ENGELLİLER İÇİN İNTERNET TARİFESİ VE UYGULAMA ESASLARI
G. SHDSL: Simetrik Yüksek Hızlı Sayısal Abone Hattı
Não resta dúvida que a estabilidade das relações jurídicas existe. Mas a previsibilidade, nos contratos celebrados via Internet, pressupõe aspectos externos à lei, como a possibilidade de contatar a outra parte contratante, de conhecer seu endereço físico e de saber se possui condições técnicas, jurídicas e financeiras de honrar os compromissos assumidos.
Ou seja, apesar de o negócio jurídico celebrado via Internet ser reconhecido como um ato jurídico perfeito, devendo, portanto, ser albergado pelo princípio da segurança jurídica, a então inexistência de meios para responder as questões anteriormente formuladas punha “em cheque” meios mais eficazes de salvaguardar os direitos adquiridos advindos dos contratos firmados virtualmente.
Neste sentido, a certificação digital representou um importante passo, no contexto brasileiro, para a proteção das partes contratantes e para o oferecimento de mecanismos para a persecução dos direitos violados quando do não adimplemento contratual.
Por meio da certificação digital pública, os caracteres extrínsecos à relação contratual (que não impediam a formação de um negócio jurídico válido, mas prejudicam o potencial cumprimento da obrigação), passam a ser conhecidos. Além disso, tais informações possuem um acobertamento de legitimidade dado pela legislação (MP 2.200-2/2001).
Neste sentido, o que este trabalho procurou defender foi a manutenção da segurança jurídica nas relações entabuladas via Internet, o que significa que ela já existe no meio virtual, uma vez que existem empresas que tratam da negociação virtual como ramo principal da atividade, já possuindo a credibilidade necessária no mercado.
Por outro lado, existem empresas que estão iniciando no mercado e, como tal, não fornecem ao oblato, habituado a negociar somente com empresas que conhece no seu dia-a-dia, a necessária confiança de a elas confiar seus dados pessoais, seu número de cartão de crédito ou mesmo se receberá o objeto contratado.
O mesmo pode ser comentado em relação aos consumidores no olhar das empresas: na medida em que estes, costumeiramente, são clientes esporádicos e, muitas vezes, realizam poucas compras no mesmo estabelecimento, também a empresa policitante tem dificuldades em identificar a veracidade das informações
prestadas em seus cadastros virtuais, de forma que, também ela, não possui a necessária confiança que deve possuir com que está contratando26.
A certificação digital certamente elimina os problemas acima apresentados, de forma que, tanto o consumidor como a empresa policitante, poderão aferir, de pronto, a legitimidade das informações prestadas pela parte adversa, sabendo de logo que são verdadeiras.
Ademais, terão acesso a dados pessoais fornecidos à AC, no momento da emissão do certificado digital público, como endereço físico, telefone válido, o que certamente facilitará uma persecução judicial no caso de descumprimento das obrigações contratuais entabuladas.
Assim se forma um direito contratual forte, eficiente e confiável, como exige o princípio da segurança jurídica, na medida em que os contratantes sabem com quem realmente estão contratando e podem ter certeza que as obrigações assumidas serão cumpridas, voluntária ou judicialmente.
A segurança jurídica dessas negociações com certificados digitais públicos, também decorre do documento por elas gerado (documento virtual assinado digitalmente) que, conforme anteriormente defendido, deve possuir a mesma fé e força jurídica de um documento público produzido por agente cartorário, de forma que garantir a previsibilidade (CANOTILHO) das relações jurídicas se torna uma atividade bem mais simplificada àquele que teve um direito prejudicado.
26
Neste ponto uma digressão é necessária: uma das razões para as altas taxas de juros praticadas no mercado se dá em razão da insegurança que as empresas possuem acerca da “certeza” de seu crédito. Se tais informações pudessem ser comprovadas prima facie, seria possível uma redução dos juros ao consumidor.
