6. MALZEME ve METODLAR
7.2. Sinterlenmiş Numunelerin Karakterizasyonu
7.2.8. Sinterlenme davranışı (optik dilatometre)
No momento da assinatura do TCLE os sujeitos da pesquisa foram questionados sobre suas preferências musicais. Solicitou-se que os mesmos elencassem cinco estilos de música preferidos ou apontassem nomes de cantores, grupos e bandas que ouvem ou ouviam habitualmente.
Essa listagem foi armazenada em um Roteiro de Identificação do Usuário (Apêndice B), composto de duas partes: 1- Preferências Musicais, com os estilos musicais citados pelos sujeitos; 2- Identificação do Usuário, com a caracterização destes.
Inicialmente, apenas o primeiro tópico do roteiro foi preenchido, pois esses dados eram necessários para a organização dos repertórios das oficinas que iriam ocorrer. A cada encontro eram selecionadas 10 músicas de forma a privilegiar a todos, dentro da possibilidade de estilos musicais.
Os dados secundários do roteiro de identificação foram coletados após a conclusão das oficinas, como forma intencional de não causar viés na coleta dos dados. Dessa forma, os prontuários dos usuários foram consultados, ao término desse período, para efeito de preenchimento dos dados de caracterização dos participantes da pesquisa.
A ausência de uma lista de músicas fixa permitiu a escolha de novos repertórios semanalmente, à medida que as oficinas iam acontecendo e que se observava as afinidades musicais dos sujeitos, possibilitando a inserção de músicas à pedido dos mesmos. Isso tornou a oficina mais dinâmica, atraente e equitativa, sem privilegiar individualmente qualquer participante em detrimento de outro.
Através dessa dinâmica, buscou-se uma aproximação à filosofia de trabalho revelada por Vanni (2006) que encara o ser humano num aspecto integrativo, que respeita sua individualidade e reconhece sua capacidade de continuar seu desenvolvimento integral, mesmo limitado pela doença. Assim, permitiu-se aos usuários do CAPS toda liberdade na escolha das músicas que mais lhe agradavam, sem estarem presos a uma formalidade acadêmica que viesse a causar desânimo aos participantes.
A oficina foi realizada a partir da estratégia de grupo focal, desenvolvida em dois momentos: 1º) execução das músicas escolhidas para cada encontro; 2º) ao final do momento musical era realizada uma pergunta aberta a todos os participantes e solicitado que estes respondessem ao questionamento.
Os grupos focais podem ser descritos como entrevistas realizadas dentro de um grupo, fundamentado na interação deste como produtor de dados e insights difíceis de se conseguir em outra situação, estabelecendo uma intensa troca de idéias sobre determinado tema, num período de tempo definido, onde os dados são discutidos e aprofundados em conjunto. Este método de coleta de dados é um dos mais desenvolvidos na investigação em Representações Sociais, adaptando-se com facilidade a esta investigação (OLIVEIRA, 1990; WAGNER, 1998).
Assim, segundo Gaskell (2005, p. 76),
a interação do grupo pode gerar emoção, humor, espontaneidade e intuições criativas. As pessoas nos grupos estão mais propensas a acolher novas idéias e a explorar suas implicações. Descobriu-se que os grupos assumem riscos maiores e mostram uma polarização de atitudes – um movimento para posições mais extremadas. Com base nestes critérios, o grupo focal é um ambiente mais natural e holístico em que os participantes levam em consideração os pontos de vistas dos outros na formulação de suas respostas e comentam suas próprias experiências e as dos outros.
A coleta de dados só foi possível devido à participação das duas bolsistas, visto que a pesquisadora diante de suas atribuições no momento da oficina, não teria condições de preencher os instrumentos de coleta de dados sozinha. Esta conduziu as oficinas, tocando e cantando juntamente com os usuários e coordenando as respostas dos mesmos à pergunta- chave de cada oficina.
As duas auxiliares na pesquisa foram orientadas previamente quanto ao preenchimento dos instrumentos de pesquisa: Roteiro de Análise das Expressões Corporais (Apêndice C) e dos Roteiros de Oficinas, que traziam a pergunta norteadora de cada encontro.
O primeiro consiste em um check-list do registro observacional das principais expressões e atitudes dos sujeitos durante a execução das músicas, como “Cantou”, “Dançou”,
“Bateu palmas”. Nesse sentido, concorda-se com Leonardi (2007, p. 26) ao referir que
Música e movimento sempre estiveram intimamente ligados ao longo de toda a história. A experiência sonoro-musical surge com o movimento, não podendo existir compreensão plena do significado e das possibilidades da música sem entendermos que em suas origens mais profundas ela nasce a partir da voz, da percussão corporal e do movimento.
Os dados expressivos atitudinais foram analisados durante a categorização juntamente com as respostas dos sujeitos nos temas propostos em cada oficina, sendo atribuídos a eles valores complementares na perspectiva de apreensão das representações sociais dos usuários diante da música.
Os Roteiros de Oficinas traziam a pergunta norteadora de cada encontro e o registro das respostas dos sujeitos. As quatro oficinas seguiram a seguinte ordem de idéias e temáticas: 1ª Oficina – Qual a importância da música em sua vida? (Apêndice D); 2ª Oficina – Qual a importância da música em seu tratamento? (Apêndice E); 3ª Oficina – Qual a importância da música na doença (Apêndice F); 4ª Oficina – Qual a importância da música em seu relacionamento familiar? (Apêndice G).
Ao término de cada oficina pesquisadora e bolsistas se reuniam para discutirem todos os aspectos envolvendo as observações coletadas e captadas pelas três, ainda no próprio cenário, seguido do registro dos dados complementares nos instrumentos e nos diários de campo, além do registro expressivo atitudinal dos participantes durante a oficina.
Entende-se por diário de campo, o registro dos eventos e conversas ocorridas durante uma pesquisa e representa um esforço do observador em registrar o maior número de informações durante a coleta dos dados, além de auxiliar na compreensão dos mesmos. Esse registro imediato é imprescindível para garantia de sucesso de qualquer estudo observacional (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004).