a. porNdezNhorasNsemanais:NR$N1.000,00N(umNmilNreais)Nmensais;N
b. porN quinzeN horasN semanais:N R$N 1.500,00N (umN milN eN quinhentosN reais)N mensais;N
c. porNvinteNhorasNsemanais:NR$N2.000,00N(doisNmilNreais)Nmensais;N d. porNquarentaNhorasNsemanais:NR$N3.000,00N(trêsNmilNreais)Nmensais;N
V. orientador:
a. porN dezN horasN semanais:N R$N 1.600,00N (umN milN eN seiscentosN reais)N mensais;N
b. porNquinzeNhorasNsemanais:NR$N2.000,00N(doisNmilNreais)Nmensais;N c. porN vinteN horasN semanais:N R$N 2.600,00N (doisN milN eN seiscentosN reais)N
mensais;N
d. porN quarentaN horasN semanais:N R$N 4.500,00N (quatroN milN eN quinhentosN reaisNmensais)N
[...]N(MEC,N2011,Nn.p.)N N
N N
DianteN daN criaçãoN dessesN cargosN paraN atendimentoN aoN Pronatec,N noN âmbitoN dasNinstituiçõesNdaNredeNfederalNdeNeducaçãoNprofissional,NcientíficaNeNtecnológicaNcabe- nosN aN reflexãoN deN tentarN desvelarN oN sentidoN deN seN criarN umaN estruturaN paralelaN emN detrimentoNdeNampliaçãoNdaNofertaNdeNcursosNjáNexistentesNnaNrede,NaNexemploNdosNcursosN médiosN queN integramN aN educaçãoN profissionalN àN educaçãoN propedêutica.N EN aoN citarmosN ampliaçãoN dosN cursosN existentes,N levantamosN tambémN aN necessidadeN deN contrataçãoN efetivaN deN profissionaisN eN deN atendimentoN àsN reivindicaçõesN dosN trabalhadoresN deN educação.N N DestacamosN queN essaN ResoluçãoN foiN publicadaN emN umN períodoN emN queN aN
referidaNRedeNacabavaNdeNsairNdeNumNlongoNprocessoNparedistaNeNcomNissoNmaisNumaNvezN reforçamosNaNfunçãoNdeNlegitimaçãoNqueNoNPronatecNassumeNtambémNcomNoNoferecimentoN deNbolsasNaosNprofissionais.NN
AlémN dosN pontosN levantados,N éN importanteN atentarmosN àN discussãoN queN OtrantoN(2006)NfazNemNrelaçãoNàsNuniversidadesNbrasileirasNeNoNatendimentoNdoNGovernoN LulaNàsNorientaçõesNdoNBancoNMundialN(asNdeN1994NeN199957),NconsiderandoNaNampliaçãoN daN quantidadeN deN alunoN porN professor.N SegundoN aN autora,N oN incentivoN éN paraN diversificaçãoNdaNeducaçãoNsuperior,NamparadoNnaNcríticaNaoNmodeloNdeNensinoNsuperiorN baseadoN nasN universidadesN deN pesquisaN que,N segundoN oN Banco,N sãoN muitoN carasN eN inadequadasNàsNnecessidadesNeNrecursosNdosNpaísesNmaisNpobres.NComNisso,NentendemosN queN osN encaminhamentosN doN PronatecN comN estruturaN paralelaN naN RedeN deN educaçãoN profissionalNeNtecnológica,NaNdiretrizNéNaNmesma.NIssoNquerNdizerNque,NcomNatendimentoN aoN PronatecN emN cargaN horáriaN queN ultrapasseN aN jornadaN regularN dosN profissionais,N caminha-seNparaNaNconsolidaçãoNapenasNdaNdimensãoNdoNensino,NsemNqueNhajaNcondiçõesN deN tempoN paraN realizaçãoN deN pesquisasN eN açõesN deN extensão,N limitandoN aN formaçãoN aoN caráterN estritamenteN técnico,N comN formaçãoN meramenteN conteudística,N comoN destacariaN OffeN(1990).NN
N
4.2.2.6N ObjetivosN implícitos:N reafirmandoN aN dualidadeN estruturalN porN meioN dosN cursosNN técnicosNdeNnívelNmédioNconcomitantesNeNFICNaligeiradosN
N
ANúltimaNcategoriaNqueNelegemosNparaNcomporNaNnossaNavaliaçãoNdizNrespeitoN aoN oferecimentoN deN cursosN técnicosN deN nívelN médioN concomitantesN eN FICN aligeirados.N VejamosNcomoNforamNdeclaradasNessasNmodalidadesNparaNoNPronatec:N
N N
Art.N5oNNParaNosNfinsNdestaNLei,NsãoNconsideradasNmodalidadesNdeN educaçãoNprofissionalNeNtecnológicaNosNcursos:NN
IN -N deN formaçãoN inicialN eN continuadaN ouN qualificaçãoN profissional;NeNN
IIN-NdeNeducaçãoNprofissionalNtécnicaNdeNnívelNmédio.NN
57
NNOtrantoN(2006)NfazNreferênciaNaosNseguintesNdocumentosNdoNBancoNMundial:NWORLDNBANK.NHigherN education.N TheN lessonsN ofN experience.N Washington,N D.C.:N TheN WorldN BankN Group,N 1994.NWORLDN BANK..N EducationN SectorN Strategy.N Washington,N D.C.:N TheN WorldN BankN Group.N HumanN DevelopmentN Network,N1999.N
