AKUT BRONŞİOLİTTE TEDAVİ
4. Standart grafiğinden elde edilen formülde y değerleri yerine örneklerin absorbans
4.2. Grupların laboratuvar özelliklerinin karşılaştırılması 1.Serum IL-13 düzey
4.2.3. Serum IFN-gama düzey
Em nosso caso, entretanto, pareceu-nos mais adequado não tomarmos a assinatura como principal ferramenta metodológica, mesmo entendendo-a como sinal de distinção/afirmação social ou como informação esclarecedora da oposição entre os que possuíam a habilidade, pelo menos rudimentar, de grafar o nome e aqueles designados como completamente analfabetos. Nossa escolha justifica-se tendo em vista compreendermos que ambas as percepções encontram-se atreladas à importância atribuída à capacidade (técnica) de escrever, fator não fundamental em nossa pesquisa. Para o entendimento dos usos da escrita – mesmo considerando a capacidade ou incapacidade de se redigir com as próprias mãos –, argumentamos ser necessário avançar no sentido de demonstrar como sujeitos não assinantes podem ser retirados do anonimato.
Esses indivíduos afirmaram-se, essencialmente, com seus sinais. As mulheres, em particular, marcaram os testamentos com alguma forma de sinal: rubrica ou cruz. Ao imprimirem sua marca, fizeram muito mais do que legitimar o documento: validaram a redação com finalidades específicas e, por decorrência, projetaram-se no cenário social. Por isso, interessou-nos especialmente analisar os textos daquelas mulheres que declararam não saber escrever, somente marcando o testamento. Com movimento metodológico inverso, mesmo registrando a presença da assinatura, de certa forma a desdenhamos, por estarmos conscientes de sua dispensabilidade para o alcance dos objetivos aqui propostos. Se não a negamos, tampouco a ressaltamos. Deixamos reforçada, por nossa opção metodológica, a crença de que mesmo os sujeitos que não sabiam escrever pertenciam a uma civilização
escrita.
Cumprido esse breve esclarecimento, importante para a explicação de nossa metodologia, voltemos à proposta de trabalho. Não se trata, portanto, de um estudo sobre alfabetização, mesmo tangenciando tal conceito. Tampouco de investigação acerca das práticas de leitura na sociedade mineira setecentista, o que poderia nos levar a suposições relativas aos níveis de letramento. Como esclarecemos em linhas anteriores, nossa pesquisa busca apenas responder a certas indagações: como em uma sociedade penetrada, marcada e legitimada pela escrita, sujeitos em sua maioria não letrados usaram a escrita? Com quais finalidades e intenções? Como verbalizaram e “colocaram no papel” demandas, disposições, representações, enfim suas narrativas?
As hipóteses que visam responder a tais indagações principiam-se pelo final do questionamento: as mulheres colocaram no papel seus relatos e disposições pela via oral, escrevendo por mãos alheias. As finalidades e intenções, dada a caracterização das fontes selecionadas, estão associadas ao gerenciamento do cotidiano, à medida que se referem aos bens e aos relacionamentos sociais e familiares. Por fim, tendo-se em vista o não domínio do sistema alfabético, utilizaram-se da escrita em momentos determinados de suas vidas. Pensamos neste último ponto, considerando prováveis leituras e o ditado de outros documentos, práticas que tentamos identificar no percurso da investigação. Trata-se, portanto, como vimos discorrendo, da análise dos usos da escrita, da redação sem a habilidade de redigir. De momentos em que a escrita ocupou lugar de destaque, configurando-se como acontecimento fundamental na vida dos indivíduos.
Para tanto, precisávamos, como dito, partir de um elemento que, em sua concretude, nos possibilitasse conhecer as formas pelas quais as testadoras se firmaram diante da escrita e afirmaram, assegurando a veracidade do conteúdo escrito. Dois movimentos se deram com essa intenção: primeiro, a separação dos testamentos das assinantes e não assinantes. Depois, o mais importante: no caso das testadoras não assinantes, a eleição dos fios condutores das narrativas. Esclarecemos que no caso daquelas testadoras assinantes do nome, dado o pequeno número, processamos a análise dos textos selecionados de forma geral, tentando identificar marcas de autoria, não necessariamente com base em eixos norteadores. Buscamos evidenciar, igualmente, indícios da convivência com a escrita ao longo de suas vidas.
Assim, o fato de trabalharmos com traslados da documentação – os quais não nos permitem utilizar e analisar o “traço do indivíduo” – não nos levou, contudo, a subjugar a importância do registro de sua assinatura ou sinal. Se não possuímos a marca autográfica, temos a confirmação de que a mulher assinou ou marcou o documento. Ao iluminar nosso caminho, pelo menos no início da trajetória, o registro da presença de assinatura e/ou sinais, confirmados pelo termo de aprovação, deu-nos subsídios para realizarmos uma organização preliminar dos dados. Juntamente com outras informações, que contribuíram para o delineamento do perfil das testadoras, foi possível verificar as similaridades/diferenciações entre os conteúdos dos textos. Enquanto história social dos usos da escrita, nossa investigação buscou, num primeiro momento, quantificar as testadoras do período e a representatividade dessa amostra no universo estudado, ou seja, na Comarca do Rio das Velhas, no século XVIII e início do XIX.
A partir dessa quantificação inicial, processamos a contabilidade dos testamentos em que a mulher:
a) assinou com nome;
b) rogou para que assinassem, marcando com sinal.
Após essa organização, selecionamos as temáticas mais recorrentes nos testamentos e elegemos os eixos norteadores da escrita para analisarmos a maior parte dos textos, ou seja, os testamentos das mulheres que declararam não saber ler nem escrever e/ou que não assinaram o nome.
A opção de se trabalhar a partir de eixos norteadores ou fios condutores das narrativas ocorreu porque acreditamos que a análise dos usos inevitavelmente encontra-se ligada ao conteúdo, o qual é marcado por sua historicidade. A escrita é sempre a escrita de algo, de alguma matéria concreta. Por isso, apresenta intencionalidades. Nesse sentido, o diálogo com a linguística fez-se indispensável, orientando-nos como proceder à identificação das marcas de autoria nos textos enunciados. A leitura das fontes em busca dessas marcas, as quais tiveram sua origem na enunciação oral, demandou orientação teórico-metodológica específica. Tornou-se necessário, então, compreender como se configurou o momento/processo da enunciação do sujeito-narrador (no caso, a testadora).
Empenhamo-nos em tentar captar a complexidade que permeia as relações entre escrita e oralidade. Portanto, consideramos imprescindível não apenas a definição das circunstâncias em que se deu o discurso testamental, mas, também, a compreensão dos movimentos caracterizadores dos atos de escrita. Ou seja, precisávamos entender como os protagonistas de uma dada situação de comunicação transportam para o ditado/escrita seus saberes, memórias e intenções. Buscamos, assim, decodificar as mensagens elaboradas, entendendo-as como “encontro dialético” entre os partícipes do evento de letramento.
1.5 DO DIÁLOGO ENTRE A HISTÓRIA E A LINGUÍSTICA, A ABORDAGEM