X V X matrisi tekil (singüler) bir matris olup, β parametre vektörünün genelleştirilmiş en küçük kareler tahmin edicisi;
Teorem 3.4. Eşitlik (3.132) ile verilen “tahminin hata kareler ortalamasını” minimum yapan u% vektörü;
6. SONUÇ VE ÖNERİLER
Conforme mencionado, diversas são as convergências relacionadas à era digital, dentre as quais se destacam neste trabalho:
Convergência para meios digitais
Também denominada “digitalização”, foi sinônimo de “convergência digital” por vários anos. Significa o movimento para a digitalização de mídias, formatos e aplicações, anteriormente baseadas em tecnologias analógicas. Aplica-se à digitalização de meios de armazenamento e tráfego de dados, voz, músicas, imagens, etc. Como exemplo, poder-se-ia citar a revolução digital ocorrida na indústria fonográfica, que emergiu de um mundo essencialmente analógico até meados da década de 1980, atingindo um mundo preponderantemente digital no início do novo milênio (SIQUEIRA, 2004, 2007).
Esta convergência está relacionada também às comunicações, conforme preconizou Tapscott (1997), envolvendo a ampla possibilidade reorganização da informação e sua combinação em recursos multimídia.
Negroponte (1995) originalmente definiu convergência digital como a possibilidade de se tratar indistintamente os bits gerados pela digitalização de sinais analógicos de origens e naturezas diferentes. A mobilidade seria, neste contexto, a possibilidade de interagir com as informações digitais, armazenadas ou em trânsito, de uma forma ampliada e até então inédita.
Pesquisas do Gartner Inc. definem “convergência digital” como a fusão de informação, mídia, serviços, redes, armazenamento e acesso por meio de representações digitais padronizadas e codificadas, entretanto ressaltam a existência de outras convergências distintas, como a convergência de negócios e de indústrias (BLOSCH, 2002).
Estas últimas duas convergências mencionadas estariam relacionadas ao compartilhamento de visões e/ou de objetivos comuns e não pressuporiam a existência de iniciativas diretas de colaboração ou cooperação entre as empresas e demais grupos sociais relevantes.
Digital convergence is a buzzword that´s been around a long time. Advances in computing and communications technology have been driven by the move from analog to digital. It´s now possible to blend information and services across multiple channels, giving consumers greater freedom and choice. (BLOSCH, 2002, pág. 05).
Convergência de redes e protocolos de comunicação
Diz respeito à “aproximação” das inúmeras redes de voz e dados existentes, as quais utilizam diversos protocolos de comunicação diferentes, tanto digitais quanto ainda analógicas. Esta convergência está relacionada a movimentos que visam à “padronização”, contudo não necessariamente a “unificação” de tais redes ou protocolos. No entanto, é importante ressaltar que convergência não significa necessariamente padronização ou unificação.
Como exemplo, poder-se-ia mencionar a migração massiva ainda na década de 1990 das redes digitais locais de computadores (LAN14) para redes que adotam o protocolo TCP/IP de comunicação de dados, certamente em função da emergência e consolidação da rede mundial Internet.
Este movimento convergente está suplantando as redes locais de computadores para alcançar as tradicionais redes de telefonia, fixa ou móvel, caminhando para o que se denomina atualmente de redes “ALL IP”, ou seja, baseadas inteiramente na tecnologia IP (MILLER; LEVINE; BATES, 2005).
Network convergence is enabling service providers to deploy a wide range of services such as Voice over Internet Protocol (VoIP), Internet Protocol television (IPTV), and push-to-talk on the same underlying IP networks. (AGRAWAL, 2007, pág. 01).
A convergência de redes está relacionada à convergência de protocolos e da infra- estrutura tecnológica. As tradicionais redes dedicadas a aplicações específicas, como as de telefonia fixa, estão convergindo para novas redes multi-aplicações, denominadas Next Generation Networks (NGN), por meio das quais a conectividade é ampliada assim como os serviços prestados aos usuários.