IIN-NdeNeducaçãoNprofissionalNtécnicaNdeNnívelNmédio;NeN(RedaçãoN dadaNpelaNLeiNnºN12.863,NdeN2013)N
IIIN -N deN formaçãoN deNprofessoresN emN nívelN médioN naNmodalidadeN normal.N(IncluídoNpelaNLeiNnºN12.863,NdeN2013)N
§N 1oNN OsN cursosN referidosN noN incisoN IN serãoN relacionadosN peloN MinistérioNdaNEducação,NdevendoNcontarNcomNcargaNhoráriaNmínimaNdeN 160N(centoNeNsessenta)Nhoras.NN
§N2oNNOsNcursosNreferidosNnoNincisoNIINsubmetem-seNàsNdiretrizesN curricularesNnacionaisNdefinidasNpeloNConselhoNNacionalNdeNEducação,N bemNcomoNàsNdemaisNcondiçõesNestabelecidasNnaNlegislaçãoNaplicável,N devendoN constarN doN CatálogoN NacionalN deN CursosN Técnicos,N organizadoNpeloNMinistérioNdaNEducação.NN
§N3oNN(VETADO).NN(IncluídoNpelaNLeiNnºN12.816,NdeN2013)N (BRASIL,N2011,Nn.p.).N
N N
ON oferecimentoN dessesN cursosN emN umN programaN deN educaçãoN profissionalN apresenta-seNàNprimeiraNvistaNcomoNumaNperspectivaNmuitoNinteressanteNdeNpossibilitarNoN acessoNdaNpopulaçãoNbrasileiraNaNqualificaçãoNprofissional.NIssoNprincipalmente,NcomNosN discursosN oficiaisN queN anunciamN queN oN PronatecN formaráN maisN deN “8N milhõesN deN brasileiros”.N Todavia,N oN queN precisaN serN refletidoN éN oN significadoN deN seN oferecerN taisN cursosN aoN invésN deN seN ampliarN oN acessoN àN educaçãoN profissionalN integradaN àN educaçãoN propedêutica.N CabeN aqui,N retomarmosN que,N nosN termosN deN BarryN eN RaeN (1975),N aN avaliaçãoNpolíticaNtambémNdeveNvolta-seNparaNanáliseNdeNseNquestionarNaNintençãoNdeNumaN políticaNserNpreferívelNàNoutra.NN
ComoNdiscutimosNnoNcapítuloNanterior,NaNpolíticaNdeNeducaçãoNprofissionalNnoN BrasilNesteveNaoNlongoNdosNanosNpermeadaNporNdoisNprojetosNemNdisputas,NcomoNenfatizaN RamosN(2004),NumNvoltadoNaNumNmodeloNdeNeducaçãoNbaseadoNnaNformaçãoNtécnicaNparaN osN filhosN daN classeN trabalhadoraN eN formaçãoN propedêuticaN paraN osN filhosN dasN elitesN brasileiraN eNoutroNdefendidoNpelosNmovimentosNsociaisNporNumaNeducaçãoNpública,NcujaN formaçãoNdeveNintegrarNtrabalho,Nciência,NtecnologiaNeNcultura.NRefletimosNtambémNqueNN noNGovernoN Lula,NcomN aNrevogaçãoNdoN DecretoN2.208/97,NhouveN algunsNavançosNnumaN declaradaNintençãoNemNseNconstruirNumaNpolíticaNdeNeducaçãoNprofissionalNqueNatendaNemN algumaNmedidaNasN reivindicaçõesNhistóricasNdaN classeNtrabalhadora,NissoNquerNdizerNqueN caminhou-seNparaNaNsuperaçãoNdaNdualidadeNestrutural.NN
NKuenzerN (1999,N 2007),N partindoN dasN teoriasN gramscianasN (GRAMSCI,N 1978),NanalisaNaNdualidadeNestruturalNeNapontaNaNcorrespondênciaNentreNcadaNclasseNsocialN eN tipoN deN escolaN oferecido.N AN autoraN afirmaN aindaN queN aN separaçãoN entreN escolasN
propedêuticasN eN profissionaisN aprofundaN fortementeN asN diferençasN deN classes.N ApesarN dessaNafirmação,NKuenzerN(2007,Np.N1162)NintensificaNoNdebateNaoNasseverarNque:N
N NN
[...],N aN superaçãoN daN dualidadeN nãoN éN umaN questãoN aN serN resolvidaN atravésN daN educação,N medianteN novasN formasN deN articulaçãoN entreN oN geralN eN oN específico,N entreN teoriaN eN prática,N entreN disciplinaridadeN eN transdisciplinaridade;N ouN medianteN umaN novaN concepçãoN deN competênciaNqueNtenhaNimpactoNnasNpoliticasNeNprogramasNdeNformaçãoN deN professores.N N AN dualidadeN sóN seráN superadaN seN superadaN forN aN contradiçãoN entreN aN propriedadeN dosN meiosN deN produçãoN eN forçaN deN trabalho.N N N AsNcolocaçõesNdaNautoraNnosNlevaNaNreflexãoNdeNqueNmuitoNmaisNqueNumaNlutaN centradaNnaNdefesaNdeNumNdeterminadoNmodeloNdeNeducação,NoNqueNseNdeveNserNlevantadoN éNaNbuscaNpelaNsuperaçãoNdoNcapitalismo.NDeNoutraNmaneiraNtambém,NfazNcorroborarNcomN aN teseN deN queN háN umaN vinculaçãoN entreN aN formaN comoN EstadoN direcionaN aN políticaN deN educaçãoNeNoNmodoNdeNproduçãoNcapitalista.NENnesseNsentido,NsituamosNmaisNumaNvezNoN EstadoN Capitalista,N aN partirN deN PoulantzasN (2000)N comoN umaN condensaçãoN materialN deN umaN relaçãoN deN forças.N ComN issoN éN possívelN compreenderN osN momentosN emN queN seN caminhouNparaNaNsuperaçãoNdaNdualidadeNestruturalNdaNeducação,NreflexoNjustamenteNdaN lutaNdeNclasses.NNN
