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3.6. SİGARA KULLANAN BEDEN EĞİTİMİ VE SPOR ÖĞRETMENLERİNİN MEDENİ DURUMLARINA GÖRE SİGARA

Certamente, a hipótese de constância desempenhou um importante papel heurístico para a pesquisa experimental em psicologia até o século XX. Ela substanciou o desenho de muitos experimentos e uma série de interpretações teóricas sobre os fenômenos perceptivos (GURWITSCH, 1936/2009c). De fato, ela foi admitida, por muito tempo, como uma tese autoevidente e que não necessitaria de maiores comprovações ou justificações (GURWITSCH, 1929/2009a; 1955/2009e). No entanto, algumas insuficiências e contradições começaram a ser notadas por alguns pesquisadores. Ao tentar justificar a hipótese de constância, Stumpf (1890, apud GURWITSCH, 1936/2009c, p. 22) 89 decidiu abandoná-la e

estabeleceu uma lei mais simples para explicar as modificações das sensações que ocorrem por conta de sua coexistência com outras sensações. Hering havia desenvolvido uma teoria sobre o contraste simultâneo que não apelava a fatores de ordem superior para sua explicação, contrariamente a Helmholtz (GURWITSCH, 1936/2009c, p. 22). E, por fim, em 1913,

89 Gurwitsch (1936/2009c) cita as seguintes passagens: do tomo I, as pp. 11-12, 20-21, 31,35; e do tomo II, as

Köhler90 (apud GURWITSCH, 1936/2009c, p. 22) teria escrito uma crítica na qual derrogaria

o papel da referida hipótese para os estudos psicológicos sobre a percepção. É, sobretudo, com base em tal crítica que Gurwitsch desenvolve a sua própria interpretação a respeito do significado epistemológico da Psicologia da Gestalt para o estudo fenomenológico do fenômeno perceptivo.

Vejamos quais os principais problemas que Gurwitsch sublinha na hipótese de constância. Em conjunto, busquemos sistematizar algumas das consequências epistemológicas, ao mesmo tempo importantes para a psicologia e para a fenomenologia, que o autor tira da derrogação desta tese.

(a) A hipótese de constância possui um caráter teórico-explicativo e implica conceitos funcionais ‘ad hoc’. Primeiramente, constatou-se que a hipótese de constância seria

inverificável. A confirmação experimental direta ou indireta era inconclusiva, justamente porque a hipótese de constância teria fundamentado a própria interpretação dos achados experimentais91. A hipótese de constância foi, de fato, utilizada para explicar determinados fenômenos psíquicos com base em uma interpretação prévia sobre a natureza destes mesmos fenômenos. Desta forma, a própria observação já estava guiada por uma interpretação prévia. Mais relevante para esta interpretação era a suposição de que haveria “dados impercebidos” (unnoticed data) (GURWITSCH, 1936/2009c, p. 22). Qualquer contradição com a experiência imediata poderia ser suprida com base nesta suposição. Todavia, estas sensações impercebidas estariam além do controle experimental e, além disso, nenhuma observação direta poderia validá-las ou invalidá-las. Por isto, era preciso ir além da experiência intuitiva e imediata para poder afirmar a diferença de origem do que é dado em cada caso, se é puramente sensorial ou se é extrassensorial. Como o processo extrassensorial não é, então, acessível à experiência imediata e, por conseguinte, à descrição pura, fica claro que ele foi assumido pelos psicólogos da Escola de Graz por razões puramente teóricas (GURWITSCH, 1964/2010a, p. 87). Deste ponto de vista, o conceito de “produção” só é válido no interior de um sistema teórico a considerar o seu valor explicativo, mas não é válido como descrição da experiência imediata. Igualmente, as sensações impercebidas consistem em construções teóricas sobre as quais repousa toda e qualquer observação que segue a hipótese de constância. Ainda assim, elas eram requeridas a fim de manter-se a validade e a coerência das teorias clássicas. Aceitando-se a hipótese de constância como evidente, seria impossível

90 KÖHLER, W. Über unbemerkte Empfindungen und Urteilstäuschungen, Zeitschrift für Psychologie, LXVI,

1913.

desenvolver teorias alternativas e, por conseguinte, seria inexistente a escolha entre teorias rivais. O conceito de “produção” e outros conceitos a ele conexos são, exclusivamente, conceitos funcionais, teórico-explicativos, e não conceitos descritivos. Ainda mais, são conceitos introduzidos a fim de salvar a teoria (ad hoc).

