2.5. Doku Yapıştırıcısı Kullanılan Anastamoz Teknikleri :
2.5.5. Siyanoakrilatların Cerrahide Kullanılmaları :
Em Ellul, agente e observador, cristão e sábio, coincidem-se so- bre o diagnóstico! Frente à “desordem estabelecida”, a revolução é imperiosamente necessária.10 A partir de suas “Diretivas” de 1935,
Ellul e Charbonneau propõem criar uma sociedade personalista no interior da sociedade global. À espera da autodestruição da socie- dade atual, essa contrassociedade preparará as guias do amanhã. Seus membros, que deverão limitar ao máximo sua participação na sociedade técnica, serão guiados por uma mentalidade nova e inspiradora de um outro estilo de vida. Essa conduta no cotidiano, verdadeira encarnação da doutrina, será o único sinal exterior desse engajamento vivido. Revolução sem insígnias, sem bandeirolas nem bandeiras! As comunidades eletivas deverão substituir as grandes
10 O termo “revolução necessária” já aparecia nas obras de Aron e Dandieu (Décadence
de lanationfrançaise, 1931) antes de se tornar o título de seu principal livro, publicado
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concentrações urbanas. No seio desses pequenos grupos voluntá- rios, o indivíduo poderá se sentir enraizado em qualquer parte e, nessa “cidade à altura do homem”, uma política autêntica, formada sobre uma comunicação direta entre os governantes e os governados, será conduzida com transparência. Somente o federalismo permitirá lutar contra o “gigantismo” e o “universalismo”, isto é, o triunfo de um modelo único de sociedade. Os “grandes países” serão divididos em “regiões autônomas” e soberanas, em detrimento de um Estado central reduzido a simples funções de conselho ou arbitragem. A or- ganização federal permitirá ao mesmo tempo uma maior participa- ção dos cidadãos no nível interno e, ao reduzir o poder dos Estados, ela diminuirá os riscos de conlitos armados... A técnica servirá para reduzir o tempo de trabalho da corrida para o crescimento.
Esse texto preigura as teses de ecologia política dos anos 1970 (Illich, Castoriadis, Schumacher) centradas no princípio de “aus- teridade voluntária” e aquelas mais recentes dos partidários do decrescimento. Se a redução do tempo de trabalho já é um tema re- levante do universo ideológico da esquerda, a coloração ecologista predomina para a visão do todo. A diretiva 61 prevê, por exemplo, um controle da técnica destinado a impedir certas produções cujo “crescimento seria inútil do ponto de vista humano”. Esse texto airma muito abertamente que o crescimento econômico não é si- nônimo de desenvolvimento pessoal e termina com um apelo em fa- vor da construção de “uma cidade ascética para o homem viver...”. Trata-se de “um mínimo vital gratuito” para todos e de um “mí- nimo de vida equilibrada” para todos, material e espiritual. Além da ideia de “alocação universal”, encontramos aqui dois elementos clássicos do que se tornará a argumentação ecologista: a defesa da qualidade de vida e o princípio de solidariedade social. “O homem morre de um desejo exaltado por gozo material e, para alguns, por não ter esse gozo”. Como não pensar aqui no que será teorizado mais tarde sobre os conceitos de sociedade de consumo e econo- mia dual? Notaremos igualmente a crítica ao produtivismo em um período de crise mundial quando a produção industrial francesa é ainda muito inferior a seu nível de 1928. Seu projeto de “cidade
ascética” privilegia o qualitativo e antecipa a noção de “austeridade voluntária” desenvolvida hoje pelos partidários do decrescimen- to. Consumir menos para viver melhor! É impossível desqualii- car esse texto recusando-o como uma obra de juventude, uma vez que a mesma inspiração anima um escrito de maturidade como
Changer de Révolution. Em seu principal livro, Ellul, consciente
de utilizar uma terminologia batida, defende, apesar de tudo, um “socialismo revolucionário da liberdade” e coloca suas esperanças em pequenos grupos autogestionários. “Marginais diversos, ecolo- gistas não políticos, autonomistas, movimentos feministas, retor- no dos cristãos à sua origem, novos hippies, comunidades espontâ- neas” às quais se juntarão certos intelectuais, “permitiriam” sair de dois socialismos que fracassaram (Ellul, op. cit., p.245). Ellul inscreve explicitamente seu projeto revolucionário na iliação do anarquismo não violento, do socialismo revolucionário e da pala- vra do Cristo... Ao mesmo tempo ele fustiga a vacuidade de toda forma de ativismo político e condena toda retirada mística. De um lado, ele airma que a tomada de consciência é uma etapa necessária mas não suiciente para uma mudança efetiva (ele zomba dos de- fensores de uma pretensa “liberdade interior”); de outro ele ergue a contemplação ao posto de única atitude revolucionária autêntica. De uma parte, ele exalta os cristãos a se engajarem na empreitada revolucionária e, de outra, ele condena os movimentos nascidos da teologia da liberação, lembrando que a parúsia cristã não deve ser confundida com a revolução proletária e que a condenação bíblica do Mammon (Dinheiro) não se reduz à luta anticapitalista.
Ellul coloca a pessoa no centro da relexão em conformidade com suas convicções anarquistas sobre o plano secular e com seu ponto de vista “cristológico” no plano teológico. Em conclusão, importa pouco saber se Ellul deve ser rotulado cristão anarquis- ta ou anarquista cristão, mais importante é compreender que seu modo de ser ao mesmo tempo cristão e anarquista ilustra perfeita- mente a tensão permanente que anima sua obra e sua vida. Sempre sem ponto de apoio, eterno estrangeiro, encarnação da alteridade, anarquista no meio dos cristãos reformados e cristão no meio dos
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situacionistas, marginal em sua própria igreja e solitário dentre os minoritários... A instância política deve ser levada a sério e, ao mes- mo tempo, relativizada. A ilusão política é tão condenável quanto o apolitismo beato. É preciso dessacralizar a política. Ellul nos convi- da ao engagement dans le détachement, isto é, a viver não de fora, mas a distância as lutas da Cidade.