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I. BÖLÜM

2.1. SEYAHAT İŞLETMELERİ

2.1.1. SEYAHAT İŞLETMELERİNİN SINIFLANDIRILMASI

2.1.1.1. SEYAHAT ACENTALARI

P:Amadeu fale um pouquinho para mim sobre a sua vida após a cirurgia.

S: Bom, a minha vida após a cirurgia ela me trouxe assim muitas felicidades, né. P: Uhum.

S: Porque a cirurgia ela foi assim, para mim é como se fosse uma luz no fim do túnel. Uma coisa que eu desejava mas que estava muito distante. Quando eu soube que ia começar a fazer aqui no hospital regional a cirurgia, para mim foi uma alegria muito grande, né. Porque devido às condições que eu me encontro, para mim as coisas seriam muito mais difícil. Mas graça a Deus, as pessoas que estão aqui ao meu redor, me ajudaram muito, né. E, eu consegui é, assistir as palestras, eu

consegui é, fui chamado para passar pela primeira consulta e tal. E é uma coisa que eu sempre quis. Porque, uma pessoa obesa é uma pessoa limitada , né. A gente, muita coisa que a gente tem vontade de fazer, e não pode fazer devido à limitação de peso. Sem contar, que eu passei um momento muito difícil de enfermidade, né. Eu num período de dois anos seguido eu tive duas internações devido a minha obesidade, a minha circulação é ruim, né, e eu tive uma trombose na perna

esquerda né, fiquei doze dias internado né. E por pouco não perdi a perna, e no ano seguinte né, eu já tive uma outra trombose na perna direita e fiquei mais nove dias internados. Sem contar né, a dificuldade para tudo, ás vezes muita coisa que a gente precisa pegar um objeto no alto fica dependendo de um amigo para estar pegando, uma pessoa para tá, tá pegando. A cirurgia me deu uma nova vida, hoje eu sou uma pessoa com a auto-estima lá em cima, sabe. Nem até, até tem muitos pacientes que ele, querem fazer a cirurgia e se preocupam a com a pele que vai sobrar, eu prefiro ter várias peles sobrando mas ser magro. Por que? Porque isso eu estou conhecendo coisas, fazendo coisas que até então eu nunca fiz depois de adulto. Porque quando a gente é criança a gente, eu sempre fui uma pessoa obesa, né.

S:Desde quando eu nasci a minha mãe dizia que eu mamava nela e mamava duas mamadeiras e meia, então eu sempre fui uma pessoa de muito apetite só que, até, até mesmo eu penso, que eu não quero jogar a culpa do meu resultado nos meus pais, mas eu acho que tem pais que às vezes eles agem errado. Porque veja bem. Eu sou, eu sou uma criança no caso quando eu era criança, cada vez que a balança aumentava um quilo né, a pessoa falava trinta quilo, olha, como ele está gordinho, tal, a bochechinha dele, então, eu gostava de ser paparicado. Então acho que é por isso, que eu sempre tive engordando cada vez mais. Mas se eu tivesse informação que isso no futuro ia me prejudicar, jamais eu ia estar sabe, é, comendo e outra coisa, eu não sabia me alimentar. Eu fui saber me alimentar depois de quarenta anos, que foi quando eu comecei o processo para fazer a cirurgia,foi quando eu fui frequentar a faculdade, é, frequentei as palestras né, na faculdade, foi quando eu tive orientação, prá tá sabendo como se alimentar, né, prá estar assimilando também o exercício físico, né. E hoje, nossa, eu não tenho nem palavras para dizer a alegria que eu sinto né, depois de ter feito essa cirurgia.

P: No dia da cirurgia, você tinha alguma dúvida em fazer ela, passou por algum momento

S: Olha eu, no dia da minha cirurgia a minha internação foi marcada para internar no domingo às sete horas da manhã, né. Aí eu saí daqui tal, cheguei no hospital

internado, passei domingo o dia todo bem tranqüilo, aí na segunda feira também, tranqüilo tal. Quando chegou à noitinha aí a enfermeira chegou no quarto né, e falou assim, olha, amanhã seis e meia você vai para o centro cirúrgico.

P: Uhm.

