3.2. YAPAY SİNİR AĞLARI İLE TAHMİN
3.2.1. Soğutma gücü tahminleri
A análise dos dados sociodemográficos permitiu traçar o perfil das puérperas, evidenciando algumas características que podem influenciar direta ou indiretamente na qualidade de vida da população estudada.
Referente às características sociodemográficas das puérperas que participaram do processo de validação do MGI – versão boliviana, a faixa etária predominante de 21 e 30 anos, ao serem comparados com os números gerais da Bolivia, sao coincidentes com a realidade do país (BOLIVIA-INE, 2012).
A avaliação da qualidade de vida entre adultos jovens deve sempre estar associada a outras características, pois apenas a idade não é um preditor para determinar a qualidade de vida da população estudada.
Os dados deste estudo em relação à procedência, mostra que existe uma migração predominante de mulheres que são da região andina. Este achado evidencia uma realidade cada vez mais frequente, na qual se tem observado o deslocamento de pessoas da zona Andina para a zona da Amazônia, em busca de melhores condições de vida.
Considera-se que os principais fatores migratórios de pessoas da região andina para a amazônica foram modificando de acordo as condições históricas do país. Assim, a partir do século XX, a migração em Bolívia se intensificou e tomou características inéditas e a sua vez multidirecionais. Os estudos sobre este assunto assumem que o traslado, seja temporal ou definitivo para a região amazônica é em busca de trabalho e terras. Segundo documento governamental, 30% dos Potosinos migram constantemente, seguidos de Oruro. La Paz em sua maioria chega a ser emissor e receptor de pessoas (BOLIVIA, 2012).
A migração é um problema que afeta a todos os departamentos (estados), os efeitos destes problemas de transição não só se expressam nos lugares de destino dos migrantes, como também nas regiões de origem. Em termos gerais a migração é um assunto constante dos estudos sociais na Bolívia (BOLIVIA, 2012).
Quando indagadas acerca da raça, houve predomínio da cor parda e indígena. A
raça parda, também conhecida como “tri-racial” é um termo antigo das colônias
espanholas na América, dada à mistura dos descendente s de escravos africanos com os europeus e indígenas para formar um povo que não era nem mestiço nem mulato.
Portanto, a composição étnica de Bolívia compreende uma grande diversidade de culturas. A maioria dos índios assimilou a cultura mestiça, diversificando e ampliando suas raízes ancestrais. Segundo o Censo de 2012, a grande maioria da população boliviana assume sua identidade como mestiça.
Na Bolívia, apesar da mestiçagem, como uma ideologia da identidade nacional e da coesão social, ainda permanece a discriminação com base na pigmentocracia ou na cor da pele, mesmo que veladamente, não só no campo da estrutura social, mas também vinculada aos espaços de convivência, educação, emprego e de acesso a serviços do estado. É um dos elementos chaves para justificar a exclusão social, opressão e
dominação. O que pode ser um fator associado à má qualidade de vida da população estudada (HALL; GUILLETTE; HARRY, 2005).
Segundo estudos das condições sociais e econômicas dos povos indígenas na América Latina, a condição de ser indígena equivale a ser pobre e que ao longo do tempo esta situação tem sido perpetuada. Mesmo acumulando capital humano (ou seja, oportunidades de educação ou de formação), eles não podem ser significativamente maiores nem reduzir a pobreza que diferencie da população não indígena. Esta conclusão é válida para países onde os povos indígenas constituem uma pequena fração da população em geral, assim como em grande parte da população indígena, como Bolívia (NACIONES UNIDAS, 2010).
Em relação ao estado civil, a análise revelou que a maioria das mulheres entrevistadas estava em um relacionamento de união estável. Bolívia é um dos países que fornece um regulamento orgânico das uniões conjugais, tanto a nível constitucional assim como legal, estabelecendo a proteção a essas uniões e determinando os efeitos e as consequências jurídicas que produzem, que na maioria dos casos e em determinadas circunstâncias, eles serão equiparados aos efeitos do matrimônio (OEA, 2011).
Pesquisa longitudinal britânico, realizada entre os anos de 1991 e 2008, com 30.000 pessoas, retratou que a união marital proporciona melhor qualidade de vida, logo pessoas casadas são mais felizes do que as solteiras (YAP; ANUSIC; LUCAS, 2012).
Quando a escolaridade, o presente estudo mostra um achado alarmante, visto que a maioria das mulheres apresenta um baixo nível de escolaridade, com apenas ensino médio completo ou ainda cursando este grau.
A educação é um importante investimento, pois possibilita o acesso a trabalhos mais qualificados e tem efeitos de longo prazo que melhoram a satisfação pessoal, profissional e emocional.
De acordo com o Censo de 2012, realizado na Bolívia, o nível de instrução mais alto alcançado de homens e mulheres de 19 anos o u mais foi o secundário (ensino médio), com 41,1%; a taxa de analfabetismo nas mulheres foi de 5,23 pontos percentuais. Segundo a situação de emprego das pessoas com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo é maior no grupo de trabalhador familiar ou aprendiz sem remuneração
8,3% e a taxa mais baixa na categoria ocupacional dos trabalhadores/funcionários 1,1% (BOLIVIA, 2012).
Referente à ocupação, verificou-se um alto percentil das mulheres que exercia função de donas de casa, que moravam em casa dos pais e que viviam de aluguel. Além disso, existe um percentil baixo na renda familiar, sendo o salário mínimo vigente até abril de 2015 de Bs. 1.440 (206 dólares) (BOLIVIA, 2015).
Estudos comprovaram que o desemprego está associado a uma série de condições negativas para saúde dos sujeitos (LOHR, 2002; WONG et al., 2005). Um estudo realizado em 11 estados da União Europeia (UE), ficou evidenciado que a falta de emprego levou a níveis mais baixos de satisfação com a vida em todos os países estudados (SCHYTT; LINDMARK; WALDENSTROM, 2005).
Outra pesquisa, realizada com 792 jovens com intuito de avaliar a qualidade de vida, ratificou que os desempregados possuem níveis mais baixos de qualidade de vida que os demais (AXELSSON et al., 2007).
Do exposto, são necessários esforços governamentais que impulsionem a capacitação dos jovens desempregados, gerando programas que melhorem não apenas o nível educacional, mas, também, invistam no desenvolvimento pessoal da população, de modo a lançar jovens capacitados no mercado de trabalho.
Em relação ao beneficio oferecido pelo governo, quase a metade das mulheres recebiam o Bono Juana Azurduy. Este auxílio é uma medida social que visa melhorar a saúde e nutrição de mulheres grávidas e crianças menores de dois anos, estabelecido pelo Decreto Supremo 066 de 3 de abril de 2009. Trata-se de uma bolsa que a mulher recebe em dinheiro efetivo pela assistência regular a quatro controles pré-natais em datas programadas pelo pessoal de saúde, no parto institucional por pessoal qualificado e controles médicos das crianças até os dois anos de idade. Esta bolsa beneficia a mulheres grávidas e criança até os dois anos de idade (BOLIVIA-MSD, 2009).
Ademais existe outra bolsa denominada Bono Juancito P into, trata-se de um programa de transferência condicionada com ênfase à eliminação do trabalho infantil e aumento na matricula escolar. Procura incentivar o ingresso, permanência e culminação do infante nas escolas, especialmente na área rural (BOLIVIA, 2012).
Concernente à religião, existe um elevado porcentagem de mães que se declararam ser católicas. Possuir uma religião é fundamental, pois favorece o entrosamento social, melhora a autoavaliação da saúde e ainda reduz os sentimentos depressivos (ELLEN; JULIE; STANISLAV, 2009).