Future communication networks will be radically different from those existing today. They will be broadband platforms on which applications will provide services to consumers and businesses. These networks of networks will look very different from today’s service specific platforms and, hence, the regulatory and policy issues will be complex and challenging. (ALLEMAN; RAPPOPORT, 2007, pág. 01).
Outra dimensão relevante é a convergência das redes de banda estreita (narrowband) para as redes de banda larga (broadband) de comunicação de dados, com a ampliação dos meios e dos serviços de comunicação a clientes, ao mesmo passo em que ocorre uma importante convergência de protocolos sobre estes meios, tais como as redes xDSL (ADSL, HDSL, SDSL, VDSL e outras), as redes de cabeamento coaxial, as redes de fibra ótica (inclusive residenciais), as redes sem fio (wireless) diversas, inclusive via satélite, e as redes de comunicação por cabos de energia elétrica (PLC).
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Todas as siglas, protocolos, recursos e padrões mencionados nesta sessão estão relacionados e definidos no glossário técnico deste trabalho.
No caso específico das redes sem fio, a convergência tem se tornado ainda mais expressiva e abrangente, ao mesmo passo em que os meios de comunicação disponíveis são ampliados, tanto para voz quanto para dados, seja relacionada à tecnologia celular ou à tecnologia de banda larga móvel. As principais tecnologias relacionadas às redes sem fio e suas aplicações serão abordadas posteriormente neste capítulo.
No caso dos circuitos cabeados para comunicação de voz, tem-se evoluído das tradicionais redes PSTN de telefonia (v.90/92) para as redes telefônicas digitais ISDN / RDSI (v.110), ao mesmo passo em que a própria comunicação de voz tem sido viabilizada sobre circuitos de dados diversos, tanto de tecnologia fixa quanto de tecnologia móvel.
Trata-se do conceito denominado Voice over IP ou VoIP, ou seja, voz digitalizada sobre redes multi-aplicações baseadas em tecnologia IP, comumente de banda larga, neste caso também conhecido como Voice provision over Broadband ou VoB (BANERJEE; MADDEN; TAN, 2007; ROBINSON; YEDWAB, 2007).
Apesar da aparente multiplicação de redes e de tecnologias, a convergência se dá na aplicação, objetivo final de todos os empreendimentos. Para os clientes e usuários, a tecnologia empregada tem uma importância secundária frente à conveniência, usabilidade, experiência e ao valor associados aos serviços tecnológicos convergentes.
While the technologist / policymakers may prefer one market structure outcome over another, what the consumer is interested in is communications - simple, easy-to-use, cost effective and available on demand. These needs are not always satisfied in the current market environment. Currently, they must be satisfied with multiple networks and devices. [...] For the next generation of consumers, simplicity, availability and access are required. To satisfy these consumers, the diversity of communications has significantly expanded. From this perspective, consumer demand is the driver of change. (ALLEMAN; RAPPOPORT, 2007, pág. 18).
Assim sendo, a análise de outras expressões da convergência torna-se imprescindível para o entendimento das tendências tecnológicas e dos fenômenos sócio-tecnológicos emergentes na era digital.
Convergência de dispositivos
A convergência de dispositivos está intimamente relacionada à convergência de redes, de infra-estrutura tecnológica (incluindo protocolos para padronização) e de aplicações. Se, por um lado, a evolução das redes propicia o desenvolvimento tecnológico de novos hardwares e softwares para usos específicos, por outro, o próprio desenvolvimento e popularização de dispositivos viabilizam o investimento em novas redes e principalmente o surgimento de novas aplicações.
The application and infrastructure layers have the highest level of convergence. This is partly a response to the volatility of the device and channel layers. Rather than creating content, applications and infrastructure for each device and channel, enterprises connect them through standard interfaces. The need for applications and infrastructure to interconnect is also leading to convergence. (BLOSCH, 2002, pág. 08).