S: Aí deu um frio na barriga, né, pois eu nunca tinha feito cirurgia nenhuma, mas eu falei não, é o que eu sempre quis, e se tiver alguma dificuldade eu estou disposto a passar né. Sem problema. E naquela noite procurei dormir bem tranqüilo,

sossegado, tal, dormi. De manhã a enfermeira já veio, me acordou, eu fui pro outro quarto, depois coloquei a roupa para ir no centro cirúrgico, e do quarto a maca já encosta assim na porta do quarto e vai deitado, né.

P: Uhum.

S: E engraçado que aí deitado assim, conforme a enfermeira vai empurrando a maca aí vai passando assim as carga de luz no teto

S: E aquilo alí, sabe, não sei, e aquilo ali me deixou um pouco tenso, sabe. Aí subiu o elevador tal, até o quinto andar. Quando eu cheguei lá na, na, eu não fui direto para a sala de cirurgia, eu fui para uma salinha antes né, onde é medido a pressão tal, se tá tudo bem, bati um papo, pergunta como está dá uma olhada nos exames, e quando eu cheguei lá já tinha uma senhora que ia operar de apêndice, né.

P: Uhum.

S: E a gente ficou ali uns quinze minutos conversando, e aquele papo que a gente bateu ali, foi o que a gente precisava para, eu acalmar ela e ela me acalmar. Mesmo porque não é assim, assim nervoso, é um pouquinho de ansiedade, isso é natural. A minha pressão ela geralmente é doze por oito, quando a médica mediu a minha pressão ela estava doze por oito, mas quando ela mediu eu já tinha conversado com a, com a amiga lá que ia operar também, mas se ela tivesse medido assim que eu tivesse chegado lá a pressão estaria quinze, dezesseis. Aí, em seguida ela já saiu, né. Foi para o centro cirúrgico, e os estagiários também eles participam, assistem a cirurgia e tal, eles foram lá bater um papo com a gente, foi interessante também ajudou bastante. Sabe, porque o médico ele chega ali, ele já te cumprimenta, ele chega sorrindo, ele já deixa você mais relaxado, né. Aí quando eu fui para o centro cirúrgico, aí eu falei bom, aí chegou à hora, a coisa que eu sempre quis vai

acontecer agora. Entrei no centro cirúrgico,tal. P: Uhum.

S: Graça a deus. Me trataram muito bem, né. Aí colocaram o oxigênio, já foram colocando o soro né.

P: Uhum.

S: Aí quando colocou a máscara de oxigênio acho que, já quando me aplicaram a rack né.

P: Uhum.

S: Quando eu deitei aí já não via mais nada, né. Já tinha apagado. Agora à volta da anestesia, após a cirurgia né, da anestesia geral,foi muito mais difícil, por quê? Porque conforme a orientação médica, quando a gente é entubado

P: Uhum.

S: A gente respira através de aparelho, quando a gente volta da anestesia que a gente acorda, a gente tem que fazer o pulmão da gente funcionar, né. Pela, pela gente mesmo, normal né.

S: E, eu sempre tive dificuldade de respirar. Eu acordei, estava com os olhos

fechados e escutava a voz da enfermeira, respira, respira, eu sou meio preguiçoso, respirava um pouquinho, parava sabe. Aí, depois umas três vezes aí eu firmei a respiração. Aí, a dificuldade que eu tive onde que foi, eu tive muito vômito, após a volta da cirurgia. Só que eu não sentia que eu tinha sido operado porque quando eu acordei eu não sentia nada, né. Aí eu falei assim, pôxa mas será que eu já operei? Aí eu falei assim, ah acho que já, porque tem soro, tem tudo aqui, eu fui para a sala de cirurgia, eles não iam tirar eu de lá sem operar, aí eu peguei a mão aqui, pus a mão e falei, ah, eu estava com a cinta né, ah, eu fui operado. Graça a deus, aí foi só alegria, confirmou. Mas foi vômito o resto do dia, né, eu desci do centro cirúrgico, era quatro horas da tarde, e quando, toda a noite inteira, o outro dia também. Aí quando o médico passou,eu falei assim doutor, eu graça a deus eu estou muito bem, estou sentindo um pouco fraco, né, um pouco debilitado, mas eu estou vomitando muito. Aí ele falou assim, é o medicamento que tem, o dramal, dramal é para dor e ele

