1.3. Basınçlı Döküm Uygulama Yöntemleri
1.3.2. Tezgah türüne göre basınçlı döküm uygulamaları
1.3.2.2. Soğuk kamaralı basınçlı döküm
Conforme visto acima, a urbanização dispersa tem se configurado nos países periféricos a partir dos processos de expulsão da população trabalhadora das áreas centrais. Entretanto, com a reestruturação produtiva, o espraiamento dos usos estendeu-se também à moradia das classes média e alta, bem como para os usos comerciais, de serviços e industriais. À periferia precária formada no período industrial, soma-se a nova periferia formada por territórios cada vez mais fechados, destinados ao comércio regional (shopping centers), condomínios de indústrias e escritórios e os loteamentos e condomínios fechados.
Para competir e atrair foi necessário também desregulamentar, privatizar, dar ao mercado o controle sobre os destinos da urbanização. A cidade empresa optou pelo plano estratégico, voltado à flexibilização dos antigos critérios de uso e ocupação do solo, definido por suas leis de parcelamento do solo, zoneamento, dentre outras. Fronteiras cada vez mais difusas separam o urbano e o rural criando um espaço contínuo. Empreendimentos se instalam de forma isolada, constituindo o que Reis denomina de ilhas de dispersão entremeadas por vazios urbanos (terras improdutivas), deixadas desocupadas à espera de uma boa oportunidade para se urbanizar. (Reis, 2006)
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As cidades-empresas competem para atrair investimentos privados, indústrias, centros de comércio, shopping centers e empreendimentos de luxo que possam trazer visitantes e usuários solventes. A distância geográfica entre ricos e pobres aumenta, contribuindo para a invisibilidade dos últimos.
“O Plano-Discurso cumpre papel ideológico e ajuda a encobrir o motor que comanda os investimentos urbanos” (Villaça, 2005). O “plano estratégico” se consolida como única forma possível para reduzir os problemas sociais, como o desemprego, e aumentar arrecadação com a atração de novos empreendimentos.
As pesquisas realizadas para este trabalho mostram que a recente Campanha pela Elaboração de Planos Diretores revelou a boa intenção de aplicar o Estatuto da Cidade, mas o texto não se tornou prática efetiva. Repetiu-se o que Villaça classificou como “Plano Discurso”. Na prática verificou-se a implementação das orientações semelhantes àquelas descritas por Vainer quando se referiu ao “Plano Estratégico”. (Villaça, 2005; Vainer, 2000)
A ausência da gestão metropolitana viabiliza e reforça a competição entre cidades. Os municípios definem sua política urbana de forma independente, sem interação com os municípios vizinhos, aos quais, muitas vezes, encontram-se conurbados. O crescimento urbano se dá à revelia da lei, sem controle pelos instrumentos de gestão existentes no Brasil, ou pelo fato de serem leis que “não pegam”, ou ainda pelo comprometimento dos governos locais, patrimonialistas, em facilitarem ou flexibilizarem o descumprimento da lei para empreendimentos de interesse do mercado.
Na instância metropolitana, os governos dos Estados centralizam as decisões quanto aos investimentos. Isso tem gerado o abandono e a diminuição de investimentos em políticas sociais, e a priorização de investimentos em infra-estrutura que possam viabilizar a fluidez do capital: rápida acessibilidade, concentração e segregação das áreas destinadas à moradia social, em regiões pobres e precárias; acessibilidade facilitada às terras rurais e mais baratas. “... a cidade é uma mercadoria que tem que ser vendida, num mercado extremamente competitivo, e que outras cidades também estão à venda.” (Vainer,2000)
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< Capítulo 01: Globalização e Fragmentação do território > < Capítulo 01: Globalização e Fragmentação do território >
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Entre 2001 e 2007 a autora acompanhou a elaboração de três Plano Diretores na Região Metropolitana de Campinas. Foram estes os Planos Diretores dos municípios de Campinas (2006), Vinhedo (2006) e Hortolândia (2007).
In Brasil, Ministério das Cidades, Planos Diretores Participativos. Campanha dos Planos Diretores Participativos, 2005/2006.
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A competitividade entre cidades para atrair investimentos tem se concentrado não só na atração de indústrias e comércios de grande porte, mas também de empreendimentos residenciais de luxo, os chamados loteamentos fechados. Estes loteamentos fechados de luxo oferecem como promessa, a atração de moradores/consumidores de maior poder aquisitivo, maior status, que potencialmente representariam a qualificação da cidade.