ComN oN Pronatec,N oN queN seN anunciaN explicitamenteN paraN implementaçãoN doN ProgramaNéNaNretomadaNdaNdualidadeNestrutural,NaoNpassoNqueNasNmodalidadesNdeNcursosN ofertadosNestãoNvoltadasNparaNoNtécnicoNdeNnívelNmédioNconcomitanteNeNFICNdeN160Nhoras.N ANesseNrespeito,NSaldanhaN(2012,Np.N1)NafirmaNque,NN
N N
ON PRONATECN aoN priorizarN aN qualificaçãoN profissionalN concomitanteN aoN EnsinoN MédioN Público,N medianteN parceriasN público/privadoN fragmentaN osN insuficientesN recursosN públicosN eN promoveN aN descontinuidadeN emN relaçãoN àN concepçãoN progressistaN deN integraçãoN entreN EnsinoN MédioN eN EducaçãoN Profissional.N InterrompeN oN processoN deN travessiaN paraN aN escolaN unitáriaN eN nãoN enfrentaN aN problemáticaN complexaNdaNqualidadeNnaNescolaNpública.NN
EsseN processoN deN travessiaN paraN aN escolaN unitária58NéN apontadoN porN autoresN comoN Frigoto,N CiavattaN eN RamosN (2005),N aN partirN daN vinculaçãoN entreN educaçãoN propedêuticaN eN educaçãoN profissionalN eN devemN terN comoN princípiosN fundamentais:N “homensNeNmulheresNcomoNseresNhistórico-sociais,NtrabalhoNcomoNprincípioNeducativo;NaN realidadeN concretaN comoN umaN totalidade”,N ouN seja,N apresentemN comoN baseN aN politecniaN (MOURA,N2010,Np.N883).N
ANrespeitoNdoNconceitoNdeNpolitecniaNéNinteressanteNresgatarNque,NparaNSavianiN (1989,Np.N17):N
N N
AN noçãoN deN politecniaN dizN respeitoN aoN domínioN dosN fundamentosN científicosN dasN diferentesN técnicasN queN caracterizamN oN processoN deN trabalhoN moderno.N DizN respeitoN aosN fundamentosN dasN diferentesN modalidadesN deN trabalho.N Politecnia,N nesseN sentido,N seN baseiaN emN determinadosN princípios,N determinadosN fundamentosN eN aN formaçãoN politécnicaN deveN garantirN oN domínioN dessesN princípios,N dessesN fundamentos.N N N ONautorNtambémNdestacaNqueNaNformaçãoNpolitécnicaNpropiciaráNaoNeducando,N N NN [...]NumNdesenvolvimentoNmultilateral,NumNdesenvolvimentoNqueNabarcaN todosNosNângulosNdaNpráticaNprodutivaNmodernaNnaNmedidaNemNqueNeleN dominaNaquelesNprincípios,NaquelesNfundamentos,NqueNestãoNnaNbaseNdaN organizaçãoNdaNproduçãoNmoderna.N(NSAVIANI,N1989,Np.N17).N N N
DianteN dessesN ensinamentos,N percebemosN queN compreenderN oN trabalhoN comN princípioNeducativoNnãoNseNconfundeNcomNaNformaçãoNparaNmeraNinserçãoNnoNmercadoNdeN trabalhoN eN tãoN poucoN significaN “aprenderN fazendo”N (RAMOS,N 2004).N NoN entanto,N deN acordoNcomNRamosN(2004),NoNtrabalhoNpodeNserNassumidoNcomoNprincípioNeducativoNnaN perspectivaNdoNcapitalNouNdoNtrabalhador.NNEnquantoNque,NdoNpontoNdeNvistaNdoNcapital,NaN
58
NNON conceitoN deN EscolaN UnitáriaN foiN elaboradoN porN GramsciN (1978),N aN partirN daN análiseN doN sistemaN deN ensinoN italianoN eN daN criticaN aN suaN dualidade,N existenteN porN doisN tiposN deN ensino:N aN escolaN humanistaN eN asN escolasN particularesN deN diferentesN níveis.N AN primeiraN destinadaN aN desenvolverN aN culturaN geralN dosN indivíduosN daN classeN dominanteN enquantoN aN outraN preparavaN osN alunosN oriundosN dasN classesN dominadasN paraN oN exercícioN deN profissõesN deN baseN industrial.N DianteN disso,N propõeN umaN escolaN comN formaçãoN únicaN paraNtodos,NindependentementeNdaNclasseNsocialNeNcujaNformaçãoNdeveriaNintegrarNconhecimentosNdeNculturaN geral,NqueNequilibrasseNoNdesenvolvimentoNtantoNdaNcapacidadeNintelectualNcomoNdaNmanual.
