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3. GEREÇ ve YÖNTEM

3.3. Sitotoksisite Testleri

De acordo com pesquisadores, o avanço da criminalidade e suas complexas relações entre drogas e violência, em especial o crack, têm lançado desafios cada vez maiores e tem exigido respostas eficazes, seja do governo ou da sociedade, por meio da convergência de esforços dos vários segmentos, a fim de construir alternativas para o problema que extrapole a repressão e que considerem os diversos aspectos relacionados ao aumento da criminalidade e dos problemas decorrentes do consumo do crack. Com o objetivo de reverter os efeitos dos problemas relacionados ao crack, o Governo Federal lançou o Decreto Presidencial nº 7.179, de 20 de maio de 2010, que instituiu o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, criou o Comitê Gestor e indicou várias ações de aplicação imediata e outras de caráter estruturante para enfrentar o problema de forma intersetorial. A coordenação geral está sob responsabilidade da SENAD e conta com a participação de vários ministérios, secretarias e ONG’s, além de entidades com as quais foram estabelecidos acordos institucionais, como no caso do Conselho Nacional de Justiça.

O Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas tem por objetivo desenvolver um conjunto integrado de ações de prevenção, tratamento e reinserção social de usuários de crack e outras drogas, bem como enfrentar o tráfico em parceria com estados, Distrito Federal, municípios e sociedade civil, tendo em vista a redução da criminalidade associada ao consumo dessas substâncias junto à população. (BRASIL, 2011, p. 76).

Entre as ações que são implementadas imediatamente, destaca-se aquelas voltadas para o enfrentamento ao tráfico de crack em todo o território nacional, em especial naqueles municípios localizados em região de fronteira, e a realização de campanha permanente de mobilização nacional para o engajamento ao plano. Um dos objetivos de tais ações é melhorar o sistema de saúde que atende os usuários de drogas e seus familiares. Nessa etapa são previstas as seguintes ações: 1- Enfrentamento ao Tráfico por meio de ampliação de operações especiais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, cujo objetivo é desarticular a rede de narcotráfico, priorizando as regiões de fronteira; 2- Fortalecer as Polícias Estaduais para a atuação delas no enfrentamento qualificado ao tráfico de crack, principalmente nas áreas de maior vulnerabilidade para o consumo; 3- Atender, tratar e reinserir socialmente os usuários de crack. Para implementar essa ação foi prevista: a) Abertura de edital para financiamento de desenvolvimento e integração da rede assistencial, como casa de passagens e comunidades terapêuticas; b) Ampliação da rede de assistência social voltada ao acompanhamento sociofamliar para a inclusão de crianças, adolescentes e jovens usuários de crack e outras drogas em programas de reinserção social; c) Ampliação do número de leitos hospitalares para a internação de usuários de crack e outras drogas, assim como a ampliação de serviços de urgência e emergência. 4- Realizar companha nacional e permanente a fim de mobilizar a sociedade para o enfrentamento do crack. Essa campanha iniciou por meio de um site interativo no “Portal Brasil” para tratar especificamente do crack e demais questões relacionadas ao assunto; 5- Ampliar ações dos projetos em regiões de grande vulnerabilidade relacionada à violência e consumo de crack e outras drogas. Destaca-se o projeto Rondon e PROJOVEM; 6- Capacitar os profissionais da rede de saúde e assistência social, educadores, comunidade escolar em tratamento e reinserção social a fim de formar multiplicadores em prevenção; 7- capacitar continuamente juízes e equipes psicossociais, com objetivo de dar uniformidade, bem como implantar práticas e políticas de reinserção social de acordo com a Lei de Drogas; 8- Disseminar informação por meio do portal interativo sobre o crack no Observatório Brasileiro de Políticas sobre Drogas (OBID), a fim de fomentar o debate sobre questões relacionadas ao crack (BRASIL, 2011).