Há alguns anos, dispositivos destinados à computação (microcomputador, notebook, laptop, e outros), organização pessoal (PDA, agenda eletrônica, etc.), comunicação pessoal (telefone fixo ou sem fio, aparelho celular, rádio-comunicador, pager, etc.), reprodução e gravação de som e imagem (televisor, aparelho de rádio – incluindo toca-discos e toca-fitas, vídeo-cassete, DVD, máquina fotográfica, filmadora, etc.), eram todos bastante específicos e exclusivos em sua aplicação. Por exemplo, um reprodutor portátil de músicas (walkman) pouca ou nenhuma relação tinha com um comunicador pessoal ou com uma máquina fotográfica.
Com a tendência tecnológica de convergência de dispositivos, praticamente todas estas aplicações, e outras mais, podem ser encontradas em um único dispositivo. Isto não significa que exista um movimento pela unificação de dispositivos, pelo contrário. O que se observa atualmente é uma profusão de novos dispositivos convergentes, portáteis ou não, nos quais a convergência se dá em função da seleção de aplicações específicas de interesse dos seus usuários (MILANESI, 2009; FENN, 2009; BAKER, 2007).
Dois exemplos emblemáticos deste aspecto da convergência digital foram os lançamentos comerciais, no ano de 2007, do aparelho iPhone pela empresa Apple e da série de equipamentos Touch da empresa HTC (SIMPSON et alii, 2008): não se tratava unicamente de um aparelho celular, ou alternativamente de um moderno
reprodutor multimídia, e sim de um aparelho multi-aplicação com funções e usabilidade até então singulares.
Desde então novas forças competitivas estão alterando a dinâmica deste mercado (KING; CLARK; JONES, 2009), especialmente com a entrada da empresa Google e sua oferta de um novo sistema operacional para dispositivos móveis: o “Google Android”. Este sistema, além de gratuito, é de código fonte aberto, o que facilita e incentiva o desenvolvimento de diversas aplicações por diferentes fornecedores desta indústria (MILANESI, 2009). Outra iniciativa semelhante de compartilhamento tecnológico amplo seria a aliança entre as fornecedoras de tecnologia Intel e Nokia para o recente lançamento da iniciativa “Mobile Linux” (JONES, 2010a).
Acompanhando a mesma tendência tecnológica, outros fabricantes desenvolveram e atualmente comercializam inúmeros aparelhos semelhantes, ou até mesmo mais avançados, agregando aplicações inovadoras: navegação e posicionamento global (GPS), mapas e rotas, localizadores de conteúdo, reconhecimento de imagens (como códigos de barras e QR code), de caracteres (OCR) e reconhecimento biométrico de voz, carteira eletrônica de dinheiro (e-wallet), entre diversas outras (JONES, 2010b; WILLIS et alii, 2009; MILANESI, 2009).
Além disto, novos protótipos são freqüentemente divulgados na mídia internacional, como o recente projeto Sixth Sense do MIT Media Lab (MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY, 2010), que pretende representar um novo paradigma de relacionamento humano com a tecnologia, e de convergência de muitas tendências tecnológicas e um único dispositivo, tais como a mobilidade, a usabilidade, o uso de gestos naturais, a portabilidade, a ubiqüidade, entre outras. Em função justamente da convergência de dispositivos, tornou-se difícil distinguir se tais aparelhos convergentes seriam microcomputadores portáteis (pocket pc) ou mesmo telefones inteligentes (smartphone). Atualmente emprega-se com freqüência denominações como high-end e low-end para descrever o seu grau de sofisticação. A convergência de redes, infra-estrutura e protocolos, associada à convergência de dispositivos e aplicações, enaltece o conceito de ubiqüidade na era digital, centrada no elemento humano (GOW, 2005).
Convergência de indústrias ou setores da economia
Caracteriza-se pela orientação convergente, ou seja, com um mesmo objetivo ou para um mesmo destino, de grupos sociais ou mesmo de setores distintos da economia. Trata-se do alinhamento de esforços, recursos e investimentos entre indústrias específicas de modo a propiciar determinadas tecnologias, serviços ou mesmo fenômenos na era digital.
