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Siklik Nükleotid Fosfodiesteraz Enziminin Katalitik Mekanizması

1.1 Siklik Nükleotid Fosfodiesteraz Enzimi

1.1.5 Siklik Nükleotid Fosfodiesteraz Enziminin Katalitik Mekanizması

O programa de coleta seletiva em Santo André foi implementado no ano de 1997. Em Santo André, o gerenciamento dos resíduos sólidos é integrado com o saneamento ambiental e gerenciado pelo Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André–SEMASA. O conceito de saneamento ambiental engloba o abastecimento de água, a coleta e afastamento de esgoto, a drenagem de águas pluviais, a gestão ambiental, a coleta, tratamento e destinação de resíduos sólidos, a limpeza urbana, riscos ambientais e a educação sanitária e ambiental.

O Departamento de Resíduos Sólidos-DRS do SEMASA, criado em 1999, coordena a gestão integrada de resíduos sólidos, na qual está incluído o programa de coleta seletiva.

O DRS articula-se com os demais departamentos do SEMASA, com secretarias municipais e estabelece parcerias com universidades, organizações não governamentais, e empresas privadas para o desenvolvimento de projetos e atividades voltados à gestão integrada de resíduos sólidos no município.

O Programa de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos foi viabilizado a partir de diretrizes ambientais, de desenvolvimento econômico e participação popular do Plano de Governo 1997/ 2000, e da cobrança de taxas e tarifas referentes a serviços de coleta, tratamento e destinação de resíduos sólidos e de varrição.

Desta forma, consolidou-se a política de resíduos sólidos na cidade, garantindo verbas anuais específicas para o Programa. Esta política integra a Política Municipal de Gestão e Saneamento Ambiental de Santo André – Lei nº 7733, de 14 de outubro de 1998.

A implementação do programa de coleta seletiva deu–se a partir de uma experiência piloto bem sucedida de coleta diferenciada de resíduos domiciliares. A concepção do programa iniciou em 1997, e em 1998 foi implantado. Atendendo inicialmente a 7% dos domicílios, avançou gradativamente, em 1999, para 60% e atingiu 100% da área urbana da cidade, no ano de 2000 (SANCHES et al 2000).

Atualmente, duas cooperativas são parcerias no programa de coleta seletiva de Santo André, a Cooperativa de Reciclagem de Santo André – Coopcicla, com 76 cooperados, e a Cooperativa de Trabalho dos Coletores de Resíduos Urbanos e Limpeza de Santo André-Coopcidade Limpa com 97, totalizando 173 cooperados. O DRS também considera, como parte do programa de coleta seletiva, três associações, uma que é a Usina de Reciclagem de Papel, que integra 35 jovens em situação de risco social, 4 catadores da estação do bosque que estão integrados ao programa, e 37 integrantes do Programa de Saúde e Atenção Psico Social – Estação Refazer.

Segundo o SEMASA, o programa tem por objetivos a não geração de resíduos, a redução, reutilização, incentivo à reciclagem e disposição final adequada, minimizando os impactos ambientais dos resíduos e aumentando as perspectivas de inclusão social e desenvolvimento econômico.

Com a morte do prefeito em 2002, assumiu o vice-prefeito que deu continuidade ao programa e foi reeleito em 2004.

Para a consecução do programa foram instaladas estações de coleta seletiva, formadas duas cooperativas, uma no ano de 1999 e uma em 2002, implantada a coleta comunitária nos núcleos de difícil acesso e instalou-se uma usina de reciclagem de papel. Para esta é encaminhado o excedente de papel da coleta seletiva

e na qual adolescentes em situação de vulnerabilidade social desenvolvem a atividade de reciclagem artesanal do papel.

As estações de coleta seletiva são locais de entrega voluntária nos quais são colocadas caçambas fixas para o recebimento de lixo orgânico, entulho da construção civil e materiais recicláveis e volumosos (móveis, eletrodomésticos, entre outros). A receita do SEMASA é gerada exclusivamente através do recolhimento de contas de saneamento, nas quais são cobradas as tarifas de água e esgoto e as taxas de drenagem, varrição e coleta de resíduos sólidos. Segundo o DRS os gastos com limpeza pública, no município, equivalem a 1,93% do orçamento da prefeitura, os gastos com a coleta seletiva representam 0,048% do orçamento da prefeitura e 0,37% do orçamento do SEMASA. A meta é a sustentabilidade, mas a taxa do lixo cobre 80% dos serviços prestados. Os serviços prestados no Programa de Gestão Integrada de Resíduos são, em sua totalidade, executados por empresas terceirizadas, cabendo ao SEMASA o gerenciamento destas atividades. O custo por tonelada coletada é de R$ 56,00 e inclui a coleta regular e a seletiva e o custo mensal do programa de coleta seletiva é de R$ 47.000,00.

Em Santo André são coletadas seletivamente 500 toneladas/mês, das quais 250, (50 %) é rejeito (dados DRS de 2005). Segundo dados obtidos nos questionários das cooperativas, em 2005, apontam que a Coopcicla comercializou 90 toneladas de materiais recicláveis no mês de abril de 2005 e a CoopCidade Limpa 32,9 toneladas, que somadas totalizam apenas 130 toneladas comercializadas, o que infere que o índice de rejeito deve ser muito superior à declarada pela prefeitura (76%) .

Segundo o DRS, a queda na qualidade do material coletado se deve à baixa eficiência do sistema de coleta, à coleta informal de catadores autônomos e motorizados, ao aumento dos depósitos clandestinos de material reciclável na cidade e ao aumento da competitividade no segmento. Por consistirem em atividades informais, mas não irregulares, fica difícil a fiscalização.

Para enfrentar este problema o DRS pretende:

• Envolver mais a população para melhorar a qualidade do material coletado;

• Estabelecer parcerias com grandes geradores para especializar o trabalho das cooperativas;

• Aprofundar o conhecimento geral sobre a importância e a complexidade do trabalho de triagem e incentivar as cooperativas oferecendo apoio técnico e subsídios para o aperfeiçoamento das condições de trabalho praticadas.

A prefeitura diz ter convênios firmados com as duas associações, mas a Coopcicla afirma não ter convênio com a prefeitura.

As estações de coleta seletiva estão localizadas em áreas públicas e numa eventual mudança de gestão, ou segundo prioridades da administração, estas podem ser remanejadas ou eliminadas.

As cooperativas não celebram contratos de prestação de serviços com a prefeitura, mas a Coopcidade Limpa o faz com a empresa privada que opera na coleta regular e seletiva do município.

Fortalezas

ƒ Inserção da gestão dos resíduos sólidos de forma integrada ao saneamento ambiental.

ƒ Cobrança da taxa específica de resíduos sólidos. ƒ Articulação intersecretarial.

ƒ Baixo custo do programa de coleta seletiva para o SEMASA e para a prefeitura.

ƒ Continuidade administrativa.

ƒ Alta abrangência do programa que cobre, 100% da área do município. ƒ Coleta seletiva integrada a um sistema integrado de gestão de resíduos. Fragilidades

ƒ Baixo índice de coleta seletiva. ƒ Alto índice de rejeito.

ƒ Competição da coleta informal de catadores autônomos e motorizados. ƒ Fragilidade dos convênios com as cooperativas.

Benzer Belgeler