• Sonuç bulunamadı

6.4.3 Çarpma Ya Da Darbe (Impact) AĢınması

SHC DIN 51 502 Mineral yağlarla

8. SONUÇ VE ÖNERĠLER

Nesta seção, apresentamos os resultados encontrados nos inventários de estratégias de leitura aplicados aos dois grupos de leitores, os leitores do texto A (com infográfico) e os leitores do texto B (sem infográfico).

4.2.1 Inventário de estratégias de leitura: Texto A

Em nossa análise das estratégias assinaladas pelos participantes no inventário aplicado aos leitores o texto A (cf. apêndice III), observamos que 60% das estratégias contidas no inventário foram assinaladas por mais da metade dos leitores. Constatamos também que cada uma das estratégias do inventário dos leitores do texto A foi marcada em média por 51,81% deles. Em

106 relação às estratégias comuns aos dois inventários, verificamos que os leitores do texto A assinalaram em média 44,63% das 18 estratégias comuns aos dois grupos e os leitores do texto B 47,75% (para mais detalhes cf. apêndice VII e VIII).

As estratégias mais usadas foram (das mais às menos assinaladas) observei o título do texto e estabeleci hipóteses sobre o seu assunto; eu relacionei as imagens ao texto verbal que as acompanhava; eu relacionei o infográfico ao texto que o acompanhava; e eu observei as imagens para entender melhor o que estava no texto verbal que a acompanhava (todas as estratégias anteriores foram assinaladas por 88,23% dos leitores do texto A); eu observei as imagens e as relacionei com o assunto do texto (por 82,35%); eu analisei se as informações do infográfico e do texto verbal da reportagem fazem sentido uma em relação a outra (por 76,47%); enquanto li, revisei e reconsiderei os conhecimentos que tinha sobre o assunto do texto; reli trechos quando encontrei dificuldades para compreendê-los (por 70,58%).

Verificamos que dentre as 8 estratégias acima mencionadas 5 se referem às estratégias de observação da multimodalidade. A partir desta análise é possível evidenciar que as estratégias usadas na leitura de textos que envolvem a interação entre as linguagens verbal e não verbal foram amplamente citadas e estão entre as mais assinaladas pelos os leitores do texto A.

Verificamos ainda que algumas estratégias foram mencionadas por um baixo número destes leitores, contando com menos de 25% de citações, a saber: somente passei o olho em trechos que considerei pouco relevantes para a compreensão do texto, com 0%; pulei trechos do texto que não entendi, com 5,88%; formulei mentalmente alguma pergunta sobre o texto para entendê-lo melhor, com 17,64% e também deduzi informações do texto para compreendê-lo, com 23,52%. Todas estas estratégias estão relacionadas à leitura de textos de modo geral.

Em relação às estratégias para a leitura de textos multimodais foi possível observar também o amplo uso destas estratégias de leitura. A menos assinalada foi: eu observei o infográfico para entender melhor o texto da reportagem, com pouco menos que 50%. A maior parte destas estratégias foi assinalada por mais de 76% dos leitores.

Dentre estas estratégias três foram as mais citadas, a saber: eu relacionei as imagens ao texto verbal que as acompanhava; eu relacionei o infográfico ao texto que o acompanhava; eu observei as imagens para entender melhor o que estava no texto verbal que a acompanhava (cada uma foi assinalada por 88,23% dos leitores do texto A). Estas estratégias foram confirmadas por meio das respostas dos participantes à pergunta 14 da entrevista feita aos leitores do texto A.

107 Como já comentamos, houve dois participantes que observaram o infográfico, mas não leram suas legendas, o A1 e o A16. Notamos que estes dois participantes não assinalaram a primeira das três estratégias acima mencionada, confirmando assim, que de fato não leram as legendas.

Quanto à estratégia eu relacionei o infográfico ao texto que o acompanhava, observamos que apesar de o A1 tê-la assinalado não foi possível confirmar isso em suas respostas à entrevista, uma vez que elas se basearam em seus conhecimentos ou suposições sobre os infográficos e não de fato em sua leitura deste. Mesmo assim, também não podemos afirmar que o participante não tenha usado esta estratégia em relação às imagens que observou. Constatamos ainda que apesar de não ter lido as legendas o A16 assinalou a última estratégia anteriormente mencionada. Em sua entrevista foi possível constatar que ele fez isso somente em relação à imagem da legenda 5 de tsunamis que ele não conseguiu entender.

As duas estratégias de leitura de textos que integram a linguagem verbal e não verbal menos usadas foram: eu observei o infográfico para entender melhor o texto da reportagem, com 47,05%, e eu usei pistas dadas por imagens quando li o texto, com 52,94%.

Como mencionamos no capítulo anterior, no inventário oferecemos a oportunidade aos participantes de colocarem outras estratégias que usaram, mas que não estavam entre as listadas por nós. Observamos que 17,64% dos os leitores do texto A disseram ter usado outras estratégias, a saber: observei o infográfico para compreender melhor o texto verbal, usei pistas dentro do texto para compreender o sentido de palavras às quais não sabia o significado e li pausadamente para guardar melhor as informações. A primeira estratégia é parecida com uma das estratégias listadas por nós no inventário, porém o participante fez uma ressalva, dizendo que leu o infográfico apenas uma vez, no inicio de sua leitura, não recorrendo a ele em outros momentos.