provoca vômito. Só que vamos fazer o seguinte, eu vou trocar ele por dipirona né, e se o dipirona tirar a dor aí você fica com ela. Eu falei, excelente. Aí ele passou, eu acabei passando dipirona, só que após a cirurgia os médicos eles orientam muito a gente a andar. Por quê? Por causa da circulação, né. A circulação da gente e não dar uma trombose. Como eu era reincidente de duas tromboses uma em cada perna eu tinha que andar de todo jeito. Só que pôxa, eu tinha uma sonda aqui na uretra né, tinha duas sondas aqui, e não foi fácil, porque eu fiquei praticamente umas quase trinta horas de jejum, né, então pra mim estava muito fraco. E ainda estava na minha ficha lá, todo plantão que trocava no hospital era pra mim andar. Só que depois que acordei e vomitei, fui andar três dias depois, né. Mas dor não senti nada. Não senti nada. Só o que me incomodou foi o vômito mesmo, né. E se precisasse fazer de novo eu faria. Sabe, faria porque a alegria de ser a pessoa que sou hoje não tem preço, não tem dor que pague.

P: E como é que foram os dias depois da cirurgia.

S: Olha, o dia depois foi o seguinte, a gente começa com uma dieta né, dieta líquida e tal, que é o chá, né. E água não pode, água só pode depois de quatro a cinco dias, né. E é só o chazinho e o caldinho, né. Só que o caldo, ele ainda desse bem, agora o chá, não tem açúcar, não tem nada, é meio aguado ele é horrível. Mas a gente discute, né. E então eu fui fazendo a dieta líquida, fui fazendo tudo, porque desde o início, as coisas correram bem para mim, porque eu sempre pedi orientação médica,

segui orientação das psicólogas, endocrinologistas, todas, terapeutas, tudo correram muito bem, graça a deus.Após cinco dias.

P: Uhum.

S: Eu já ia, eu vim para minha casa, né. E já ia ficar por minha conta,né. A dieta, a água de coco, né.

P: Uhum.

S: Gatorade, caldinho, né. Então, eu praticamente fiz tudo. Eu tive um pós-operatório muito bom, muito bom, eu já saí do hospital andando, né. Quando eu cheguei em casa, eu mesmo já, eu mesmo que fazia a minha sopinha, né. Tomava banho sozinho, tudo tranqüilo. Sabe, não tive dificuldade nenhuma. Acho que a vantagem de estar em pena, de estar passando aquele momento, e o momento mais crítico é o pós-operatório, né. Por quê? Porque, porque precisa ter muito cuidado para não formar fístula, não é. Pra cuidar dos pontos que também estão muito molhados, a gente tem que tá, sabe, não pode pegar peso, não pode subir escada, tem que andar mas um pouquinho, sabe, somente o necessário para evitar uma doença é, mais grave no caso da trombose, pra circulação.

P: E aí veio a primeira refeição. Depois de trinta dias.

S: É, eu, não. Eu com trinta dias, eu passei, não com vinte e cinco dias eu passei pela nutricionista, né. Então, como ela viu que eu estava muito bem, ela falou assim, olha, hoje fazem vinte e cinco dias, daqui mais quatro dias você completa os trinta dias de cirurgia, então aí eu já vou estar liberando para você o arroz, mas o arroz não assim, ele é uma papinha, sabe. Um arroz bem molhadinho, né. Você pode estar se alimentando dele, né. E a carne bem desfiadinha, bem pequenininha, né. Você pode também estar se alimentando porque a carne é o essencial, né, então eu fiquei nessa dieta, também a maça cozida, a pêra cozida comendo raspando na colherinha, e também hidratando bastante com gatrorade, com água de coco, né. Com suco ela também liberou, suco Del Vale, né, então estar tomando suco, nada de açúcar, né, doce só com quatro meses, refrigerante também.

P: E como que você lidou com a questão da quantidade, que foi bem menos do que você comia.

