6.2. Donanım Altyapısı
6.3.4. Sistemin Çalışması
As atividades educativas dos pais são variadas e têm sido referidas na literatura sob denominações abrangentes como práticas e estilos parentais. Os termos estilos parentais e
práticas educativas são tidos por alguns autores como sendo sinônimos (Costa, Teixeira & Gomes, 2000), mas outros os conceituam diferentemente. Estilo parental pode ser entendido como sendo o conjunto de atitudes dos pais que cria um clima psico-emocional em que se expressam os comportamentos (Weber et al., 2005), ou seja, refere-se ao padrão global de características da interação dos pais com os filhos em diversas situações, que geram um clima emocional (Darling & Steinberg, 1993). Os estilos parentais incluem as práticas parentais e outros aspectos da interação pais-filhos, tais como: tom de voz, linguagem corporal, atenção, mudanças de humor etc. As práticas educativas referem-se, então, às estratégias utilizadas pelos pais para atingir objetivos específicos em diferentes domínios (acadêmico, social, afetivo) sob determinadas circunstâncias e contextos (Hart, Nelson, Robinson, Olsen & McNeilly-Choque, 1998), constituindo exemplo dessas práticas o uso de explicações, de punições ou de recompensas. Na presente pesquisa adotou-se a compreensão desses termos como sendo distintos de modo que as práticas parentais sejam contidas em estilo parental alterando-o de acordo com a forma que essas práticas são exercidas pelos pais, sendo melhores descritas em habilidades sociais educativas parentais.
O estudo nesta área vem sendo valorizado nos últimos anos (Darling & Steinberg, 1993), cabendo destacar a revisão efetuada por Barclay e Houts (1995) ao estudar uma ampla diversidade de classes de respostas de habilidades parentais. Desde os estudos preliminares de Baumrind (1966), que impulsionou o estudo dos estilos parentais ao integrar tanto os aspectos comportamentais quanto os afetivos envolvidos na criação dos filhos, até os mais recentes (Bolsoni-Silva, 2000, 2003; Del Prette & Del Prette, 2006; Freitas, 2005; Garcia, 2001; Garcia-Serpa, Del Prette & Del Prette, 2006; Gomide, 2003, 2004; Pinheiro, 2006; Pinheiro et al., 2005) têm destacado um conjunto de habilidades para promoção de comportamentos desejáveis e manejo de indesejáveis, contribuindo para que vários aspectos do relacionamento pais-filhos sejam compreendidos.
Gomide (2003; 2004) opta por trabalhar com um conjunto de diferentes práticas educativas utilizadas pelos pais na socialização de seus filhos denominado “Estilo Parental”, que pode ser 1. positivo: a) monitoria positiva (supervisão dos pais sobre o comportamento da criança) e b) comportamento moral (ensino de valores); ou 2. negativo: a) monitoria negativa (estressante), b) negligência, c) disciplina relaxada, d) punição inconsistente ou não contingente e e) abuso físico e psicológico. Nessa vertente, dependendo do estilo que o casal parental utiliza como estratégia educacional, poderão ser desenvolvidos comportamentos pró- sociais ou anti-sociais nos filhos, que nesta pesquisa serão respectivamente nomeados, de acordo com os conceitos de Del Prette e Del Prette (2001), por socialmente competentes ou
com déficits em habilidades sociais. Nota-se, portanto, que as relações pais-filhos têm sido associadas na literatura ao desenvolvimento de habilidade social das crianças.
Em pesquisas nas quais as práticas parentais são objeto de estudo, os objetivos podem variar desde o estabelecimento e definição do que são as práticas parentais, sua freqüência, antecedentes e conseqüentes de cada prática, bem como o contexto no qual ocorrem e são mantidas. Uma outra forma eficiente de estudar as práticas parentais é por meio da análise funcional do comportamento. Para Banaco (1999), a análise funcional é a grande ferramenta que os analistas do comportamento possuem para descrever e manipular as relações entre indivíduos e ambiente. Meyer (1997) reitera a utilidade da análise funcional afirmando que se trata do instrumento básico de trabalho de qualquer analista do comportamento porque é por meio dela que se identificam as contingências que estão operando e partindo disto possivelmente inferir quais que operaram no passado.
Sabe-se que os pais são muito importantes ao passarem para as crianças suas formas de ação no mundo sendo vários os aspectos que a criança observa nas suas relações com a família, os quais podem, então, segundo Jonas (1997), ser aprendidos por ela via observação do modelo, inclusive a criação de regras, pois esta depende dos modelos a que são expostas e às contingências (contextos e conseqüências a seus comportamentos) estabelecidas em sua história de interações. Bandura (1979) também mostrou a importância social do modelo para o observador e das conseqüências do comportamento para a aprendizagem do modelo, enfatizando ainda o fato de que as pessoas baseiam-se em ordens ou instruções verbais para dirigir seus comportamentos.
Ingberman & Löhr (2003) afirmam que pais que permitem ou não a expressão das emoções, que são ou não consistentes em suas reações com relação aos comportamentos da criança, vão propiciar a ela o desenvolvimento ou não de uma expressividade que lhe permita colocar-se em seu ambiente com maior ou menor nível de efetividade, com maior ou menor nível de ansiedade, podendo tender a se esquivar ou a enfrentar inadequadamente situações para as quais não tem habilidades. Hübner (1999) acrescenta que o efeito das regras sobre o comportamento vai depender de muitos fatores, dentre eles, a história de coerência ou incoerência entre regras e contingências, sendo que regras e contingências incoerentes são muito freqüentes em crianças e jovens que estão tendo problemas de estudo. Nesse sentido, essas crianças cujos pais não desenvolveram tais habilidades poderão alcançar desempenhos escolares inferiores em relação às crianças que apresentam facilidade nesse repertório comportamental, visto que a exposição da criança a práticas parentais pouco construtivas ou a sua privação de envolvimento afetivo com pais e mães constituem fatores de risco para o
desenvolvimento da criança, aumentando sua vulnerabilidade a eventos ameaçadores externos ao seu ambiente familiar (Marturano, 2004; Pacheco, Alvarenga, Reppold, Piccinini, & Hutz, 2005).
Segundo Costa, Teixeira e Gomes (2000), estudos têm demonstrado que as práticas educativas parentais têm grande influência em diversas áreas do desenvolvimento psicossocial de crianças, tanto nas relações entre os membros da família quanto em outros ambientes, como a escola.