5 CONCLUSÕES
Do exposto, pode-se concluir o seguinte:
a) O crescimento das negociações via Internet se apresenta forte e com possibilidades para um avanço ainda maior, visto que o número de pessoas que negocia de forma on-line ainda é incipiente, em razão das desconfianças relacionadas ao pagamento e do recebimento dos produtos e serviços avençados;
b) Mesmo incipiente, o mercado virtual vem apresentando crescentes montantes relacionados às negociações pela Internet;
c) Tais negociações ainda não são completamente seguras, posto que é (era) virtualmente impossível realizar a correta identificação dos contratantes, se possuíam meios para adimplir a obrigação ou mesmo sua credibilidade no mercado;
d) Certificação digital é um instrumento de identificação pessoal, gerado por particular ou por autoridade certificadora, que, por meio de criptografia, pode garantir a autenticidade de registros eletrônicos; e) A certificação digital foi um instrumento que surgiu para propiciar a
identificação das partes. Apresentava o problema de ser unicamente obtido de forma particular, de forma que as informações fornecidas para obtenção da assinatura digital eram prestadas conforme o bem- querer do solicitante, de forma que, igualmente, não poderia se ter certeza da veracidade das informações prestadas pelo solicitante do certificado digital particular;
f) Isso se encerrou com a edição da Medida Provisória n.º 2.200/2001, que instituiu a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP- Brasil), que criou uma autarquia federal para regulamentar a emissão de certificados digitais públicos no Brasil;
g) A estrutura orgânica do ICP-Brasil é formada pela Autoridade Certificadora Raiz (AC-Raiz), responsável pela coordenação,
fiscalização e emissão de diretrizes dos outros órgãos da cadeia; pelas Autoridades Certificadoras (AC), que mediante, autorização da AC-Raiz, certificam indivíduos que a elas requerem e pelas Autoridades de Registro (AR), que meramente cadastram os indivíduos e as encaminham às AC;
h) A grande inovação no mecanismo de emissão de certificados digitais públicos se encontra na burocracia, que, neste caso, é positiva. Deste trâmite mais “complicado”, é possível que as Autoridades Certificadoras façam uma verificação documental e das demais informações prestadas pelo solicitante do certificado digital, de forma que, uma vez expedida a assinatura digital pública, pode-se afirmar, com certeza, a veracidade das informações prestadas em meio virtual;
i) Outro mecanismo de segurança dos certificados digitais públicos advém da “marca” posto por um terceiro confiável, com fé pública provinda da Lei, que é a Autoridade Certificadora;
j) O grande problema dos documentos digitais (não assinados digitalmente) consiste na impossibilidade de se determinar a legitimidade das informações nem se aferir, com certeza, se os documentos sofreram algum tipo de adulteração em seu conteúdo, conforme a exigência do Enunciado n.º 297 do Conselho da Justiça Federal;
k) Com a adoção de uma certificação digital pública, todos os problemas em relação aos documentos virtuais se esvaziam, posto que o maior problema deles, que era assegurar a inalterabilidade do conteúdo, não mais representa um entrave à aceitação deles, uma vez que, uma vez assinados digitalmente, tais documentos são protegidos contra alteração, sob pena de inutilização de seu conteúdo;
l) Os contratos virtuais, na forma como são formalizados atualmente, não preenchem os requisitos necessários a dar segurança jurídica entre
as partes, vez que as informações prestadas não podem ser verificadas;
m) Desta insegurança dos documentos virtuais assinados digitalmente, decorre a grande ideia defendida neste trabalho, que consiste em que todas as negociações realizadas virtualmente sejam realizadas por meio da apresentação, por ambas as partes contratantes, de seus certificados digitais públicos, de forma que, no momento da conclusão do negócio, possam saber, de pronto, com quem realmente negociam e se as partes possuem meios para adimplir as obrigações assumidas;
n) Deste instrumento de negociação, advirá um documento virtual assinado digitalmente por ambas as partes, com presunção de legitimidade, por meio da MP n.º 2.200-2/2001 e por interpretação extensiva dos art. 364 e 365 do Código de Processo Civil, à semelhança de um documento público emitido por um agente cartorário;
o) O princípio da segurança jurídica é ferramenta cogente no ordenamento jurídico e direito fundamental dos indivíduos, conforme idealiza o preâmbulo constitucional e determina o art. 5º, XXXVI, da Carta Magna;
p) O princípio da segurança jurídica pode ser reduzido a dois elementos que são a estabilidade contra mudanças unilaterais e não previstas e a previsibilidade dos efeitos dos negócios jurídicos entabulados;
q) Discutiu-se também que os negócios jurídicos virtuais se constituem em atos jurídicos perfeitos, razão pela qual devem ser acobertados pelo princípio da segurança jurídica e que a certificação digital somente fornece um elemento extra, porém fundamental, para que este desígnio seja alcançado.