dimensãoNontológicaNdoNtrabalhoNéNsubsumidaNàNlógicaNdaNmercadoria,NnaNperspectivaNdoN trabalhadorN supõeN darN condiçõesN atravésN daN formaçãoN queN oN sujeitoN compreendaN oN processoN inerenteN àsN contradiçõesN daN sociedadeN capitalistaN eN suasN possibilidadesN deN transformarNaNrealidadeNsocialNemNqueNeleNvive.NNN
ParaN FrigottoN (1989,N p.8),N assumirN oN trabalhoN comoN princípioN educativoN naNN perspectivaNNdoNtrabalhadorNsignifica,NN
N N
[...]N superarN aN visãoN utilitarista,N reducionistaN deN trabalho.N N ImplicaN inverterNaNrelaçãoNsituandoNoNhomemNeNtodosNosNhomensNcomoNsujeitoN doN seuN devir.N EsseN éN umN processoN coletivo,N N organizado,N N deN N buscaNN práticaNNdeNNtransformaçãoNNNdasNrelaçõesNNsociaisNNdesumanizadorasNNe,NN portanto,N deseducativas.N AN consciênciaN críticaN éN oN primeiroN elementoN desteNprocessoNqueNpermiteNNperceberNNqueNNéNdentroNNdestasNNvelhasNNeNN adversasNNrelaçõesNsociaisNqueNpodemosNconstruirNoutrasNrelações,NondeN oNtrabalhoNseNtorneNmanifestaçãoNdeNvidaNe,Nportanto,Neducativo.N
PorN meioN dasN reflexõesN dessesN autores,N apresentamosN queN oN Pronatec,N aoN proporN osN cursosN FICN eN oN médioN técnicoN concomitante,N explicitamenteN figura-seN comoN umN ProgramaN queN apresentaN comoN fundamentaçãoN oN oferecimentoN deN formaçãoN “meramenteN técnica”N paraN aN classeN trabalhadora.N ComN issoN reafirmaN aN dualidadeN estrutural,N tendoN emN vistaN queN seN direcionaN aN formaçãoN técnicaN aosN filhosN daN classeN trabalhadoraN eN aosN sujeitosN queN vivenciamN situaçõesN deN vulnerabilidadeN socialN éN parteN integranteN doN processoN deN exploraçãoN capitalista.N VejamosN aN quemN seN destinaN oN programa:N
N N
Art.N2oNNONPronatecNatenderáNprioritariamente:NN
IN -N estudantesN doN ensinoN médioN daN redeN pública,N inclusiveN daN educaçãoNdeNjovensNeNadultos;NN
IIN-Ntrabalhadores;NN
IIIN -N beneficiáriosN dosN programasN federaisN deN transferênciaN deN renda;NeNN
IVN -NestudanteNqueNtenhaNcursadoNoNensinoNmédioNcompletoNemN escolaN daN redeN públicaN ouN emN instituiçõesN privadasN naN condiçãoN deN bolsistaNintegral,NnosNtermosNdoNregulamento.NN
§N1oNNEntreNosNtrabalhadoresNaNqueNseNrefereNoNincisoNII,Nincluem- seNosNagricultoresNfamiliares,Nsilvicultores,Naquicultores,NextrativistasNeN pescadores.NN
§N2oNNSeráNestimuladaNaNparticipaçãoNdasNpessoasNcomNdeficiênciaN nasN açõesN deN educaçãoN profissionalN eN tecnológicaN desenvolvidasN noN
âmbitoN doN Pronatec,N observadasN asN condiçõesN deN acessibilidadeN eN participaçãoN plenaN noN ambienteN educacional,N taisN comoN adequaçãoN deN equipamentos,N deN materiaisN pedagógicos,N deN currículosN eN deN estruturaN física.NN
§N 3oNN AsN açõesN desenvolvidasN noN âmbitoN doN PronatecN contemplarãoN aN participaçãoN deN povosN indígenas,N comunidadesN quilombolasN eN adolescentesN eN jovensN emN cumprimentoN deN medidasN socioeducativas.NN
§N 4oNN SeráN estimuladaN aN participaçãoN deN mulheresN responsáveisN pelaN unidadeN familiarN beneficiáriasN deN programasN federaisN deN transferênciaNdeNrenda,NnosNcursosNoferecidosNporNintermédioNdaNBolsa- Formação.NN(IncluídoN pelaN LeiN nºN 12.816,N deN 2013).N (BRASIL,N 2011,N n.p.).N
N N
N
AoNseNvoltarNaNatenderNprioritariamenteNestudantesNdaNredeNpúblicaNdeNensino,N trabalhadoresN eN beneficiáriosN dosN programasN federaisN deN transferênciaN deN renda,N oN PronatecNassumeNoNqueNfoiNpostoNaoNlongoNdaNhistóriaNdaNeducaçãoNbrasileira:NeducaçãoN técnico-instrumentalN destinadaN àN classeN trabalhadora,N cujoN focoN principalN éN “atenderN asN demandasN doN setorN produtivo”.N DessaN maneira,N oN PronatecN caminhaN naN contramãoN daN perspectivaNdeNformaçãoNpolitécnica.NN EmNrelaçãoNàNofertaNdoNPronatec,NosNcursosNtécnicosNnaNformaNconcomitanteN estãoNligadosNàNBolsa-formaçãoNestudante59NeNosNcursosNFICNestãoNrelacionadosNàNBolsa- formaçãoNtrabalhadorNeNapresentamNcomoNcaracterísticasNeNobjetivos:N N N