A competitividade urbana se insere como definidora dos rumos do crescimento urbano, como única solução possível para resolver a crise social instalada nas cidades, e desta forma consegue convencer a sociedade que o objetivo da política urbana é viabilizar o crescimento através do favorecimento dos interesses das elites capitalistas.
A flexibilização e fragmentação do território: o fenômeno
da dispersão
Conforme visto acima, a urbanização dispersa tem se configurado nos países periféricos a partir dos processos de expulsão da população trabalhadora das áreas centrais. Entretanto, com a reestruturação produtiva, o espraiamento dos usos estendeu-se também à moradia das classes média e alta, bem como para os usos comerciais, de serviços e industriais. À periferia precária formada no período industrial, soma-se a nova periferia formada por territórios cada vez mais fechados, destinados ao comércio regional (shopping centers), condomínios de indústrias e escritórios e os loteamentos e condomínios fechados.
Para competir e atrair foi necessário também desregulamentar, privatizar, dar ao mercado o controle sobre os destinos da urbanização. A cidade empresa optou pelo plano estratégico, voltado à flexibilização dos antigos critérios de uso e ocupação do solo, definido por suas leis de parcelamento do solo, zoneamento, dentre outras. Fronteiras cada vez mais difusas separam o urbano e o rural criando um espaço contínuo. Empreendimentos se instalam de forma isolada, constituindo o que Reis denomina de ilhas de dispersão entremeadas por vazios urbanos (terras improdutivas), deixadas desocupadas à espera de uma boa oportunidade para se urbanizar. (Reis, 2006)
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As cidades-empresas competem para atrair investimentos privados, indústrias, centros de comércio, shopping centers e empreendimentos de luxo que possam trazer visitantes e usuários solventes. A distância geográfica entre ricos e pobres aumenta, contribuindo para a invisibilidade dos últimos.
“O Plano-Discurso cumpre papel ideológico e ajuda a encobrir o motor que comanda os investimentos urbanos” (Villaça, 2005). O “plano estratégico” se consolida como única forma possível para reduzir os problemas sociais, como o desemprego, e aumentar arrecadação com a atração de novos empreendimentos.
As pesquisas realizadas para este trabalho mostram que a recente Campanha pela Elaboração de Planos Diretores revelou a boa intenção de aplicar o Estatuto da Cidade, mas o texto não se tornou prática efetiva. Repetiu-se o que Villaça classificou como “Plano Discurso”. Na prática verificou-se a implementação das orientações semelhantes àquelas descritas por Vainer quando se referiu ao “Plano Estratégico”. (Villaça, 2005; Vainer, 2000)
A ausência da gestão metropolitana viabiliza e reforça a competição entre cidades. Os municípios definem sua política urbana de forma independente, sem interação com os municípios vizinhos, aos quais, muitas vezes, encontram-se conurbados. O crescimento urbano se dá à revelia da lei, sem controle pelos instrumentos de gestão existentes no Brasil, ou pelo fato de serem leis que “não pegam”, ou ainda pelo comprometimento dos governos locais, patrimonialistas, em facilitarem ou flexibilizarem o descumprimento da lei para empreendimentos de interesse do mercado.
Na instância metropolitana, os governos dos Estados centralizam as decisões quanto aos investimentos. Isso tem gerado o abandono e a diminuição de investimentos em políticas sociais, e a priorização de investimentos em infra-estrutura que possam viabilizar a fluidez do capital: rápida acessibilidade, concentração e segregação das áreas destinadas à moradia social, em regiões pobres e precárias; acessibilidade facilitada às terras rurais e mais baratas. “... a cidade é uma mercadoria que tem que ser vendida, num mercado extremamente competitivo, e que outras cidades também estão à venda.” (Vainer,2000)
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Entre 2001 e 2007 a autora acompanhou a elaboração de três Plano Diretores na Região Metropolitana de Campinas. Foram estes os Planos Diretores dos municípios de Campinas (2006), Vinhedo (2006) e Hortolândia (2007).
In Brasil, Ministério das Cidades, Planos Diretores Participativos. Campanha dos Planos Diretores Participativos, 2005/2006.
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Já foi dito anteriormente que, embora a cidade dos excluídos tenha se tornado cada vez mais ignorada, abandonada e invisível, “é a crescente violência urbana o sinalizador mais visível da cidade real ao extravasar os espaços da pobreza e da segregação (evidentemente mais violentos) e buscar os espaços distinguidores da riqueza.” (Maricato, 2007: 64)