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YEDİNCİ BÖLÜM
7.1 SONUÇ VE ÖNERİLER
Ao final do período experimental, os animais foram abatidos no Laboratório na Unidade Experimental de Caprinos e Ovinos – UECO da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus de Itapetinga-BA, região sudoeste da Bahia.
Os procedimentos de abate humanitário foram realizados de acordo com os métodos recomendados pelo Ministério da Agricultura (RISPOA, 1997; INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 3, DE 17 DE JANEIRO DE 2000). Após o jejum prévio de 16 e 4 h para dietas sólida e líquida, respectivamente, os animais foram pesados para obtenção do peso corporal de abate (PCA). Os animais foram insensibilizados por concussão cerebral; em seguida, procedeu-se à sangria através da secção das artérias carótidas e veia jugular, com coleta e pesagem do sangue. Após o abate, esfola e evisceração, foram retiradas a cabeça (secção na articulação atlanto-occipital) e as patas (secção nas articulações carpo e tarsometatarsianas), para registro do peso da carcaça quente, incluindo rins e gordura pélvica-renal (PCQ).
Foi obtido ainda o peso dos componentes não carcaça (sangue, cabeça, patas, pele, língua, coração, pericárdio, pulmões, traqueia, esôfago, baço, fígado/vesícula, pâncreas, diafragma, gordura total não carcaça, rúmen/retículo, omaso, abomaso, intestino delgado, intestino grosso, rins, bexiga, pênis e testículos), para determinação de seu rendimento em relação ao peso do corpo vazio (PCV). O peso da cabeça e das patas foi registrado com a pele que as recobriam. A gordura total não carcaça compreendeu as gorduras omental, mesentérica, pélvica-renal e interna (compreendendo a gordura envolta do pericárdio, bexiga, testículos e aquelas mais aderidas ao trato gastrointestinal (TGI). O TGI (rúmen/retículo, omaso, abomaso, intestinos delgado e grosso) foi pesado cheio e, em seguida, esvaziado, lavado e novamente pesado para determinação do PCV, obtido pela diferença entre o PCA e o conteúdo do trato gastrointestinal (CTGI), para estimativa do rendimento verdadeiro da carcaça (RV (%) = PCQ / PCV x 100).
Em seguida, as carcaças foram envolvidas por sacos plásticos identificados por animal/dieta experimental, transportadas para câmara frigorífica a 4 oC, onde permaneceram por 24 horas, e pesadas para obtenção do peso da carcaça fria (PCFR).
Para obtenção da percentagem de perdas por resfriamento (PR), utilizou-se a seguinte equação: PR (%) = [(PCQ – PCFR)/PCQ] x 100, em que PR corresponde às perdas por resfriamento, PCQ corresponde ao peso da carcaça quente e PCFR significa peso de carcaça fria. Os rendimentos de carcaça quente (RCQ) e de carcaça fria (RCF) ou rendimento comercial (RC) foram obtidos, respectivamente, pelas razões: (PCQ/PCA) x 100 e (PCFR/PCA) x 100.
As carcaças foram divididas longitudinalmente, e na meia carcaça esquerda foram realizadas as seguintes mensurações: comprimento interno da carcaça, comprimento da perna, perímetro da perna, largura da perna e profundidade do peito. Em seguida, a meia carcaça foi dividida em cinco cortes comerciais: perna, lombo, costelas, paleta e pescoço, os quais foram pesados para cálculo dos seus rendimentos em relação ao peso da carcaça. Entre a 12a e a 13a vértebras torácicas, foi realizado um corte para expor a secção transversal do músculo Longissimus dorsi, sobre o qual foi
traçada a área de olho do lombo (AOL) em película transparente; em seguida, foram efetuadas mensurações para obtenção da referida área, conforme metodologia de Silva Sobrinho (1999).
2.7. Análise estatística
Os dados obtidos para produção de gases dos CNF e CF, pelo método in vitro e
nos diferentes tempos de incubação, foram ajustados por regressão não linear, conforme modelo proposto por Schofield (1994).
Utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC), com quatro dietas experimentais e cinco repetições. Os dados foram analisados pelos procedimentos da análise de variância e de regressão. Realizou-se o estudo para verificar se as pressuposições de distribuição normal de aditividade e de homocedasticidade dos dados foram atendidas.
Quanto aos fatores quantitativos (níveis de substituição do farelo de soja pela torta de licuri), procedeu-se à análise de regressão polinomial. Testou-se o modelo de regressão linear simples ( = o + 1x) e, em seguida, o modelo de segundo grau ( = o + 1x + 2x2), em que se considerou “ ” como variável dependente e “x” como variável independente, além de “ o, 1 e 2”, como coeficientes médio, de efeito linear e de efeito quadrático, respectivamente.