A convergência de indústrias muitas vezes propicia o alinhamento estratégico de empresas, de empreendimentos e de modelos de negócio em prol de um objetivo compartilhado, o qual dificilmente seria conquistado através de ações individuais ou mesmo de combinações isoladas. Muitas vezes este alinhamento ocorre mesmo sem a predisposição inicial dos agentes econômicos, tal como verificado em algumas rápidas reestruturações setoriais potencializadas pelo efeito-rede, anteriormente comentado.
Digital convergence further requires an appreciation for externalities and the art of creating standards. The growing importance of networks, and especially the internet, means that no single firm or even group of firms can capture all of the value embodied in the network. (YOFFIE, 1996).
Como exemplo, poder-se-ia mencionar a emergência da TV digital em diversos países. Em grande medida, este fenômeno sócio-tecnológico estaria relacionado à convergência de pelo menos três relevantes indústrias na economia: de entretenimento digital (para a geração de conteúdos digitais), de informática (desenvolvendo aparelhos e dispositivos) e também de telecomunicações (propiciando meios para as transmissões digitais).
De forma semelhante, entende-se que o fenômeno de Mobile Banking, objeto de estudo nesta tese, também esteja relacionado à convergência de determinados setores da economia, incluindo potencialmente: o setor de telecomunicações, o setor bancário, o setor de informática, entre outros (SIMPSON, 2007).
Conforme comentado, muitos fenômenos tecnológicos emergentes na era digital somente são viabilizados em função da convergência de indústrias e também da convergência de modelos de negócio.
Convergência de modelos de negócios
Trata-se do alinhamento entre os modelos e as estratégias de negócio de diferentes empresas e empreendimentos, de modo a viabilizar e/ou ampliar o escopo de determinadas cadeias de valor na era digital.
O fenômeno da convergência viabilizou a fragmentação da cadeia de valor. O desenvolvimento de tecnologias concorrentes mais baratas possibilitou o surgimento de “players” mais eficientes em determinadas etapas. A conseqüência imediata é necessidade de transformar a “antiga” arquitetura de TI especializada fim-a-fim em um modelo que permita tratamento independente e ao mesmo tempo integrado para cada etapa da cadeia de valor, com a participação de várias organizações e plataformas tecnológicas distintas. (CUNHA, 2004b, pág. 03)
Yoffie (1996) argumenta que a competição na era digital envolve muitas vezes a cooperação entre empresas de um mesmo setor, além da já conhecida cooperação inter-setorial, convergindo esforços de modo a propiciar: novos canais de distribuição e de relacionamento, novos métodos de comunicação e novos veículos para entrega de informações em tempo real. Desta forma, os benefícios seriam compartilhados entre as empresas concorrentes que, em outras situações, possivelmente não alcançariam os mesmos resultados.
Apesar de desejado, raramente este nível de cooperação intra-setorial, ou mais precisamente, de convergência de modelos de negócio dentro de um mesmo setor, tem sido verificado entre as empresas atuantes no setor bancário ou no setor de telecomunicações no Brasil. Iniciativas de serviços integrados como o triple-play ou quadruple-play no setor de telecomunicações, com algumas ressalvas, poderiam ser eventualmente entendidas como convergência de modelos de negócio (PROMON, 2007; JOELSON, 2007).
Diferentemente, uma maior convergência de modelos de negócio tem sido verificada entre organizações destes diferentes setores, conforme relatado posteriormente neste trabalho, como por exemplos: a parceria entre bancos e operadoras de telecomunicações móveis para a comercialização de recargas de celular via Internet ou Mobile Banking; e a parceria entre bancos e a operadora Oi para viabilização do empreendimento Oi Paggo, o qual oferece aos seus clientes serviços de pagamentos de contas, transações e crédito de valores monetários através de dispositivos móveis.