4.2.2 Inventário de estratégias de leitura: Texto B

Na análise do inventário aplicado aos leitores do texto B (cf. apêndice IV) constatamos que cada estratégia foi assinalada em média por 47,75% dos participantes. Se comparado aos leitores do texto A verificamos que estes assinalaram 3,12% menos as estratégias comuns aos dois grupos.

108 As estratégias mais assinaladas pelos leitores do texto B foram: enquanto li, revisei e reconsiderei os conhecimentos que tinha sobre o assunto do texto, com 88,23%; observei o título do texto e estabeleci hipóteses sobre o seu assunto; e eu estabeleci um objetivo para a leitura desse texto (por exemplo, ler para responder as questões de compreensão), respectivamente com 82,35%. Foi possível constatar que a segunda estratégia também está entre as mais assinaladas pelos leitores do texto A. Além dessas estratégias três outras foram amplamente marcadas com quase 60% a saber: reli trechos quando encontrei dificuldades para compreendê-los; eu prestei mais atenção às partes que considerei mais importantes do texto e reli trechos do texto quando não entendi a relação entre as informações.

Considerando que a estratégia de estabelecer um objetivo para a leitura do texto é de suma importância para a atividade de leitura, é importante destacarmos seu uso pelos dois grupos de leitores. Verificamos que os leitores do texto B assinalaram esta estratégia quatro vezes mais que os leitores do texto A (82,35%), uma vez que ela foi marcada por 58,82% dos leitores do texto A. As estratégias menos assinaladas pelos leitores do texto B foram: pulei trechos do texto que não entendi, com 0%; somente passei o olho em trechos que considerei pouco relevantes para a compreensão do texto e formulei mentalmente alguma pergunta sobre o texto para entendê-lo melhor, respectivamente com 11,76%, e ainda eu usei pistas tipográficas (palavras em negrito, itálico, palavras em letras maiúsculas, letras coloridas e etc.) quando li o texto, com 23,52%. As estratégias menos assinaladas pelos leitores do texto A e pelos do texto B foram praticamente as mesmas, com exceção desta última que foi marcada por mais de 50% dos leitores do texto A.

Observando as estratégias assinaladas pelos dois grupos verificamos que os leitores do texto A assinalaram as seguintes estratégias mais que os leitores do texto B: observei o título do texto e estabeleci hipóteses sobre o seu assunto; reli trechos quando encontrei dificuldades para compreendê-los; eu usei pistas tipográficas (palavras em negrito, itálico, palavras em letras maiúsculas, letras coloridas e etc.) quando li o texto; formulei mentalmente alguma pergunta sobre o texto para entendê-lo melhor; pulei trechos do texto que não entendi. Porém, não houve uma diferença elevada entre os dois grupos, que foi em média 11,76%. Destas estratégias observamos uma discrepância maior entre o número de participantes que assinalaram a terceira das estratégias acima mencionadas. Verificamos uma diferença de quase 30% (cf. Apêndice IX), provavelmente porque o infográfico, presente no texto A fornecia mais pistas tipográficas que o texto B.

109 Os leitores do texto B, por sua vez, assinalaram as seguintes estratégias em maior número que os leitores do texto A: enquanto li, revisei e reconsiderei os conhecimentos que tinha sobre o assunto do texto; fiz interrupções na leitura quando não entendi um trecho; relembrei os principais pontos do texto para verificar se estava compreendendo o texto; deduzi informações do texto para compreendê-lo; reli trechos do texto quando não entendi a relação entre as informações; li o texto mais de uma vez para relembrá-lo ou compreendê-lo melhor; eu estabeleci um objetivo para a leitura desse texto (por exemplo, ler para responder as questões de compreensão). Nesse caso a diferença entre o número de leitores do texto B que assinalaram estas estratégias foi um pouco maior, em média 14,28%.

Além disso, verificamos que algumas das estratégias comuns foram assinaladas pelo mesmo número de leitores do texto A e do texto B, a saber: eu comparei as hipóteses que havia criado com as informações do texto a fim de confirmá-las ou modificá-las, com 52,94%; fiz interrupções na leitura a fim de observar se estava entendendo o texto, com 47,05%; eu prestei mais atenção às partes que considerei mais importantes do texto, com 58,82%; e analisei se as informações do texto fazem sentido, com 52,94%.

Os leitores do texto B também citaram estratégias além das que listamos no inventário, a saber: enquanto li ativei conhecimentos que já tinha sobre o assunto; li prestando atenção na sequência de palavras e na organização do texto, por ser um texto científico; e prestei mais atenção às citações. É possível observar, nas duas últimas estratégias citadas, uma preocupação com a compreensão do texto mediante a ativação de estratégias que visam manter a atenção, inclusive, no caso da segunda estratégia, em relação à estrutura textual. Podemos perceber que seu uso pode ter ocorrido, provavelmente, em razão do leitor não ter, ou ter pouca familiaridade com a estrutura genérica ou ainda, por uma exigência do próprio gênero que, comumente, traz conhecimentos alheios ao dia a dia dos leitores.

Benzer Belgeler