Diante da semelhança estatística de dois modelos, optou-se pelo de menor ordem. Como medida de precisão do modelo, utilizou-se o coeficiente de determinação (R2/r2). Foram empregados como ferramenta de auxílio os procedimentos PROC GLM e PROC REG, do programa SAS (Statistical Analysis System, 2008, versão 9.2.).
Adotou-se como covariável o PCI, para as variáveis PCF, GP e GMD e CA.
3. RESULTADOS
3.1. Consumo e digestibilidade
Não houve efeito (P>0,05) de níveis de substituição do farelo de soja pela torta de licuri no concentrado sobre os consumos de MS, MO, EE, FDNcp, FDA, CNF, CT e NDT (Tabela 3). No entanto, o consumo de PB decresceu linearmente (P<0,05) com o incremento da torta de licuri nas dietas. O consumo de FDN (g/kg PC) foi afetado de forma quadrática (P<0,05) pelos níveis de torta, estimando-se consumo máximo para o nível de 65,5% de torta.
Tabela 3 - Consumo dos nutrientes em função das dietas experimentais Níveis de torta de licuri
(g/kg de MS) Consumos 0 330 660 1000 Valor P ER EPM MS1 1284,3 1258,3 1302,2 1017,1 0,0934 = 1227,6 42,8 MO2 1194,1 1168,4 1208,7 943,5 0,0853 = 1139,9 39,4 PB2 239,3 238,8 221,7 162,0 0,0045 1 8,5 EE2 48,8 49,4 55,6 45,9 0,8091 = 50,3 3,5 FDNcp2 526,2 504,7 605,0 460,3 0,7032 = 528,7 15,5 FDA2 316,2 336,0 385,7 299,7 0,1255 = 337,6 13,5 CNF 2 379,9 375,4 326,4 275,3 0,2749 = 342,5 20,4 CT2 906,0 880,2 931,4 735,6 0,1292 = 871,2 30,0 NDT1 1020,0 990,0 1040,0 700,6 0,1096 = 960,0 40,0 g/kg PC MS 41,1 42,0 43,2 39,0 0,4900 = 42,0 0,1 FDN 18,5 18,7 22,1 19,4 0,0024 2 0,4 g/kg PC0,75 MS 96,8 98,4 100,9 88,6 0,2900 = 96,7 2,25
1 (g/kg de matéria natural); 2 - (g/kg de matéria seca); FDNcp - fibra em detergente neutro corrigido para
cinzas e proteína; EPM = erro-padrão da média; ER = equação de regressão; 1: = 253,02826 - 0,07209x (r2 = 0,78); 2: = 17,73603 + 0,0093522x - 0,00000712315 x2 (R² = 0,48).
Os consumos de MS, expressos em percentagem de PC e por unidade de peso metabólico (g/kg0,75), também não foram afetados (P>0,05) pelos níveis de substituição do farelo de soja pela torta de licuri nas dietas, apresentando valor médio de 96,7 g/kg PC.
O consumo de FDN expresso em g/kg do PC apresentou valores de 18,5; 18,7; 22,1; e 19,4, respectivamente, para os cordeiros que receberam dietas com 0, 330, 660 e 1.000 g/kg MS de substituição do farelo de soja pela torta de licuri/kg MS da dieta total. Em todas as dietas, os consumos pelos cordeiros foram superiores aos observados por Mertens (1992) para ocorrência da repleção, que é de 8 a 12 g/kg do PC.
À exceção das digestibilidades aparentes da PB e do EE, a digestibilidade dos demais nutrientes foi alterada (P<0,05) pelos níveis de substituição do farelo de soja pela torta de licuri no concentrado (Tabela 4).
Tabela 4 - Coeficientes de digestibilidade aparente dos nutrientes em função das dietas experimentais
Níveis de torta de licuri (g/kg de MS) Digestibilidade 0 330 660 1000 Valor P ER EPM Matéria seca1 79,5 79,3 78,2 71,8 0,0128 1 0,91 Matéria orgânica2 81,1 81,1 79,9 73,8 0,0124 2 0,87 Proteína bruta2 78,3 74,9 76,6 71,9 0,3219 = 75,6 1,18 Extrato etéreo2 65,9 73,8 74,0 66,9 0,3892 = 70,5 2,15 Carboidrato total2 82,1 83,2 80,9 74,5 0,0057 3 0,92
1 - (g/kg de matéria natural); 2 - (g/kg de matéria seca); EPM = erro-padrão da média; ER = equação de
regressão; 1: = 80,87092 - 0,00700x (r2 = 0,74); 2: = 82,41489 - 0,00658x (r2 = 0,73); 3:
= 84,01322 - 0,00730x (r2 = 0,69).