As ações estruturantes estão organizadas em quatro eixos:

1- Integrar ações de prevenção, tratamento e reinserção social por meio de implementação, capacitação, disseminação de boas práticas, tratamento e reinserção social para usuários e dependentes de crack e outras drogas. Essa ação visa fortalecer as redes locais de serviços assistenciais e de saúde de modo que seja garantido o acesso aos serviços existentes, tanto para os usuários, como para suas famílias. No que se refere ao treinamento, o objetivo é capacitar profissionais dos diversos setores, seja da saúde, educação, do direito, ou líderes religiosos e comunitários, entre outros. Foi prevista a capacitação de cerca de 100.000 profissionais em dez cursos diferentes na modalidade EAD, por meio de parcerias estabelecidas com universidades. As capacitações abordam as drogas de maneira geral com ênfase no crack. Está contemplada no primeiro eixo a disseminação de boas práticas de atendimento ao usuário de crack e outras drogas em situação de vulnerabilidade social.63

2- Diagnosticar a situação sobre o consumo de crack e os problemas relacionados. Esse diagnóstico é feito por meio de ampla pesquisa em todo o território nacional, em que se verifica o perfil dos usuários de crack, bem como suas condições de saúde e necessidades de atendimento nas redes de saúde e proteção social. As pesquisas incluem estudos clínicos com o objetivo de desenvolver novas modalidades terapêuticas, assim como estratégias mais eficazes para facilitar o ingresso na rede de atenção à saúde e aumentar os índices de usuários de crack que aderem aos tratamentos. Outra frente do diagnóstico se constitui em mapear os serviços de saúde e proteção social que atendem os usuários de crack e outras drogas, bem como avaliar a capacidade de tais serviços, considerando a opinião dos usuários, familiares e profissionais. Por último, esse eixo contempla o custo econômico do uso

63 São exemplos dessas boas práticas: 1- Associação Lua Nova. Essa associação acolhe jovens

grávidas ou mães usuárias de drogas e promove a inclusão social por meio de geração de renda; 2- Consultório de Rua. Esse projeto acontece por meio de atendimento psicológico, médico e social e é voltado para pessoas que vivem nas ruas; 3- Terapia Comunitária. Nesse projeto, a própria comunidade, por meio de metodologia desenvolvida, busca soluções para seus problemas por meio da formação de uma rede solidária que acolhe e encaminha. (BRASIL, 2011).

de crack no Brasil, bem como a instalação de um sistema de monitoramento precoce do uso e tráfico de drogas.

3- Manter de maneira permanente campanha de

mobilização, informação e orientação. Essa campanha terá como objetivo engajar o Plano Integrado de Enfrentamento de Crack e outras drogas aos meios de comunicação, empresas e movimentos sociais.

4- Formar recursos humanos e desenvolver metodologias. Para que o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas tenha sustentabilidade, será ofertado em cinco universidades federais, cursos de especialização e mestrado profissional em gestão de tratamento de usuários de crack e outras drogas. Esses cursos serão destinados a profissionais que atuam na rede de atenção à saúde e proteção social. Está contemplado nesse eixo cursos de pós-gradução e residência multiprofissional, mestrado e doutorado. O projeto prevê a criação de seis centros colaboradores no âmbito de hospitais universitários para assistência de usuários de crack e outras drogas, cujo objetivo é desenvolver pesquisas e metodologias de tratamento e reinserção social. Farão parte dessa estrutura o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-ad) e Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) para atendimento de usuários de crack e outras drogas. As vagas para atendimento serão em regime ambulatorial e de internação (BRASIL, 2011).

Tendo por base a pesquisa bibliográfica, analisaremos na seção 7, entrevistas feitas com residentes em tratamento de dependência química. A análise abordará o perfil geral, assim como questões relacionadas ao uso de drogas, tratamento e a percepção do dependente químico sobre Comunidade Terapêutica.

7 ANÁLISE SÓCIO DEMOGRÁFICA, PERSPECTIVAS E PERCEPÇÕES DOS

Benzer Belgeler