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A indústria de Cosméticos do Ceará ela está em plena expansão, atualmente existem cerca de dezoito empresas associadas ao Sindiquímica (Sindicato da indústria química) na sua grande maioria são empresas de pequeno porte, que produzem cosméticos, concorrendo com grandes empresas do setor. As referidas empresas lançam produtos inovadores, com destaque o “Banho de Lua” e o “Asseptol” com boa aceitação no mercado nacional e internacional.

Dentre os diversos produtos processados pela indústria cosmética local, encontram-se, principalmente, sabonete (em barra, líquido e cremoso), desodorante líquido e roll-on, talco perfumado e antiséptico, creme dental, shampoo, condicionador, creme (para as mãos, cabelo e corpo), loções, perfumes e deo- colônia, óleos para o corpo e cabelo, gel para o corpo, cabelo e massagem, protetor solar, reparador de ponta, repelente, fraldas, absorvente íntimo, lubrificante, aromatizante bocal, sabonete intimo masculino, creme para assadura, lavanda inglesa, loção oleosa (produto inovador).

Outros produtos cosméticos não são fabricados pelas empresas cearenses, tais como: maquilagem para o rosto, batom, fio dental, esmalte e outros produtos que não estão inseridos na especificação acima citado.

No que tange à diversificação dos produtos, pode-se notar uma segmentação das empresas, no mercado consumidor, de acordo com faixa etária, gênero, raça e poder aquisitivo.

O canal de distribuição dessas empresas ocorre por atacado, varejo, venda direta e franquia, ou seja, essas empresas trabalham com todos os setores da comunidade.

De acordo com o presidente do Sindiquímica, existe um grande número de empresas do setor na informalidade, em torno de 50 empresas e apenas 2% dessas fabriquetas têm condições de se formalizarem, devido à alta exigência, burocráticas impostas às empresas ligadas a produtos de cosméticos. Para formalizar uma empresa deste setor é exigido que exista no quadro de pessoal da empresa um químico, um farmacêutico industrial ou engenheiro químico e documentos tais como: a planta tem que ser registrado na Secretaria de Saúde do estado, alvará sanitário do estado, declaração do porte da empresa pela Junta Comercial, informada à ANVISA, inscrição estadual, certidão de regularidade do conselho federal de farmácia, publicação no Diário Oficial da União para registro de produto, contrato de trabalho no cartório, licença da SEMACE, certificação de detetização e certificado de regularização do químico, Relatório técnico de aparelhagem, maquinários e equipamentos que a empresa dispõe para as atividades pleiteadas dando suas especificações (capacidade e material dos equipamentos e Relatório técnico contendo descrição da aparelhagem de controle de qualidade), dificultando a formalização das empresas.

A implantação de qualquer política para o setor passa necessariamente, também, por ações de vigilância sanitária, destacando-se entre elas a fiscalização da propaganda de medicamentos, jamais empreendida, de forma sistemática, em nosso país.

De acordo com Peters Filho (2002), presidente da Sindiquímica e diretor comercial da Madrevita, o bom momento pelo qual o setor de cosméticos do ceará vem passando é uma realidade mundial que reflete também nas indústrias cearenses. ''O setor de cosméticos cresceu 28,9% até maio no nosso Estado. As empresas locais estão se modernizando e se atualizando.

A expansão constante do mercado de cosmético, a lucratividade crescente e a forte concorrência provocam acirradas disputas comerciais. A indústria de cosmético aplica em marketing, em média, percentuais do seu faturamento superiores aos gastos em pesquisas. Usando argumentos não científicos e apelos à irracionalidade, a propaganda exerce poderosa influência sobre os padrões de prescrição e consumo de produtos farmacêuticos. Estimula as vendas, aumentando os riscos e também os custos. No Estado, a indústria de cosmético emprega em torno de 1.500 pessoas, direta e indiretamente.

Segundo informações do Sindicato da Indústria Química, Farmacêutica e da Destilação e Refinaria do Petróleo-SINDIQUIMICA existem 18 empresas do setor de cosméticos associadas que estão situadas na região metropolitana de Fortaleza, conforme Quadro 7.

