversos os tipos de renda.

RENDEIRA. 1 É a mulher que faz rendas e está no cancioneiro popular: "Olê, mulher rendeira/ Olê, mulher rendá/ Tu me ensina a fazer renda/ Qu’eu te ensino a namorar"; 2. Rendeira também é a mulher que trabalha na terra dos outros, pagando uma renda anual, um foro.

REZA. São orações populares rezadas pelos rezadores ou

benzedores para curar doenças, pedir proteção e saúde para as pessoas que os procuram. É uma prática existente no país todo.

REZADOR OU

BENZEDOR. É a pessoa que cura as doenças proferindo rezas, acompanhadas por gestos, sinais, cruzes, aspersões quando na presença do doente. Mas o rezador pode rezar um doente a distância, sem vê-lo. No Nordeste é um tipo muito comum. Geralmente são mulheres que, quando vão ficando velhas, só ensinam sua rezas à filha mais velha. Caso não tenha filha, pode ensinar à sobrinha mais velha. Geralmente o rezador ou benzedor usa um galho de arruda quando faz seu trabalho.

SAMBA. É baile popular nas cidades e na zona rural, sinônimo de função, pagode, fobó, arrasta-pé, balançar-o-esqueleto, balança-flandre. A palavra samba vem de semba e significa umbigada na língua dos escravos de Luanda que aqui chegaram. Somente em 1916 apareceu, pela primeira vez, a primeira música impressa mencionando a palavra

samba: "Pelo telefone", de Donga, compositor carioca.

TAMBORIM. É um tambor pequeno, feito com a pele de animal bem esticada só de um dos lados, tocado com a mão direita e segurado com a esquerda. Instrumento de percussão muito usado nos conjuntos musicais e nas escolas de samba. Na ordem de colocação dos instrumentos para o desfile das escolas de samba, o tamborim ocupa a terceira fila.

TAMBU. Nos gongos de São Paulo é usado o tambu, feito de um tronco roliço, oco, medindo de 35 a 40 centímetros de diâmetro, mais ou menos, com um metro de comprimento, afinando para uma das extremidades. Numa delas, é colocado um pedaço de couro de boi, bem esticado, pregado com tachas amarelas e cravos pretos. O tambu é amarrado no corpo do tocador. No batuque de Tietê, os músicos tocam sentados sobre eles.

TAPIOCA. É uma comida, parecida com o beiju, mas feita de goma de mandioca meio seca e cozida num tachinho circular, tomando, assim, sua forma. Quando começa a secar, bota- se uma camada de coco ralado e dobra-se ao meio, em forma de semicírculo. Faz-se, também, a tapioca molhada, com leite de coco ou de vaca, depois que ela fica pronta. Come-se com manteiga no café da noite ou da manhã. TERNO [Do lat. Terni, “de três em três ” numa f. do sing.] S.M. 1.

Grupo de três coisas ou pessoas; trio,trindade.

Folcl. Rancho (1) Constituído de pessoas burguesas, que so cantavam as portas das casas conhecidas, onde eram recebidos pelos amigos [nesta acepção.cf. rancho (7) e reisado]

TERNO DE

Enrique Aravena

Benzer Belgeler