S: Isso. Olha para mim não foi difícil. Sabe por quê? Veja bem, a partir do momento que passei pela endocrinologista, pela nutricionista, ela passou uma dieta para mim, então essa dieta, ela já foi trabalhando com o meu organismo, o meu hábito

alimentar, né, já diminuindo a proporção de comida, por quê? Porque se eu já estivesse comendo vamos supor é 500g a cada refeição, né.

P:Uhum.

S:Quando eu operasse eu ia ter uma mudança de um dia para outro muito radical, porque eu ia deixar de comer 500g a cada refeição e ia ter que comer, tomar 20ml de líquido, né. Um copinho de café, né, mais é líquido não tem nada sólido, né, é só líquido. Então, ia ter uma diferença muito grande e o meu organismo poderia sentir, então ela já passou uma dieta, né. Não era uma dieta líquida, era uma dieta sólida mas uma dieta bem balanceada. Não muito difícil. Pra quê? Para eu ir me

habituando para quando eu fizesse a cirurgia o meu organismo não tivesse um impacto muito grande. E outra coisa, a própria cirurgia a gente não sente fome. Quando tem fome, né. Muitas vezes, tem paciente que varia de paciente, tem alguns que tem enjôo outros não, né. No meu caso não tive enjôo até hoje eu com 4 meses de cirurgia só vomitei devido a medicação. Mas com a alimentação eu não vomitei, só que, bom, aí é já é um processo lá na frente e tal, eu só queria falar que tem alimentos que eu comia antes que hoje eu não consigo comer. Acho que dentro desse paladar já não me dá prazer em comer, sabe. Mas isso já é um processo lá na frente, né. Ainda estamos nos meus trinta dias de cirurgia. E, é.

P: Então com trinta dias você começou esse alimento sólido. S: Mais trinta dias.

P: E você não sente fome. S: Não sentia fome.

P: Desejo de comer alguma coisa que não pode.

S:Também não, não tinha. Depois pós trinta dias não. Mas depois dos sessenta dias eu já tinha vontade de comer o que não como. Não tinha fome, mas tinha vontade de comer, porque é um processo muito longo, né. Sem estar se alimentando, sem ta, assim, comendo uma coisa que você está vendo ali, e você sabe o sabor daquilo ali, sabe, você está impedido de comer, então você sente vontade de estar sentindo aquele paladar daquele alimento, né. Mas não por fome, mas sim por sabe, quando você está comendo chocolate, ele é, além de ele ser energia alimentar ele também é prazeiroso, ele é gostoso, ele é saboroso, você entendeu. Mas não assim, uma coisa assim, é também por comer e estravazar. Porque é vontade de, porque devido à gente não poder comer nada doce, estar se alimentando mais por coisa salgado, parece que o organismo ele sente falta, de açúcar, algo doce, inclusive eu antes da

cirurgia, eu nunca fui de falar de doce, nunca fui falar de chocolate, era muito comilão mesmo, sabe. Agora hoje não, hoje eu sinto uma necessidade de comer algo doce. Mas também nada que seja abusivo, sabe. Tudo tem limite.

P: Tem aquele desejo mas antes disso tem limite, você toma cuidado.

S: Isso, isso. É inclusive agora no final do ano né, nós fizemos festas do ano novo e tal, então a gente tem vários pratos variados de alimento, disso, daquilo, só que a gente que tem estômago reduzido à gente fala assim, bom,

tem churrasco, tem maionese, tem lasanha, tem frango, tem peru, tem pernil, só que eu não posso comer tudo aquilo, eu vou escolher o que eu quero comer.

P: Hum.

S: Comi aquilo ali acabou, sabe, antes poderia comer um prato e variar, pra mim não, isso aí hoje pra mim é uma coisa impossível querer comer tudo isso de uma vez só. Eu escolho uma coisa e como, né.

P: Uhum.

