O estudo de caso foi dividido em três etapas, a primeira contempla a aplicação dos critérios de implantação de semáforos constantes nas metodologias estudadas, descritas no Capítulo 02, a segunda consiste da definição de estratégias de coordenação dos semáforos resultantes da utilização de um otimizador de tráfego, e a terceira aborda a análise operacional dos cenários propostos com base na aplicação dos critérios de implantação através da ferramenta de microssimulação.
• Etapa 1- Aplicação das metodologias de implantação de semáforos: esta
fase contempla visita ao trecho e levantamentos de aspectos como: uso do solo, geometria, conflitos do tráfego, coleta de dados (volume veicular de acordo com os períodos de análise de cada metodologia), e dados relativos aos acidentes de trânsito. O objetivo desta etapa é identificar em quais as interseções serão necessárias implantações de semáforos, de acordo com os procedimentos de cada metodologia aplicada, para posterior montagem dos cenários que serão simulados.
• Etapa 2 - Definição da estratégia de coordenação: definição do modo de
operação dos semáforos (isolados ou coordenados), identificação dos horários de início e fim dos ciclos, definição do número de fases de cada semáforo, assim como os tempos de verde e entre - verde. Nesta fase será utilizada uma ferramenta de otimização para definir a melhor estratégia de coordenação semafórica para o corredor de estudo.
• Etapa 3 - Análise operacional da implantação de semáforos: consiste no
levantamento geométrico do trecho, na coleta de dados (volume veicular direcional), e na calibração e validação do simulador utilizado. Nesta etapa, serão simulados tanto o cenário atual no corredor com 8 interseções não semaforizadas, como também os cenários oriundos da primeira etapa.
As três etapas, a serem desenvolvidas no estudo de caso, podem ser visualizadas na Figura 4.6.
Figura 4.6: Fluxograma das Etapas do Estudo de Caso
Foram realizadas visitas em cada interseção analisada durante os picos da manhã, do meio dia e da tarde, a fim de se verificar os seguintes aspectos: condições das sinalizações verticais e horizontais, geometria do local (largura dos passeios, canteiro central e raio de giro), existência de semáforo nas proximidades, condições da pavimentação, existência de deformações na via, visibilidade dos condutores e pedestres dos movimentos conflitantes, iluminação da via, dos passeios, e das travessias, condições dos passeios (áreas de espera, obstruções, e rebaixamento de guias), aspectos do uso do solo (zona comercial, residencial e outros), existência de estacionamento, e localização dos pontos de parada dos transportes coletivos.
Esta etapa do estudo é importante para o conhecimento das características do trecho analisado, como também para identificar as dificuldades encontradas pelas pessoas e veículos quando circulam pelos cruzamentos. Dentre os problemas observados, destacam-se os constantes acidentes de trânsito e os congestionamentos. Serão discriminados, a seguir, os resultados dos levantamentos dos aspectos observados em cada interseção:
Etapa 1 - Aplicação das metodologias de implantação de semáforos
1. Visitas de campo
2. Coleta de dados
3. Aplicação dos critérios de cada metodologia analisada
4. Definição dos cenários
Etapa 2 - Definição da estratégia de coordenação
1. Definição de modo de operação
2. Definição das características operacionais
Etapa 3 - Análise operacional da implantação de semáforos
1. Coleta de dados
2. Calibração
• Sinalização vertical: de todas as interseções visitadas somente uma
apresenta deficiências quanto à sinalização vertical, estando esta encoberta por vegetação.
• Sinalização horizontal: a sinalização horizontal encontra-se desgastada
ou completamente apagada nos seguintes cruzamentos da Rua Meton de Alencar: Rua Assunção, Rua Sólon Pinheiro, Rua Conselheiro Tristão e Av. Visconde do Rio Branco.
• Geometria do local/Larguras de passeio/Raio de Giro: a região em
análise caracteriza-se por ter uma malha reticulada, com geometria padronizada, mesmo raio de giro nos cruzamentos e passeios de mesma largura. Nas vistorias não foram constatados problemas relacionados a estes aspectos.
• Pavimentação: as vias estão com pavimentação em bom estado de
conservação, não sendo verificadas deformações que prejudicasse a fluidez do tráfego.
• Visibilidade: os condutores circulam pelas vias secundárias enfrentam
problemas de visibilidade devido às edificações e áreas de estacionamentos posicionadas ao longo da Rua Meton de Alencar. Os pedestres têm boa visibilidade dos fluxos de tráfego nos cruzamentos.
• Iluminação: não foram verificados problemas de iluminação pública.
• Condições dos passeios: ao longo da Rua Meton de Alencar, assim como
as vias transversais, os passeios não possuem pavimento padronizado, e os locais de espera são confortáveis, não se verificando obstruções.
• Travessia de pedestres: o fluxo de pedestre se distribui uniformemente
ao longo das vias, não sendo constatados períodos de concentração de pedestres nas travessias, estas são realizadas de maneira segura, devido a existente de brechas e a pequena largura das vias.
• Rebaixamento de guias: em nenhuma das vias analisadas foi verificado o
rebaixamento de guias nos cruzamentos ou em locais necessários.
• Estacionamento: na Rua Meton de Alencar é permitido o estacionamento
de veículos ao longo da via, na faixa da esquerda, enquanto que nas vias transversais o estacionamento é permitido na faixa da direita ou da esquerda.
• Paradas de ônibus: atualmente existem duas paradas de ônibus no
trecho em estudo, uma na quadra entre as Ruas Barão do Rio Branco e Major Facundo e a outra entre as Ruas Assunção e Sólon Pinheiro. Estas paradas geram conflitos no tráfego de passagem, uma vez que a via só possui duas faixas de tráfego, ficando a da esquerda obstruída pelos estacionamentos, e a da direita, por onde circulam os veículos, fica bloqueada constantemente devido à operação de embarque/desembarque dos passageiros do transporte coletivo.
Após o levantamento inicial das características físicas e operacionais relacionadas ao tráfego, ao longo do corredor e das vias transversais, serão aplicadas as metodologias de implantação de semáforos descritas no Capítulo 02.
4.4 ETAPA 01: APLICAÇÃO DAS METODOLOGIAS DE IMPLANTAÇÃO DE