L, Açıklık ölçülen nesnenin ne kadar açık veya ne kadar koyu olduğunun göstergesidir Aşağıdaki formülle hesaplanır.
4 KARAKTERİZASYON
4.1 Sodyum Silikat Matrisli Camların Karakterizasyonu
4.1.2 NaSi-1 (sodyum silikat) numunesi:
O mestre da Folia de Reis é um representante dos Santos Reis, um sacerdote popular. A ele se reportam os fiéis, que o procuram para fazer as promessas, doações etc. Ele também é a representação do intermediário entre a divindade e o fiel:
Nas sucessivas quadras — prolongadas agora pelos gritos finos do tiple e do contratiple — o mestre anunciou com os seus cantores quem eles eram: os emissários dos Três Reis Santos, ou, simbolicamente, os próprios reis, pelo que faziam e pela bandeira que conduziam em jornada a Belém. Depois, cantando ainda a mesma cantoria, pediu outra vez almoço pra ele e pros foliões, em nome do Menino Santo, de sua mãe, Maria e dos Três Reis, em nome de quem iam de casa em casa, faziam orações, distribuíam bênçãos e recolhiam esmolas. (Brandão, 1981, p. 22)
Ele tem a função de perpetuar a tradição. Mostra aos outros membros da folia como devem executar a cerimônia. Quando não recebem diretamente a função de um antepassado direto (Mãe, Pai, Tio, Avós etc.), este tem que buscar no acervo da cultura popular os elementos para montar um terno de Folia de Reis.
77 | P á g i n a Eles compõem uma peça teatral, uma narrativa poética da dura realidade do cotidiano:
Por debaixo das palavras universais da linguagem cristã, a Folia canta uma espécie de crônica da vida camponesa. Mais do que isso, a 'cantoria' conduz, passo a passo, as ações das pessoas, definindo quem são, o que estão fazendo e o que está acontecendo, por causa do que se faz (...). Ao constituir o espaço simbólico da jornada dos Reis, a Folia transporta para dentro dele, com nomes e proclamações de bênçãos: as pessoas, os animais, os objetos e as trocas do próprio mundo camponês. Assim, os mesmos homens do trabalho agrário cotidiano aparecem por sete dias revestidos de cumplicidade com os mitos populares de uma história sagrada que todos conhecem por ali. (Brandão, 1981, p. 40 e 41)
Nesta passagem podemos ver como a função social do mestre é associada à imagem da divindade. Ele mesmo é a representação viva dos Reis. Os mestres, embaixadores, capitães e outros são figuras importantes dentro da organização sociocultural do grupo. Cada um tem um forma de organizar esta devoção.
No caso do senhor Zé Reis, em Diadema, a casa dele é um espaço onde os fiéis vêm buscar acalanto e também um local de oração.
Em sua casa Zé Reis recebe as pessoas que vêm buscar auxílio de “Santos Reis”. Muitos vão rezar diante da bandeira ou pedir um conselho, mas a função dele é bem marcada pela sua vida, como exemplo de fé em Santos Reis:
Fui numa devoção forte, e eu buscando a fé, quando tinha 16 ou 17, tinha um professor, e comecei a acompanhar a igreja católica, então apareceu, os três rei mago, a virgem, o menino deus. Eu vi. Acreditar é uma coisa, ver é outra. Já disse para outros meninos aqui. Tive a visão mesmo. Eu falo que vi mesmo. Mas sabe que demorei uns trinta ano para falar para as outras pessoas. Do jeito que foi o nascimento eu vi. Tinha feito uma casa já. Já tinha saído do presépio. Eles tinham feito a casa para Jesus. Eu vi tudo mesmo. Pois justamente aparece assim. Vi os magos, com barba branca, roupa grande. Um dos rapazes, bem novo mesmo. Sabe bem moreno mesmo, vamos falar africano mesmo. Me emociono muito falando. O que importa é a fé. O caminho é Jesus cristo. A porta, o caminho e a vida. A visão foi assim. Foi muito lindo. Eu tenho muitas visões19
78 | P á g i n a O exemplo do mestre auxilia a comunidade a construir sua própria identidade. Mesmo quando estão passando por dificuldades, devem se lembrar do modelo de vida que o mestre leva. Nas narrativas, num mundo que não é ficcional, mas verdadeiro. Na forma de viver, no significado que doam para as bênçãos que são proveniente da fé depositada na Folia de Reis. Com a fé inabalável e acreditando em Santos Reis, sem duvidar jamais.
Os Santos Reis estão mais vivos do que imaginamos, pois a criação é muito forte entre as comunidades, e sua carência é muito grande. O sofrimento é apaziguado com a certeza de que as respostas vêm de Deus.
Com a narrativa para a leitura do mundo, os fiéis que seguem as companhias de Folia de Reis tem um acervo de linguagem criativa para recriar a realidade. O imaginário popular cristão é muito importante para compreender como a performance atua na vida destas pessoas, e o mito é muito relevante, pois ele é o reatualizador do mundo.
Os símbolos são elementos primordiais da linguagem que contribuem para a vida se tornar colorida, inovadora, e ao mesmo tempo, são importantes na perpetuação da tradição. Que, sabemos, ganha nova roupagem a cada dia.
A tradição e a imaginação agem em conjunto, criando a poética popular, onde vemos a trova e a leitura do catolicismo popular. Os símbolos como o da estrela, são importantes na tradição da Folia de Reis. É através dela que os três reis chegam à manjedoura de Jesus; elas são frequentes nas poesias e mostram bem este caminho, onde a estrela é também a benção ao morador:
Com licença morador Boa tarde, como vai? Quem vem lhe trazer benção
É a visita de nosso Pai. Ô que hora tão bonita Que a estrela apareceu Oi, clareou lá em Belém
79 | P á g i n a O sinal mais importante
Que neste mundo foi visto Foi quando apareceu a estrela
Mas que clareia Jesus Cristo. Apareceu aquele sinal Que clareou o mundo de luz Chegou o tempo e o dia e a hora
Do nascimento de Jesus. Quando o bom Jesus nasceu
De toda a parte souberam Aí pra adorar o nascimento Foi que os Reis Magos vieram.
(Brandão, 1981, p. 29)
Este mundo é criado e estabelecido a partir da performance, mas não é visto como algo folclórico. A Folia de Reis é uma narrativa que compreende o mundo da vida e transporta os fiéis para um universo simbólico de inovação do cotidiano, com erupções de sentido que ganham novas roupagens.
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