Art.N 17.N SãoN objetivosN eN característicasN daN Bolsa-Formação
Estudante:NN
IN-Nformar profissionais para atender às demandas do setor
produtivo e do desenvolvimento socioeconômico e ambiental do País;NN
IIN -N contribuirN paraN aN melhoriaN daN qualidadeN doN ensinoN médioN público,NporNmeioNNdaNarticulaçãoNcomNaNeducaçãoNprofissional;NeNN
IIIN -N ampliarN eNdiversificarNasN oportunidadesNeducacionaisN aosN estudantes,N porN meioN doN incrementoN daN formaçãoN técnicaN deN nívelN médio.NN
[...]N
Art.N 38.N SãoN objetivosN eN característicasN daN Bolsa-Formação
Trabalhador:NN
IN-Nformar profissionais para atender às demandas do setor
produtivo e do desenvolvimento socioeconômico e ambiental do País;NN
59
NTantoN aN bolsa-N formaçãoN estudanteN quantoN aN bolsa-formaçãoN N trabalhadorN foiN aN formaN encontradaN peloN GovernoN paraN repasseN deN recursosN financeirosN doN ProgramaN aN própriaN RedeN deN EducaçãoN profissionalN eN tecnológica,NcomoNprincipalmenteNaNmanobraNjurídicaNparaNdestinaçãoNdeNverbasNpúblicasNparaNoNSistemaNSN eNdemaisNempresasNprivadas.N
IIN -N ampliarN asN oportunidadesN educacionaisN porN meioN daN educaçãoN profissionalN eN tecnológicaN comN aN ofertaN deN cursosN deN formaçãoNprofissionalNinicialNeNcontinuada;NN
IIIN-NincentivarNaNelevaçãoNdeNescolaridade;NeNN
IVN-NintegrarNaçõesNentreNórgãosNeNentidadesNdaNadministraçãoN públicaN federalN eN entesN federadosN paraN aN ampliaçãoN daN educaçãoN profissionalNeNtecnológica.NN
NNNNNNNNNNN[...]N(MEC,N2013,Nn.p.,NgrifosNnossos).NN
N N
AntesN deN discutirmosN sobreN essesN objetivosN eN características,N éN importanteN enfatizarNqueNoNdocumentoNanteriormenteNcitadoN(PortariaNn°N168)NfoiNpublicadoNemN7NdeN marçoN deN 2013,N ouN seja,N umN poucoN maisN deN umN anoN eN trêsN mesesN apósN aN criaçãoN doN Pronatec,NeNrefleteNemNalgumaNmedidaNemNajustesNnoNProgramaNcomoNformaNdeNamenizarN asN recorrentesN críticasN levantadasN porN estudiososN daN educaçãoN noN queN concerneN àN formaçãoN estritamenteN técnica.N InferimosN issoN porque,N aN referidaN PortariaN noN seuN artigoN 5°,N§N1°,NincisoNII,NabriuNaNpossibilidadeNemNseNofertarNoNPronatecNnaNformaNintegrada,NnaN modalidadeN deN educaçãoN deN jovensN eN adultos.N AlémN disso,N frutoN dessaN ampliação,N foiN elaboradoN oN DocumentoN referênciaN PRONATECN educaçãoN deN JovensN eN AdultosN eN tambémN oN DocumentoN referênciaN sobreN ConcomitânciaN noN âmbitoN doN Pronatec,N ambosN doN MinistérioN deN Educação.N DianteN dessasN (re)formulações,N situamosN maisN umaN vezN oN EstadoN CapitalistaN comoN umaN condensaçãoN materialN deN umaN relaçãoN deN forçasN (POULANTZAS,N2000)NeNissoNtambémNsignificaNqueNcomNessesNajustesNoNEstadoNbuscaN legitima-seN deN modoN aN transparecerN queN estarN dispostoN aN atenderN asN reivindicaçõesNN levantadas.NN
NoNqueNseNrefereNaosNobjetivosNexpostosNnaNPortariaNn°N168/2013,NficaNclaroN queNaNintençãoNdeclaradaNdoNPronatecNéN“formarNprofissionaisNparaNatenderNàsNdemandasN doN setorN produtivoN eN doN desenvolvimentoN socioeconômicoN eN ambientalN doN País”,N talN objetivoNapareceNtantoNnaNbolsa-formaçãoNestudanteN(cursosNtécnicos),NcomoNtambémNnaN bolsa-formaçãoN trabalhadorN (cursosN FIC).N ComoN jáN discutimos,N issoN foiN postoN noN documentoN queN enviouN oN ProjetoN deN LeiN doN PronatecN àN PresidênciaN daN República,N justificando-seNcomNoNchamadoN“apagãoNdeNmãoNdeNobra”.NN
AsN modalidadesN queN seN apresentamN paraN oN PronatecN naN bolsa-formaçãoN estudante,NconformeNaNPortariaN168/2013,Nreferem-seNaosNcursosNtécnicosNconcomitantes,N paraN estudantesN naN chamadaN idadeN própria,N ouN seja,N queN estejamN cursandoN oN ensinoN médio,NosNcursosNtécnicosNnaNModalidadeNdeNeducaçãoNdeNjovensNeNadultosNeNosN cursosN