BIBLIOGRAFIA
BARBAGALO, Erica Brandini. Contratos eletrônicos. São Paulo: Saraiva, 2001. BEHRENS, Fabiele. A assinatura eletrônica como requisito de validade dos
negócios jurídicos e a inclusão digital na sociedade brasileira. Disponível em: <
www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cp008696.pdf> . Acesso em: 10 set.2011.
BETHONICO, Cátia Cristina de Oliveira. O comércio eletrônico. Disponível em: < http://biblioteca.unisantos.br/tede/tde_arquivos/1/TDE-2009-09-04T102420Z-
219/Publico/Catia%20Bethonico.pdf> . Acesso em: 10 set.2011.
BULOS, Uadi Lâmmego. Curso de Direito Constitucional. 2ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito Constitucional e Teoria da
Constituição. 7 ed. Lisboa: Almedina, 2006.
CASALI, Guilherme Machado. Sobre o conceito de segurança jurídica. Disponível em: <
http://www.conpedi.org.br/manaus/arquivos/anais/bh/guilherme_machado_casali.pdf > . Acesso em: 10 set.2011.
DIDIER JR, F.; BRAGA, P.S.; OLIVEIRA, R. Curso de Direito Processual Civil: teoria da prova, direito probatório, teoria do precedente, decisão judicial, coisa julgada e antecipação dos efeitos da tutela. 4 ed. Salvador: Juspodvm, 2009. V. 2 DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: teoria das obrigações contratuais e extracontratuais. 24 ed. São Paulo: Saraiva, 2008. V.3
FERNANDES NETO, Guilherme. O abuso do direito na internet. Disponível em: <http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php/buscalegis/article/viewFile/24255/2 3818>. Acesso em: 16 out.2010.
GAVILANES, Juan Carlos Guede. A certificação digital como instrumento de
garantia da segurança e credibilidade da informação digital: um estudo de caso
brasileiro. Disponível em: <
www.cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=157000> . Acesso em: 10 set.2011.
GICO JUNIOR, Ivo Teixeira. O documento eletrônico como meio de prova no
Brasil. Disponível em http://www.alfa-redi.com/apc-aa-
alfaredi/img_upload/9507fc6773bf8321fcad954b7a344761/gico.pdf. Acesso em 18 jul. 2010.
GUELFI, Airton Roberto. Análise de elementos jurídico-tecnológicos que
compõem a assinatura digital certificada digitalmente pela Infra-Estrutura de Chaves Públicas do Brasil – ICP – Brasil. Disponível em: <
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3142/tde-26072007-
164132/publico/DissertacaoAirtonRobertoGuelfi.pdf> . Acesso em: 10 set.2011. LAWAND, Jorge José. Teoria geral dos contratos eletrônicos. 1 ed. São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, 2003
LUCCA, Newton de. et al. Direito & Internet: Aspectos jurídicos relevantes. 1 ed. Bauru: Edipro, 2000.
MARQUES, Cláudia Lima. Confiança no Comércio Eletrônico e a Proteção do
Consumidor: (um estudo dos negócios jurídicos de consumo no comércio
eletrônico). São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2004.
MATTOS, Analice Castor de. Aspectos relevantes dos contratos de consumo
eletrônicos. Disponível em:
<http://www.biblioteca.pucpr.br/tede/tde_arquivos/1/TDE-2007-04-04T112911Z- 528/Publico/Analice%20Dto.pdf>. Acesso em 04 out. 2010.
MILAGRE, José Antonio. A difícil legislação sobre os contratos eletrônicos. Disponível em: <http://webinsider.uol.com.br/2007/05/29/a-dificil-legislacao-sobre-os- contratos-eletronicos> . Acesso em: 16 out.2010.
MOTTA, Artur Alves da. Segurança jurídica: da crise ao resgate. Disponível em: < http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/14804/000669425.pdf?sequence=1 > . Acesso em: 10 set.2011.
PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de Direito Civil. 21 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006. v.1
PERRONI, Otávio Augusto Buzar. O Contrato Eletrônico no Código Civil
Brasileiro. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, 2007.
PINHEIRO, Patrícia Peck. Direito Digital. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2009. PINHEIRO, Patrícia Peck. Direito Digital. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2007.
PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR NO COMÉRCIO ELETRÔNICO SOB A ÓTICA DA TEORIA DA CONFIANÇA. Disponível em:
<http://www.nucleodedireito.com/artigos/trabalhos-juridicos/direito-do-
consumidor/protecao-do-consumidor-no-comercio-eletronico-sob-a-otica-da-teoria- da-confianca>. Acesso em 01 out. 2010.
RODRIGUES, Silvio. Direito Civil: dos contratos e das declarações unilaterais da vontade. 30 ed. São Paulo: Saraiva, 2007. V.3
SCHOUERI, Luís Eduardo. et al. Internet: O direito na era virtual. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 2001.
VERONESE, Alexandre. A política de certificação digital: processos eletrônicos
www.conpedi.org.br/manaus/arquivos/anais/bh/alexandre_veronese.pdf> . Acesso em: 10 set.2011.
ANEXOS
ANEXO A – MEDIDA PROVISÓRIA N.º 2.200-2/2001
Institui a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, transforma o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação em autarquia, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1º Fica instituída a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil,
para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras.
Art. 2º A ICP-Brasil, cuja organização será definida em regulamento, será composta
por uma autoridade gestora de políticas e pela cadeia de autoridades certificadoras composta pela Autoridade Certificadora Raiz - AC Raiz, pelas Autoridades Certificadoras - AC e pelas Autoridades de Registro - AR.
Art. 3º A função de autoridade gestora de políticas será exercida pelo Comitê
Gestor da ICP-Brasil, vinculado à Casa Civil da Presidência da República e composto por cinco representantes da sociedade civil, integrantes de setores interessados, designados pelo Presidente da República, e um representante de cada um dos seguintes órgãos, indicados por seus titulares:
I - Ministério da Justiça; II - Ministério da Fazenda;
III - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; IV - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
V - Ministério da Ciência e Tecnologia;
VI - Casa Civil da Presidência da República; e
VII - Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
§ 1º A coordenação do Comitê Gestor da ICP-Brasil será exercida pelo representante da Casa Civil da Presidência da República.
§ 2º Os representantes da sociedade civil serão designados para períodos de dois anos, permitida a recondução.
§ 3º A participação no Comitê Gestor da ICP-Brasil é de relevante interesse público e não será remunerada.
§ 4º O Comitê Gestor da ICP-Brasil terá uma Secretaria-Executiva, na forma do regulamento.
Art. 4º Compete ao Comitê Gestor da ICP-Brasil:
I - adotar as medidas necessárias e coordenar a implantação e o funcionamento da ICP-Brasil;
II - estabelecer a política, os critérios e as normas técnicas para o credenciamento das AC, das AR e dos demais prestadores de serviço de suporte à ICP-Brasil, em todos os níveis da cadeia de certificação;
III - estabelecer a política de certificação e as regras operacionais da AC Raiz; IV - homologar, auditar e fiscalizar a AC Raiz e os seus prestadores de serviço; V - estabelecer diretrizes e normas técnicas para a formulação de políticas de certificados e regras operacionais das AC e das AR e definir níveis da cadeia de certificação;
VI - aprovar políticas de certificados, práticas de certificação e regras operacionais, credenciar e autorizar o funcionamento das AC e das AR, bem como autorizar a AC Raiz a emitir o correspondente certificado;
VII - identificar e avaliar as políticas de ICP externas, negociar e aprovar acordos de certificação bilateral, de certificação cruzada, regras de interoperabilidade e outras formas de cooperação internacional, certificar, quando for o caso, sua compatibilidade com a ICP-Brasil, observado o disposto em tratados, acordos ou atos internacionais; e
VIII - atualizar, ajustar e revisar os procedimentos e as práticas estabelecidas para a ICP-Brasil, garantir sua compatibilidade e promover a atualização tecnológica do sistema e a sua conformidade com as políticas de segurança.
Parágrafo único. O Comitê Gestor poderá delegar atribuições à AC Raiz.