A revogação da hipótese de constância significa, neste sentido, evitar o recurso a estas entidades teóricas (a “produção” e as “sensações impercebidas”) que estariam além do que é “dado” tal como é dado na experiência imediata e que, portanto, constituiriam parte de uma realidade exterior à consciência. Deste ponto de vista, a consciência não é compreendida a partir de uma interpretação prévia sobre a correlação entre o que é “dado” e os estímulos objetivos (GURWITSCH, 1929/2009a, p. 213). Todos os dados fenomenais são, por conseguinte, admitidos a partir do registro puramente descritivo e, por isso, valem independentemente de toda e qualquer construção teórica (GURWITSCH, 1929/2009a, p. 113). Já no ensaio de 1929 Gurwitsch (1929) compreende este princípio metodológico como o procedimento fundamental e original da Psicologia da Gestalt. A este respeito, o autor afirma:

Se nós abandonarmos a hipótese de constância e tomarmos o que é dado à consciência justamente tal como ele se apresenta em sua natureza fenomenal, afora – pelo menos no início – de toda interpretação teórica, nós prescindimos de orientar os dados de consciência antecipadamente pelos estímulos objetivos e nós acolhemos a sua natureza descritiva em seu próprio direito independentemente de todas as construções teóricas (GURWITSCH, 1929/2009a, p. 213).

É por este princípio que a Psicologia da Gestalt pode ser aproximada da fenomenologia husserliana. Com ele, a investigação fica restrita, em termos metodológicos e epistemológicos, ao dado psicológico no registro da descrição pura, isto é, àquilo que é dado tal como é dado no ato de consciência que está sob investigação (GURWITSCH, 1929/2009a, p. 213). Aquilo que deve ser tomado como “dado” não pode mais se referir às estimulações nem mesmo a qualquer realidade extrassensorial. O “dado” deve consistir naquilo que “aparece” em determinada percepção, isto é, o “percepto”, tal como ele aparece. Trata-se de tomar o fenômeno por seu valor imediato (at face value) (GURWITSCH, 1955/2009e, p. 116), quer dizer, através do ato de consciência pelo qual ele se apresenta e apenas através deste mesmo ato. Após a rejeição da hipótese de constância, o fenômeno psicológico corresponde ao “noema perceptual” (GURWITSCH, 1955/2009e, p. 116)92. É este o objeto

que, pela descrição e pela análise, deve ter os seus componentes e constituintes distinguidos e

92 “[…] o percepto, tal como ele é concebido após a hipótese de constância ter sido eliminada, prova ser o que é

discriminados uns dos outros (GURWITSCH, 1955/2009e, p. 115). Isto significa que estes componentes e constituintes não são explicados ou classificados a partir de sua origem, como na teoria genética dos fenômenos figurais. Antes, eles devem ser descritos e analisados em um mesmo registro.

Esse princípio implica, aliás, que os conceitos utilizados para o estudo da percepção devem ser descritivos antes do que explicativos. A conclusão metodológica que deriva disso é que os conceitos descritivos, que explicitam o que é efetivamente observado na experiência imediata, devem ser os primeiros e mais fundamentais a serem estabelecidos no domínio da investigação dos fenômenos psicológicos, ao passo que as conclusões funcionais, psicológicas ou fisiológicas, devem derivar destes conceitos (GURWITSCH, 1936/2009c, p. 25). Os conceitos funcionais se estendem para além dos dados intuitivamente observados, que são as ferramentas necessárias para toda e qualquer explicação teórica (GURWITCH, 1936/2009c, p. 25). Por conseguinte, todas as consequências e predições teóricas devem poder ser verificadas na observação direta e devem ser dela derivadas. Por outro lado, as consequências deduzidas da teoria podem testar ou confirmar os próprios conceitos descritivos. Os conceitos descritivos da Psicologia da Gestalt, por exemplo, acarretam conceitos funcionais tais como a “lei da boa forma” (GURWITSCH, 1936/2009c, p. 29).