técnicosNnaNformaNsubsequente,NqueNéNvoltadoNàquelesNestudantesNqueNtenhamNconcluídoN oNensinoNmédio.NN
OutroN objetivoN queN éN levantadoN paraN aN Bolsa-formaçãoN EstudanteN éN oN deN “contribuirN paraN aN melhoriaN daN qualidadeN doN ensinoN médioN público,N porN meioN daN articulaçãoN comN aN educaçãoN profissional”N (MEC,N PortariaN 168,N art.N 17,N incisoN II).N ON PronatecNapresentaNqueNosNcursosNtécnicosNsubmetem-se:NN
N N
[...]N àN Lei n° 9.394, de 1996, Seções IV-A e V do Capítulo II e
Capítulo III,N aoN DecretoN nº5.154,N deN 23N deN julhoN deN 2004,N àsN
DiretrizesN CurricularesN NacionaisN daN EducaçãoN ProfissionalN TécnicaN deN NívelN Médio,N àsN diretrizesN curricularesN estaduais,N quandoN couber,N bemNcomoNàsNdemaisNcondiçõesNestabelecidasNemNlegislaçãoNaplicável,N devendoNconstarNdoNCatálogoNNacionalNdeNCursosNTécnicosNorganizadoN peloNMinistérioNdaNEducaçãoN(MEC,N2013,Nn.p.,NgrifosNnossos).N
N N
RefletindoN sobreN essaN pretensaN perspectivaN deN melhoriaN daN qualidadeN doN ensinoN médioN públicoN porN meioN doN PronatecN comN osN cursosN técnicosN concomitantesN eN essaN obrigatoriedadeN legalN deN adequaçãoN doN ProgramaN àN LeiN n°N 9.394/96N (LDB),N éN interessanteN perceberN queN tramitaN noN CongressoN NacionalN umN ProjetoN deN LeiN n°NN 6840/2013,NqueNbuscaNreformularNoNensinoNmédioNporNmeioNdeNalteraçõesNnaNLDBN.NEsseN ProjetoNdeNLeiNadveioNdaNcriaçãoNdeNumaNcomissãoNdenominadaNdeNCEENSIN(ComissãoN EspecialN destinadaN aN promoverN estudosN eN proposiçõesN paraN aN reformulaçãoN doN EnsinoN Médio),N criadaN 15N deN marçoN deN 2012,N ouN seja,N jáN noN âmbitoN deN implementaçãoN doN Pronatec.NN
Voltando-nosNmaisNumaN vezNasNteorizaçõesNdeNMarxNemNoN“ON18NBrumárioN deNLuísNBonaparte”,NaoNsituarNqueNosNfatosNhistóricosNimportantesNacontecemNporNassimN dizerN porN duasN vezes,N sendoN oN primeiroN comoN tragédiaN eN oN segundoN comoN farsa,N nãoN pareceNumaNmeraNcoincidênciaNqueNoNPronatecN emNalgumaNmedidaN representeNaNmesmaN dimensãoNqueNteveNoNPlanfor:NalteraçõesNnaNconcepçãoNeNofertaNdaNeducaçãoNprofissional,N inclusiveNdoNpontoNdeNvistaNdaNlegislaçãoNqueNregulamentaNaNpolítica.NNONPlanforNcomNoN DecretoN2.208/97,NqueNcoibiuNaNintegraçãoNentreNeducaçãoNprofissionalNeNpropedêuticaNeN oNPronatecNcomNoNPLNdeNn°N6840/2013,NqueNbuscaNreformularNoNensinoNmédioNporNmeioN daNseparaçãoNcurricularNporNáreaNdeNconhecimento.N
EstudiososNeNmilitantesNdaNáreaNdaNeducaçãoNtemNseNposicionadoNemNdesfavorN aoN PLN n°N 6.840/2013,N porN argumentaremN queN asN mudançasN propostasN naN LDBN representamNumNretrocessoNhistórico.NNIssoNporque,NoNreferidoNPLNpropõeNumaNalteraçãoN noNartigoN36NdaNLeiNn°N9.394/96,NcomNaNseguinteNredação:N
N N
[...]N
Art.N 36.N Os currículos do ensino médio,N observadoN oN dispostoN naN SeçãoN IN desteN Capítulo,N serão organizados a partir das seguintes
áreas do conhecimento:N IN–linguagens;N IIN–matemática;N IIIN–ciênciasNdaNnatureza;NeN IVN–ciênciasNhumanas.N [...]N N
§N5ºNANúltima sérieNouNequivalenteNdo ensino médioNserá organizada
a partir das seguintes opçõesNformativas,NaNcritérioNdosNalunos:N
IN–ênfaseNemNlinguagens;N IIN–ênfaseNemNmatemática;N IIIN–ênfaseNemNciênciasNdaNnatureza;NN IVN–ênfaseNemNciênciasNhumanas;NeN V–formaçãoNprofissional;N [...]N(BRASIL,N2013,Nn.p.,NgrifosNnossosN).N N N ANorganizaçãoNcurricularNporNáreaNdeNconhecimentoNrepresentaNaNconstruçãoN deN umN modeloN queN direcionaN aN políticaN deN educaçãoN noN sentindoN opostoN aoN queN foiN reivindicadoN pelosN movimentosN sociais,N aoN longoN dosN anosN eN queN deN algumaN formaN foiN conquistadoN naN ConstituiçãoN FederalN deN 1988,N noN artigoN 205N comN aN declaraçãoN deN formaçãoN paraN oN plenoN desenvolvimentoN daN pessoaN humana,N queN implicaN acessoN amploN aosNconhecimentosNeNnãoNdeNmaneiraNfragmentada.NN