Art. 5º À AC Raiz, primeira autoridade da cadeia de certificação, executora das
Políticas de Certificados e normas técnicas e operacionais aprovadas pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil, compete emitir, expedir, distribuir, revogar e gerenciar os certificados das AC de nível imediatamente subseqüente ao seu, gerenciar a lista de certificados emitidos, revogados e vencidos, e executar atividades de fiscalização e auditoria das AC e das AR e dos prestadores de serviço habilitados na ICP, em conformidade com as diretrizes e normas técnicas estabelecidas pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil, e exercer outras atribuições que lhe forem cometidas pela autoridade gestora de políticas.
Art. 6º Às AC, entidades credenciadas a emitir certificados digitais vinculando pares
de chaves criptográficas ao respectivo titular, compete emitir, expedir, distribuir, revogar e gerenciar os certificados, bem como colocar à disposição dos usuários listas de certificados revogados e outras informações pertinentes e manter registro de suas operações.
Parágrafo único. O par de chaves criptográficas será gerado sempre pelo próprio titular e sua chave privada de assinatura será de seu exclusivo controle, uso e conhecimento.
Art. 7º Às AR, entidades operacionalmente vinculadas a determinada AC, compete
identificar e cadastrar usuários na presença destes, encaminhar solicitações de certificados às AC e manter registros de suas operações.
Art. 8º Observados os critérios a serem estabelecidos pelo Comitê Gestor da ICP-
Brasil, poderão ser credenciados como AC e AR os órgãos e as entidades públicos e as pessoas jurídicas de direito privado.
Art. 9º É vedado a qualquer AC certificar nível diverso do imediatamente
subseqüente ao seu, exceto nos casos de acordos de certificação lateral ou cruzada, previamente aprovados pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil.
Art. 10. Consideram-se documentos públicos ou particulares, para todos os fins
legais, os documentos eletrônicos de que trata esta Medida Provisória.
§ 1º As declarações constantes dos documentos em forma eletrônica produzidos com a utilização de processo de certificação disponibilizado pela ICP-Brasil presumem-se verdadeiros em relação aos signatários, na forma do art. 131 da Lei no 3.071, de 1o de janeiro de 1916 - Código Civil.
§ 2º O disposto nesta Medida Provisória não obsta a utilização de outro meio de comprovação da autoria e integridade de documentos em forma eletrônica, inclusive os que utilizem certificados não emitidos pela ICP-Brasil, desde que admitido pelas partes como válido ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento.
Art. 11. A utilização de documento eletrônico para fins tributários atenderá, ainda,
ao disposto no art. 100 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional.
Art. 12. Fica transformado em autarquia federal, vinculada ao Ministério da Ciência
e Tecnologia, o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação - ITI, com sede e foro no Distrito Federal.
Art. 13. O ITI é a Autoridade Certificadora Raiz da Infra-Estrutura de Chaves
Públicas Brasileira.
Art. 14. No exercício de suas atribuições, o ITI desempenhará atividade de
Art. 15. Integrarão a estrutura básica do ITI uma Presidência, uma Diretoria de
Tecnologia da Informação, uma Diretoria de Infra-Estrutura de Chaves Públicas e uma Procuradoria-Geral.
Parágrafo único. A Diretoria de Tecnologia da Informação poderá ser estabelecida na cidade de Campinas, no Estado de São Paulo.
Art. 16. Para a consecução dos seus objetivos, o ITI poderá, na forma da lei,
contratar serviços de terceiros.
§ 1º O Diretor-Presidente do ITI poderá requisitar, para ter exercício exclusivo na Diretoria de Infra-Estrutura de Chaves Públicas, por período não superior a um ano, servidores, civis ou militares, e empregados de órgãos e entidades integrantes da Administração Pública Federal direta ou indireta, quaisquer que sejam as funções a serem exercidas.
§ 2º Aos requisitados nos termos deste artigo serão assegurados todos os direitos e vantagens a que façam jus no órgão ou na entidade de origem, considerando-se o período de requisição para todos os efeitos da vida funcional, como efetivo exercício no cargo, posto, graduação ou emprego que ocupe no órgão ou na entidade de origem.
Art. 17. Fica o Poder Executivo autorizado a transferir para o ITI:
I - os acervos técnico e patrimonial, as obrigações e os direitos do Instituto Nacional