(b) A hipótese de constância implica um estrato privilegiado do percepto. A teoria

de Benussi supõe que o percepto seja constituído de dois estratos diferentes. Mas, se ouço uma melodia ou se percebo uma configuração geométrica, por exemplo, eu não estou ciente de qualquer processo extrassensorial ou mesmo de que o perceto seja composto por dois estratos diferentes. Pelo contrário, percebo-o como algo homogêneo e que diz respeito inteiramente à sensibilidade (GURWITSCH, 1964/2010a, p. 87). A teoria de Benussi necessita ir além da experiência intuitiva e imediata para poder afirmar a diferença de origem do que é dado em cada caso, quer dizer, para determinar se este algo é puramente sensorial ou se é extrassensorial. Além disso, se a distinção entre uma percepção privilegiada e uma não- privilegiada é aceita, então algumas propriedades do fenômeno perceptivo complexo não poderiam ser consideradas todas como “genuínas”. Este seria o caso para todas aquelas propriedades de grupos e de todos organizados, estruturados e articulados, que são encontradas no conteúdo efetivo e concreto do percepto. Mas, como esta distinção é fruto de uma abstração daquilo que é dado imediatamente à percepção, não se pode aceitá-la como uma descrição fiel do processo perceptivo. A hipótese de constância é, por isto, um excesso na descrição pura da experiência imediata. Seguindo-se a orientação descritiva da Psicologia da Gestalt, não pode haver privilégio deste estrato abstrato. Pelo contrário, o dado fenomenal

deve ser tomado tal como ele é dado e todas as suas propriedades devem ser “reconhecidas como dados e fatos da experiência sensorial genuína” (GURWITSCH, 1955/2009e, p. 115). Visto que não pode haver nivelamento a este respeito, elas devem ser tratadas “em pé de igualdade”.

(c) A hipótese de constância implica uma distinção entre realidade e aparência

com base no caráter substancial dos dados dos sentidos. Como vimos anteriormente, de acordo com tal hipótese, as sensações puras se mantêm constantes em estrita correspondência

aos estímulos objetivos (por exemplo, em acordo estrito com as variações de luminosidade

que atingem os cones e os bastonetes de meus olhos). Este estofo sensível está em plena concordância com a realidade, de modo tal que aquilo que é acessado pela atitude analítica é compreendido, inclusive, como apresentando as propriedades da própria coisa real. No caso das ilusões, a variação de uma percepção a outra – por exemplo, entre ver um cálice e ver dois rostos na figura de E. Rubin (Figura 1) – seria devida inteiramente a fatores internos, ou, mais particularmente, a fatores de ordem extrassensorial, que agiriam sobre o estofo sensível. Supunha-se, assim, que as ilusões poderiam ser dissipadas por meio de uma modificação de atitude por parte do observador (GURWITSCH, 1936/2009c, p. 24). Por meio de um procedimento semelhante, aliás, poder-se-ia ter acesso a uma percepção privilegiada que

corresponderia estritamente às sensações puras e que estaria contida naquela percepção de segundo grau, mas de maneira “impercebida”. A “realidade” pertenceria apenas a esta

percepção privilegiada e seria radicalmente distinta daquilo que aparece para o sujeito, visto que não envolveria a atividade do fator produtivo superveniente. Deste ponto de vista, as constantes da pesquisa empírica repousam inteiramente em um substrato elementar que depende exclusivamente dos estímulos objetivos (GURWITSCH, 1936/2009c, p. 24). Basta desnudá-lo por meio de técnicas adequadas. Do ponto de vista objetivo, não há, portanto, alteração alguma.