EmNentrevistaNaoNJornalNBrasilNdeNFato60,NaNprofessora-pesquisadoraNMariseN Ramos,N daN EscolaN PolitécnicaN deN SaúdeN JoaquimN VenâncioN (EPSJV/Fiocruz)N eN daN UniversidadeN EstadualN doN RioN deN JaneiroN (UERJ),N afirmouN oN seguinteN sobreN essaN propostaNdeNalteração:N
N NN
IssoN representaN umN retornoN àN legislaçãoN daN ReformaN CapanemaN daN décadaN deN 1940,N emN queN oN ensinoN eraN divididoN entreN oN clássico,N oN
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científicoNeNoNprofissionalizante.NAtéNhojeNéNpossívelNencontrarNpessoasN queN estudaramN sobN aN égideN dessaN legislaçãoN queN nuncaN estudaramN químicaN ouN física,N porqueN fizeramN oN percursoN clássico,N ouN queN nuncaN estudaramNfilosofia,NsociologiaNouNmesmoNhistória.N
N N
AlémN dasN questõesN levantadasN pelaN ProfessoraN MariseN Ramos,N aN AnpedN tambémN seN posicionouN criticamenteN sobreN oN PLN n°N 6840/2013N eN destacouN queN asN alteraçõesN previstasN noN campoN daN educaçãoN profissionalN negamN aN existênciaN deN ensinoN médioN eN integradoN eN alémN dissoN desconsideraN oN relativoN númeroN deN adolescentesN dasN classesN maisN vulneráveisN queN sãoN obrigadosN aN trabalhar,N N osN quaisN serãoN cerceadosN doN acessoNaoNensinoNmédioNcomNaNproposiçãoNdeNausênciaNdeNensinoNmédioNnoturnoNparaNosN menoresNdeN18Nanos.NN
MedianteNessasNcríticasNeNanálisesNdoNPLNn°N6840/2013,NsituamosNaNretomadaN daN dualidadeN estruturalN daN educaçãoN nãoN apenasN noN âmbitoN doN Pronatec,N maisN umN direcionamentoN comN umaN ampliaçãoN paraN aN políticaN deN educaçãoN brasileiraN comoN umN todo,NcasoNoNPLNsejaNaprovado.NN
AindaNnoNqueNseNrefereNàNBolsa-formaçãoNestudanteNnoNPronatec,NaNPortariaN doN MECN 168/2013,N aoN estabelecerN comoN umaN dasN modalidadesN dosN cursosN técnicosN aN EJA,N representaN comoN jáN sinalizamosN umaN formaN deN atenderN algumasN críticasN aoN Programa.NAoNmesmoNtempoNentraNemNcontradição,NcomNoNDocumentoNdeNReferênciaNdoN PronatecN EJA,N aoN serN levantadaN aN propostaN deN integraçãoN nessaN modalidade,N considerandoN queN esseN documentoN procuraN reproduzirN noN PronatecN oN previstoN noN PROEJA.N AN contradiçãoN naN nossaN interpretaçãoN seriaN aN duplicidadeN deN ofertaN comN perspectivasNparecidas,NquaisNsejam:NofertarNoNensinoNmédioNintegradoNnaNmodalidadeNdeN educaçãoN deN jovensN eN adultos.N Entretanto,N inferimosN queN aN elaboraçãoN doN referidoN DocumentoNdeNReferênciaNdoNPronatecNEJANeNessaNintençãoNdeNintegraçãoNapareceNcomoN umaN formaN deN legitimarN oN Programa,N inclusiveN paraN conterN ouN rebaterN asN críticasN levantadasNporNestudiososNdaNárea.N
EssasN apreensõesN sãoN perceptíveisN porN meioN daN leituraN doN referidoN DocumentoN(MEC,N2013)NeNincorporamNumaNconcepçãoNdestoanteNdaNqualNfoiNpostaNnaN LeiN n°N 12.513/2011,N LeiN deN criaçãoN doN Pronatec,N eN tambémN aoN enfatizarN porN diversasN vezesNaNofertaNdoNPROEJA61,NvejamosNumNdosNtrechos:N
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A articulação entre educação profissional e tecnológica (EPT) e elevação de escolaridade representa um desafio de ordem estratégica, política e pedagógica, no âmbito do Pronatec.N OutroN
desafioN queN temN seN apresentadoN éN aN articulaçãoN estratégicaN entreN asN políticasNeNosNprogramasNimplementadosNpeloNMinistérioNdaNEducação.N
Dentre as políticas da educação profissional tem-se a oferta de cursos doNProgramaNNacionalNdeNIntegraçãoNdaNEducaçãoNProfissionalN
comN aN EducaçãoN BásicaN naN ModalidadeN deN EducaçãoN deN JovensN eN AdultosN (PROEJA),N instituídoN peloN DecretoN nºN 5.840/2006,N porN intermédioNdaNBolsa-FormaçãoNnoNâmbitoNdoNPronatecN(MEC,N2013,Np.N 4,NgrifosNnossos).N