S: Daqui umas duas, três horas eu vou e como outro alimento, né. Mas eu não importo porque sabe, porque eu jamais vou me arrepender por ter feito a cirurgia. Entendeu, pra mim é a coisa mais importante que aconteceu na minha vida. Porque, eu vivi, sabe. Eu estou me conhecendo, eu tô buscando eu, porque antes não era eu, sabe. Porque eu não era feliz, como é que poderia ser eu, sabe, não era normal, sabe. Eu tinha uma coisa que impedia eu de poder lidar com a minha vida, até nisso. Quando eu estava na palestra, né, com a psicóloga e tal, eu não tive oportunidade de falar isso mas na próxima palestra eu vou falar, né. Sabe doutora, a cirurgia me fez um bem muito grande, só que no meu trabalho eu tinha uma limitação para trabalhar, por quê, porque eu era obeso, então a minha produtividade era menor. Hoje com o peso que eu me encontro eu aumentei a minha capacidade de produzir, eu estou trabalhando dobrado, né, por quê, porque eu estou mais ágil, mais rápido, tem serviço que eu não poderia fazer, sabe. E hoje eu faço, então o que aconteceu, aumentou o serviço, dobrou o serviço mas não dobrou o salário. Tem um detalhe, recompensando o tempo que era obeso, pois quando eu era obeso ninguém também questionava, quem fazia o meu pagamento, porque eu produzia menos, então hoje eu também não posso questionar o meu trabalho porque eu estou produzindo mais.

P: É.

P:É uma troca. S:É uma troca.

P: E hoje assim, passado esses três meses você sente assim essa diferença porque mudou, mas hoje está normal e pode comer de tudo.

S: Eu posso comer de tudo, né. Ainda tem outras coisas que estão restrita, né. Porque ainda tem agora mais uma passagem pela nutricionista e tem algumas coisas que não está liberado, entendeu. Refrigerante mesmo, é liberado com 4 meses, até agora nas festas ela falou, você vai estar completando quatro meses agora depois da festa, eu vou liberar um pouquinho de refrigerante para você, mas você não vai colocar o refrigerante e beber, você coloca o refrigerante no copo, espera ele evaporar um pouco de gás e aí você bebe. Então tem certas coisas que ela não liberou, agora a alimentação eu posso comer de tudo, até que o meu organismo não rejeite. Igual hoje eu vou comer salsicha, não desce, é, carne seca que é jabá também não desce, lingüiça também não desce. Na verdade, muita coisa que principal que é necessário comer o meu organismo se dá muito bem, que é carne, então o que como mais é bife e filé de frango, carne de frango. São as duas carnes que como, mas é o que eu preciso devido às proteínas, as vitaminas

também, né. Mas eu estou muito feliz, eu estou, às vezes eu via as pessoas se alimentar, a pessoa pegava o prato, né, aí ia fazer seu prato assim, aí colocava uma colherzinha de arroz, uma colherzinha de feijão, uma salada e comia, e muitas vezes nem comia tudo, e se satisfazia. E eu fazia o prato que sabe, parecia um pão de açúcar, e depois fazia um mini pão de açúcar sabe. E às vezes eu não me sentia bem fazendo aquilo, sabia que aquilo me fazia mal, mas o que é, o que aquela necessidade de estar comendo, porque se eu pudesse comer só um pouquinho e não morrer de fome eu comeria. Então hoje, eu ponho bem pouquinho no prato e é o que sempre quis, comer pouco, sabe. É igual aquele velho ditado, né, a gente come para viver e não vive para comer. Antes eu vivia para comer, hoje eu como para viver, né. Eu gasto uma porcentagem de energia, e reponho uma porcentagem de energia de acordo com o que eu necessito, né.

P: Conta um pouquinho pra mim como está hoje a sua locomoção.

S: A minha locomoção está ótima. Hoje, inclusive aconteceu uma coisa com a minha perna da semana passada, né, que eu não subia escada, tipo assim, uma escada subir no telhado, né. Eu não subia. Eu hoje, da semana passada, eu subi numa escada entendeu. O sapato, antes para amarrar o sapato eu tinha que colocar o pé

em cima de uma cadeira, pra poder curvar um pouco o corpo e com alguma dificuldade amarrar o sapato. Hoje eu abaixo, amarro o sapato, entendeu. Se

precisar pintar o roda pé de uma parede eu passo o tempo todo abaixado pintando o roda pé da parede e não me sinto mal, me sinto bem, entendeu. Até, inclusive eu conversei com a doutora, a psicóloga na entrevista retrasada, né.

P: Hum.

S: Que eu estava me sentindo com muita energia, eu estava me sentindo muito ativo, e as atividades que eu estava fazendo estava sendo poucas, pelo tanto de