(d) Diretamente conectado a este ponto, está o fato de que a hipótese de constância

implica que a mudança na maneira de perceber não acarreta uma mudança no próprio dado objetivo. Ora, ao assumir-se que o dado objetivo consiste no estofo sensível que está em

concordância estrita com a estimulação objetiva, toda variação na percepção tem seu peso no próprio sujeito da percepção. O dado objetivo é, em si mesmo, invariável. Esta é uma consequência da tese anterior, visto que, no interior da própria investigação psicológica, faz- se uma distinção entre o que é real e o que é aparente e, assim, supõe-se que todas as

variações residem do lado da aparência. Com isso, supõe-se, de modo auxiliar, que o

não o altera em nada, visto que o seu “ser real” continua a consistir na correspondência unívoca entre as sensações elementares e a estimulação local (Cf. GURWITSCH, 1936/2009c, p. 27). Nesta linha, Koffka93 (apud GURWITSCH, 1936/2009c, p. 32) questionou se a percepção das linhas de um quadrado anteriormente ao fato de o sujeito ser indagado sobre as relações de igualdade e desigualdade quanto a seu tamanho poderia conter as mesmas relações que são percebidas depois dessa indagação. Supor que as relações de igualdade, por exemplo, já estejam contidas no primeiro percepto de maneira impercebida é inadmissível. Mas, o fato de que, no primeiro percepto, as linhas não sejam percebidas como de igual tamanho não implica que elas sejam de tamanho desigual. Este raciocínio lógico não se aplica, aqui, de maneira tão simples. Certamente, as linhas seriam de tamanho diferente em uma forma retangular ou trapezóide, por exemplo. No entanto, no caso do quadrado, inferir a desigualdade do tamanho das linhas pela ausência de igualdade da percepção é, na verdade, ilógico. Do ponto de vista da coisa real, as linhas permanecem do mesmo tamanho entre o primeiro e o segundo percepto. Elas permanecem idênticas apesar de toda variação de aparência que elas possam sofrer. Contudo, de um ponto de vista puramente fenomenológico, elas devem ser consideradas tal como elas se ofertam imediatamente à consciência, quer dizer, da perspectiva de uma alteração efetiva entre o primeiro percepto e o segundo. Deste ponto de vista, nenhuma propriedade que não se apresente com o fenômeno no momento de sua aparição, na observação direta e imediata, deve ser afirmada, tampouco há algo a ser procurado por trás do fenômeno. Ater-se ao próprio fenômeno acarreta, então, não aplicar a ele qualquer categoria que pertença ao domínio da “coisa real” (GURWITSCH, 1936/2009c, p. 32). O domínio da investigação fenomênica não pode incluir “coisas”, “estados de coisa”, “eventos tomados pura e simplesmente”, tampouco “objetos no sentido de entidades transcendentes” (GURWITSCH, 1929/2009a, p. 213). No domínio fenomênico, a noção de “dado objetivo” sofre, pois, uma alteração. Ele deixa de corresponder à esfera da “realidade objetiva”, da coisa física real, e passa a corresponder, puramente, à esfera noemática94. No lugar da “coisa tal como ela realmente é”, a investigação se volta inteiramente ao àquilo que é dado tal como é dado na experiência imediata (GURWITSCH, 1929/2009a, p. 213). Aliás, esta linha divisória deve ser bem demarcada e, a fim de não se imiscuírem dois níveis distintos de experiência, deve-se optar apenas por um dos lados.

93 KOFFKA, K. Psychologie. In: DESSOIR, M. (Ed.). Lehrbuch der Philosophie. Berlin, 1925, II, pp. 528-34. 94 “Precisamente, pelo abandono da hipótese de constância, a esfera do noemático se torna acessível para a

(e) A hipótese de constância implica o dualismo entre sensação e percepção.