Ordem Empresa Local

01 Bio-Seiva Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. Fortaleza 02 Casa das Fábricas Ind. e Comércio de Cosméticos Ltda. Fortaleza 03 Cigel Comercial e Industrial Gurgel Ltda Fortaleza 04 Duvale Laboratório Químico-Farmacêutico Ltda Fortaleza

05 Laboratório Madrevita Ltda. Fortaleza

06 Magistral Homeocosmiatria Ltda. Fortaleza 07 Segredos da Terra Indústria e Comércio Ltda. Fortaleza 08 Selachii Indústria Comércio Imp. e Exp. Ltda. Fortaleza 09 Wu Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. Eusébio

10 Simone LD de Andrade-ME Fortleza

11 Mar de Rosas Cosméticos Ltda. Fortaleza

12 Biomática Ind. e Comércio de Produtos Naturais Ltda. Eusébio 13 Dcleo Indústria de Cosméticos Ltd.- EPP Eusébio 14 ILG Produtos naturais e cosméticos Ltda ME Fortaleza

15 EMMES- Química Fortaleza

16 Fort San do Brasil Eusébio

17 Cheiro de Ervas Ind.e Comércio de Produtos Naturais Fortaleza

18 Fattore Cosméticos Eusébio

Quadro 7 - Empresas do Setor de Cosméticos da Região Metropolitana de Fortaleza

O Estado do Ceará oferece vantagens comparativas que facilitam o desenvolvimento do setor de cosméticos. Dispõe também, de abundante mão-de- obra, infra-estrutura cada vez melhorada, demanda crescente pelos produtos cosméticos e significativos incentivos governamentais, entre outros fatores.

O novo panorama estadual fez emergir a prioridade sobre a natureza das políticas industriais e dos mecanismos de incentivo e suporte à capacidade inovadora e à competitividade do setor. Ao lado das várias iniciativas governamentais e com o objetivo de aumentar a eficiência e a competitividade dos setores industriais de cosmético, em 2005 foi firmado o acordo de cooperação técnica e financeira entre a Agência Brasileira do Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). As duas instituições passam a acompanhar projetos de desenvolvimento setorial de diversas cadeias produtivas no país (SEBRAE, 2006).

De acordo com o referencial bibliográfico, a adoção de uma inovação é influenciada por uma série de fatores que influenciam os usuários e organizações a decidirem por uma inovação. As abordagens sobre tecnologia, inovação e sua influência na micro e pequena empresa mostram que a inovação é dinâmica e sistêmica e que a decisão na adoção de uma tecnologia ou de produto inovador sofre influências das características da inovação. O processo de inovação tecnológica referendado mostra uma série de modelos de inovação, que para essa pesquisa foi destacado o modelo de Rogers (2003), considerando o segundo estágio do modelo que diz respeito aos atributos da inovação (vantagem relativa, observabilidade, complexidade, compatibilidade e experimentação) que explicam parte dos fatores que influenciam na adoção da inovação.

Desta forma, torna-se necessário à explanação dos procedimentos metodológicos, descrevendo todas as etapas processuais para o alcance dos objetivos propostos a que se submeteu o presente estudo, bem como, os instrumentos utilizados e questões envolvidas.

CAPÍTULO III - PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O presente capítulo apresenta o caminho percorrido para o desenvolvimento da pesquisa, descrevendo a metodologia e os recursos utilizados como forma de alcançar os objetivos propostos no trabalho. Inicialmente é demonstrado o delineamento da pesquisa em que são exploradas formas de abordagens, tipo e natureza do estudo. Os tópicos seguintes estão relacionados a amostragem, o processo de coleta de dados, os fluxos das atividades relacionadas no desenvolvimento da pesquisa, o modelo conceitual e relacionamento com as variáveis. Seguindo-se a estes, relaciona-se as definições constitutivas e operacionais das variáveis do modelo. Por fim, realiza-se a análise e interpretação dos dados.

3.1 Delineamento da Pesquisa

O tipo de pesquisa proposto neste trabalho classifica-se como um estudo de caso, de caráter descritivo, por meio de uma abordagem quantitativa, realizada por meio de pesquisas de campo que “baseia-se na observação dos fatos tal como ocorrem na realidade. [...], isto é, diretamente no local da ocorrência dos fenômenos” (ANDRADE, 2001, p. 125).

O estudo de caso como estratégia desta pesquisa, trata-se de uma “investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real [...] – com a lógica de planejamento incorporando abordagens específicas à coleta e à análise de dados” (YIN, 2001, p.32/33). Apesar de ter pontos em comum com o método histórico, o estudo de caso se caracteriza pela "[...] capacidade de lidar com uma completa variedade de evidências - documentos, artefatos, entrevistas e observações" (YIN, 1989, p. 19).

Ao buscar analisar as características perceptíveis referentes ao segundo estágio do modelo de Rogers (2003), esta pesquisa assume um caráter descritivo, pois, segundo Silva e Menezes (2001), a pesquisa descritiva visa descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática, assumindo, em geral, a forma de levantamento. Observa-se que este trabalho, além de ser caracterizado como

Benzer Belgeler