3.2.4. Preeklampsi Etiyolojisi
3.2.4.2. Oksidatif Stres
3.2.4.7.7. SOCS-3 (Sitokin Sinyal-3 Baskılayıcı Reseptör)
MODALIDADE: ENTREVISTA
ENTREVISTADO: Edgar Borges Junior PROFISSÃO: Historiador
FUNÇÃO NO MHCJ: Diretor
DATA: 22 de abril de 2015 – HORÁRIO: 11:00 às 11:52
LOCAL: Museu Histórico e Cultural de Jundiaí ASSUNTO: Políticas de Gestão
1. No âmbito de coleções pessoais, qual a sua visão sobre os aspectos relacionados às política de gestão do MHCJ? Como você pretende dar continuidade aos processos de gestão?
Com relação a esse aspectos mais específicos, de coleções pessoais, a gente vive um certo dilema, principalmente aqui no espaço conhecido como Solar do Barão, por ser o espaço da antiga residência do Barão de Jundiaí, as pessoas às vezes esperam, quando entram aqui, ter disponibilizado um acervo bastante grande do que ele deixou por aqui, de objetos, de gravuras, de pinturas, enfim... uma das coisas que a gente tem como entendimento é que como espaço de Museu Histórico e Cultural do Município de Jundiaí, a gente não conseguiria trabalhar apenas disponibilizando acesso a esse tipo de acervo. A gente sabe que a produção histórica de todos os tipos no município vai além do acervo da família Queiroz Telles. Então, a gente tem ainda um espaço que é dedicado mais à essa questão, da família do Barão de Jundiaí, mas a gente busca também trabalhar com outros acervos e outros tipos de exposição, sempre problematizando a relação social com os espaços, com a cidade. A gente também está para receber agora, estamos em tratativas com o IPHAN, um novo acervo de peças, inclusive arqueológicas, o Museu é cadastrado para receber esse tipo de acervo. Já tem alguma coisa aqui, no momento ainda é pequeno, inclusive no espaço expositivo tem um pouco disso e um pouco desse material está na reserva técnica. Mas isso vai ser ampliado. O IPHAN entrou em contato, eles têm outras peças encontradas aqui na região, que num médio prazo, ainda esse ano, virão aqui para nossa guarda. Junto a isso também, a
gente está estudando um novo espaço para ser usado como reserva técnica e a gente fazer a guarda, tanto o material arqueológico como de outros acervos, de uma maneira mais adequada. A gente ainda não tem isso totalmente otimizado no momento, mas a gente está buscando um novo espaço para isso, fazendo esse esforço. Inclusive, a questão da mudança do CM vem de encontro a isso, então está sendo finalizado isso: as divisórias, o sistema elétrico, higienização, descupinização, cuidados com o teto, enfim. Isso está sendo finalizado e nas próximas três semanas a gente vai estar fazendo a mudança do acervo da Rua Senador Fonseca para o Complexo FEPASA. Assim que tudo estiver lá, as coisas serão arrumadas e aí disponibilizadas para todo tipo de pesquisa.
2. E quando você acha que o espaço estará disponível para pesquisa?
A gente considera que, até o final dessa semana a gente termina o trabalho de limpeza, do espaço, então a partir da semana que vem vai ser a mudança propriamente dita. A gente tem uma parte dos documentos aqui no Solar do Barão, o que era mais frágil ficou aqui conosco, outra parte está ainda na [Rua] Senador Fonseca. Então a gente considera que mais ou menos o dia 10 de maio o processo de mudança vai ser concluído, e a gente espera que até o final de maio a gente tenha o espaço minimamente organizado e a gente possa disponibilizar as pesquisas. Então o prazo é a partir do dia 22, uns 30 a 40 dias para voltar a disponibilizar as pesquisas.
3. Quando você chegou aqui você chegou a fazer uma análise do acervo?
Chegando aqui, no início de março, eu realmente dei uma olhada nos espaços onde estão guardadas as demais peças, na reserve técnica, a gente realmente percebe que não é o ideal, nesse momento, a guarda de todas essas peças. A gente tem um trabalho, um recurso que a gente está utilizando para a recuperação e algumas dessas peças, mas que certamente não atinge todo o acervo. A gente está buscando priorizar aquelas que estão mais fragilizadas, que estão necessitando desse tipo de cuidado. A gente está vendo, possivelmente na Pinacoteca, de levar, porque ali é um espaço que de certa maneira é melhor conservado, as condições de temperatura e umidade são um pouco melhores do que a gente tem aqui no
Solar. A gente pretende fazer uma pequena mudança na Pinacoteca, talvez uma das salas de exposição, das menores, a gente acabe fechando para levar um pouco desse acervo para lá e, ainda que nesse primeiro ano da minha gestão a gente não consiga recuperar tanto, no mínimo elas vão ficar melhor acondicionadas, pois há o problema da umidade que a gente tem aqui nesse espaço, no subsolo. Na Pinacoteca isso estaria melhor resolvido.
4. Na época da entrevista com o Jean, havia algumas propostas para este ano de que as três unidades se tornassem independentes. Isso ainda é um plano, ou não mais, porque isso implicaria em uma mudança de quadro de funcionários...
A gente ainda está estudando a melhor maneira de gestão que nos compete no momento. Nesse momento, até como estilo e gestão, eu não gosto de algo muito hierarquizado e muito centralizado. Acho que a gente tem de ter confiança no trabalho das pessoas. A equipe que forma o MHCJ, tanto aqui no Solar, como pessoal que está cuidando da Pinacoteca, como aquele que cuida do CM, eles tem no geral bastante tempo de serviço público, bastante tempo de prefeitura e bastante conhecimento, então eles conseguem fazer a gestão dos espaços sem maiores traumas, sem maiores problemas. Mas algum tipo de mudança na gestão administrativa ainda está em estudo, inclusive por conta da Semana de Museus, da Virada Cultural que vai envolver o nosso espaço, a gente teve que deixar um pouco de lado essa questão de alguma mudança administrativa para tratar do que está mais próximo.