Como mencionamos a respeito da teoria de Benussi, a hipótese de constância acarreta um dualismo entre as sensações puras e o ato perceptivo (de natureza intelectual). Segundo tal teoria, o processo perceptivo consistiria em, por um lado, puras sensações como multiplicidades desconexas e amorfas e, por outro lado, em funções psicológicas intervenientes que dariam a elas uma ordem (estrutura, organização, articulação, relação etc.). Por conseguinte, o próprio percepto deveria ser composto por dois estratos de níveis distintos, um dos quais é constante e deve estar em correspondência estrita com os estímulos e o outro é um fator superveniente que confere ao estofo sensível uma ordem. Em acordo com a teoria de Benussi, Meinong95 (apud GURWITSCH, 1964/2010a, p. 58) propôs, ainda, que objetos tais como as “qualidades de forma”, além de terem uma natureza dual, possuiriam uma relação peculiar com os dados sensoriais. Tais objetos não seriam pensáveis sem os dados sensoriais como seus elementos componentes e mais básicos. A relação de dependência entre os objetos superiores, que ele chamou de “relações” e de “complexos”, e os inferiores seria, pois, uma relação de fundação: os objetos superiores seriam “fundados” pelos mais elementares e, por isso, seriam chamados de “superiora”, ao passo que os dados sensoriais subjacentes seriam “fundantes” e, por isso, seriam chamados pelo autor de “inferiora” (GURWITSCH, 1964/2010a, p. 59). Embora sejam diferentes da teoria da produção em determinados aspectos96, as teorias de Ehrenfels (1890/1988) e de Husserl (1891/1972a) concordam com a teoria de Meinong e de Benussi a este respeito (GURWITSCH, 1936/2009c; 1964/2010a, §1). Concordam na medida em que, para Ehrenfels e Husserl, as “qualidades de forma” e os “momentos figurais” consistiriam em um objeto novo, mais rico, adicionado à mera experiência sensorial e que possuiria um estatuto diferenciado com relação aos dados dos sentidos ordinários. Assim como para Meinong, também para Husserl e Ehrenfels haveria uma relação especial de dependência entre os fatores figurais e os dados dos sentidos. Segundo as suas teorias, a mera ocorrência dos dados dos sentidos adequados seria suficiente para fazer surgir um fenômeno figural. Ainda assim, no entanto, os fatores superiores de

95 MEINONG, A. Zur Psychologie der Komplexionen und Relationen, Zeitschrift für Psychologie und

Physiologie der Sinnesorgane, vol. 2, 1891; MEINONG, A. Über Gegenstände höherer Ordnung und deren Verhältnis zur inneren Wahrnehmung, Zeitschrift für Psychologie und Physiologie der Sinnesorgane, vol. 21, 1899.

96 São dois os principais pontos de divergência. Primeiro, as teorias de Husserl e de Ehrenfels são

predominantemente descritivas, ao passo que a teoria de Benussi é eminentemente genética. Segundo, embora aceitem a ação de um fator superveniente, Husserl e Ehrenfels não o interpretam como um fator de origem “extrassensorial”. Diferentemente de Benussi, eles interpretam a estrutura do dado fenomenológico como “homogênea” (GURWITCH, 1964/2010a, p. 86). As “qualidades de forma” e os “momentos figurais” seriam, por isso, “propriedades genuinamente sensoriais apresentadas por grupamentos perceptuais” (GURWITSCH, 1964/2010a, p. 85).

organização teriam certa independência (GURWITSCH, 1964/2010a, p. 85), porque são concebidos como não afetando e não qualificando os dados dos sentidos originários. Os dados dos sentidos preservariam, portanto, a sua identidade mesmo na presença de fatores de organização. Como resultado desta interpretação, a estrutura do fenômeno figural corresponderia, basicamente, a “uma superposição de dados sensoriais de uma ordem superior sobre as sensações como elementos estruturais básicos, ainda que os primeiros não falhem em aparecer sempre que as sensações apropriadas são dadas” (GURWITSCH, 1964/2010a, p. 85). A derrogação da hipótese de constância conduz a uma nova interpretação do fenômeno perceptivo com base no conceito de “Gestalt”.

Benzer Belgeler