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e-SINAV GİRİŞ BELGESİ

55Fonte: https://www.padi.com/scuba-vacations/brazil,

http://www.scubadivingbrazil.com/scuba-centers-fernando-de-noronha/ http://www.scubatravel.co.uk/americas/diving-brazil.html

No Brasil, grande parte das atividades de ecoturismo são desenvolvidas em Unidades de Conservação, vez que uma das principais diretrizes de serem permitidas visitações em áreas protegidas é o de incentivar o visitante a ter atitudes compatíveis com a conservação ambiental, ou seja, a de educar quem visita a diminuir seus impactos negativos no meio (NEIMAN; RABINOVICH, 2008; PEDRINI et al., 2008; RANSOM; MANGI, 2010). Por exemplo, em Florianópolis (SC) o Governo do Estado e a Secretaria do Turismo incentivam o turismo de mergulho e divulgam a existência da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, logo no desembarque no aeroporto.

O ecoturismo, na modalidade mergulho, poderia ser utilizado no PEMPRM de maneira sustentável para constituir uma fonte de captação de recursos (taxa para manutenção da UC), bem como poderia servir como ferramenta de educação ambiental para a população local e turistas, além de gerar oportunidades de renda e emprego para a comunidade local (pescadores, pousadas, restaurantes e escolas de mergulho).

O artigo 23 do Plano Diretor Participativo da cidade de Fortaleza (Lei Complementar 0062/2009)56 estabelece ações estratégicas para Educação

Ambiental, além de prever a integração com outras iniciativas, bem como seu uso com metodologias participativas para a elaboração e implementação de projetos que visem a conservação e o manejo sustentável dos recursos naturais. Desse modo, aulas de educação ambiental poderiam ser incluídas nas escolas de mergulho de Fortaleza, ministradas pelos próprios instrutores (sob orientação de professores e/ou pesquisadores do Labomar-UFC), como forma de minimizar impactos ambientais negativos que possam ser gerados pelos turistas (p.ex.: contato com corais ou animais marinhos, abandono de lixo nos locais) que visitam o PEMPRM, além de aulas/palestras aos pescadores. Parcerias entre as escolas de mergulho, pescadores e órgãos ambientais (SEMACE, IBAMA e Capitania dos Portos) poderiam auxiliar no monitoramento ambiental da UC, fiscalizando barcos que realizam a pesca predatória com redes de arrasto e compressores de ar comprimido (BERCHEZ et al., 2007; DIEDRICH, 2007; RANGEL et al., 2014; SOARES et al., 2011).

A utilização de trilhas marinhas em UC tem sido usada como forma de restringir e delimitar a área visitada, minimizando os impactos causados pela visitação e também como ferramenta de educação ambiental. A trilha marinha da Ilha Anchieta, em Ubatuba - SP, é um exemplo de ecoturismo em uma UC no litoral paulista. Essa mesma metodologia vem sendo utilizada em áreas marinhas protegidas da Europa, como forma de mitigar os impactos ambientais causados pela visitação (p.ex.: contato com corais ou animais marinhos, abandono de lixo nos locais) (PEDRINI et al., 2010; RANGEL et al., 2014).

No litoral de Algarve (Portugal) estudos de percepção ambiental com mergulhadores confirmaram a ideia de que rotas subaquáticas podem servir como uma maneira de promover a atividade de mergulho bem como aumentar a conscientização e educação ambiental dos mergulhadores. As trilhas marinhas são utilizadas como uma ferramenta para familiarizar os visitantes sobre o local que irão mergulhar e com isso aumentar sua interação e satisfação durante a atividade. São apresentadas características ambientais (p.ex.: corais, peixes, grutas, locais de maior interesse) e condutas a serem observadas durante o mergulho (p.ex.: contato com corais ou animais marinhos, abandono de lixo nos locais) (RANGEL et al., 2014).

A criação de trilhas marinhas no PEMPRM ou em locais abrigados próximos à costa poderia ser uma forma de promover o turismo subaquático, bem como aumentar a consciência e educação ambiental entre os mergulhadores. A delimitação de locais e rotas especificas para a visitação minimizariam os impactos causados pelo fluxo de visitantes, além de divulgar características das espécies mais comumente encontradas.

A construção do Acquário do Ceará foi concebida a partir de ideais educativos e de entretenimento com a finalidade precípua de fortalecer o turismo cearense, fomentar o turismo de qualidade para a população e desenvolver atividades educativas (SECRETARIA DO TURISMO; GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ, 2011). Quando estiver em atividade57 será uma importante ferramenta, interativa e

envolvente, de educação ambiental, capaz de atingir diversos públicos. Está prevista

57 A construção do Acquário do Ceará teve início em 2012 e está parada desde o início de 2016. A previsão é que ainda em 2017 seja lançado o edital para contratar uma empresa de consultoria que será responsável pela elaboração do estudo para definir as regras de concessão do equipamento pela iniciativa privada. (Disponível em: http://www.ceara.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/16671- concessoes-consultoria-apresenta-estudo-sobre-equipamentos-do-estado e

http://g1.globo.com/ceara/noticia/2017/01/governo-ira-privatizar-obra-do-acquario-do-ce-por-falta-de- dinheiro.html. Acesso em 26 de jun. 2017)

a instalação de uma escola de mergulho e a construção de uma área para mergulho em um navio naufragado, onde os visitantes poderão assistir e interagir com mergulhadores.

Graças à sua estrutura, equipamentos e tecnologia, o futuro Acquário do Ceará poderá representar uma ferramenta de divulgação e incentivo ao mergulho recreativo no Estado, fornecendo informações não apenas a turistas, mas também aos próprios cearenses. Além de apresentar informações sobre as características dos locais de mergulho no litoral e das espécies encontradas, poderá fornecer um canal para divulgar as escolas de mergulho locais, seus contatos, horários de funcionamento, calendários de saídas de mergulho e apresentar informações e novidades sobre suas atividades. Cumpre relembrar neste contexto, que no formulário implementado nesta pesquisa, uma das perguntas era exatamente “O que o incentivaria a mergulhar mais em Fortaleza”, e a resposta “mais informação e divulgação” obteve 16% das respostas, ocupando o quarto lugar.

Uma das atividades que pode ser praticada em um aquário (mediante pagamento e treinamento prévio), como ocorre em vários locais do mundo, é o mergulho com tubarões, raias e outros peixes do aquário (Barcelona e Lisboa na Europa, Monterey e Las Vegas nos EUA, Dubai na Ásia, por exemplo58). Atividades

para crianças como “dormir com os tubarões”, mergulho na “gaiola”, produções audiovisuais e palestras educativas são realizadas para aproximar os visitantes dos animais marinhos e fomentar a conscientização ambiental.

6.5 Características e desafios do mergulho na RMF em comparação com alguns

Benzer Belgeler