3. MATERYAL VE YÖNTEM
4.1. Sistem Tasarımı
Charles Darwin, nasceu em 1809. O pai era um médico, com boa posição, que desejava que o filho seguisse os passos da sua profissão; por esse motivo, ao chegar à idade universitária, Charles foi enviado para a Universidade de Edimburgo, onde permaneceu durante pouco tempo, não porque não gostasse dos estudos, mas porque os mesmos o aborreciam. As suas inclinações iam para a caça e para as coleções de conchas, pássaros, rãs e pequenos animais marinhos. O pai acabou por resignar-se e o filho abandonou os estudos de medicina, pensando em se tornar sacerdote. O caso é que Charles Darwin também não tinha inclinação para a vida religiosa, mas resignava-se, pensando que, sendo eclesiástico, poderia dispor de tempo suficiente para dedicar-se aos seus hobbies favoritos.
Foi enviado para Cambridge, para preparar a licenciatura e, durante a sua estadia lá, travou amizade com o seu professor de Botânica que lhe proporcionou a
oportunidade de fazer uma longa viagem numa expedição científica. Tratava-se do bergantim de dez toneladas, o Beagle, com o qual seriam realizadas várias comprovações de certas medidas cronométricas, para o que teria que navegar até à Terra do Fogo e à Patagônia, e dar a volta ao mundo. O convite feito a Charles Darwin foi para fazer parte do grupo científico, como naturalista.
Inicialmente o pai opôs-se, mas acabou por dar a sua autorização e Darwin embarcou no Beagle, que largou do porto de Davenport, em 1831, para realizar uma viagem que iria durar cinco anos. Durante todo esse tempo, Darwin dedicou-se a colecionar um grande número de exemplares da fauna de variadíssimos lugares do mundo. Ao mesmo tempo, anotou minuciosamente as suas observações, obtendo uma abundante coleção de dados zoológicos, desconhecidos até então.
A figura 8 mostra a rota percorrida por Darwin.
FIGURA 8 - Mapa da viagem de Darwin a bordo do Beagle
Ao regressar, Darwin dedicou-se ao estudo e à classificação de todo o material recolhido durante a viagem. Durante a expedição observou uma série de aspectos singulares que o fizeram intuir o que, mais tarde, haveria de constituir a sua teoria sobre a evolução. Mas, prudentemente, decidiu não extrair conclusões definitivas antes de estudar de um modo mais consciencioso todos os elementos de que dispunha. E, nesse trabalho, levou vinte anos.
Charles Darwin, ainda que não estivesse de acordo com as idéias de Lamarck, pensou que a influência do meio ambiente poderia ser a causa das
modificações morfológicas dos seres vivos. Tinha chegado à concepção das suas teorias em conseqüência das observações realizadas na viagem do Beagle e essas levaram-no a verificar várias circunstâncias.
A primeira delas foi a certeza de que, efetivamente, os seres vivos estão sujeitos a variações. A segunda, consistia em observar que os seres vivos multiplicavam-se rapidamente e, se o seu crescimento não se encontrasse travado por alguma causa, a Terra ver-se-ia rapidamente superpovoada, de modo que seria impossível manter-se a vida no planeta.
Na sua biografia, Darwin narra que ficou muito impressionado com a leitura do livro de Malthus, cujo título era “Um ensaio sobre a população”. Nessa obra o autor refere que o crescimento da população humana realiza-se segundo uma progressão geométrica, enquanto os alimentos disponíveis só aumentam em progressão aritmética. Se esse processo continuasse sem alteração, não tardaria a chegar o momento em que se daria um desequilíbrio mortal entre a população humana e os recursos necessários para mantê-la.
O terceiro indício que Darwin colheu está baseado na observação de que, apesar da tendência para o crescimento imoderado de qualquer espécie, a realidade é que as coisas não se processam assim, e que os níveis se mantêm aproximadamente iguais. Isso levou-o a pensar que a causa é devida ao extermínio de uma parte da população, provocada pela luta pela sobrevivência. As espécies animais tratam de se defender de outras espécies; mas a luta maior pela vida realiza-se entre os indivíduos da mesma espécie.
Nessa batalha, sobreviverão apenas os melhores dotados, ou seja, os que possuam alguma característica favorável que lhes permita estar melhor adaptados ao meio ambiente. Esse fato fundamenta uma seleção natural que vai eliminando uma parte dos seres vivos, mantendo-se, então, aqueles que possuem alguma característica valiosa que transmitem hereditariamente aos seus descendentes. Baseado na seleção natural, Darwin explicou o aparecimento das girafas de pescoço longo; segundo ele apenas as girafas que conseguiam alcançar as árvores altas sobreviviam, as demais tendiam à extinção.
Uma quarta dedução é que as variações morfológicas podem ser muito pequenas e conceder uma vantagem mínima, mas essas variações são muito freqüentes e, por somatória, chegam a produzir diferenciações importantes.
Nos parágrafos anteriores estão contidas as base da teoria inicialmente exposta por Darwin no seu livro “A Origem das Espécies”. Mais tarde, Darwin elaborou uma doutrina complementar acerca da seleção exercida em função dos caracteres sexuais, teoria essa exposta em “Descents of the Man” e em “Selection in relation to Sex”. Nesse tipo de ação seletiva, a evolução concede a alguns indivíduos certas características que lhes permitem conseguir mais facilmente o acasalamento reprodutivo e, assim, terem maior probabilidade de que a descendência dos possuidores dessas vantagens seja mais numerosa do que a daqueles que são carentes das mesmas.
A dificuldade com que tropeçou Darwin; desde o primeiro momento, consistiu em encontrar a razão pela qual se produziam variações, sobre as quais atuava a seleção natural. Os seus discípulos encontraram, mais tarde, uma fonte de modificações, que eram as alterações acidentais conhecidas pelo nome de mutações.
Os trabalhos de Darwin causaram uma grande comoção nos meios científicos, dando origem a numerosas e muito acaloradas discussões das quais Darwin sempre procurou manter-se afastado, pois tinha um caráter sossegado e aprazível que o tornava pouco predisposto para discussões de qualquer tipo. Além disso, sua saúde tinha se ressentido, pelo que decidiu viver com a família na sua propriedade em Down. Ali continuou a realizar os seus trabalhos de investigação, que não só se referiam a ampliações da sua teoria evolucionista, como versavam sobre aspectos muito diversos das ciências naturais.
Morreu em 1882, sendo enterrado na Abadia de Westminster, onde também repousa o corpo de Isaac Newton.