N N
NNNNNNNNNNNNNNNNNNEsseN trechoN éN bastanteN ilustrativoN aoN declararN queN aN articulaçãoN entreN educaçãoN profissionalN eN elevaçãoN deN escolaridadeN representaN umN desafioN noN Pronatec,N considerando-seN queN oN grandeN fomentoN deN implementaçãoN doN ProgramaN temN sidoN noN âmbitoN dosN cursosN FICN queN nãoN apresentamN essaN perspectiva.N NessaN questão,N oN DocumentoN deN ReferênciaN doN PronatecN EJAN tambémN apresentaN maisN elementosN contraditóriosN desseN caminhoN deN implementaçãoN doN ProgramaN quandoN utilizaN dadosN educacionaisNdoNINEPN2007NaN2012NparaNdemonstrarNaNnecessidadeNdeNarticulaçãoNentreN educaçãoNprofissionalNeNelevaçãoNdaNescolaridadeNeNsintetiza:NN
N
N
ComNisso,Ndois desafios apresentam-se para o PROEJA:Nampliar as
oportunidades de acesso à educação para jovens e trabalhadores,N
emNespecialNemNcursosNtécnicosNdeNnível médio;NeNarticular e efetivar,N deN formaN criativaN eN inovadora,N a elevação de escolaridade e a
formação profissional para jovens e trabalhadores.N NoN intuitoN deN
contribuirN paraN aN superaçãoN dosN desafiosN queN seN apresentamN eN deN seN constituirNcomo uma forma extraordinária de fomentar a oferta de
cursos do PROEJA, foi estabelecido, dentre o público prioritário do Pronatec, o sujeito da EJA,N oN queN possibilitou,N aN partirN daN
publicaçãoNdaNMedidaNProvisóriaNnºN593,NdeN05NdeNdezembroNdeN2012,N transformadaNnaNLeiNnºN12.816,NdeN05NdeNjunhoNdeN2013,NaNampliaçãoN daNofertaNdeNeducaçãoNprofissionalNeNtecnológicaNarticuladaNàNelevaçãoN deNescolaridadeNparaNaqueleNpúblicoN(MEC,N2013,Np.8,NgrifosNnossos).N NN N
EssasN declaraçõesN doN DocumentoN deN ReferênciaN doN PronatecN EJAN contradizemN aN implementaçãoN daN ofertaN daN Bolsa-formaçãoN trabalhador.N NoN âmbitoN dessaNBolsaNsãoNofertadosNosNcursosNFICNqueNnãoNelevamNaNescolaridadeNe,Nportanto,NnãoN atendemN asN demandasN declaradasN noN DocumentoN PronatecN EJA.N DianteN disso,N osN objetivosN expressosN naN PortariaN 168/2013,N artigoN 38,N aoN qualN jáN havíamosN citado,N
apresentam-seN deN maneiraN contraditória,N quaisN sejam:N IncisoN “I-N formarN profissionaisN paraN atenderN àsN demandasN doN setorN produtivoN eN doN desenvolvimentoN socioeconômicoN eN ambientalNdoNpaís”NeNdoNincisoN“III-NincentivarNaNelevaçãoNdaNescolaridade”.NEntretanto,N essaNcontradiçãoNremete-nosNNmaisNumaNvezNaNreflexãoNqueNexistemNNobjetivosNnaNofertaN nosN cursosN FICN queN nãoN estãoN declaradasN nosN documentosN oficiaisN eN comN baseN emN AlthusserN (1985),N OffeN N (1990)N e,N principalmente,N emN O’ConnorN (1977)N diríamosN queN essesNobjetivosNestãoNaliadosNaNfunçãoNdeNlegitimaçãoNdoNEstadoNCapitalista.NN
EmNrelaçãoNàNformaçãoNparaNoNatendimentoNdasNdemandasNdoNsetorNprodutivoN porNmeioNdosNcursosNFIC,NcomNcargaNhoráriaNdeN160Nhoras,NcomoNseNpropõeNoNPronatecN naN Bolsa-formaçãoN trabalhadorN éN pertinenteN atentarN queN essesN cursosN naN maioriaN dasN vezesN nãoN formamN paraN oN chamadoN mercadoN deN trabalho.N PesquisaN realizadaN pelaN FundaçãoNGetúlioNVargasN(FGV-2010)62NNrealizadaNemN2010,NdemonstraNqueNaNincidênciaN dosNcursosNFIC63NparaNinserçãoNnoNchamadoNmercadoNdeNtrabalhoNficaNbastanteNaquémNemN comparaçãoN comN osN cursosN técnicosN deN nívelN médioN eN principalmenteN noN queN seN refereN aosNcursosNsuperiores.NN
MouraN(2012),NaoNanalisarNoNPronatec,NfazNreferênciaNaosNestudosNdaNFGVNeN afirmaNqueNaNpesquisaNporNmaisNqueNtenhaNsidoNpatrocinadaNparaNatenderN aosNinteressesN dosN capitalistasN põeN emN evidênciaN queN aN execuçãoN dosN cursosN deN curtaN duraçãoN noN PronatecNvolta-seNparaN“contençãoNsocialNporNmeioNdoNqualNproporcionaNeducaçãoNpobreN paraNosNpobres”N(MOURA,N2012,Np.N26).NN